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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Antidepressivos durante a gravidez aumentam risco de autismo em 87%, diz estudo


O uso de antidepressivos durante a gravidez aumenta em 87% o risco de autismo para a criança, mostra estudo canadense publicado hoje (14) nos Estados Unidos, no Journal of the American Medical Association, Pediatrics.

As conclusões do trabalho são importantes, já que de 6% a 10% das mulheres recebem a prescrição de antidepressivos, destacam os pesquisadores que analisaram os dados médicos de 145.456 grávidas na província de Quebec.

"As diversas causas do autismo continuam a ser pesquisadas, mas os trabalhos demonstram que a genética e o ambiente podem ser fatores de risco”, explica a professora Anick Bérard, da Universidade de Montreal e do Centro Hospitalar Universitário Sainte-Justine, principal autora do estudo.

“A nossa investigação permite observar que tomar antidepressivos, sobretudo os que atuam sobre a serotonina (um neurotransformador), durante o segundo ou o terceiro trimestre da gravidez, quase duplica o risco de autismo no bebê”, acrescentou.

Bérard e sua equipe acompanharam 145.456 crianças desde a gestação até os 10 anos.

Da Agência Lusa

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Grávidas devem realizar exames para detectar HIV e sífilis

Toda mulher grávida deve fazer o pré-natal e os exames para detectar o HIV e a sífilis. O cuidado é fundamental para evitar a transmissão da mãe para a criança. O teste para diagnosticar a sífilis deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, idealmente no primeiro trimestre da gravidez, no início do 3º trimestre (28ª semana) e no momento do parto (independentemente de exames anteriores), pois a sífilis congênita pode causar aborto e má-formação do feto, entre outros problemas. Caso o exame dê positivo, é muito importante que o tratamento seja feito com penicilina, pois este é o único medicamento capaz de tratar a mãe e a criança. Se a criança for diagnosticada com sífilis congênita, precisará ficar internada por 10 dias para receber o tratamento adequado.
Já a testagem para o HIV é recomendada na 1ª consulta do pré-natal ou 1º trimestre e 3º trimestre da gestação. Mas, no caso de gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico pode ocorrer no momento do parto, na própria maternidade, por meio do teste rápido para HIV.

Quando realizar os testes de sífilis e HIV na gravidez
Creative Commons - CC BY 3.0 - Quando realizar os testes de sífilis e HIV na gravidez
Ministério da Saúde
Além de ser um direito garantido por lei, as mulheres soropositivas podem ter uma gravidez tranquila, segura e com baixo risco de que seu bebê nasça infectado pelo HIV, caso faça o correto acompanhamento médico e siga todas as recomendações e medidas preventivas.
A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Mas em situações em que a grávida segue todas as recomendações médicas, a possibilidade de infecção do bebê reduz para níveis menores que 1%.
As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos antirretrovirais durante a gestação e ainda no trabalho de parto para prevenir a transmissão. O recém-nascido também deve receber o medicamento antirretroviral por quatro semanas e ser acompanhado no serviço de saúde.
O tipo de parto mais indicado para evitar a infecção do bebê pelo HIV vai depender, principalmente, do estado de saúde da mãe. Para gestantes soropositivas com carga viral maior ou igual a 1000 cópias/ml ou desconhecida após 34 semanas de gestação, o mais indicado é a cesariana eletiva, aquela realizada antes do início do trabalho de parto, sem rompimento da bolsa.
A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, por meio do leite materno, por isso a mãe que tem o vírus não deve amamentar a criança. É orientada a suspensão da amamentação e a inibição da lactação. Portanto, o leite da mãe deve ser substituído por leite artificial.
O uso de medicamentos durante a gravidez é indicado para quem já está fazendo o tratamento e para a grávida que tem HIV, não apresenta sintomas e não está tomando remédios para aids. Nesse caso, o uso dos remédios antiaids pode ser suspenso ao final da gestação. Essa avaliação dependerá os exames e de seu estado clínico e deverá ser realizada, de preferência, nas primeiras duas semanas pós-parto, em um serviço especializado (SAE).
 Fonte: Portal EBC

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Deputada e médica cobram planejamento familiar para usuárias de crack

Em audiência pública, usuárias foram apontadas como as mais vulneráveis a violência sexual, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.
A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) e a médica ginecologista Carolina Sales Vieira pediram ações mais específicas do governo federal na atenção à saúde de mulheres vulneráveis, como adolescentes e usuárias de álcool e drogas. Em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, elas defenderam que as equipes de saúde cheguem a essas mulheres, principalmente as usuárias de crack, que muitas vezes vivem nas ruas sem qualquer tipo de assistência.
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência Pública sobre “As políticas de atenção à saúde das mulheres vulneráveis
Jô Moraes: atenção à saúde deve começar pela população mais vulnerável.
A expectativa de Jô Moraes é, no próximo ano, ir com outros deputados ao Ministério da Saúde para discutir o assunto. “Quando tratamos de uma atenção à saúde reprodutiva das mulheres, que significa o direito a regular sua sexualidade e maternidade, nós temos de começar pelas mais vulneráveis”, disse a deputada.
Gravidez 
Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com usuários de crack, feito em 2013 por encomenda do governo federal, indicou que 10% das usuárias pesquisadas estavam grávidas. A estimativa é de que 95% dessas gestações não tenham sido planejadas.
“Para o Estado, o custo de uma gestação não planejada é de R$ 2.293 e R$ 4,1 bilhões por ano”, observou Carolina Sales, que é professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP).
Por outro lado, ela ressaltou que essas mulheres são mais expostas a violência sexual e a doenças sexualmente transmissíveis e têm pouco acesso aos sistemas de saúde. Na gravidez, elas não fazem o pré-natal e correm o risco de ter um parto prematuro e bebês com complicações de saúde, sujeitos ao abandono.
“Muito pouco se tem feito para que essas mulheres sejam incluídas no serviço de saúde. Hoje se demanda que ela vá a uma unidade marcar uma consulta, mas ela não vai. Já o acesso a métodos contraceptivos demanda da mulher ter a lembrança de tomar, algo que ela não tem”, avaliou a médica.
Falta de dados
Carolina reclamou ainda da falta de dados sobre essas populações. A técnica do Ministério da Saúde Luciana Fonseca reconheceu a falha e admitiu que faltam ações focadas nesse segmento.
Conforme explicou, hoje o ministério trabalha com essas populações em programas mais gerais. Por exemplo, a usuária de crack grávida recebe atenção dentro da Rede Cegonha, o programa do governo de atenção às gestantes e parturientes.
Anticoncepcionais
A médica Carolina Sales defendeu ainda a oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para essas mulheres, de anticoncepcionais de efeito reversível e de longa duração, como o DIU hormonal e o implante subdérmico. “Hoje, o que há para essas mulheres, quando elas não querem engravidar? Pílula, que elas não lembram; camisinha, que elas também não lembram; DIU de cobre, que demanda que ela vá ao médico. Em último caso, uma laqueadura precoce.”
Luciana Fonseca respondeu que a inclusão de novos medicamentos na cesta do SUS requer financiamento, o que seria um ponto a ser estudado.
Fonte: Agência Câmara