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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Um terço dos médicos afirma estar com sobrecarga de trabalho


                          Foto: Divulgação 


Para 54,6% dos médicos entrevistados pelo estudo Demografia Médica do Brasil 2015 a carga de trabalho é adequada e eles se sentem em plena capacidade de trabalho. Já 31,7% sentem-se sobrecarregados e 13,7% afirmaram que poderiam aumentar a carga de trabalho. O perfil mais comum dos que sofrem com o impacto de jornadas que consideram extenuantes inclui os de menor faixa etária e com atuação no âmbito da rede pública. Não há diferença entre os sexos. 

No grupo de maior idade, acima de 60 anos, apenas 15,6% afirmam se sentir sobrecarregado. Este percentual passa para 36,6% na faixa etária até 35 anos e 34,6% entre os que têm de 35 a 60 anos.

Os profissionais que se sentem mais sobrecarregados são os que trabalham tanto no setor público, quanto no privado: 38,6% afirmaram se sentir assim, contra 31,7% da média geral. Já entre os que trabalham apenas no setor privado, 24,6% afirmaram que poderiam trabalhar mais.

Plantonistas - O plantão em hospitais ou unidades de pronto-atendimento é realizado por 44,6% dos médicos. Entre os médicos formados há menos de 10 anos, 45,1% são plantonistas, já entre os que se formaram há 30 anos ou mais, apenas 16,4% fazem plantão. No grupo das pessoas com mais de 60 anos, apenas 9% são plantonistas.

Os plantonistas também têm uma carga horária semanal maior: 26,4% deles trabalham 80 horas semanais ou mais. Entre os não plantonistas, apenas 9% têm essa carga horária. Nas jornadas de 20 a 40 horas por semana, os plantonistas são 8% e os demais, 28,9%. A diferença salarial, no entanto, não é significativa. Na faixa intermediária de salários – entre R$ 12 mil e R$ 20 mil –, os que fazem plantão são 36,2% e aqueles que não fazem somam 30,7%.

Quanto à quantidade de plantões, 67,4% dos plantonistas realizam um ou dois plantões por semana, 32,6% cumprem três ou mais e 7,9% fazem cinco ou acima deste número. O plantão de 12 horas é o mais comum (68,2%), seguido pelo de 24 horas (25,8%). Apenas 6% realizam plantões com jornada menor do que seis horas.

Consultório - A Demografia Médica também dividiu os médicos entre os com atuação em consultório e os sem: 59,9% responderam atuar em consultório (particular isolado, compartilhado ou em clínica privada) contra 40,1% que responderam não. No grupo dos “sem consultório” estão os médicos que trabalham em hospitais, ambulatórios públicos, rede básica de saúde, universidades e empresas.

Os médicos com consultório geralmente são especialistas (73,5%), têm maior número de vínculos empregatícios, fazem jornadas mais longas, estão nas melhores faixas salariais, têm mais experiência profissional, trabalham nas capitais e são homens, em sua maioria (61,7%).
Mais da metade dos médicos entre 35 e 60 (55,5%) trabalha em consultório particular ou clínica privada. Já os mais jovens, de até 35 anos, estão em maior número no grupo dos “sem consultório”, são 42,8%. Um quinto (20,6%) dos profissionais com consultório trabalha 80 horas ou mais por semana. Entre os “sem”, este percentual é de 11,5%.

Entre os profissionais com consultório, 68,6% é dono do seu próprio negócio, ou divide o espaço com colegas. Os demais (31,4%) prestam serviços em clínicas e ambulatórios privados. Dos médicos proprietários, 36,2% atuam sozinhos e 63,8% dividem o espaço com outro colega (21,1%) ou com mais de um (78,9%).

Um quarto dos médicos com consultório não trabalha com planos de saúde e atende apenas pacientes particulares e 74,6% trabalham com pacientes conveniados a planos de saúde e particulares.

Fonte: CFM - 04/01/2016

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CFM e Cremesp apresentam dados inéditos da Demografia Médica no Brasil

Trata-se de um trabalho de fôlego que traz relevantes informações sobre a distribuição e o perfil dos médicos e médicas brasileiros.
Trata-se de um trabalho de fôlego que traz relevantes informações sobre 
a distribuição e o perfil dos médicos e médicas brasileiros.

Os principais dados e conclusões do estudo Demografia Médica no Brasil – 2015, realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), foram apresentados nesta segunda-feira (30) à imprensa. Trata-se de um trabalho de fôlego que traz relevantes informações sobre a distribuição e o perfil dos médicos e médicas brasileiros.
Na coletiva, realizada em São Paulo, atenderam aos jornalistas os presidentes do CFM, Carlos Vital, e do Cremesp, Braulio Luna. Juntamente com professores e pesquisadores da USP, eles ajudarão na leitura e interpretação dos dados, que nos ajudam a entender os problemas da distribuição dos médicos pelo País.
Segundo o presidente do CFM, as conclusões apresentadas no estudo são imprescindíveis à eficiência administrativa, conquistada com melhor gestão dos insuficientes recursos orçamentários e financeiros disponíveis para a assistência à saúde pública no País. “Há que se ter condições dignas para o exercício da Medicina e condições adequadas para o trabalho. Isso requer maior financiamento para a saúde e também um esforço administrativo capaz de promover essas condições”, asseverou Vital.
Já o presidente do Cremesp, estes dados permitirão o planejamento de ações coerentes com a realidade e os anseios da sociedade. “Pretendemos somar novas e permanentes iniciativas de geração de conteúdos para a compreensão dos desafios da medicina no país e para a gestão do sistema de saúde, de forma a garantir a assistência médica necessária à população”.
Grandes temas – O estudo Demografia Médica no Brasil – 2015 traz em seus primeiros capítulos números atualizados sobre o total de médicos em atividade, os pontos de maior e menor concentração (estados, capitais e municípios), detalhes sobre o perfil desta população (divisão por gênero, faixa etária, etc.) e comparações entre a realidade brasileira com a de outros países.
Na segunda parte, o leitor encontrará o resultado de inquérito feito junto a mais de 2.000 entrevistados, que ajudarão a entender a percepção do médico sobre questões como vínculos de trabalho, jornada de diárias, sobrecarga e fatores que os estimulam ou os desestimulam o exercício da medicina. Além disso, há uma importante discussão sobre as diferenças entre a presença do médico no setor público e no setor privado.
A pesquisa, na íntegra, pode ser acessada aqui.
Confira a seguir os principais pontos do Demografia Médica no Brasil 2015:

Fonte: Portal CFM