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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Câmara -Debatedores defendem proposta que institui carreira de médico de Estado

Debatedores defenderam a aprovação da proposta de emenda à Constituição que cria a carreira de médico de Estado (PEC 454/09), em audiência pública da subcomissão especial da Carreira Médica, nesta terça-feira (22), sobre critérios de acesso à residência médica. Esta foi a última audiência do colegiado, ligado à Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.
O presidente da subcomissão, deputado Mandetta (DEM-MS), informou que o relatório final deverá ser apresentado no dia 6 de outubro e que o colegiado deverá votar o parecer e encerrar seus trabalhos no dia 13. Até o dia 1º de outubro, a subcomissão recebe sugestões de propostas. A ideia é que o relatório final contenha sugestões de projetos de lei.
Mandetta cobrou uma posição clara do governo sobre a PEC. Ele acredita que é preciso pensar no mercado de trabalho para o número grande de médicos que serão graduados nos próximos anos no Brasil. Ele também manifestou preocupação com a qualidade dos profissionais formados no País, já que muitos cursos de Medicina foram abertos rapidamente. Além disso, ressaltou que há uma concentração muito grande de médicos nas capitais. Ele acredita que falta uma proposta do governo para promover a desconcentração.
Para a deputada Conceição Sampaio (PP-AM), uma das formas de solucionar o problema da falta de médicos em determinadas localidades é a aprovação, pela Câmara, da PEC 454/09. A proposta já foi aprovada por comissão especial e aguarda votação pelo Plenário.
O presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Tavares, também defendeu a carreira de Estado, para que o médico tenha condições de trabalho e perspectiva de carreira.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara - Ampliação do tempo de residência médica divide opiniões em audiência na Câmara

Debatedores e deputados discordaram sobre medida prevista na lei do programa Mais Médicos que institui a medicina de família como pré-requisito para residência médica
A ampliação do tempo de residência médica no Brasil, a partir de 2019, dividiu opiniões em audiência pública na subcomissão especial da Carreira Médica, ligada à Comissão de Seguridade Social e Família, nesta terça-feira (22). A medida está prevista na lei do programa Mais Médicos (12.871/13), que instituiu, como pré-requisito de acesso à residência médica, a formação na medicina geral de família e comunidade. Proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso em outubro de 2013, a lei prevê que essa formação ocorra após a graduação e dure um ou dois anos, dependendo da especialidade que o médico pretende seguir depois.
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Audiência pública da Subcomissão Especial da Carreira Médica para discutir os critérios de acesso à residência médica. Dep. Mandetta (DEM-MS)
Mandetta está preocupado com o custo da ampliação da residência para os futuros médicos
O presidente em exercício da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação, Vinícius Ximenes, defendeu a medida. Para ele, a exigência vai aumentar a formação de médicos de família, além de garantir que os futuros profissionais tenham conhecimento da atenção básica de saúde, que abrange os problemas de saúde mais comuns entre a população brasileira. “Sistemas de saúde com poucos médicos de família tendem a ser sistemas desprotegidos. Eles tendem a uma irracionalidade no seu funcionamento e no seu financiamento. São sistemas caros”, ressaltou.