Toda mulher
grávida deve fazer o pré-natal e os exames para detectar o HIV e a sífilis. O
cuidado é fundamental para evitar a transmissão da mãe para a criança. O teste
para diagnosticar a sífilis deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal,
idealmente no primeiro trimestre da gravidez, no início do 3º trimestre (28ª
semana) e no momento do parto (independentemente de exames anteriores), pois a
sífilis congênita pode causar aborto e má-formação do feto, entre outros
problemas. Caso o exame dê positivo, é muito importante que o tratamento seja
feito com penicilina, pois este é o único medicamento capaz de tratar a mãe e a
criança. Se a criança for diagnosticada com sífilis congênita, precisará ficar
internada por 10 dias para receber o tratamento adequado.
Já a testagem para o HIV é recomendada na 1ª consulta do
pré-natal ou 1º trimestre e 3º trimestre da gestação. Mas, no caso de gestantes
que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico pode ocorrer no momento do
parto, na própria maternidade, por meio do teste rápido para HIV.
Além de ser
um direito garantido por lei, as mulheres soropositivas podem ter uma gravidez
tranquila, segura e com baixo risco de que seu bebê nasça infectado pelo HIV,
caso faça o correto acompanhamento médico e siga todas as recomendações e
medidas preventivas.
A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a
gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Mas em situações em que a
grávida segue todas as recomendações médicas, a possibilidade de infecção do
bebê reduz para níveis menores que 1%.
As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal
têm indicação de tratamento com os medicamentos antirretrovirais durante a
gestação e ainda no trabalho de parto para prevenir a transmissão. O
recém-nascido também deve receber o medicamento antirretroviral por quatro
semanas e ser acompanhado no serviço de saúde.
O tipo de parto mais indicado para evitar a infecção do
bebê pelo HIV vai depender, principalmente, do estado de saúde da mãe. Para
gestantes soropositivas com carga viral maior ou igual a 1000 cópias/ml ou
desconhecida após 34 semanas de gestação, o mais indicado é a cesariana
eletiva, aquela realizada antes do início do trabalho de parto, sem rompimento
da bolsa.
A transmissão do HIV também pode acontecer durante a
amamentação, por meio do leite materno, por isso a mãe que tem o vírus não deve
amamentar a criança. É orientada a suspensão da amamentação e a inibição da
lactação. Portanto, o leite da mãe deve ser substituído por leite artificial.
O uso de medicamentos durante a gravidez é indicado para
quem já está fazendo o tratamento e para a grávida que tem HIV, não apresenta
sintomas e não está tomando remédios para aids. Nesse caso, o uso dos remédios
antiaids pode ser suspenso ao final da gestação. Essa avaliação dependerá os
exames e de seu estado clínico e deverá ser realizada, de preferência, nas
primeiras duas semanas pós-parto, em um serviço especializado (SAE).
Fonte: Portal EBC