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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Outro vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti chega ao Brasil

 Infectologista especialista em Medicina do Viajante explica os perigos da febre Zika

Foto: Internet
Pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia identificaram o vírus Zika em vários pacientes de Ilhéus e de Itabuna, assim como na Região Metropolitana de Salvador. Mesmo sem a confirmação do Ministério da Saúde, também já foram registrados pacientes com sintomas da febre Zika na Paraíba, e há suspeitas de que o vírus também se encontre em Pernambuco. A febre Zika, originária da África, nunca havia sido registrada na América do Sul.

De acordo com Jaime Rocha, infectologista especializado em Medicina do Viajante do Laboratório Frischmann Aisengart, o vírus Zika é transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus. “É uma doença parecida com a dengue, inclusive nos sinais e nos sintomas”, revela o médico. Inicialmente, os casos assemelham-se a uma gripe, apresentando dor de cabeça, dor nas articulações, conjuntivite, dor de garganta, febre leve, irritação da pele, náuseas e dor muscular, com cura espontânea em 5 dias.

Rocha afirma que a melhor forma de se prevenir contra a febre Zika é combatendo os mosquitos Aedes, por meio de inseticidas, uso de repelentes, telas nas janelas e campanhas de prevenção.

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947 em macacos Rhesus, em Uganda. É um arbovírus (vírus essencialmente transmitido por artrópodes, como os mosquitos) que tem o nome relacionado a uma floresta do local. Os primeiros casos em humanos ocorreram na Nigéria, em 1954. Em 2007 foram registrados casos de infecção em 75% da população das Ilhas Yap, na Micronésia. “É importante observar que os arbovírus têm uma taxa de mutação 300 vezes mais elevadas do que os outros tipos de vírus, podendo se desenvolver rapidamente”, alerta Rocha.

Em 2008, reapareceu entre pesquisadores no Senegal, sem sintomas graves. O vírus Zika voltou a ser observado na França em 2013, com 55 mil casos num período de 3 meses, sendo a primeira vez que o vírus foi registrado na Europa. Na França observaram-se casos clínicos mais graves associados à Síndrome de Guillain-Barré (quadro neurológico/ paralisia), além de outras complicações neurológicas como a encefalite, meningoencefalite, parestesia e paralisia facial.

No Brasil o vírus Zika foi registrado em pessoas de 19 municípios da Bahia desde fevereiro 2015, assim como em outros Estados do Nordeste. Existem registros desse vírus no país desde outubro de 2014, quando o Zika foi identificado em amostras de sangue de pacientes residentes em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.


Fonte: Laboratório Frischmann Aisengart

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Perigo da venda de antibióticos sem prescrição médica é debatido por médico no Dia de Combate à Infecção Hospitalar

Foto: Internet
Foto: Internet
O Dia de Combate à Infecção Hospitalar, comemorado em 15 de maio, é uma boa oportunidade para trazer à tona novamente uma antiga polêmica da área médica: a venda de antibióticos sem prescrição. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), desde novembro de 2010, obriga farmácias e drogarias a exigir receita médica para a venda de antibióticos, com prescrição feita em duas vias e a validade da receita de dez dias.
Desde abril de 2011 as embalagens e bulas também incluem a seguinte frase: “Venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção da receita”. A proposta para restringir e tornar mais rígidas as vendas de antibióticos no Brasil teve como objetivo diminuir o consumo desnecessário desses medicamentos e evitar o aumento da resistência bacteriana a esses remédios.

Segundo Jaime Rocha, infectologista e integrante do corpo clínico do Laboratório Frischmann Aisengart, a medida da ANVISA foi extremamente benéfica já que, na prática, uma boa parte das vendas de antibióticos era feita sem nem mesmo a apresentação de uma receita médica. “O antibiótico é o único medicamento com impacto social. Se uma pessoa usa mal o antibiótico, pode-se induzir uma resistência bacteriana para outros pacientes, ou seja, ele pode deixar a bactéria ainda mais resistente e trocar material genético com outras bactérias, atingindo o que chamamos de transmissão horizontal,” explica o especialista.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais da metade das prescrições de antibióticos feitas no mundo é inadequada. De acordo com Rocha, para minimizar este problema existem exames como o antibiograma, disponível no Laboratório Frischmann Aisengart, e que ajudam o médico a escolher o antibiótico mais apropriado para o paciente. “O uso de antibiótico deve ser pautado em diagnóstico preciso, clínico, laboratorial e microbiológico”, reforça.
Outra análise que auxilia a prescrição correta de medicamentos é a procalcitonina (PCT), que diagnostica a infecção bacteriana grave do organismo, chamada no jargão médico de sepse. Segundo o infectologista, o resultado deste exame pode resultar na diminuição dos efeitos colaterais das medicações, bem como da resistência bacteriana e de custos hospitalares, pois pode auxiliar na retirada de antibióticos. O Laboratório Frischmann Aisengart foi, em 2011, o primeiro laboratório de Curitiba a oferecer o exame.
KPC
Jaime Rocha também foi um dos autores de um estudo internacional sobre a KPC(Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase), conhecida como a superbactéria e normalmente adquirida por pacientes hospitalizadosO estudo foi aprovado por algumas das mais renomadas publicações científicas do segmento no mundo e trouxe revelações sobre a KPCA pesquisa associou a doença à idade do paciente e ao uso da técnica de ventilação mecânica. A KPC é uma bactéria resistente a antibióticos e os estudos que são feitos têm principalmente o objetivo de proteger pacientes contra infecções hospitalares.
O estudo foi realizado para avaliar os fatores de risco para a KPC em pacientes hospitalizados. De acordo com Jaime Rocha, a indicação de associação da superbactéria com a idade do paciente e com o uso de ventilação mecânica é muito relevante já que, até o momento, foram poucos os estudos feitos para a análise dos fatores de risco para a KPC. O infectologista explica que a ventilação mecânica é um método de substituição da ventilação normal, usada na ressuscitação cardiopulmonar, medicina de tratamento intensivo e anestesia. Mas o método apresenta uma série de complicações, sendo a principal a infecção respiratória.
A superbactéria KPC foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 2000, depois de ter sofrido uma mutação genética que lhe conferiu resistência a múltiplos antibióticos e a capacidade de se tornar resistente a outras bactérias. Atribui-se esta característica ao uso indiscriminado ou incorreto de antibióticos. A KPC pode ser encontrada nas fezes, água, solo, vegetais, cereais e frutas. A transmissão acontece em ambiente hospitalar, por meio do contato com secreções do paciente infectado. A superbactéria pode causar pneumonia, infecções sanguíneas, no trato urinário, em feridas cirúrgicas e doenças que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes mortal.
Fonte: Laboratório Frischmann Aisengart