Mostrando postagens com marcador MTE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MTE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Contribuição sindical passa a ter publicação transparente


Ministério do Trabalho e Emprego terá que disponibilizar, em até 30 dias, informações relativas à contribuição sindical obrigatória recolhida para sindicatos patronais e de trabalhadores. 



Foto: Divulgação 


A ação ocorre após decisão da Controladoria-Geral da União com base na Lei n.º 5.452/1943, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. O pedido, que originou a ordem da CGU, foi feito via Lei de Acesso à Informação por um cidadão, após solicitar, sem sucesso, ao MTE e à Caixa Econômica Federal dados com o total da receita anual recebida por cada entidade sindical brasileira, entre os anos de 2009 e 2013.
 
O Ministério informou inicialmente que possuía apenas a informação com os valores totais arrecadados pelas centrais sindicais e o valor total arrecadado com a contribuição sindical, sem discriminar os montantes recebidos por cada entidade. Já a Caixa entendia as informações como não de sua titularidade, funcionando apenas como órgão arrecadador e repassador de recursos às entidades sindicais e ao MTE, protegidas por sigilos bancário e fiscal, o que inviabilizaria a sua entrega ao cidadão.
 
A Controladoria solicitou informações adicionais sobre a questão junto ao Ministério e ao banco, e, com base nelas, concluiu que a contribuição sindical é tributo federal e que a movimentação financeira, assim como qualquer tributo, é feita por meio de contas mantidas junto às instituições bancárias, sem que isso implique necessariamente em sigilo bancário ou fiscal.
 
A partir destas ações foi possível atender ao pedido do cidadão - com entrega das informações solicitadas do dia 05 de Junho de 2015 - e acatar outros duas solicitações de acesso à informação, dessa vez sobre o total anual arrecadado como contribuição sindical obrigatória, recolhida para sindicatos patronais e de trabalhadores, respectivamente, entre os anos de 2003 e 2014. A Controladoria entende que o MTE tem o dever de preservar a informação desejada pelo cidadão.
 
A Lei de Acesso à Informação reconhece expressamente a publicidade da utilização de recursos públicos e a necessidade de divulgação de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros. Dessa maneira, a CGU entende a arrecadação também é pública.
 
LAI
 
A Lei de Acesso à Informação tem o objetivo de garantir aos cidadãos brasileiros acesso aos dados oficiais do Executivo, Legislativo e Judiciário. A lei regulamenta o acesso a dados do governo, tanto pela imprensa quanto pelos cidadãos, e determina o fim do sigilo eterno de documentos oficiais. O prazo máximo de sigilo foi limitado a 25 anos para documentos ultrassecretos, a 15 anos para os secretos e a cinco para os reservados. Os documentos ultrassecretos poderão ter o prazo de sigilo renovado apenas uma vez.

Fonte: Fenafar e CGU 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Na OIT, diretores da CNTU se juntam à luta pela abolição do trabalho infantil


Foto: FENAM 

Na sessão plenária da 104º Conferência Internacional do Trabalho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra (Suíça), desta terça-feira (9/6), diretores da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) participam com delegados de vários países, representantes de governos, trabalhadores e empregadores, das discussões de vários temas, como a abolição do trabalho infantil e a criação de empregos decentes. No período da tarde, falarão pelo Brasil o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Dias, e o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.
 
Segundo informações do MTE, os resultados conquistados pelo Brasil nos últimos doze anos, entre eles a articulação para manutenção do salário mínimo acima da inflação e a criação de programas de qualificação, como o Pronatec e distribuição de renda, como o Bolsa Família, estiveram no centro das discussões bilaterais comandadas pelo ministro Dias, na manhã de segunda-feira (8).
 
Logo cedo o primeiro encontro de Dias foi com o ministro do Trabalho do Equador, Carlos Marx Carrasco. Em seguida com os representantes de Cuba e Paraguai. O ministro também participou de reunião promovida pela Federação Democrática Internacional de Mulheres, acompanhado da embaixadora do Brasil na Suíça, Regina Maria Dunlop. “Debatemos sobre as diferenças de salário e gênero e sobre o direito de compensação igual para o mesmo tipo de trabalho”, informou.
 
Nos encontros bilaterais, países como o Equador também demonstraram interesse na formação de conselhos sobre relações do trabalho, com composição tripartite, e sobre as políticas de promoção à saúde e segurança do trabalhador, como a recente campanha do setor, como apoio do governo, para promover o debate sobre o tema no País.
 
A 104º Conferência Internacional do Trabalho teve início em 1º de junho e continua até o dia 13 desse mês. Na quinta-feira (11) haverá a Cúpula sobre o Mundo do Trabalho e, na sexta-feira (12), além da votação da Recomendação da OIT sobre informalidade, haverá a cerimônia pelo Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.
 
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, é também Diretor de Finanças da CNTU.

Fonte: CNTU - 10/06/2015