quinta-feira, 19 de março de 2015

FENAM discute realidade médica com deputados na Comissão de Seguridade Social



Foto: André Gobo 

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) participou de reunião na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) no último dia 19, em Brasília, para tratar de diversos assuntos que interessam aos médicos brasileiros. Na ocasião, o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, entregou cópia das cobranças feitas ao governo federal ante o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público do Trabalho.

Geraldo lembrou que as denúncias que constam nos relatórios do TCU e MPT não são novidade e que a FENAM já alertava a respeito do engodo do programa Mais Médicos e que a entidade posicionou-se desde o início contra o programa. A FENAM colaborou com o MPT, dentre outras formas, ao fornecer os contatos de médicos brasileiros substituídos ilegalmente por estrangeiros.

O encontro também tratou do alto custo do curso de medicina em relação às dificuldades financeiras que serão enfrentadas pelos recém-formados e, ainda, da proliferação dos cursos de medicina. Segundo dados da reunião, aproximadamente 22 mil médicos entram no mercado de trabalho anualmente, dos quais mais de 12 mil não contam ou conseguem fazer parte de nenhum curso de especialização.  “O governo traz médicos de cuba e deixa o médico brasileiro a mercê do mercado, não dialoga com as entidades. Não há propostas para os médicos, por isso eles ficam nos grandes centros. O governo tem que oferecer uma carreira pública de Estado, ou vamos viver de improviso”, disse o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

A iniciativa do encontro partiu do deputado Mandeta e teve como escopo aproximar a bancada médica da Câmara com as entidades médicas. “É uma tentativa de formar uma grande bancada que defenda os interesses da área de saúde, uma forma de integrar as demandas dos médicos com os Projetos de Lei que estão tramitando no Congresso Nacional”, explicou Geraldo.

Também participaram do encontro o CFM e a AMB.

Fonte: André Gobo - 19/03/2015

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