sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

“Governo quer cansar os peritos mas antes vai matar de cansaço os segurados”


               Foto: Divulgação 


Frase de Alexandre Garcia resume bem situação da greve dos peritos médicos, em greve há 4 meses. O governo, de forma absolutamente irresponsável, está preterindo a necessidade de dois milhões de cidadãos por causa de um preconceito com uma categoria ao qual eles se recusam a dar a devida importância.
 
Insensível ao drama da população, já que entre segurados, familiares, dependentes, amigos, colegas de trabalho e patrões, cerca de 20 milhões de brasileiros estão diretamente afetados pela greve, o governo insiste em não negociar, em querer humilhar a categoria pericial e castigá-la por ter ousado se levantar em greve contra o desmanche da carreira.
 
Os peritos médicos, bravos, unidos, fortes e sob a liderança de sua entidade representativa, estão caminhando há 4 meses nessa longa marcha por justiça e reconhecimento, sendo sangrados por coações, assédios e maldades que comprovam que a diretoria do INSS nutre um profundo ódio por nós e por nossa carreira.
 
A diretoria do INSS, ao invés de se preocupar em gerir os problemas da autarquia, se tornou no principal problema da autarquia, pois dela emana todos os comandos erráticos que levaram o Instituto ao solo, colapsado em sua infra-estrutura, capital e gestão. O recente incêndio em uma APS do Maranhão, o trigésimo em 10 anos em um prédio da autarquia, mostra a difícil situação em que os atuais diretores deixaram o INSS.
 
Todo objetivo de uma greve é chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes. Ao negar o direito dos peritos terem esse acordo, o governo, estimulado pela diretoria “kamikaze” do INSS, além de incorrer em descumprimento de normas internacionais de relações trabalhistas, corre o sério risco de explodir muito mais que uma carreira, vão explodir todo o sistema previdenciário.
 
Para nós, peritos, o foco é permanecer no movimento, só assim venceremos o preconceito do governo contra nós e conseguiremos nossos objetivos. Agora, mais que nunca.”

Fonte: ANMP - 07/01/2016

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