Mostrando postagens com marcador Comissão de Seguridade Social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comissão de Seguridade Social. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Câmara - Brasil não está preparado para combate ao câncer, dizem especialistas

Uma em cada três pessoas deverá desenvolver câncer. A afirmação é do diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Paulo Eduardo de Mendonça, em audiência realizada nesta terça-feira (25) pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Os participantes do debate mostraram um cenário de insuficiência de recursos para lidar com a doença e constataram a necessidade de políticas públicas de prevenção e de diagnóstico.
Mendonça ressaltou que o câncer tem uma série de causas, entre elas o aumento do tempo de vida da população e até a obesidade, mas apontou outras dimensões do problema.
"A matriz industrial e a concentração industrial no Brasil têm a ver com o câncer. As grandes metrópoles com 6 milhões, 20 milhões de habitantes; e a estrutura de transporte que nós possuímos, público, de baixa intensidade e densidade, muito uso de automóveis particulares, tem a ver com o câncer", afirmou.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Câmara - Comissão discute o direito à saúde e o papel do Estado

A Comissão de Seguridade Social e Família discute em audiência pública, na quinta-feira (2), o direito à saúde e o papel do Estado, sua fundamentalidade e relevância pública. O evento foi solicitado pelo presidente da Subcomissão Permanente de Saúde, deputado Odorico Monteiro (PT-CE).
Convidados- o jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Dalmo Dallari;
- o juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios Alvaro Ciarlini; e
- a coordenadora do Curso de Especialização em Direito Sanitário do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa), Lenir Santos.
A audiência ocorrerá no plenário 7, a partir das 9h30.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Comissão de Seguridade Social promove Simpósio Nacional de Saúde

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados promove nesta quarta (17) e nesta quinta-feira (18) o Simpósio Nacional de Saúde – "Saúde: Direito de Todos, Dever do Estado".
A mesa de abertura do evento, na quarta-feira, às 9 horas, deverá contar com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro; da presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza; do presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Antônio Brito (PTB-BA); do presidente da Frente Parlamentar de Saúde, deputado Osmar Terra (PMDB-RS); e da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autora do requerimento para a realização do simpósio.
O evento ocorrerá no auditório Nereu Ramos.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Debatedores pedem novo modelo de assistência às pessoas com aids

Ministério da Saúde considera que a epidemia de aids está relativamente estabilizada, com média de 39 mil novos casos por ano
Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a política de saúde para o enfrentamento das DST/HIV/AIDS e a importância da atenção básica na linha do cuidado nas ações de DST/AIDS e AIDS. Diretor do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita
Fábio Mesquita (D): linha de cuidado de HIV/aids precisa contar com mais serviços de diferentes complexidades
O diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, afirmou nesta quinta-feira (11) que o Brasil teve queda na mortalidade entre as pessoas que têm HIV/aids. Ele ressaltou, no entanto, que há necessidade de um novo modelo assistencial para os portadores do vírus.
“HIV e aids tiveram uma queda da mortalidade, com aumento da sobrevida importante. Muitas opções terapêuticas, poucos comprimidos por dia, poucos efeitos colaterais e um alto sucesso terapêutico”, declarou, em audiência da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
Mesquita disse, no entanto, que a linha de cuidado de HIV/aids precisa contar com mais serviços de diferentes complexidades, com ampliação do acesso e qualidade. “Um novo modelo de atenção é uma questão desafiadora neste momento”, disse.
Dados do Ministério da Saúde revelam que a taxa de mortalidade por aids no Brasil caiu 15,6% entre 2003 e 2014. O ministério considera que hoje a epidemia de aids está "relativamente estabilizada", com média de 39 mil novos casos por ano e taxa de detecção de 21 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
Apesar de estabilizada, a epidemia é concentrada: 0,4% na população geral e 5% principalmente nos grupos de homossexuais masculinos, usuários de drogas e profissionais do sexo.
Outro aspecto que chama a atenção é o crescimento da contaminação pelo vírus HIV de pessoas jovens. Há também diferenças regionais da incidência da doença, com o Rio Grande do Sul, por exemplo, apresentando taxa 5 vezes maior do que a registrada nacionalmente.
Momento crítico
Ainda que os dados do Ministério da Saúde demonstrem queda nas mortes por aids, o representante do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Granjeiro, disse que o cenário atual preocupa.
Granjeiro defende a estruturação de um modelo de cuidado em que a atenção básica cumpra papel estratégico, alinhada aos centros de especialidades, mas dando prioridade a questões até hoje não resolvidas, como a transmissão vertical do HIV, ou seja, aquela passada de mãe para filho.
O especialista avalia que este é um momento crítico da epidemia. "Estamos de fato num momento de reconhecimento da epidemia, me parece que nós estamos no pior estágio da epidemia nesses 30 anos. Precisamos usar melhor os recursos disponíveis na sua globalidade, sem desprezar nenhuma das questões que estão disponíveis, fundamentalmente, melhorar a qualidade de serviço, ampliar o financiamento e mobilização social", afirmou.
Combate à discriminação
O representante do Grupo Incentivo à Vida, Jorge Beloqui, disse que todos precisam ter humildade, principalmente os gestores, em reconhecer o momento grave da aids no País. Beloqui também cobrou a adoção de metas para diminuir a discriminação. Segundo ele, muitos portadores do vírus preferem não ter atendimento perto de casa para não serem alvo de discriminação na vizinhança.
A discriminação é tema de um projeto apresentado pelo deputado Chico D'Angelo (PT-RJ), um dos autores do requerimento para a audiência desta quinta-feira. "Apresentei projetos nessa área de não discriminação, por exemplo, de portadores de HIV/aids na questão do trabalho."
O deputado destacou ainda que as políticas formuladas pelo Ministério da Saúde são implementadas em parceria com os governos estaduais e municipais, fazendo com que avanços no combate à doença sejam mais efetivos em algumas localidades do que em outras.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Especialista reclama de racismo institucional no atendimento à saúde da mulher negra

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Audiência pública conjunta da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), da Subcomissão Especial destinada a avaliar as Políticas de Assistência Social e Saúde da População Negra e da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados debate a mortalidade Materna e o impacto sobre a Vida das Mulheres Negras. Dep. Rosângela Gomes (PRB-RJ)
Rosangela Gomes reclamou das condições da maternidade e da obstetrícia na Baixada Fluminense, mas disse que não obteve resposta do ministro da Saúde.
A mortalidade materna entre mulheres negras por causas variadas está aumentando no Brasil. O dado revela um fosso que separa as mulheres pretas e pardas das brancas, independentemente da classe social. Esse dado é reconhecido pelo Ministério da Saúde e foi tema de audiência pública da subcomissão especial que avalia as políticas de assistência social e saúde da população negra.
O evento, de iniciativa das deputadas Rosângela Gomes (PRB-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ), reuniu representantes de ONGs de mulheres negras e do governo, com representantes da Secretaria de Políticas para as Mulheres e do Ministério da Saúde na Comissão de Seguridade Social e Família.
Racismo institucional 
Segundo a coordenadora-geral da Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, Maria Esther de Albuquerque Vilela, além dos fatores clínicos e socioeconômicos, outro motivo é o racismo institucional.
Maria Esther citou estudos que provam que profissionais consideram as mulheres negras mais resistentes à dor. “Elas são menos tocadas do que uma mulher branca, elas são negligenciadas. Tem toda uma questão de racismo institucional, que temos trabalhado com isso para mudar a cultura das instituições para que a gente possa diminuir o risco de morte materna de mulheres negras."
A coordenadora assinalou que 92% das mortes são evitáveis, provocadas pela demora no atendimento.
Segundo Maria Esther, uma das estratégias do governo é a Rede Cegonha, lançada em 2011, que busca incentivar o parto normal humanizado e intensificar a assistência integral à saúde de mulheres e crianças, desde o pré-natal até o segundo ano de vida do filho e que atende 2,6 milhões de gestantes.
Na opinião da representante da ONG Criola, Jurema Werneck, nem a falta de acesso ao pré-natal é mais “desculpa”. "A maioria das mulheres negras no Brasil hoje em dia já faz todas as consultas necessárias. No Brasil ela passa pelas sete consultas. As intercorrências vão aparecendo e os profissionais que as acompanham não fazem toda a técnica que necessária.”
Jurema enfatizou que se a mulher branca consegue atendimento na mesma condição e vai para o parto com desfecho melhor com os mesmos profissionais, no mesmo sistema de saúde, significa que a negligência é motivada por alguma razão. “O racismo é de fato essa névoa que faz com que ele [o profissional] acabe sendo negligente, não toque a mulher, não examine o quanto deve. É o racismo."
Durante o debate promovido pela subcomissão especial destinada a avaliar as políticas de assistência social e saúde da população negra secretaria da mulher, a deputada Rosangela Gomes reclamou das condições da maternidade e da obstetrícia na Baixada Fluminense. Ela disse que já levou o caso ao ministro da Saúde, mas que não obteve resposta.
Segundo dados da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres da Presidência da República, há 62 mortes maternas por 100 mil partos no Brasil. A maior causa de mortalidade materna no Brasil é a hipertensão, responsável por 20% das mortes, depois vêm casos de hemorragia, com 12%, infecção puerperal com 7% e aborto, que provoca 5% das mortes.
Aumento de mortes entre mulheres negras
Mas o número de mortes maternas provocadas por intercorrências vem diminuindo entre as mulheres brancas e aumentando entre as negras. De 2000 a 2012 as mortes por hemorragia entre mulheres brancas caíram de 141 casos por 100 mil partos para 93 casos. Entre mulheres negras aumentou de 190 para 202.
Por aborto, a morte de mulheres brancas caiu de 39 para 15 por 100 mil partos. Entre negras, aumentou de 34 pra 51. Segundo a representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Rurany Ester, os dados refletem o aumento da investigação das mortes de mulheres em idade fértil, que aumentou nos últimos anos. Por exemplo: 2010 registou 1.719 mortes em partos, dos quais 74% das mortes tiveram suas causas investigadas. Em 2013 foram 1.438 mortes e 83% delas teve a causa apurada.
De acordo com dados do último Relatório Socioeconômico da Mulher, elaborado pelo governo federal, 62,8% das mortes decorrentes de gravidez atingem mulheres negras e 35,6% mulheres brancas.
Nos últimos 22 anos, a mortalidade materna no Brasil caiu de 141 casos por 100 mil para 62 casos por 100 mil, uma redução de 56%, mas ainda está longe da meta estabelecida pela meta da ONU em 2015, de 35 mortes por 100 mil.
Pautas Femininas
A audiência pública de hoje faz parte do projeto Pautas Femininas, que mensalmente discute temas relacionados à mulher. Para a deputada Rosângela Gomes, esse debates são essenciais. "Espero poder fazer outras audiência com um tema tão importante como esse para que a gente possa amenizar a mortalidade da mulher do nosso País, sobretudo a mulher negra."



Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Comissão debate prescrição excessiva de anticoncepcionais orais

A Comissão de Seguridade Social e Família promove audiência pública amanhã, às 14h30, sobre os efeitos decorrentes do uso de anticoncepcionais hormonais e a falta de critério em sua prescrição.
“Vítimas de anticoncepcionais hormonais estão se mobilizando em busca de medidas protetivas às mulheres, tanto para esclarecimentos sobre as reações adversas quanto para o estabelecimento de critérios mais rigorosos para a sua prescrição”, afirmam as deputadas que pediram a realização da audiência, encabeçadas por Geovania de Sá (PSDB-SC).
“Por meio de medidas preventivas, muitas vezes simples, pode se evitar o acometimento de casos como trombofilia, embolia pulmonar, tromboembolismo cerebral, que podem evoluir para quadros e sequelas mais graves, como cegueira, paralisias, tetraplegia, amputação de membros e até a morte”, afirma a deputada.
Foram convidados a participar da audiência:
  • a coordenadora geral de Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, Maria Esther de Albuquerque Vilela;
  • o superintendente substituto de Fiscalização, Controle e Monitoramento da Anvisa, Daniel Roberto Coradi de Freitas;
  • a representante do Conselho Federal de Medicina, Adriana Scavuzzi Carneiro da Cunha; e
  • a representante do Coletivo "Vítimas de Anticoncepcionais - Unidas a Favor da Vida", Carla Simone Castro da Silva.
A audiência será no plenário 07.


Da Redação/PR

Fonte: Agência Câmara de Notícia
s

domingo, 7 de junho de 2015

Comissão rejeita testes renais obrigatórios pelo SUS

Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Jorge Solla
Solla argumenta que não é eficiente elaborar uma lei específica para prevenir cada tipo de doença
A Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou na terça-feira (2) o Projeto de Lei5696/13, que assegura a pessoas com propensão a desenvolver doenças renais o direito de realizar testes de detecção pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A justificativa do autor, ex-deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC), é que o diagnóstico precoce é fundamental para impedir que a doença se torne crônica, já que um em cada dez brasileiros é portador de disfunções renais.
Apesar de compartilhar com o autor da preocupação, o relator da proposta, deputado Jorge Solla (PT-BA), defendeu a rejeição do texto. Ele argumenta que não é eficiente elaborar uma lei específica para prevenir cada tipo de doença. “A legislação sanitária iria se tornar objeto de inumeráveis normas, além de desconsiderar as previsões já existentes na legislação mencionada”, avalia.
Além disso, segundo Solla, a fixação em lei de quais exames seriam utilizados para a detecção das doenças poderia dificultar o aproveitamento de avanços na área da medicina diagnóstica. “Não é de nova norma que o SUS necessita para cumprir suas funções na promoção da saúde integral dos brasileiros, mas do cumprimento das existentes e com o devido suporte em termo de recursos financeiros e humanos”, finalizou.
Tramitação
A proposta segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Seguridade rejeita obrigatoriedade de macas e cadeiras de rodas para obesos

Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Jorge Solla
Solla: a Constituição e a Lei Orgânica da Saúde já garantem atenção integral à saúde, o que inclui o adequado acolhimento a todos que necessitem especial acomodação.
A Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou na terça-feira (2) proposta que obriga hospitais, prontos-socorros, rodoviárias e aeroportos em todo território nacional a possuir macas e cadeiras de rodas dimensionadas para o atendimento de pessoas obesas. A medida está prevista no Projeto de Lei6509/13, do ex-deputado Dimas Fabiano (PP-MG),
A nova exigência, de acordo com o texto, deveria ser adotada por todos os estabelecimentos citados em até 180 dias após a publicação da nova lei, sob pena de multa no valor de dez salários mínimos, aplicada em dobro no caso de reincidência.
Ao recomendar a rejeição do projeto, o relator na comissão, deputado Jorge Solla (PT-BA), argumentou que não considera eficiente ter uma lei específica destinada ao atendimento de cada tipo de condição apresentada pelos usuários nos serviços de saúde.
“O próprio texto constitucional e também a Lei Orgânica da Saúde (8.080/90) já garantem atenção integral à saúde dos brasileiros, o que inclui um adequado acolhimento a todos os tipos de usuários, sejam eles obesos ou idosos ou portadores de quaisquer condições que necessitem especial tipo de acomodação”, disse.
Solla julgou ainda desnecessário definir em lei específica um percentual mínimo de mobiliário para obesos nos serviços de saúde. “Tais decisões dependem das situações e características locais, que variam ao longo de nosso extenso País”, acrescentou.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há 17 milhões de obesos no Brasil, o que representa 9,6% da população.
Tramitação
Com a rejeição, o projeto, que tramita em conjunto com o PL 7527/14, perde o caráter conclusivo, mas ainda terá de ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Anvisa: Brasil pode ser o primeiro país do mundo a registrar uma vacina de dengue

O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Renato Alencar Porto, anunciou nesta quinta-feira (28), na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, que o Brasil pode ser o primeiro país do mundo a registrar uma vacina de dengue, o que pode ocorrer até o fim do ano.
Luiz Alves / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a epidemia de dengue no País e o desenvolvimento de vacina contra a doença. Diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Renato Alencar Porto
Renato Alencar: a gente não fala em prazo, nosso compromisso é garantir que essa vacina seja registrada com eficácia, qualidade e segurança comprovadas.
A comissão realizou audiência pública sobre as pesquisas para a vacina de dengue. São seis vacinas contra a dengue pesquisadas no mundo. A mais avançada delas no Brasil, desenvolvida pelo laboratório Sanofi-Pasteur, já passou pelas três fases de pesquisa e foi protocolada na Anvisa em março.
Segundo a diretora da empresa para a América Latina, Lucia Bricks, já há estoque para a vacina ser usada no segundo semestre e a capacidade de produção é de 100 milhões de doses por ano. A vacina imuniza contra os quatro tipos de vírus da dengue e foi testada em 40 mil pessoas de 15 países. Reduziu em 60% a dengue sintomática e diminuiu em 95% a doença grave.
Instituto Butantan 
A outra vacina contra a dengue está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. Segundo o diretor-substituto do instituto, Marcelo de Franco, já está demonstrada a segurança e a extrema potencialidade da vacina. Se as pesquisas do instituto entrarem na fase três antes do registro da vacina da Sanofi, o processo de finalização será mais ágil.
Marcelo de Franco explicou que de acordo com as normativas da Anvisa para medicamentos, se eles conseguirem o registro antes do Butantan ter autorização para a fase três, o instituto terá de fazer um teste de comparação com a deles. “Então nós teríamos que aumentar o nosso número de voluntários em quase quatro vezes, o que praticamente inviabilizaria em termos de custos porque quadruplica o custo necessário para fazer o estudo."
Os planos originais do Instituto Butantan são testar com até 17 mil voluntários em todo o País e, de preferência, fazer estudos paralelos no exterior, onde o Butantan já tem dois laboratórios parceiros.
Doses da vacina
A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan é em dose única e a da Sanofi-Pasteur prevê três doses com intervalo de seis meses.
Luiz Alves / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a epidemia de dengue no País e o desenvolvimento de vacina contra a doença. Representante da empresa Sanofi Pasteur, Lucia Bricks
Lucia Bricks: já há estoque para a vacina ser usada no segundo semestre e a capacidade de produção é de 100 milhões de doses por ano.
Lucia Bricks comentou que é um sonho a vacina em dose única, “que protege 100% pela vida toda”. A diretora da Sanofi-Pasteur acrescentou que a maior parte das vacinas utilizadas no Brasil tem mais de uma dose. “A maioria das vacinas não chega a proteger 100% da população, a proteção é variável. Neste momento, a única vacina que demonstrou um programa muito robusto, que cumpriu todas as três etapas de estudos clínicos necessários ao registro é a da Sanofir-Pasteur."
O diretor da Anvisa explicou que, apesar da possibilidade, não pode prever quando o Brasil terá uma vacina contra a dengue. "A gente não fala em prazo, isso é muito difícil. Como a gente tratou aqui, a complexidade é muito grande. Registrar uma vacina sendo a primeira e com todo esse diferencial, com diversos tipos de vírus, com a quantidade de dados muito grande, a gente não fala em prazo. Nosso compromisso é fazer a avaliação desse dossiê da maneira mais rápida possível, garantindo que essa vacina seja registrada, se assim for, com eficácia, qualidade e segurança comprovadas", assinalou Renato Alencar.
Ação do SUS
O coordenador-geral do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Evelim Coelho, explicou que o ministério vai definir áreas e grupos etários que serão prioritários para a vacinação quando a vacina estiver disponível.
Giovanini Coelho esclareceu que o ministério está apoiando a realização de estudos para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para receber as vacinas. "Basicamente, esses estudos visam definir áreas e grupos etários que serão prioritários para a vacinação quando essa vacina estiver disponível. Ou seja, nós nos antecipamos exatamente por entender que a vacina de dengue, em um primeiro momento terá pouca oferta e é necessária a priorização nesse processo de vacinação."
O coordenador afirmou ainda que o Ministério de Saúde tem um programa permanente contra a dengue que repassa recursos para estados e municípios. Essas atividades de prevenção e controle são executadas pelos municípios e, neste ano, além dos recursos de rotina, foram repassados R$ 150 milhões para as secretarias estaduais e municipais de saúde. Já foram registrados neste ano 850 mil casos de dengue, dos quais 430 mil apenas em São Paulo. Nos últimos 50 anos, a incidência de dengue no planeta aumentou 30 vezes.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Entidades pedem prorrogação de programa de atenção à saúde do paciente com câncer

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência pública conjunta das comissões de Seguridade Social e Família (CSSF) e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD) para discutir o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD). Dep. Eduardo Barbosa (PSDB-MG)
Eduardo Barbosa: entendemos que a legislação teve êxito, o nível de captação foi além de nossas expectativas em se tratando de um programa tão novo.
Em audiência pública promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família em conjunto com a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, deputados e representantes de entidades beneficentes pediram a prorrogação do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde (Pronas) para além de 2016, quando os dois programas serão encerrados como manda a lei.
Tanto o Pronon quanto o Pronas foram implantados pelo Ministério da Saúde em 2013 para que pessoas físicas e jurídicas possam doar 1% do valor do imposto de renda para entidades, associações e fundações privadas sem fins lucrativos que atuem no campo da oncologia e da pessoa com deficiência.
Em 2014 o Ministério da Saúde aprovou, somando os dois programas, a isenção de quase R$ 334 milhões, que têm ajudado a melhorar a infraestrutura de hospitais filantrópicos e também a capacitação profissionais.
O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que sugeriu a realização da audiência pública, defende a manutenção dos dois programas. "Como a lei foi aprovada prevendo o fim de sua validade em 2016, fizemos essa audiência pública para discutir a necessidade ou não dessa medida continuar valendo após o período citado em lei, pois talvez tenhamos de trabalhar para que ela continue valendo. Entendemos que a legislação teve êxito, o nível de captação foi além de nossas expectativas em se tratando de um programa tão novo".
A coordenadora-geral de Saúde da Pessoa Com Deficiência do Ministério da Saúde, Vera Lúcia Mendes, entende que ambos os programas, Pronon e Pronas, têm funcionado e que há potencial de crescimento. No entanto, ela ressalta que o mais importante é que essas ações tenham, de fato, impacto na sociedade. "Teremos de verificar o impacto social dessas ações. Para dizermos que esse impacto social se fez, vamos ter de construir indicadores que meçam isso a partir dos projetos executados. Esse impacto tem de ser algo que não seria atingido sem a existência do programa."
De acordo com o site do Ministério da Saúde, foram aprovados projetos do Pronon na ordem de R$ 77 milhões e R$ 237 milhões, em 2013 e 2014, respectivamente; e do Pronas/PCD os projetos aprovados somaram R$ 16 milhões e R$ 88 milhões, em 2013 e 2014, respectivamente.
Pedido formal
As comissões de Seguridade Social e Família e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência vão formalizar um pedido a Presidência da República e ao Ministério da Saúde para que o Pronon e o Pronas sigam funcionando depois de 2016, a exemplo das leis Rouanet e de incentivo ao esporte, que não têm prazo de validade.
Fonte: Agência Câmara de Notícias - 13-05-2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Comissão debate o problema do paciente renal crônico

A Comissão de Seguridade Social e Família debate nesta terça-feira (28) o problema do paciente renal crônico. De acordo com o deputado Alexandre Serfiortis (PSD-RJ), que propôs o debate, o objetivo do evento é promover uma discussão crítica sobre a situação atual desta parcela da população brasileira e as políticas públicas relacionadas à enfermidade, abrangendo o atendimento, a gestão e o financiamento.

Foram convidados:
- representante do Ministro da Saúde;
- a presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Carmen Tzanno Branco Martins;
- o presidente da Associação dos Renais e Transplantados do Estado do Rio de Janeiro, Gilson Nascimento da Silva.
O debate será realizado às 14h30, no plenário 7.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 31 de março de 2015

Seguridade Social aprova orientação escolar sobre vacinas

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (25), proposta que permite às escolas públicas e privadas solicitar aos pais de alunos até do 5º ano do ensino fundamental a apresentação do cartão de vacinação da criança durante a matrícula.
O objetivo é orientar as famílias cujos cartões estejam desatualizados sobre a importância da vacinação e os cuidados à saúde necessários às crianças. A medida está prevista no Projeto de Lei 3146/12, do deputado Weliton Prado (PT-MG).
Arquivo/Antonio Augusto
Eduardo Barbosa
Eduardo Barbosa: texto tem caráter pedagógico e não condiciona a matrícula das crianças à apresentação do cartão de vacinação.
O texto aprovado é o substitutivo, de 2013, da Comissão de Educação. O substitutivo manteve a essência da proposta original, adaptando-a apenas à terminologia da legislação educacional vigente. Pela redação anterior, por exemplo, o pedido do cartão de vacinação seria feito aos pais de alunos com até dez anos de idade – o novo texto preferiu focar na etapa do ensino (5º ano).
Caráter pedagógico
O relator na Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), defendeu a aprovação da proposta. Ele lembrou que o texto não condiciona a matrícula dos estudantes à apresentação do cartão de vacinação.
“Longe de ferir o direito de acesso do aluno à escola, visto que não é condição para sua matrícula, a medida tem um caráter protetivo da saúde da criança e pedagógico em relação aos pais”, esclareceu o relator. Ele acrescentou que a imunização regular de meninos e meninas previne doenças, o que pode diminuir o número de faltas e melhorar o desempenho escolar.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta: PL-3146/2012

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 19 de março de 2015

FENAM discute realidade médica com deputados na Comissão de Seguridade Social



Foto: André Gobo 

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) participou de reunião na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) no último dia 19, em Brasília, para tratar de diversos assuntos que interessam aos médicos brasileiros. Na ocasião, o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, entregou cópia das cobranças feitas ao governo federal ante o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público do Trabalho.

Geraldo lembrou que as denúncias que constam nos relatórios do TCU e MPT não são novidade e que a FENAM já alertava a respeito do engodo do programa Mais Médicos e que a entidade posicionou-se desde o início contra o programa. A FENAM colaborou com o MPT, dentre outras formas, ao fornecer os contatos de médicos brasileiros substituídos ilegalmente por estrangeiros.

O encontro também tratou do alto custo do curso de medicina em relação às dificuldades financeiras que serão enfrentadas pelos recém-formados e, ainda, da proliferação dos cursos de medicina. Segundo dados da reunião, aproximadamente 22 mil médicos entram no mercado de trabalho anualmente, dos quais mais de 12 mil não contam ou conseguem fazer parte de nenhum curso de especialização.  “O governo traz médicos de cuba e deixa o médico brasileiro a mercê do mercado, não dialoga com as entidades. Não há propostas para os médicos, por isso eles ficam nos grandes centros. O governo tem que oferecer uma carreira pública de Estado, ou vamos viver de improviso”, disse o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

A iniciativa do encontro partiu do deputado Mandeta e teve como escopo aproximar a bancada médica da Câmara com as entidades médicas. “É uma tentativa de formar uma grande bancada que defenda os interesses da área de saúde, uma forma de integrar as demandas dos médicos com os Projetos de Lei que estão tramitando no Congresso Nacional”, explicou Geraldo.

Também participaram do encontro o CFM e a AMB.

Fonte: André Gobo - 19/03/2015