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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Marcadores tumorais: exames que ajudam no diagnóstico do câncer

As explicações são de Jerusa Miqueloto, oncologista e hematologista 

O câncer já foi considerado uma doença de países desenvolvidos. Mas nos últimos 40 anos houve um aumento na incidência e mortalidade nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), as estimativas preveem um número de mais de 500 mil novos casos de câncer por ano.

Um dos temas debatidos são os exames complementares na área da oncologia, como os marcadores tumorais. De acordo com Jerusa Miqueloto, oncologista e hematologista do Laboratório Frischmann Aisengart, estes marcadores são substâncias detectadas principalmente no exame de sangue e que aumentam na presença de tumores malignos.

A especialista explica que os marcadores tumorais, em sua maioria, são proteínas ou pedaços de proteínas produzidas diretamente pelo tumor ou pelo organismo, em resposta à presença do tumor. Eles têm sido usados como apoio no diagnóstico, detecção de recidivas, além de ajudar na decisão do tratamento a ser feito. “Eles são exames laboratoriais que ajudam o médico prioritariamente no acompanhamento de pacientes com diagnóstico já estabelecido de alguns tipos de câncer, mas não são indicados para o diagnóstico inicial de alguns tipos de neoplasias, como o câncer de mama e de ovário, por exemplo”, diz a Dra. Jerusa.

Por isso, os testes para marcadores tumorais costumam ser feitos junto com outros exames para detectar e diagnosticar alguns tipos de câncer, pois a maioria dos marcadores pode ser encontrada em níveis elevados em pacientes que têm condição não cancerosa ou, ainda, porque nenhum marcador tumoral é totalmente específico para um tipo particular de câncer. Além disso, nem todos os pacientes com câncer têm um nível elevado de marcador tumoral. “Mas o uso de marcadores tumorais é considerado um avanço médico e a tendência é que eles sejam cada vez mais específicos para um determinado tipo de câncer e que possam ser utilizados para detectar a presença do câncer antes dos primeiros sintomas”, revela a oncologista.
Alguns marcadores tumorais de valor clínico reconhecido:
Marcador: Problemas Específicos
Antígeno carcinoembrionário: Tumores do trato gastrointestinal
Alfafetoproteína: Tumor do fígado, tumores embrionários
Gonadotrofina coriônica: Tumores embrionários e placentários
Tirocalcitonina: Carcinoma medular de tiroide
Beta-2- Microglobulina: Mieloma múltiplo e linfoma maligno
CA 125: Carcinoma de ovário
CA 15-3: Carcinoma de mama
CA 19-9: Carcinoma de pâncreas, vias biliares e tubo digestivo
CA 72-4: Carcinoma de estômago e adenocarcinoma mucinoso de ovário
HTG: Carcinoma de tireoide
PAP: Carcinoma de próstata
PSA: Carcinoma de próstata
SCC: Carcinoma epidermoide do colo uterino, cabeça e pescoço, esôfago e pulmão
TPA: Carcinoma de bexiga

Fonte: LabFa

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Livro detalha avanços da oncologia na saúde suplementar

Publicação da ANS descreve como o envelhecimento e a melhoria das condições de vida impactam no aumento de casos de câncer no país
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou nesta terça-feira (25) no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, o livro Avanços da Oncologia na Saúde Suplementar. A obra, produzida pelos próprios técnicos da agência reguladora dos planos de saúde do país, demonstra como o envelhecimento e a melhoria das condições de vida da população refletem no aumento dos casos de câncer e, consequentemente, na evolução das pesquisas e novas tecnologias para tratar a doença.
O livro foi divulgado durante o Encontro ANS São Paulo, evento organizado para demonstrar como as normas da ANS podem ser aplicadas pelas operadoras de planos de saúde e para a solução das dúvidas entre os entes do setor.
Um dos principais avanços da regulação da saúde suplementar este ano foi a incorporação no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS de 37 medicamentos orais para tratamento do câncer e oito grupos de medicamentos para efeitos adversos. A nova versão do Rol da ANS, que é a lista de procedimentos obrigatórios para os planos de saúde, entrou em vigor em 2 de janeiro deste ano. Conforme levantamento da Agência, pelo menos 10 mil pessoas já se beneficiam com a medida que determina a distribuição dos medicamentos orais para câncer e para efeitos colaterais do tratamento.
"Esta nova abordagem de tratamento, em casa, via oral, quando há medicamentos comprovadamente eficazes e quando o paciente tem indicação médica, favorece a redução dos custos assistenciais em paralelo à ampliação da qualidade de vida. Quem se trata de câncer em casa, ou dispõe do medicamento para efeitos colaterais em casa, deixa de recorrer a ambulatórios e a ambientes hospitalares para receber seu tratamento”, ressaltou o diretor-presidente da ANS, André Longo.
Nas últimas revisões do Rol da ANS, algumas das principais inclusões foram as bolsas de colostomia temporárias ou de uso contínuo para pacientes ostomizados, diversos tipos de cirurgias por videolaparoscopia, radioterapia por IMRT para tumores da cabeça e pescoço, Pet-scan oncológico com oito indicações, incluindo linfoma, esôfago, colo-retal, pulmão, melanoma e mama, além dos medicamentos para câncer e para efeitos adversos.
Especialistas da ANS também debateram essas incorporações com as entidades médicas, inclusive as diretrizes de utilização para os medicamentos para controle dos efeitos adversos no tratamento do câncer. Foram elencadas para efeitos colaterais oito indicações mais frequentes: anemia, profilaxia e tratamento de infecções, diarreia, dor neuropática, profilaxia e tratamento da neutropenia (uma disfunção no sangue), profilaxia e tratamento da náusea e vômito, rash cutâneo e profilaxia e tratamento do tromboembolismo.
Segundo a gerente de Assistência à Saúde da ANS, Karla Coelho, a ideia é fornecer informações precisas para pacientes, médicos, operadoras de planos de saúde, hospitais e gestores, a fim de que se garanta cobertura em tempo oportuno aos beneficiários da saúde suplementar. “Incluímos no novo Rol da ANS, por exemplo, os exames de oncogenética, destacando a possibilidade de prevenir neoplasias que tenham o fator genético como determinante da doença, como os gens BRCA 1 e BRCA 2. Neste caso, também foi incluído o procedimento cirúrgico profilático (mastectomia e histerectomia) e a reconstrução mamária”, acrescentou Karla. “Não estamos falando só do diagnóstico precoce e tratamento, mas também dos aspectos de promoção à saúde, como o estímulo às operadoras desenvolverem programas, inclusive relacionados aos fatores de risco para o câncer, como o tabagismo, líder global de causas de morte evitáveis”, completou.
Fonte: ANS

terça-feira, 4 de novembro de 2014

INCA realiza em fevereiro de 2015 VII Curso de Verão em Oncologia

Inscrições para o curso estão abertas até 7 de novembro
Inscrições para o curso estão abertas até 7 de novembro
A pós-graduação do Instituto Nacional do Câncer (INCA) convida estudantes de graduação em Ciências da Saúde para o VII Curso de Verão em Oncologia. A formação será oferecida gratuitamente, entre os dias 2 e 13 de fevereiro de 2015, com carga horária de 90 horas.

O curso tem como objetivo integrar os estudantes com as linhas de pesquisa do INCA através de conceitos e práticas utilizados na pesquisa oncológica.
As inscrições estão abertas desde 27 de outubro e estão abertas 7 de novembro, através do site www.inca.gov.br.

Fonte: INCA