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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Câmara - Deputados lamentam pouca participação em debate sobre combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Diversos parlamentares lamentaram o esvaziamento da comissão geral sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, nesta quinta-feira (7), em razão de não ter sido permitido o acesso da população às galerias do Plenário para acompanhar os debates. O incidente foi causa dos discursos mais exaltados da comissão geral. A deputada Luiza Erundina, que sugeriu o debate, disse que mesmo convidados foram impedidos de entrar no Plenário.
O deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG), falou em golpe. “Esta Casa está adoecida. Hoje há uma atitude absolutamente autoritária, inaceitável, de impedir que as pessoas, trabalhadores da saúde, adentrassem o espaço. Estamos voltando aos idos do golpe de 64. Esta ação que está acontecendo hoje é parte da lógica do golpe que está instalado contra a democracia”, declarou.
O deputado Carlos Manato (SD-ES) explicou que a participação de populares não é permitida, pelo regimento da Câmara, em comissão geral. Em resposta a Adelmo Carneiro Leão, Manato disse que intermediou a entrada das pessoas. “Comissão geral é para os deputados e os debatedores estarem presentes. Sessão solene é que permite todo mundo. A solicitação foi feita de forma equivocada. Não se pode dizer que isso seja golpe. Foi um equívoco na hora em que solicitaram”, declarou.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 28 de março de 2016

Câmara - Comissão da MP do Zika promove audiência na quarta

A comissão mista que analisa a  (MP) 712/16 promove audiência pública na quarta-feira (30).

A MP prevê a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, do vírus chikungunya e do zika vírus.
Convidados
Estão convidados representantes dos ministérios da Saúde; da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); da Moscamed; do Instituto Butantan; da Fundação Oswaldo Cruz; do Instituto Evandro Chagas; do Sanofi Pasteur; do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag); da Planear Sistemas; da Oxitec; e do LABclim.
A audiência interativa está marcada para as 14 horas, no plenário 7, da ala Senador Alexandre Costa, anexo 2 do Senado.
O evento terá transmissão ao vivo e participação popular pelo site:http://senado.leg.br/ecidadania
Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Agentes de Saúde fazem ação de bloqueio em bairros com casos suspeitos de dengue, chikungunya ou zika

 Na imagem, agente Maria Angélica durante bloqueio em residencia. Foto:Cesar Brustolin/SMCS
Os agentes de saúde de Curitiba estão realizando uma ação de bloqueio de transmissão nas regiões onde há casos confirmados ou suspeitos de dengue, chikungunya ou zika. No Cajuru, onde há um caso confirmado de dengue, os agentes passaram, na sexta-feira (19), pelas casas do bairro. A ação precisa atingir todos os imóveis num raio de 300 metros da casa da pessoa doente ou com suspeita das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Dona Doraci Marques mora há 36 anos na mesma casa no bairro Cajuru. Consciente da gravidade das doenças geradas pelo Aedes, ela abriu as portas para a agente de saúde do Município conferir as condições do imóvel e os cuidados que os moradores têm para evitar a proliferação do mosquito.
 “Saber que tem um caso da doença na vizinhança assusta”, afirma dona Doraci, que mora com a filha e um neto de 6 anos. Mas ela não dá chance para o mosquito faz tempo. “Já eliminei os pratinhos dos vasos de flores há quase 19 anos”, conta ela.
A coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Juliana Martins, explica que o objetivo principal da ação de bloqueio é evitar que a pessoa doente ou com suspeita da doença seja picada pelo mosquito, que poderá transmitir a doença para outras pessoas.
Nas visitas, os agentes seguem a rotina determinada pelo Ministério da Saúde: orientam os moradores e sanam suas dúvidas; observam as condições do imóvel, dentro e fora; eliminam os pontos com risco de facilitar o aparecimento de focos do mosquito; e coletam larvas que venham a ser encontradas. Se isso acontecer, é preciso abrir um novo raio de 300 metros para desenvolver a ação de bloqueio, que nesse caso é ampliada.
Juliana explica que nos depósitos em que não é possível retirar a água parada, por eles serem muito grandes ou pesados, nem cobrir, é feito o tratamento químico, com poder de ação de dois meses.
Risco
A ação de bloqueio no Cajuru exigiu a abertura de um novo raio de 300 metros. Isso porque na casa de um casal de idosos, vizinhos de rua da dona Doraci, a preocupação em armazenar água da chuva e guardar objetos que eles avaliam que serão úteis em algum momento acabam oferecendo risco para o casal e para os moradores da região. A agente de saúde encontrou muita água parada, acúmulo de lixo reciclável e coletou larvas que vão ser levadas para análise. Também foi necessário fazer o tratamento químico em ralos da residência. A moradora garantiu que vai eliminar todo o material que está acumulando água em seu terreno.

Fonte: SMCS

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Senado - Cidadãos poderão tirar dúvidas sobre a zika em debate no Senado

Avanço das doenças causadas pelo Aedes aegypti 
preocupa senadores.James Gathany/Wikipedia

Audiência entre senadores e especialistas marcada para quinta-feira receberá perguntas por telefone e pela internet sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) fará audiência pública na manhã desta quinta-feira (18) sobre as iniciativas de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunha. O debate, proposto pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), deverá contar com a participação da Embrapa, da Universidade de Brasília e dos Institutos Agronômicos de Campinas e do Paraná. Qualquer pessoa poderá enviar perguntas aos senadores e pesquisadores que participarão do encontro (veja como no Saiba Mais).
A gravidade e o alto número de casos das doenças transmitidas pelo mosquito motivaram o debate. Duas semanas atrás, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu alerta global declarando como emergência de saúde pública os casos de microcefalia e outras doenças neurológicas causadas pelo vírus Zika.
Microcefalia é uma malformação congênita em que o cérebro do bebê não se desenvolve de maneira adequada. A OMS apontou a possível relação entre o Zika e os casos de microcefalia. Entretanto, segundo o Ministério da Saúde, as investigações sobre o vírus continuam para esclarecer questões como a transmissão, a atuação no organismo humano, a infecção do feto e o período de maior vulnerabilidade para a gestante.
De 22 de outubro a 6 de fevereiro, foram notificados 5.079 casos suspeitos de microcefalia no país. Destes, 462 tiveram confirmação de microcefalia ou outras alterações do sistema nervoso central, sendo que 41 com possível relação ao vírus Zika. Outros 765 foram descartados e 3.852 continuam sob investigação.
O principal modo de transmissão do vírus é a picada do Aedes aegypti. Outras formas de contágio estão sendo apuradas. O Serviço de Saúde do Condado de Dallas, nos Estados Unidos, divulgou que a região teve um caso de transmissão sexual do Zika. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, constatou a presença do vírus em amostras de saliva e urina. De todo modo, de acordo com as autoridades sanitárias, o combate aos criadouros do mosquito é a forma mais importante e eficaz de combater o problema. O Senado, por exemplo, entrou nessa batalha. Como resultado, não foram encontrados indícios de criadouros nas dependências da Casa em verificação feita há duas semanas por agentes da Vigilância Ambiental em Saúde do Distrito Federal. Nesta edição, o Especial Cidadania apresenta medidas simples que podem ser adotadas para proteger as residências.

Senadores pedem união de todos para enfrentar o problema

“Nós estamos caracterizando essa questão hoje como uma doença ambiental. Não dá mais para separar o mundo rural e as cidades nessa epidemia” — Wellington Fagundes (PR-MT)
“Primeiro, tem que haver uma grande união nacional. É uma situação muito grave. Mas o Brasil está numa briga política que não para. Pelo amor de Deus, paremos com nossas brigas e façamos pelo menos um esforço de união nacional em cima desse tema” — Lindbergh Farias (PT-RJ)
“Um tema que é convergente é o combate ao Aedes aegypti, que aglutina todos os segmentos da sociedade. Então, quando a presidente da República vai se pronunciar sobre o assunto, ela recebe um panelaço. Fica claro que, nem nos pontos de convergência, a presidente tem interlocução com a sociedade brasileira.” —Ronaldo Caiado (DEM-GO)
“É uma questão não apenas de governo, mas da sociedade toda. A gente vê com tristeza alguém tomando um refrigerante ou uma água mineral, abre o vidro do carro e joga a embalagem vazia na rua. Isso é risco de acidente, mas agora risco também de aquele líquido estar ajudando a propagar o mosquito.” — Ana Amélia (PP-RS)
“A população tem sido alertada como nunca antes. Isso é um despertar da população, essa necessidade de todos vigiarem. Eu acho que essa mobilização está sendo feita agora cada vez mais. Aí é também o papel do Congresso Nacional, o de tentar contribuir para esse despertar.” — Lasier Martins (PDT-RS)


Saiba mais:
Fonte: Agência Senado

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Aedes aegypti já se tornou mosquito doméstico, alerta epidemiologista

Há cerca de 50 anos, o Aedes aegypti iniciava um processo de transição de mosquito selvagem para urbano. Originário do Egito, o mosquito se dispersou pelo mundo a partir da África: primeiro para as Américas e, em seguida, para a Ásia.
Aedes aegypti
Aedes aegypti se dispersou pelo mundo a partir da África Divulgação/Fiocruz
As teorias mais aceitas indicam que o Aedestenha se disseminado para o continente americano por meio de embarcações que aportaram no Brasil para o tráfico de negros escravizados. Registros apontam a presença do vetor em Curitiba, no final do século 19, e em Niterói (RJ), no início do século 20.
Ao chegar às cidades, o Aedes passou a ser o responsável por surtos de febre amarela e dengue. A partir de meados dos anos 1990, com a classificação da dengue como doença endêmica, passou a estar em evidência todos os anos, principalmente no verão, época mais favorável à reprodução do mosquito.
A infecção se dá pela fêmea, que suga sangue para produzir ovos. Uma vez infectado, o mosquito transmite o vírus por meio de novas picadas. Atualmente, o inseto transmite, pelo mesmo processo, febre chikungunya e zika.
Em entrevista à Agência Brasil, o epidemiologista e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovirose, Luciano Pamplona, disse que o Aedes aegypti já pode ser considerado um mosquito doméstico. “Ele é praticamente um bichinho de estimação”, disse Pamplona, que também é professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, apontam que, no Nordeste, o principal tipo de criadouro do mosquito são tonéis e caixas d’água. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o depósito domiciliar, categoria em que se enquadram vasos de plantas e garrafas, predomina como criadouro do vetor. No Norte e no Sul, a maior parte dos criadouros do mosquito está no lixo.
Confira abaixo a entrevista com o especialista:
Agência Brasil: O Aedes aegypti se adaptou ao longo dos anos?
Luciano Pamplona: Com certeza. Registros de 40 ou 50 anos atrás indicam que, naquela época, ele estava se tornando um mosquito urbano. Essa transição aconteceu de forma bastante acelerada. Hoje, ele é um mosquito doméstico, totalmente adaptado aos nossos hábitos domiciliares. A principal prova disso é o mapa com os principais criadouros do país. Em torno de 80% a 90% dos focos do vetor estão dentro das casas das pessoas.
Agência Brasil: Aedes já se reproduz em água suja e não mais apenas em água limpa?
Pamplona: O que é água limpa pra você? Para o mosquito, é apenas uma água que não tem matéria orgânica em decomposição e que não está turva. Isso basta. Em uma fossa, por exemplo, quando o sedimento desce, a água se torna limpa para ele. Por isso, a definição de água limpa para o mosquito é muito relativa. E mais: se não houver um recipiente com água limpa, ele procura a menos limpa, até chegar ao esgoto. Tudo pode se transformar em foco.
Agência Brasil: Qual o ambiente considerado ideal pelo Aedes para se reproduzir?
Pamplona: Muita gente acha que a fêmea do mosquito coloca o ovo na água, mas, na verdade, ela coloca na parede dos depósitos. Ela precisa que o recipiente tenha paredes. Por isso, não pode colocar ovos em rios, por exemplo. O fato de a água estar parada ou não influencia pouco. Mas a fêmea tem sim preferência por água parada, locais mais escuros, paredes porosas que fixem melhor os ovos e pouco movimento. São esses os depósitos predominantes para o mosquito.
Agência Brasil: É verdade que o Aedes já consegue chegar a alturas mais elevadas?
Pamplona: Quem mora em apartamento chega em casa de que forma? Pelo elevador. E o mosquito faz isso da mesma maneira que nós. Na prática, o fato de não voar grandes altitudes não impossibilita que ele chegue até locais mais altos. Como nós, ele também sobe de elevador, anda de carro, viaja de avião. O mosquito se locomove utilizando os mesmos mecanismos que a gente. Onde a gente vai, ele vai atrás.
Agência Brasil: O Aedes é capaz de espalhar o vírus Zika de forma mais rápida que a já conhecida dengue?
Pamplona: Vivemos um momento de muita especulação. Sabe-se pouca coisa sobre o Zika. É uma doença que de pouquíssima gravidade e que, em 80% dos casos, não causa nenhum sintoma. As três pessoas que morreram por Zika podem ter fatores associados e que provavelmente contribuíram para o óbito. No caso da dengue, temos mais de 800 pessoas morrendo por ano no Brasil. O fato é que ainda temos muito mais perguntas que respostas. Creio que vamos demorar um bom tempo estudando o vírus Zika.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Vacina contra Zika pode ser desenvolvida em até um ano, diz ministro

Foto: ABr
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (11) que uma parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas, no Pará, e a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, possibilitará que a vacina contra o vírus Zika seja desenvolvida em até 12 meses.
Após essa etapa, a vacina ainda precisa passar por testes clínicos para, em seguida, começar a ser produzida e disponibilizada à população. Essa fase deve durar mais dois anos, totalizando três anos para que todo o processo seja concluído.
Durante entrevista coletiva, o ministro destacou que a experiência de ambas as instituições no ramo das chamadas arboviroses (doenças causadas por vírus semelhantes ao Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela) pode ajudar a reduzir o prazo para a formulação da vacina, já que o cronograma oficial de trabalho prevê o desenvolvimento das doses em dois anos.

Mobilização nacional
O investimento brasileiro na parceria com os Estados Unidos, segundo ele, é de US$ 1,9 milhão para os próximos cinco anos. “Há um grande otimismo de que poderemos desenvolver essa vacina em um tempo menor do que o que estava previsto. Aproximadamente, dentro de um ano, poderemos ter a vacina desenvolvida, podendo ser menos. Depois, vêm os testes e ensaios clínicos e a produção da vacina para poder ser comercializada e aplicada”, ressaltou Castro.
Aedes aegypti
O Aedes aegypti é vetor da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika Divulgação/Fiocruz
No próximo sábado (13), uma mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti vai levar cerca de 220 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica às ruas. Os militares irão distribuir material impresso com orientações para a população sobre como manter a casa livre dos criadouros do mosquito. O Aedes aegypti é vetor da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês.
A meta é visitar 3 milhões de residências. A mobilização vai abranger 356 municípios, incluindo todas as cidades consideradas endêmicas, de acordo com indicação do Ministério da Saúde, e as capitais do país.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 30 de janeiro de 2016

Fiocruz pesquisa formas de transmissão do Zika



Mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia começaram a ser testados em 2014
Pesquisadores da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) estudam se a bactéria Wolbachia, usada no Aedes aegypti para evitar a transmissão da dengue, impede também a propagação do vírus Zika. De acordo com o pesquisador Luciano Moreira, que coordena o projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, estudos internacionais tiveram resultados positivos.

“Tem já trabalhos publicados na literatura científica. [A bactéria] também reduz a transmissão do vírus da febre amarela, do vírus Chikungunya. Não está publicado ainda, mas recentemente colaboradores do programa internacional realizaram experimento e foi mostrado que o mosquito com Wolbachia também tem efeito sobre o vírus Zika”, disse o pesquisador.

Desde 2014, os pesquisadores usam os chamados mosquitos do bem como um meio natural de controle da dengue. São insetos criados em laboratório, que não têm a capacidade de transmitir a doença. O pesquisador Luciano Moreira esclarece que não se trata de modificação genética, mas de uma bactéria que é naturalmente encontrada em mosquitos e em até 60% dos insetos do mundo inteiro. “Foi descoberto que, quando colocada no Aedes aegypti, ela bloqueia e reduz muito a transmissão do vírus da dengue”, explica.

Atualmente o projeto é testado em Tubiacanga, na Ilha do Governador, zona norte da capital fluminense e em Jurujuba, Niterói. Moreira afirma que pode demorar anos para que a tecnologia seja usada em grande escala.

“Ainda é um projeto de pesquisa, a gente passou por todas as fases de aprovação regulatória governamental, hoje a gente está no campo em pequena escala. Isso dando certo, um próximo passo seria a expansão do projeto. A gente já está em conversa com o ministério [da Saúde], há interesse, mas isso tem que ser muito planejado e pode levar alguns anos para ter resultado numa área maior”, disse o pesquisador.

Pernilongo
O departamento de entomologia da Fiocruz também investiga se o mosquito Culex, conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca também pode transmitir o vírus Zika. A coordenadora da pesquisa, Constância Ayres, diz que até agora não há comprovação da tese, motivada pela rapidez com que ocorreu a propagação do Zika.

“A primeira coisa que me chamou a atenção foi a rapidez na transmissão. Na maioria dos países em que o Zika vírus foi introduzido, ele gerou um número de casos muito grande em um espaço de tempo muito curto. Então isso já mostra um padrão um pouco diferente das outras viroses que o Aedes transmite, por exemplo a dengue. Então isso foi uma das coisas que me levou a investigar a possibilidade de outros mosquitos estarem envolvidos”, disse Constância.

De acordo com a pesquisadora, saber qual é o agente transmissor é fundamental, pois os hábitos do pernilongo e do Aedes são bem distintos. “Infelizmente, os mosquitos são completamente diferentes. Essas duas espécies têm hábitos completamente diferentes, enquanto o Aedes se alimenta durante o dia, o Culex quinquefasciatus se alimenta preferencialmente à noite, quando a gente está dormindo. Os criadouros também são diferentes. O Culex tem preferencialmente criadouros que contém água extremamente poluída, como esgotos, fossas, canaletas, água rica em matéria orgânica. Já o Aedes aegypti prefere colocar seus ovos em água parada, em água limpa”.

Ela ressalta, no entanto, que ainda é cedo para mudanças de estratégia e que as ações devem continuar voltadas para o controle do Aedes aegypti, comprovadamente vetor das duas doenças. “A priori é o Aedes aegypti. Então as ações estão voltadas para o controle do Aedes".

De acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 3 milhões e 4 milhões de pessoas do continente Americano devem ser contaminadas com o vírus Zika em 2016.

Fernando Frazão/Agência Brasil


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Dilma discute com governadores ações de combate ao Aedes aegypti

A presidenta Dilma Rousseff está reunida neste momento com os governadores dos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, por meio de videoconferência, para tratar de medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Dilma está acompanhada de sete ministros, entre eles, da Saúde, Marcelo Castro, da Integração Nacional, Gilberto Occhi e da Defesa, Aldo Rebelo, na Sala Nacional de Coordenação e Controle para Enfrentamento da dengue, chikungunya e vírus Zika.

Aedes aegypti
O governo federal promove hoje (29) um dia de mobilização para eliminar possíveis criadores do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika Divulgação/Fiocruz
Dia de mobilização
Hoje, o governo federal promove um dia de mobilização para eliminar possíveis criadores do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika – que pode causar microcefalia em crianças.

Mais cedo, o ministro da Saúde afirmou que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração foi feita um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

O continente americano deve ter entre 3 milhões e 4 milhões de casos de zika em 2016. A estimativa, divulgada ontem (28), é da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS.

Boletim divulgado na quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde confirma que 270 crianças nasceram com microcefalia por infecção congênita, mas não necessariamente causada pelo vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.448 casos suspeitos de microcefalia.

A Região Nordeste concentra 86% dos casos notificados. Pernambuco continua com o maior número de casos em investigação (1.125), seguido da Paraíba (497), Bahia (471), do Ceará (218), de Sergipe (172), Alagoas (158), do Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Empresas de energia vão ajudar no combate ao Aedes aegypti

Profissionais de empresas de energia elétrica, que fazem a leitura de medidores de energia, procurarão localizar possíveis focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.

O anúncio foi feito na tarde de hoje (28) pelo Ministério das Minas e Energia. A estimativa é que as distribuidoras de energia contem com 40 mil leituristas, que visitam cerca de 75 milhões de unidades consumidoras mensalmente em todo o Brasil.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Leite, as empresas treinarão os leituristas para fiquem atentos à existência de possíveis criadouros do mosquito.

Haverá um código para que uma central seja avisada por meio do aparelho que é usado para as anotações de medição de energia. Em seguida, as salas de controle de riscos e de combate ao mosquito, existentes em todos os estados, será alertada e ficará responsável por avaliar se há mesmo o foco do mosquito e eliminá-lo.

Além disso, a partir do próximo mês, as contas de luz e gás terão escritos os seguintes alertas: "Febre, coceira, dor de cabeça e outros sintomas. Pode ser dengue, chikungunya ou Zika. Beba muita água e vá a uma unidade do SUS". "O mosquito que mata não pode nascer. Portanto, sábado é dia de faxina", é outro alerta.

“O setor de energia tem grande capilaridade e grande contribuição a dar no sentido de combate a este mosquito”, disse o ministro Eduardo Braga.

O governo federal anunciou ontem que 220 mil militares vão ajudar no combate ao mosquitoAedes aegypti. O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, informou que os homens das três Forças Armadas vão atuar em 356 municípios.




Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Distrito Federal identificou mais de 1.400 possíveis focos do Aedes aegypti

As equipes que participam de vistorias de imóveis para o combate ao Aedes Aegypti no Distrito Federal localizaram até agora 1.412 focos de proliferação do mosquito. Foram visitadas 106.431 propriedades, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Os números foram apresentados durante visita que o governador Rodrigo Rollemberg e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, fizeram à Sala de Comando e Controle para Combate ao Aedes Aegypti.

O mosquito transmite a dengue, a chikungunya e o zika, que leva bebês à malformação do cérebro. A instalação faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia.

A sala, que está em funcionamento desde dezembro do ano passado, foi a primeira do Brasil a ser inaugurada. Marcelo Castro disse que todos os estados criaram salas, que estão em funcionamento.

“Aqui temos todas as informações para que todos os órgãos envolvidos possam atuar, possam monitorar, controlar e definir estratégias eficazes de combate ao mosquito da dengue. Sobretudo de combate à reprodução do mosquito da dengue”, disse Rollemberg.

O ministro disse que “há 30 anos o mosquito habita o Brasil, transmitindo a dengue. E ano passado foi o ano que nós tivemos o maior número de casos. O mosquito, até agora, está ganhando a batalha. Além da dengue, [tem] a chikungunya e o zika. Essa batalha nós não podemos perder".

O governador disse que todos os esforços estão sendo aplicados. “Estamos utilizando inseticida, larvicida; estamos fazendo o controle biológico através de um bacilo desenvolvido por uma empresa incubada aqui na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; estamos utilizando peixes nos espelhos d'água públicos e queremos mobilizar, a partir do início das aulas, as crianças da rede pública e particular para que combate parta também das crianças”, afirmou.

Além dessas ações, Rollemberg disse que plantas crotalárias, conhecidas como xiquexique no Nordeste, estão sendo plantadas jardins da cidade. A planta tem a capacidade de atrair libélulas, cujas larvas se alimentam da larva do Aedes, podendo ajudar no combate ao mosquito.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Niterói testa projeto da Fiocruz que pode revolucionar combate ao Aedes aegypti



Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika
Projeto  prevê  inoculação  de uma bactéria  noAedes aegypti que tornará o mosquito incapaz de transmitir os vírus da dengue, chikungunya e zikaArquivo/ABr

Uma tecnologia desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pode revolucionar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e zika. A ferramenta inocula a bactéria Wolbachia no mosquito vetor dessas doenças. A partir daí, o mosquito perde a capacidade de transmitir o vírus das três doenças ao ser humano. Isso torna os territórios onde é desenvolvido o projeto imunes ao vírus.

Com experiências bem-sucedidas no exterior, em países como Austrália e Vietnã, o bairro de Jurujuba, na zona sul de Niterói, região metropolitana do Rio, apresentou bons resultados desde o início dos testes na localidade, no segundo semestre de 2015. Nesta quarta-feira (13), a prefeitura anunciou que vai, junto com a Fiocruz, levar o projeto para apreciação do ministro da saúde, Marcelo Castro, no próximo sábado (16).
Se forem obtidos o aval e o financiamento da pasta, a projeção dos responsáveis pelo projeto é cobrir 10% da cidade neste ano com uma colônia de mosquitos Aedes aegypti com a presença da bactéria Wolbachia. No próximo ano, o percentual passaria para 50% da cidade e, em 2017, para 75%.
“Já temos resultados muito satisfatórios, que atestam que essa tecnologia é capaz de fazer com que a região onde os mosquitos com a bactéria Wolbachia são liberados para se reproduzir passe a ter a predominância de cerca de 70% deste tipo de inseto. Serão mosquitos incapazes de transmitir os vírus da dengue, da chikungunya e da zika, conforme atestam pesquisas científicas”, afirmou o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.
De acordo com a Fiocruz, uma vez estabelecido o método em campo, em determinada região, os mosquitos continuam a transmitir a Wolbachia naturalmente para seus descendentes, dispensando a necessidade de intervenções adicionais e tornando o projeto autossustentável.
Além disso, a Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade das Nações, principal agência de ciências da Austrália, concluiu que tal método apresenta riscos insignificantes tanto para o meio ambiente quanto para a segurança humana.
Segundo o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, o projeto pôde ser desenvolvido graças ao trabalho desenvolvido na saúde pública à estrutura disponível no município para o início dos trabalhos. Isso fez da cidade pioneira no país nesse tipo  de experiência. “É uma conquista extraordinária" e pode ser uma arma radical no enfrentamento da dengue em todo o país, afirmou o prefeito.
Aplicativo para combater criadouros
A campanha Não crise mosquito em casa lançou, nesta quarta-feira, um aplicativo de celular para auxiliar a prefeitura de Niterói a combater focos do Aedes aegypti. Por meio do aplicativo, a população pode tirar fotos de possíveis criadouros do mosquito. A vantagem é que as imagens terão o endereço do local e poderão ajudar o trabalho dos agentes de controle de endemias.
O Sem Dengue é georreferenciado e funciona como os aplicativos de táxi: ao tirar a foto, o endereço será automaticamente identificado, ou a pessoa poderá digitar manualmente o endereço do local. As informações serão transmitidas pela internet para uma equipe da prefeitura que ficará responsável pelo acionamento dos agentes para eliminar o criadouro.
Gratuito, o aplicativo estará disponível para usuários do sistema Android a partir de hoje. Já para o sistema iOS o aplicativo poderá ser baixado a partir de 23 de janeiro.
O município de Rio das Ostras, norte fluminense, também vai a usar ferramenta inovadora no controle do mosquito. As equipes da vigilância em saúde da cidade inciaram nesta semana o treinamento para trabalhar com o novo sistema, que permite identificar, em tempo real, as áreas com maior incidência do Aedes aegypti, além de acompanhar e mapear o trabalho dos guardas sanitários por meio de GPS (sigla para sistema de posicionamento global).
Com os programas Dengue Report e Monitoramento Inteligente da Dengue, a partir de umsmartphone, as informações são transmitidas, armazenadas e ficam disponíveis na internet, de forma simples e imediata, para consulta de toda comunidade. Os guardas sanitários passarão a usar o aparelho móvel, que vai identificar cada imóvel a partir da leitura de uma etiqueta (QR-code) colada dentro da residência ou comércio. Os dados das vistorias serão inseridos no aparelho.
De acordo com a prefeitura de Niterói, o sistema garante agilidade e confiabilidade às informações coletadas, além de reduzir custos, com a eliminação da papelada, e permitir melhor aplicação dos recursos disponíveis.
Além disso, armadilhas serão espalhadas pelo município para que os insetos coletados sejam analisados em laboratório. Com isso, será possível saber quais tipos de vírus estão circulando na região antes das pessoas serem contaminadas.  O município é o segundo do estado do Rio a implantar a tecnologia e o primeiro a usar os novos recursos disponíveis.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Produtos desenvolvidos na UFPR contra o Aedes aegypti ganham repercussão


Ministério da Saúde registrou aumento de 79% no número de 
mortes por dengue entre 2014 e 2015. Foto: Fabrizio Pensati


Pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Ecologia Química e Síntese de Produtos Naturais da UFPR estão ganhando repercussão neste início de ano. Estudos de professores da Universidade voltados ao combate do mosquito Aedes aegypti têm resultado em produtos mais eficazes e acessíveis à população. Este é o primeiro verão em que o Brasil terá circulação de três tipos de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti (causadores de doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya).

Entre as pesquisas, estão o desenvolvimento de um repelente com maior tempo de proteção, aerossol capaz de eliminar a praga em apenas uma borrifada e um larvicida natural com baixo grau de toxidade. Um dos compostos químicos já trabalhados – em processo de patente – mostrou ação eficaz não só contra o Aedes aegypti, mas também contra a aranha marrom e o escorpião amarelo.

Os produtos estão em fase de testes e fazem parte de projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Controle Biorracional de Insetos Pragas (INCT – CBIP). Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Instituto agrega pesquisadores de seis instituições: UFPR, Universidade Federal de São carlos (UFSCar), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em uma das entrevistas concedidas pelo professor do Departamento de Química da UFPR e membro do Comitê Gestor do INCT – CBIP, Francisco de Assis Marques, ele fala sobre a preocupação em aliar a eficácia dos produtos à aceitação do mercado. “A citronela é uma das substâncias naturais alvo dos estudos, mas ela tem cheiro forte e pequeno poder de repelência. Por isso, estamos modificando sua estrutura química e combinando com outras substâncias. Queremos triplicar o tempo de repelência e diminuir o odor”, explicou o professor.

Alarme
Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre janeiro e novembro de 2015, foram notificados 1.566.510 casos de dengue no país com registro de 828 mortes – o que representa um aumento de 79% em comparação com o mesmo período de 2014, quando 463 pessoas morreram de dengue.

Ainda segundo o Ministério, os casos notificados de febre chikungunya em 2015 totalizaram 17.765 e o último boletim do governo sobre vírus Zika indica que, até o dia 12 de dezembro, foram 2.401 casos de microcefalia (quadro relacionado à infecção por Zika em gestantes) em 549 municípios brasileiros. Desses, 134 tiveram a relação com o vírus confirmada, 102 foram descartados (não têm relação com o Zika) e 2.165 estão sob investigação.


Por Jaqueline Carrara

Fonte: UFPR

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ministério da Saúde alerta viajantes para eliminação dos criadouros

As medidas de combate ao Aedes aegypti devem ser reforçadas nas férias e festas de fim de ano, período marcado por chuvas em muitos estados do país e com maior circulação de pessoas. Para reforçar a importância de eliminar os focos do mosquito, o Ministério da Saúde recomenda aos viajantes que, antes de saírem de suas casas, façam uma vistoria para eliminar os recipientes que possam acumular água parada e servir como criadouro do mosquito.

“Se hoje não temos uma vacina para o Zika, chikungunya ou dengue, ou alguma tecnologia inovadora pronta para ser utilizada imediatamente, a ação mais efetiva é eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti. Por isso, é importante fazer um grande apelo à sociedade: antes de sair de férias, descarte corretamente latas, garrafas, embalagens de presentes, todo e qualquer recipiente que possa acumular água parada. Casa vazia não pode servir de criadouro do mosquito. Dessa maneira, com a ajuda de governos federal, municipal e toda a população, vamos fazer uma grande mobilização nacional para combater o mosquito”, reforçou o secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi.

O ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em uma viagem curta, é preciso estar atento. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda do apartamento, após uma chuva, podem facilmente se tornar um foco do mosquito e afetar toda a vizinhança. É importante verificar se a caixa d’água está vedada, a calha totalmente limpa, pneus sem água e em lugares cobertos, garrafas e baldes vazios e com a boca virada para baixo, entre outras pequenas ações que podem evitar o nascimento do mosquito.

Os ovos do mosquito podem ficar aderidos às laterais internas e externas dos recipientes por até um ano sem água. Se durante este período os ovos entrarem em contato com água, o ciclo evolutivo recomeça e, consequentemente a transmissão. Por isso, é necessário lavar os recipientes com água e sabão, utilizando uma bucha. Não importa se você mora em casa ou apartamento, o mosquito Aedes aegypti pode encontrar um recipiente com água parada para depositar os ovos e se reproduzir. São suficientes 15 minutos por semana para fazer a vistoria em toda casa e eliminar todos os possíveis focos do mosquito.

O secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, reforçou a importância da manutenção das doações de sangue, especialmente para a permanência dos estoques de todo o País, em particular no período de férias, quando há maior demanda por transfusões. O secretário também destacou as recomendações para triagem clínica dos possíveis doadores nos hemocentros, com a intensificação das perguntas sobre a ocorrência de doenças recentes e sintomas que possam indicar infecção, inclusive pelo vírus Zika.

O Ministério da Saúde, além do reforço do questionário, orienta ainda que os doadores não deixam de informar, até sete dias depois, de ocorrência de sintomas que possam indicar alguma doença para a busca ativa de informações clínicas e laboratoriais de possíveis receptores. “O Ministério da Saúde está agindo preventivamente, reforçando as orientações aos hemocentros e pedindo para a população continuar com as doações de sangue, principalmente nessa época do ano quando ocorre uma tendência de queda nas doações”, ressaltou Beltrame.

AGENTE COMUNITÁRIO 
As ações de combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti e o cuidado com os criadouros do mosquito ganham, em todo o país, o reforço de mais de 266 mil agentes comunitários de saúde. Os profissionais se juntam aos 43.920 agentes de combate às endemias que já realizam o serviço junto à comunidade. A portaria com a inclusão das novas atribuições foi publicada no Diário Oficial da União desta semana.

A medida intensifica as ações relacionadas a vigilância à saúde das equipes de atenção básica prevista na Política Nacional de Atenção Básica. A portaria prevê o esforço das equipes de saúde em trabalhar a educação em saúde na população, além de mobilizar a participação da comunidade no controle social. Entre as ações, estão visitas domiciliares para verificar situações de risco para a dengue, malária, leishmaniose e outras doenças.

MICROCEFALIA 
Nesta terça-feira (22), o Ministério da Saúde atualizou os dados de microcefalia relacionados à infecção pelo vírus Zika. De acordo com o novo Boletim Epidemiológico, foram notificados 2.782 casos suspeitos da doença e 40 óbitos, até 19 de dezembro. Esses casos estão distribuídos em 618 municípios de 20 Unidades da Federação.

A investigação dos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika é feito em conjunto com gestores de Saúde de estados e municípios. Equipes técnicas de investigação de campo do ministério da Saúde estão trabalhando nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Ceará. Atualmente, a circulação do Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas.

O Ministério da Saúde capacitou mais 11 laboratórios públicos para realizar o diagnóstico de Zika. Contando com as cinco unidades referência no Brasil para este tipo de exame, já são 16 centros com o conhecimento para fazer o teste. Nos dois próximos meses, a tecnologia será transferida para mais 11 laboratórios, somando 27 unidades preparadas para analisar 400 amostras por mês de casos suspeitos de Zika em todo o país.

MOBILIZAÇÃO NACIONAL 
Para a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, foi instalada a Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento à microcefalia. O objetivo é intensificar as ações de mobilização e combate ao mosquito Aedes aegypti. Também serão instaladas salas estaduais, que contarão com a presença de representantes do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública, Assistência Social, Defesa Civil e Forças Armadas.

Atualmente, estão implantadas salas em 18 unidades da federação: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Tocantins, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe e Ceará. Outros quatro estados estão em fase de implantação da sala: Pará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo. Os demais serão orientados pelo Ministério da Saúde para a implantação das salas.

LARVICIDAS 
O Ministério da Saúde enviou, este mês, larvicida aos estados do Nordeste e Sudeste, o suficiente para tratar um volume de água equivalente a 3.560 piscinas olímpicas. São mais 17,9 toneladas do produto utilizado para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti. O quantitativo é suficiente para proteger 8,9 bilhões de litros de água e corresponde à demanda apresentada pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde, levando em consideração a situação epidemiológica local e o histórico de consumo.

Em 2015, no total foram enviadas 114,4 toneladas de larvicida para todo o país, quantidade suficiente para o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água. Para o próximo ano, o Ministério da Saúde já adquiriu mais 100 toneladas do produto, que deverá garantir o abastecimento até junho de 2016, um investimento na ordem de R$ 10 milhões
CASOS COM DIAGNÓSTICO PARA MICROCEFALIA RELACIONADA AO VÍRUS ZIKA
UF
TOTAL NOTIFICADO
MUNICÍPIOS COM CASOS SUSPEITOS
CASOS SUSPEITOS
ÓBITOS SUSPEITOS
DF
11
1
1
GO
40
0
12
MT
78
0
10
MS
3
0
2
AL
114
0
44
BA
271
10
64
CE
127
1
30
MA
88
1
30
PB
429
5
69
PE
1.031
3
150
PI
51
1
21
RN
154
10
42
SE
136
5
40
PA
32
0
8
TO
58
0
27
RS
1
0
1
ES
18
0
10
SP
6
0
6
MG
52
1
33
RJ
82
2
18
Total
2.782
40
618

CASOS DE MICROCEFALIA NOTIFICADOS POR ANO 
NAS 20 UF COM SUSPEITA DO VÍRUS ZIKA em 2015

UF
2010
2011
2012
2013
2014
Pernambuco
7
5
9
10
12
Paraíba
6
2
3
5
5
Rio Grande do Norte
2
2
4
0
1
Sergipe
3
1
2
0
2
Alagoas
3
7
2
3
2
Bahia
12
13
7
14
7
Piauí
1
0
4
4
6
Ceará
8
4
9
5
7
Maranhão
3
2
6
2
2
Tocantins
1
0
1
4
0
Rio de Janeiro
10
15
8
19
10
Goiás
3
4
3
2
3
Distrito Federal
3
3
1
2
2
Mato Grosso do Sul
0
0
1
3
0
São Paulo
25
31
42
43
39
Espírito Santo
2
4
5
4
3
Minas Gerais
20
16
23
13
11
Rio Grande do Sul
0
0
1
3
0
Pará
6
5
11
7
6
Mato Grosso
5
7
2
1
5

CASOS DE MICROCEFALIA NOTIFICADOS POR ANO NO BRASIL

2010
2011
2012
2013
2014
Brasil
153
139
175
167
147

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde