Mostrando postagens com marcador CBO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CBO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

CFM participa de abertura do Congresso de Oftalmologia em Brasília (DF)

Presidente do CFM participa da abertura de Congresso de Oftalmologia
Presidente do CFM participa da abertura de Congresso de Oftalmologia
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, participou, nesta quinta-feira (9), da solenidade que abriu os trabalhos do VIII Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO). Integraram ainda a mesa de abertura representantes do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Academia Nacional de Medicina (ANM).

O evento aconteceu de 9 a 11 de julho na cidade de Brasília (DF) e abordou temas como gestão, o futuro do mercado da oftalmologia, relação médico-paciente e o dever de informar, os limites da publicidade médica, relacionamento com operadoras, marco legal que regulamenta a atuação na saúde ocular, e a oftalmologia no contexto da saúde suplementar, além atividades científicas e cursos para o aprimoramento dos oftalmologistas brasileiros.

Fonte: Portal CFM

domingo, 1 de março de 2015

MILTON RUIZ ALVES E MARCOS PEREIRA ÁVILA: É IMPORTANTE AVANÇARMOS NA SAÚDE OCULAR NO BRASIL

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) recebeu com otimismo a declaração do Ministro da Saúde, Arthur Chioro, de que a especialidade está entre as primeiras que serão contempladas no programa Mais Especialidades, do Governo Federal. Acreditamos, contudo, que para haver assistência efetiva e de qualidade é preciso mais.
Segundo estimativas do CBO, 14 milhões de brasileiros têm alguma deficiência visual reversível em função de erros refrativos –miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia, por exemplo. Os problemas, que podem ser corrigidos por óculos, são a principal causa de baixa visão e a segunda causa mais comum de cegueira em todo o mundo.
Do ponto de vista econômico, o não tratamento dessas enfermidades custa ao país aproximadamente 8,7 bilhões de reais ao ano (0,18% do PIB total).
O CBO, sempre atento ao cenário, atua há mais de 20 anos na sensibilização das autoridades governamentais quanto à necessidade de instituir o Credenciamento Universal como estratégia para aumentar o número de oftalmologistas que atendem pelo Serviço Único de Saúde (SUS). Por essa razão, defende uma proposta de interiorização da oftalmologia brasileira que permita a efetiva cobertura populacional pelos médicos titulados em oftalmologia.
É um erro afirmar que somos poucos oftalmologistas. Nos últimas duas décadas, a especialidade foi a que proporcionalmente mais cresceu no país. Éramos oito mil em 1994 e, em 2015, somos aproximadamente 17 mil, com uma relação oftalmologista/habitante de um para cada 12.337 (muito acima da preconizada pela Organização Mundial de Saúde, que é de um para cada 20 mil habitantes). A má distribuição geográfica, entretanto, cria áreas de vazio assistencial –cerca de 85% dos municípios brasileiros não contam com atendimento oftalmológico regular.
Dentre as estratégias apontadas pelo CBO para a ocupação dessas áreas, a mais significativa é o projeto "Mais Acesso à Saúde Ocular", que abrange os principais problemas identificados como limitadores de uma assistência mais ampla à saúde ocular pela população brasileira.
Dentre os pontos, se destacam: 1) Inserção da oftalmologia na Atenção Primária à Saúde; 2) Estímulo à instalação de centros oftalmológicos em áreas prioritárias para o SUS; 3) Criação de tabela de remuneração diferenciada em localidades prioritárias; 4) Ações combinadas de estímulo à formação de residentes e estágios em áreas desassistidas; e 5) Inserção de tecnologias para rastreamento das principais causas de cegueira.
Estas propostas, que foram debatidas no Senado Federal, em dezembro, permitem ao Gestor Público ampliar as possibilidades para a criação de uma efetiva Rede Estadual de Atenção à Saúde Ocular, como preconizado na Política Nacional de Atenção Oftalmológica em vigor, o que ainda não foi colocado em prática na maioria dos estados brasileiros.
A organização dessas redes, com definição clara dos centros de referenciados, serviços de atenção especializada secundários e terciários, com hierarquização da referência e contrarreferência intra e intermunicipais, ordena e amplia o acesso à oftalmologia.
A solução passa, necessariamente, pela possibilidade de permitir a quem tiver interesse em atender ao SUS –e que preencha os requisitos mínimos de formação médica, especialização e infraestrutura– tornar-se um prestador de serviço credenciado. Não há como pensar em aumentar o acesso da população ao cuidado oftalmológico sem que se ampliem as portas de entrada no Sistema Único de Saúde em todo o país.
O Conselho Brasileiro de Oftalmologia entende que este é o principal caminho para acolher a população brasileira em um dos seus mais fundamentais direitos constitucionais, a saúde.
MILTON RUIZ ALVES é Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Professor Associado da Faculdade de Medicina da USP
MARCOS PEREIRA ÁVILA é Professor Titular de Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás e Ex-Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia?
Fonte: Folha de São Paulo