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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Seis perguntas que precisam ser feitas sobre a epidemia “dengue-zika-chikungunya” no Brasil
Questões fundamentais precisam ser levantadas sobre a epidemia e seu controle. Por que só insistir no modelo de combate ao mosquito Aedes? Por que são usados larvicidas neurotóxicos?
São ainda muitas as dúvidas que rondam a recente epidemia “tríplice” que avança no País. O trio dengue-zika-chikungunya ataca com força em meio a um mar de incertezas – e novas doenças. Os casos se multiplicam, há muita pressão por soluções, mas pouco se sabe. Nesse cenário, é fundamental questionar os pontos não comprovados que envolvem a epidemia para aprofundar o debate.
A extensão dos distúrbios neurológicos observados em crianças, por exemplo, está levando os especialistas a falarem não só mais apenas em microcefalia, mas em uma “síndrome fetal do zika”. Isso ocorre em um momento em que os pesquisadores não conseguem dar certeza ainda se é o mesmo o zika o responsável pelas más formações.
Por isso, na seção #Ideiaseprovocações de Saúde!Brasileiros, que foi criada para divulgar informações que não ocupam os discursos centrais de instituições, reunimos algumas dúvidas que estão sendo levantadas em meio ao caos sanitário que vivemos neste momento no Brasil.
O texto que se segue destaca as importantes preocupações levantadas pela nota técnica lançada na terça-feira (2) pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva(Abrasco).
1 – Por que continuamos a insistir somente no combate ao mosquito Aedes?
Os profissionais de saúde ligados a cinco grupos de trabalho da Abrasco criticam as estratégias que vem sendo adotadas no País para o controle do mosquito que, segundo estudos, mostraram-se ineficazes por 40 anos de uso da estratégia.
A Abrasco questiona a estratégia do Ministério da Saúde de intensificar “o combate ao mosquito” e pedir “ajuda da população” apenas no recrudescimento da epidemia – e não levar em conta outros fatores, como a falta de saneamento básico nas regiões afetadas.
| O mosquito Aedes Aegypti transmite dengue, zika e chikungunya. Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas (20/12-2015) 2 – Como o Aedes se tornou capaz de transmitir três doenças?
O que fez com que os casos de dengue se tornassem mais graves, se até 1950 a doença não provocava sequelas e nem alterações hematológicas, segundo a OMS? A Abrasco exorta o País a analisar melhor o que aconteceu nesse tempo.
Um aspecto que não está sendo devidamente estudado é a relação entre o que pode ter acontecido no nosso ambiente e o fato de Aedes estar transmitindo, além da dengue, essas duas doenças. Não se sabe como isso ocorreu e faltam estudos para entender essa situação a partir do nosso contexto.
Outra fragilidade apontada pelos participantes da Abrasco são os problemas com a vigilância adequada das febres zika e da chikungunya. Elas tem sido gerenciadas como “dengue branda”.
3 – Por que esse risco não foi considerado na Copa do Mundo e na construção de grandes empreendimentos em lugares sem saneamento?
Muitas regiões do Brasil, em especial a região Norte e Nordeste não contam
com saneamento adequado, o que impossibilita o controle da epidemia. Foto: Agência Brasil
A Abrasco aponta que houve uma intensificação do processos migratórios incentivada por grandes empreendimentos para regiões com condições sanitárias precárias – áreas que, coincidentemente registraram grande número de casos – como Suape – PE e Pecém – CE. A Copa do Mundo de 2014, por exemplo, teve uma subsede em Recife. Lá, a Arena Pernambuco, que abrigou jogos, fica instalada no município de São Lourenço da Mata, uma região com precárias condições sanitárias.
4 – Larvicidas usados para matar a larva do mosquito são suficientes e eficazes? O governo está sendo totalmente aberto sobre os riscos desses produtos à saúde humana e ao meio ambiente?
Mais um ponto importante: os sanitaristas afirmam que os larvicidas usados na água que essas famílias bebem há mais de 40 anos não implicaram na redução do número de doenças provocadas pelo Aedes Aegypti. Afora isso, apontam um problema que não tem sido explicitamente levado ao público, que são os potenciais danos à saúde causados por esses larvicidas.
Segundo a Abrasco, em 2014, no ano passado foi introduzido o uso de um novo químico: o Pyriproxyfen.
Segundo o Ministério da Saúde, esse larvicida inibe o desenvolvimento do inseto. O mosquito cresce sem asas e sem órgãos reprodutivos. Fica, assim, no aspecto de ninfa ou larva. Mas 0 que não tem sido dito é o seguinte:
“Uma simples consulta às fichas de segurança química de tais produtos entregues pelas empresas aos órgãos de Saúde Pública mostra que esses produtos são neurotóxicos para o sistema nervoso central e periférico, além de provocarem náusea, vômito, diarreia, dificuldade respiratória e sintomas de fraqueza muscular, inclusive nas concentrações utilizadas no controle vetorial.
Quanto à toxicidade ambiental é recomendado evitar seu uso no meio ambiente, o que não tem sido observado, pois seu lançamento é feito da forma como aqui denunciamos”, diz a nota da Abrasco.
A entidade se preocupa com a utilização desses produtos químicos, que têm como único alvo o mosquito, sem considerar os danos para o que não é alvo, como o meio ambiente e o próprio sistema imune humano. A entidade lembra que a origem desses produtos são as armas de destruição em massa amplamente utilizadas pelo exército norte-americano. Elas foram introduzidas no Brasil em 1968 – mesma época em que foram usadas, na guerra do Vietnã.
O enfrentamento da epidemia passa por encarar os problemas sociais
reincidentes no Brasil. Foto: Agência Brasil
5 – Água com larvicidas poderia estar ligada aos danos neurológicos?
Na nota da Abrasco, há um argumento central que precisa ser melhor avaliado. Em 2014, um novo químico foi introduzido na água para matar larvas do Aedes: o Pyriproxyfen, já descrito acima. Ok, mas qual o problema?
Esse produto não segue as normas técnicas e padrões de segurança nem para o uso em agricultura, o que dizer do uso na água? A Abrasco se pergunta como essa decisão foi tomada sem levar em consideração os níveis tóxicos para consumo humano. Agora, depois do recrudescimento da epidemia, está sendo preconizado o uso de larvicida diretamente nos carros-pipas que distribuem água nas regiões do Agreste e Sertão do Nordeste.
“O que dizer desse uso [de um produto tóxico] em um contexto epidêmico de má formação fetal?”, questiona a nota da Abrasco.
A entidade não chega a fazer uma relação direta entre o larvicida e a má formação, mas as informações que reúne permitem a dúvida. A Abrasco afirma que o larvicida causa problemas neurológicos, diz que ele vem sendo usado na água, e indaga como situar isso em um contexto de má formação fetal.
Na opinião do infectologista Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovírus, porém, não resta dúvida sobre a correlação entre o zika vírus e a síndrome que debilita cérebro dos bebês durante a gestação. Para ele, as características clínicas e epidemiológicas definem a microcefalia como uma das consequências associadas à infecção pelo Zika vírus. “Não sabemos, porém, a sua fisiopatologia. Isto é, como a como a infecção causa o dano. Pode inclusive haver co-fatores associados, dentre eles o uso de produtos químicos”, diz o especialista.
6 – Quais são os caminhos para fugir do modelo “mata-mosquito”?
a) Revisão completa das estratégias do controle de combate ao mosquito, com foco na eliminação do criadouro, sem agentes químicos na água potável
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva pede uma revisão completa das estratégias de controle do mosquito.
“O foco deve ser a ELIMINAÇÃO DO CRIADOURO e não o mosquito como centro da ação; com a suspensão do uso de produtos químicos e adoção de métodos mecânicos de limpeza e de saneamento ambiental. Nos reservatórios de água de beber, utilizar medidas de limpeza e proteção da qualidade da água e garantia de sua potabilidade”, diz a nota.
A entidade também pede a suspensão imediata do larvicida e de produtos altamente tóxicos na água potável. É preciso também acabar com o fornecimento intermitente e regularizar o abastecimento de água – “um direito humano”.
b) Análise dos efeitos da exposição a agentes químicos e auditoria
Mais um ponto é o estudo urgente dos efeitos da exposição a produtos químicos utilizados no controle vetorial do Aedes aegypti. Também uma auditoria precisa ser feita nessas estratégias, segundo a Abrasco.
c) Intensificação dos programas de saneamento básico
Imprescindível ainda, diz a organização, que as políticas urbanas e de saneamento ambiental promovam programas integrados para a resolução dos problemas de moradia, saneamento e urbanização.
Fonte: CNTU
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Complicações do vírus Zika ainda estão sendo conhecidas, dizem especialistas
O conhecimento em torno das complicações resultantes da infecção pelo vírus Zika está sendo construído agora. É o que dizem especialistas em relação ao aumento dos casos de microcefalia relacionada ao vírus. Enquanto estudos estão em curso, mulheres grávidas vivem uma gestação marcada pelo temor de contraírem a doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, foram registrado 1.761 casos suspeitos de má-formação congênita, em 422 municípios.
“Essa é uma doença pouco conhecida, porque ocorreram poucas epidemias no mundo e foram epidemias com poucos casos. Não tivemos nenhuma epidemia de Zika que teve um número grande como estamos tendo no Brasil. Nós estamos conhecendo agora, escrevendo agora como se comporta a Zika e as repercussões que ela pode dar no indivíduo infectado”, declarou o infectologista Marcos Boulos, professor da Universidade de São Paulo e coordenador de controle de doenças da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
O também infectologista David Uip, secretário estadual de Saúde de São Paulo e que foi responsável pelo primeiro diagnóstico de Aids no Brasil em 1982, faz uma relação do Zika ao HIV. “Nós fomos trabalhar com as vias de contaminação por identificação de vírus e diagnóstico em 1985 e medicamento somente em 1996. Só 15 anos de descoberta de uma nova doença para os primeiros medicamentos que mudaram a história e a evolução do HIV/Aids”, comparou. Ele avalia é preciso buscar novos conhecimentos sobre o Zika, mas que demandará tempo de maturação.
Ele explica que para haver um aumento expressivo dos casos de microcefalia associada ao Zika, é preciso que o vírus esteja amplamente disseminado. Em relação à incidência, no entanto, apesar do aumento, ele destaca que o número é insignificante em termos de uma geração, mas que o impacto para as famílias não pode ser comparado nesses termos. “Se estamos falando em mil casos no país, significa que o número está sendo muito maior do que seria esperado no país. Isso mostra que a epidemia está trazendo um ônus para uma geração de mães, de jovens mães, que vão ter sua vida comprometida por ter que cuidar de uma criança que vai exigir muitos cuidados”, declarou.
Boulos avalia que não seria possível prever a doença, tendo em vista que ela não era conhecida dos médicos e pesquisadores brasileiros. “Se nós tivessemos despertos para uma possibilidade de doença diferente da dengue, daí as investigações poderiam ser feitas naquele momento e poderíamos ter algo diferente do que acabou acontecendo. Nós acomodamos que tudo era dengue. Quando não faz diagnóstico no começo, tem mais dificuldade para controlar a disseminação”, apontou.
Boulos explica que, apesar de se saber pouco sobre as consequências do Zika, para as grávidas, os primeiros três meses de gestação são os mais delicados em relação à microcefalia. Depois desse período, ainda não é possível atestar se o vírus ainda pode causar complicações. “Algumas infecções por vírus podem [provocar alterações] até o sexto mês, pessoas com surdez, alterações oftalmológicas. O Zika nós não conhecemos. O tempo vai dizer para a gente”, disse. Nesse sentido, o infectologista destaca que não há outra medida que não seja conter a proliferação do mosquito.
Sobre o risco de problemas neurológicos em crianças maiores ou idosos, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou em nota, nesta semana, que, até o momento, não há qualquer comprovação científica que ligue essas ocorrências ao Zika. Para o médico Marcelo Burlá, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, não é possível afastar o risco em nenhuma idade gestacional ou cronológica. O mesmo, na avaliação dele, vale para as dúvidas sobre a transmissão pelo leite e fluidos corporais. “A gestante deve procurar não amamentar, se deu à luz e tiver sintoma de Zika e a gestante que tiver companheiro com sintoma da doença deve evitar relações sexuais”, orientou.
A medida, no entanto, não é a recomendada pelo Ministério da Saúde. “A informação que ministério tem é que não há recomendação para mães não amamentarem os seus filhos, porque não há ainda comprovação evidente, como também no caso da transmissão sexual”, disse o ministro Marcelo Castro em entrevista na capital paulista, nesta semana. Segundo ele, o caso de transmissão sexual foi verificada em apenas um casal estrangeiro.
Apesar de divergirem em algumas orientações, tendo em vista a imprevisibilidade da doença, eles concordam que a medida mais eficiente para combater o Zika e evitar complicações resultantes da infecção viral é combater ao Aedes aegypti. “Pouco mais de 80% dos criadouros estão nas nossas casas. Mesmo que tenhamos o serviço público mais competente, mesmo que se ponha dezenas de pessoas nas ruas, não vamos ter sucesso se população não engajar nesta luta e buscar retirar água parada dentro de suas casas, vaso de planta, tampa de garrafa, copos plásticos, caixa d'água. Se todo mundo fizer sua parte, vamos controlar todas as doenças transmitidas pelo mosquito”, disse Boulos.
“Essa é uma doença pouco conhecida, porque ocorreram poucas epidemias no mundo e foram epidemias com poucos casos. Não tivemos nenhuma epidemia de Zika que teve um número grande como estamos tendo no Brasil. Nós estamos conhecendo agora, escrevendo agora como se comporta a Zika e as repercussões que ela pode dar no indivíduo infectado”, declarou o infectologista Marcos Boulos, professor da Universidade de São Paulo e coordenador de controle de doenças da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
O também infectologista David Uip, secretário estadual de Saúde de São Paulo e que foi responsável pelo primeiro diagnóstico de Aids no Brasil em 1982, faz uma relação do Zika ao HIV. “Nós fomos trabalhar com as vias de contaminação por identificação de vírus e diagnóstico em 1985 e medicamento somente em 1996. Só 15 anos de descoberta de uma nova doença para os primeiros medicamentos que mudaram a história e a evolução do HIV/Aids”, comparou. Ele avalia é preciso buscar novos conhecimentos sobre o Zika, mas que demandará tempo de maturação.
Ele explica que para haver um aumento expressivo dos casos de microcefalia associada ao Zika, é preciso que o vírus esteja amplamente disseminado. Em relação à incidência, no entanto, apesar do aumento, ele destaca que o número é insignificante em termos de uma geração, mas que o impacto para as famílias não pode ser comparado nesses termos. “Se estamos falando em mil casos no país, significa que o número está sendo muito maior do que seria esperado no país. Isso mostra que a epidemia está trazendo um ônus para uma geração de mães, de jovens mães, que vão ter sua vida comprometida por ter que cuidar de uma criança que vai exigir muitos cuidados”, declarou.
Boulos avalia que não seria possível prever a doença, tendo em vista que ela não era conhecida dos médicos e pesquisadores brasileiros. “Se nós tivessemos despertos para uma possibilidade de doença diferente da dengue, daí as investigações poderiam ser feitas naquele momento e poderíamos ter algo diferente do que acabou acontecendo. Nós acomodamos que tudo era dengue. Quando não faz diagnóstico no começo, tem mais dificuldade para controlar a disseminação”, apontou.
Boulos explica que, apesar de se saber pouco sobre as consequências do Zika, para as grávidas, os primeiros três meses de gestação são os mais delicados em relação à microcefalia. Depois desse período, ainda não é possível atestar se o vírus ainda pode causar complicações. “Algumas infecções por vírus podem [provocar alterações] até o sexto mês, pessoas com surdez, alterações oftalmológicas. O Zika nós não conhecemos. O tempo vai dizer para a gente”, disse. Nesse sentido, o infectologista destaca que não há outra medida que não seja conter a proliferação do mosquito.
Sobre o risco de problemas neurológicos em crianças maiores ou idosos, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou em nota, nesta semana, que, até o momento, não há qualquer comprovação científica que ligue essas ocorrências ao Zika. Para o médico Marcelo Burlá, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, não é possível afastar o risco em nenhuma idade gestacional ou cronológica. O mesmo, na avaliação dele, vale para as dúvidas sobre a transmissão pelo leite e fluidos corporais. “A gestante deve procurar não amamentar, se deu à luz e tiver sintoma de Zika e a gestante que tiver companheiro com sintoma da doença deve evitar relações sexuais”, orientou.
A medida, no entanto, não é a recomendada pelo Ministério da Saúde. “A informação que ministério tem é que não há recomendação para mães não amamentarem os seus filhos, porque não há ainda comprovação evidente, como também no caso da transmissão sexual”, disse o ministro Marcelo Castro em entrevista na capital paulista, nesta semana. Segundo ele, o caso de transmissão sexual foi verificada em apenas um casal estrangeiro.
Apesar de divergirem em algumas orientações, tendo em vista a imprevisibilidade da doença, eles concordam que a medida mais eficiente para combater o Zika e evitar complicações resultantes da infecção viral é combater ao Aedes aegypti. “Pouco mais de 80% dos criadouros estão nas nossas casas. Mesmo que tenhamos o serviço público mais competente, mesmo que se ponha dezenas de pessoas nas ruas, não vamos ter sucesso se população não engajar nesta luta e buscar retirar água parada dentro de suas casas, vaso de planta, tampa de garrafa, copos plásticos, caixa d'água. Se todo mundo fizer sua parte, vamos controlar todas as doenças transmitidas pelo mosquito”, disse Boulos.
Fonte: Agência Brasil
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Paraná promove mobilização contra o mosquito da dengue nesta quarta
Atualmente, 294 municípios do Paraná são considerados infestados pelo Aedes aegypti e correm risco de registrar casos de dengue, chikungunya e zika. “Nossa luta é contra o mosquito, por isso estamos convocando a população a fazer a sua parte e eliminar todo e qualquer objeto que possa acumular água e se tornar um potencial foco do mosquito”, destacou o secretário estadual da saúde, Michele Caputo Neto.
A programação desta quarta-feira envolve ações educativas em ruas e praças, palestras em unidades de saúde, passeatas, carreatas, mutirões de limpeza, blitze com distribuição de materiais informativos, concursos culturais, intervenções artísticas, entre outras atividades.
No município de Terra Roxa, no Oeste do Estado, será realizado um passeio ciclístico contra a dengue. Em São José dos Pinhais, haverá atividades no centro da cidade e também na praça de pedágio da BR 277, rodovia que liga Curitiba às praias do Paraná.
Em diversas cidades, equipes de saúde também vão passar de casa em casa para orientar os moradores sobre os potenciais criadouros do mosquito.”Muita gente lembra de cuidar dos vasos e pratos de plantas, mas vemos que o maior problema hoje é o lixo, como aquele copo plástico ou garrafa pet jogado no quintal”, ressalta a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.
Atualmente, quase metade dos criadouros encontrados pelas equipes de saúde durante as inspeções de rotina é considerado lixo ou material reciclável. “O mosquito prefere depositar seus ovos em locais secos, mas precisa da água para que o seu ciclo de reprodução esteja completo. Desta forma, temos que eliminar a água parada, mesmo que seja em uma simples tampa de garrafa”, completou Belmonte.
BOLETIM – De acordo com o boletim da dengue, divulgado nesta terça-feira (8), 754 casos da doença foram confirmados no Paraná desde agosto deste ano. Pelo menos duas cidades já estão em situação de epidemia: Guaraci e Santa Isabel do Ivaí. Até o momento, a maior parte dos casos foi registrada em Paranaguá (113), Londrina (106) e Foz do Iguaçu (104).
O relatório traz ainda informações sobre a situação da zika e da febre chikungunya no Estado. Desde o início do ano, apenas dois pacientes tiveram diagnóstico comprovado de zika no Paraná. Trata-se de um casal de moradores de São Miguel do Iguaçu, que apresentaram sintomas em maio, foram tratados e já passam bem. Existem também outros cinco casos importados, de paranaenses que se infectaram no nordeste e foram tratados no Estado.
Quanto à febre chikungunya, a Secretaria Estadual da Saúde confirmou também nesta terça a ocorrência do primeiro caso autóctone da doença no Paraná. O paciente, morador de Mandaguari, não tinha histórico de viagem para outras regiões e se infectou dentro do Estado. Desde o ano passado, 18 casos importados de chikungunya já haviam sido confirmados no Paraná.
Fonte: SESA/PR
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Outro vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti chega ao Brasil
Infectologista especialista em Medicina do Viajante explica os perigos da febre Zika
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| Foto: Internet |
De acordo com Jaime Rocha, infectologista especializado em Medicina do Viajante do Laboratório Frischmann Aisengart, o vírus Zika é transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus. “É uma doença parecida com a dengue, inclusive nos sinais e nos sintomas”, revela o médico. Inicialmente, os casos assemelham-se a uma gripe, apresentando dor de cabeça, dor nas articulações, conjuntivite, dor de garganta, febre leve, irritação da pele, náuseas e dor muscular, com cura espontânea em 5 dias.
Rocha afirma que a melhor forma de se prevenir contra a febre Zika é combatendo os mosquitos Aedes, por meio de inseticidas, uso de repelentes, telas nas janelas e campanhas de prevenção.
O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em 1947 em macacos Rhesus, em Uganda. É um arbovírus (vírus essencialmente transmitido por artrópodes, como os mosquitos) que tem o nome relacionado a uma floresta do local. Os primeiros casos em humanos ocorreram na Nigéria, em 1954. Em 2007 foram registrados casos de infecção em 75% da população das Ilhas Yap, na Micronésia. “É importante observar que os arbovírus têm uma taxa de mutação 300 vezes mais elevadas do que os outros tipos de vírus, podendo se desenvolver rapidamente”, alerta Rocha.
Em 2008, reapareceu entre pesquisadores no Senegal, sem sintomas graves. O vírus Zika voltou a ser observado na França em 2013, com 55 mil casos num período de 3 meses, sendo a primeira vez que o vírus foi registrado na Europa. Na França observaram-se casos clínicos mais graves associados à Síndrome de Guillain-Barré (quadro neurológico/ paralisia), além de outras complicações neurológicas como a encefalite, meningoencefalite, parestesia e paralisia facial.
No Brasil o vírus Zika foi registrado em pessoas de 19 municípios da Bahia desde fevereiro 2015, assim como em outros Estados do Nordeste. Existem registros desse vírus no país desde outubro de 2014, quando o Zika foi identificado em amostras de sangue de pacientes residentes em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Fonte: Laboratório Frischmann Aisengart
terça-feira, 31 de março de 2015
MESMO COM TEMPERATURAS MAIS BAIXAS, CUIDADOS COM A DENGUE DEVEM SER MANTIDOS

A secretaria estadual da Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados para prevenir a dengue. Foto: Joel Rocha/SMCS
A secretaria estadual da Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados para prevenir a dengue. As pessoas devem monitorar os locais onde vivem e trabalham para evitar o acúmulo de recipientes que possam conter água parada e, por isso, se tornarem criadouros do mosquito transmissor da doença.
“Nesta época do ano as temperaturas começam a cair, mas ainda temos as condições ideais para que o mosquito da dengue se prolifere. Por isso é essencial que cada um faça sua parte e elimine tudo que pode acumular água e se transformar em criadouros do mosquito Aedes aegypti”, ressalta a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.
As regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná concentram o maior número de casos. De agosto de 2014 a 27 de março de 2015 – período epidemiológico da doença – o Estado confirmou 4.512 casos de dengue, sendo 4.152 autóctones (cuja contaminação aconteceu nos municípios paranaenses) e 360 importados.
As cidades com maior número de confirmações são Londrina (3.403) e Jataizinho (1.118), na região Norte, e São João do Caiuá (1.005), no Noroeste do Estado. Durante o período, foram registrados 11 casos de dengue grave, dos quais sete evoluíram para cura. Quatro mortes por dengue foram confirmadas nos municípios de Loanda, São João do Caiuá, Assis Chateaubriand e Mal. Cândido Rondon.
“A dengue é uma doença séria, que não pode ser ignorada. Se a pessoa vive em regiões epidêmicas e apresentar dores de cabeça, febre alta, dores no corpo, dor no fundo dos olhos, é importante procurar atendimento numa unidade de saúde. O tratamento muitas vezes é simples, mas a demora em procurar atendimento pode agravar o caso e dificultar a cura”, explica a superintendente.
Fonte: SESA/PR
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Distrito Federal registra primeiro caso de febre chikungunya contraída na cidade
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| Mosquito aedes aegypti transmissor da dengue e da febre chikungunyaArquivo/Agência Brasil |
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou nesta quinta-feira (15) o registro do primeiro caso da febre chikungunya deste ano contraída na cidade. Um morador do Guará 2, cidade do Distrito Federal cerca de 10 quilômetros distante de Brasília, é considerado um caso de infecção autóctone, ou seja, quando é contraída na própria cidade. Existem mais dois casos em investigação. A secretaria não divulgou informações sobre o paciente.
No ano passado, foram notificados 33 casos, dos quais 25 descartados e seis, confirmados. Desses, cinco foram contraídos fora do DF, os chamados casos importados. Outros dois estão em investigação. O médico do Núcleo de Controle de Endemias, Doenças Transmissíveis e Emergentes Dalcy Albuquerque Filho explica que a febre chikungunya é uma doença de notificação obrigatória e que os casos devem ser informados à secretaria. “Todo profissional de saúde que atenda um caso suspeito tem que comunicar à Secretaria de Saúde. E a partir daí a gente desencadeia as ações, inclusive a coleta de exames.”
Por ter a mesma transmissão da dengue, o médico orienta que a população mantenha as ações de prevenção como o cuidado com a água parada, por exemplo. “O vírus é transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti que é o mesmo da dengue. Agora, a gente tem dois motivos para se preocupar com a mesma coisa que é a replicação dos mosquitos.”
Além da transmissão pelo Aedes aegypti, a dengue e a febre chikungunya apresentam sintomas semelhantes, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico médico. O tratamento também é o mesmo. “É sintomático, ou seja, não tem nenhum remédio especifico. Então, o médico vai prescrever um remédio para dor, alguns cuidados e a pessoa vai para casa.”
Segundo Albuquerque, com a confirmação do caso, as providências para a eliminação do mosquito na região onde o paciente mora já devem ter sido tomadas. “A gente sabe que boa parte das pessoas que se infectam por vírus transmitido pelo Aedes aegypti, em geral, é [picada] no local de moradia. Chamamos então de local provável de infecção, que é o Guará.”
O infectologista explica que apesar das semelhanças a dengue ainda pode ser mais perigosa. “A chikungunya não é uma doença que complica a não ser quando ela é contraída por pessoas já com outras doenças, idosas ou crianças muito novas”. Ele orienta que pessoas que tenham febre alta, dores no corpo e nas articulações procurem uma unidade de saúde.
A Secretaria de Saúde dá algumas dicas para o cidadão se prevenir da dengue e da febre chikungunya, tais como: remover folhas, galhos e tudo que possa acumular água; verificar se a caixa d'água está fechada adequadamente; entregar pneus velhos ao Serviço de Limpeza Urbana ou guardá-los em local sem água; verificar se as garrafas estão guardadas de cabeça para baixo. Além disso, a secretaria recomenda, também, que sejam esvaziados os pratos dos vasos de plantas e escová-los com água e sabão, pois os ovos depositados em recipientes podem sobreviver, mesmo em condições desfavoráveis, por até 450 dias.
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Paraná tem o sétimo caso de chikungunya e põe autoridades em alerta
A Secretaria Estadual da Saúde confirmou nesta terça-feira (13) o sétimo caso importado de febre chikungunya diagnosticado no Paraná. Uma moradora de Londrina apresentou sintomas da doença em novembro após retornar de uma viagem ao Caribe, cuja região registra um grande número de casos.
A notificação do 7º caso importado demonstra que é grande o risco de introdução da doença no Paraná. Além de diversos países da América do Sul e da América Central, o chikungunya também já circula em quatro estados brasileiros: Amapá, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com o Paraná.
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o momento é de alerta e a recomendação é de que os profissionais de saúde continuem atentos, sempre estabelecendo o nexo entre os sintomas do paciente e seu histórico de viagens. “A febre chikungunya é uma doença parecida com a dengue. Embora não tenha o mesmo poder de letalidade, ela geralmente faz com que a pessoa sofra com dores durante meses após a infecção”, afirma.
Dos sete casos importados registrados nos últimos meses, pelo menos cinco ainda apresentam sintomas como dores nas articulações (artralgia), dores musculares (mialgia) e febre. A maioria dos pacientes relata que os problemas são intensos e persistentes, dificultando até a mobilidade.
Estudos internacionais mostram que essas dores articulares estão presentes em 70% dos casos no mundo. Tornozelos e pulsos geralmente são os mais afetados. “Há relatos de pacientes que se queixam de dores em pés e mãos por até três anos após adoecerem”, afirma a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.
PREVENÇÃO – A febre chikungunya é transmitida pela picada de mosquitos infectados das espécies Aedes albopictus e Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Como ainda não há circulação deste vírus no Paraná, as equipes de saúde realizam ações de bloqueio nas proximidades das residências dos pacientes infectados para evitar que os mosquitos locais adquiram o vírus e transmitam-no para outros paranaenses.
Outra estratégia importante para prevenir a introdução da febre é intensificar as ações de controle dos mosquitos. “As mesmas orientações do combate à dengue valem para o chikungunya. A regra é não deixar água parada, sobretudo dentro de casa ou no quintal”, ressaltou a coordenadora da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores da Secretaria Estadual da Saúde, Themis Buchmann.
De agosto de 2014 até esta segunda-feira (12), 518 casos de dengue foram confirmados no Estado. O dado revela uma redução de 18% em relação ao mesmo período anterior – agosto/2013 a janeiro/2014. A queda também se verifica no número de mortes. Até agora nenhuma morte foi registrada, enquanto no período anterior dois óbitos já haviam ocorrido.
CENTRAL – A partir desta terça, o Governo do Paraná retoma o trabalho de conscientização contra a dengue por meio de sua Central de Relacionamento. A prioridade será atingir a população de 14 cidades com risco de epidemia de dengue: Santo Antônio do Caiuá, Tamboara, Nova Aliança do Ivaí, Amaporã, Uraí, Jataizinho, Alto Piquiri, Diamante do Norte, Itaúna do Sul, Loanda, Marilena, Nova Londrina, Paranapoema, Porto Rico e Querência do Norte. A intenção é orientar o cidadão por ligações telefônicas. Além de informar sobre as medidas de prevenção contra a dengue, os profissionais estão preparados para tirar dúvidas e alertar sobre os riscos da doença.
Fonte: SESA/PR
domingo, 21 de dezembro de 2014
BRASIL ENFRENTARÁ PRIMEIRO VERÃO COM DENGUE E CHIKUNGUNYA
O verão no Hemisfério Sul começa hoje (21) com um desafio particular para o Brasil. Pela primeira vez na estação, dengue e febre Chikungunya circulam juntas pelo país. As doenças têm sintomas parecidos e são transmitidas pelo mesmo mosquito. Em entrevista, o coordenador do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia, Rodrigo Angerami, explicou como identificar os sinais de cada uma delas e as formas mais eficazes de prevenção.
Angerami lembrou que o que torna o verão mais vulnerável à ocorrência de surtos e epidemias é a sazonalidade das doenças. O comportamento do Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre Chikungunya, segundo ele, tende a se intensificar em períodos de temperaturas mais altas e de muita chuva.
Outro agravante, sobretudo no caso da febre Chikungunya, é a circulação de pessoas em razão das festas de fim de ano e das férias escolares. “Muitos saem de um estado e acabam se deslocando para áreas onde o vírus já está circulando. Isto pode possibilitar a introdução do vírus em outros estados a partir do regresso dessas pessoas”, explicou o infectologista.
Fonte: Agência Brasil
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