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segunda-feira, 28 de março de 2016

Câmara - Comissão da MP do Zika promove audiência na quarta

A comissão mista que analisa a  (MP) 712/16 promove audiência pública na quarta-feira (30).

A MP prevê a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, do vírus chikungunya e do zika vírus.
Convidados
Estão convidados representantes dos ministérios da Saúde; da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); da Moscamed; do Instituto Butantan; da Fundação Oswaldo Cruz; do Instituto Evandro Chagas; do Sanofi Pasteur; do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag); da Planear Sistemas; da Oxitec; e do LABclim.
A audiência interativa está marcada para as 14 horas, no plenário 7, da ala Senador Alexandre Costa, anexo 2 do Senado.
O evento terá transmissão ao vivo e participação popular pelo site:http://senado.leg.br/ecidadania
Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 3 de março de 2016

Lacen-PR já processou mais de 2,6 mil exames para diagnóstico de dengue, zika e chikungunya



hkg


Desde que adotou a nova metodologia para a confirmação de casos de dengue, zika e chikungunya, o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR) já processou 2.612 amostras e reduziu de dois meses para uma semana o tempo médio para a liberação dos resultados de diagnóstico e isolamento viral. O custo para a realização das análises também caiu em 75%, pois todo o processo agora é feito pela própria unidade do Governo do Estado.

A redução do prazo e a economia se deram por conta da implantação do Multiplex, uma tecnologia pioneira desenvolvida por cientistas do Lacen-PR. O exame permite a testagem simultânea para dengue, zika e chikungunya em uma mesma amostra, agilizando a confirmação do caso.

Segundo a diretora do Lacen-PR, Célia Fagundes, a mudança também ampliou significativamente a capacidade de resposta à demanda por exames. “Passamos de 60 para até 1.400 testes semanais. Isso fez com que garantíssemos um diagnóstico mais rápido, sobretudo para zika e chikungunya, que antes eram realizados por outros laboratórios de referência”, disse ela.

Do volume de exames realizados em um mês, 920 tiveram resultado positivo para dengue, zika ou chikungunya e 1.712 negativo. A taxa de confirmação chega a 35%.

De acordo com a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, a agilidade na confirmação dessas doenças é essencial para que as autoridades de saúde façam ações de bloqueio de casos. “Com isso, é possível traçar um raio de ação em torno da residência do doente e desenvolver um trabalho efetivo para evitar que a doença se espalhe por uma determinada localidade”, explicou.

NÚMEROS – Em todo o Paraná, já são 8.728 casos de dengue registrados. As cidades que concentram a maior parte dos casos são Paranaguá (2.012), Londrina (1.324) e Foz do Iguaçu (1.075). 

Nesta semana, mais duas mortes pela doença foram confirmadas pela Secretaria Estadual da saúde. Trata-se de pacientes moradores de Paranaguá e Foz do Iguaçu, que morreram nos dias 18 e 9 de fevereiro, respectivamente. Com isso, sobe para 13 o número de mortes pela doença desde agosto de 2015.

No Paraná, estão em epidemia de dengue: Rancho Alegre, Munhoz de Mello, Paranaguá, Mamborê, Santa Terezinha de Itaipu, Assaí, Santo Antônio do Paraíso, Cambará, Tapira, Serranópolis do Iguaçu, Itambaracá, Santa Isabel do Ivaí, Nova Aliança do Ivaí, Jataizinho, Santa Helena, Foz do Iguaçu, Guaraci e Medianeira.

O boletim divulgado nesta terça-feira (1º) também atualiza os dados sobre a situação da zika no Paraná. Até o momento, são 93 casos confirmados em diversas regiões do Estado, o que reforça a importância da população ficar atenta e eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Quanto à febre chikungunya, o relatório informa a ocorrência de 26 casos, 12 a mais do que na semana passada.

Fonte: SESA/PR

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Vacina contra Zika pode ser desenvolvida em até um ano, diz ministro

Foto: ABr
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (11) que uma parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas, no Pará, e a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, possibilitará que a vacina contra o vírus Zika seja desenvolvida em até 12 meses.
Após essa etapa, a vacina ainda precisa passar por testes clínicos para, em seguida, começar a ser produzida e disponibilizada à população. Essa fase deve durar mais dois anos, totalizando três anos para que todo o processo seja concluído.
Durante entrevista coletiva, o ministro destacou que a experiência de ambas as instituições no ramo das chamadas arboviroses (doenças causadas por vírus semelhantes ao Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela) pode ajudar a reduzir o prazo para a formulação da vacina, já que o cronograma oficial de trabalho prevê o desenvolvimento das doses em dois anos.

Mobilização nacional
O investimento brasileiro na parceria com os Estados Unidos, segundo ele, é de US$ 1,9 milhão para os próximos cinco anos. “Há um grande otimismo de que poderemos desenvolver essa vacina em um tempo menor do que o que estava previsto. Aproximadamente, dentro de um ano, poderemos ter a vacina desenvolvida, podendo ser menos. Depois, vêm os testes e ensaios clínicos e a produção da vacina para poder ser comercializada e aplicada”, ressaltou Castro.
Aedes aegypti
O Aedes aegypti é vetor da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika Divulgação/Fiocruz
No próximo sábado (13), uma mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti vai levar cerca de 220 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica às ruas. Os militares irão distribuir material impresso com orientações para a população sobre como manter a casa livre dos criadouros do mosquito. O Aedes aegypti é vetor da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês.
A meta é visitar 3 milhões de residências. A mobilização vai abranger 356 municípios, incluindo todas as cidades consideradas endêmicas, de acordo com indicação do Ministério da Saúde, e as capitais do país.

Fonte: Agência Brasil

Tecnologia pioneira do Paraná possibilita teste simultâneo de dengue, zika e chikungunya


saO Governo do Paraná apresentou nesta sexta-feira (5) a nova tecnologia utilizada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-Pr) para o diagnóstico simultâneo de dengue, zika e chikungunya. Pioneiro no país, o Teste para Diagnóstico Molecular de Arboviroses Metodologia Multiplex, em uso desde o dia 3 de fevereiro, amplia a capacidade de análise do Lacen de 60 para 1400 exames semanais.

“A possibilidade de detectar simultaneamente os três vírus é uma iniciativa pioneira no Brasil e só foi possível devido ao investimento contínuo do Governo do Paraná em tecnologia e ampliação do Parque Tecnológico do Laboratório Central do Estado” disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. Ele ressaltou o compromisso da equipe de profissionais do Lacen em aplicar seus conhecimentos para qualificar o trabalho desenvolvimento.

O Parque Tecnológico de Biologia Molecular do Lacen-Pr recebeu mais de R$ 1 milhão em investimentos do Governo do Estado. Para o desenvolvimento da nova tecnologia apresentada hoje foram aplicados cerca de R$ 500 mil em equipamentos de pipetagem, extração e amplificação.

saSegundo a coordenadora da equipe de Arbovirologia Molecular do Lacen, Irina Riediger, esse teste se baseia no protocolo desenvolvido e validado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC – Atlanta – EUA), que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

“A metodologia Multiplex para diagnóstico simultâneo, desenvolvida no Lacen-Pr já era usada para identificação dos vírus respiratórios em circulação no Paraná. Num momento em que o Estado enfrenta epidemia de dengue e com o surgimento de novos vírus em circulação adotamos o mesmo processo para as arboviroses (doenças virais transmitidas por insetos) e ganhamos em agilidade, redução de custos e processividade”, explica Irina.

PROCESSO – Anteriormente as análises se baseavam na pesquisa direta do vírus, sendo necessário cultivá-los no laboratório para permitir sua identificação, o que levava até 40 dias, sendo que somente os laboratórios de referência nacional faziam os testes moleculares para chikungunya e zika. A partir de agora o Lacen-Pr tem condições de analisar todas as amostras enviadas para as três doenças simultaneamente.

saA superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira, explica que o período de 40 dias era necessário para a identificação de qual o sorotipo de dengue em circulação na região onde houve a infecção, mas a confirmação de diagnóstico de dengue já era feito em no máximo uma semana.

“Para as equipes de epidemiologia é necessário saber qual o sorotipo de dengue e se há outros vírus em circulação. Com a resposta laboratorial mais rápida, a equipe de saúde pode aplicar o tratamento adequado ao paciente e desencadear bloqueio ao mosquito transmissor na região onde foi detectado o caso, eliminando criadouros para interromper a cadeia de transmissão”, diz Cleide.

Fonte: SESA/PR

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dengue é mais perigosa em idosos, gestantes e doentes crônicos


Dengue é mais perigosa em idosos, gestantes e doentes crônicosToda a população está susceptível a contrair a dengue, contudo existem pessoas que estão mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença. Este grupo de risco é composto, principalmente, por idosos, gestantes, dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme, doença renal crônica, entre outras.

Neste ano, das cinco mortes causadas pela dengue no Estado, três estavam ligadas a este grupo de risco. Especialistas afirmam que o vírus se manifesta de forma diferente, fazendo com que o quadro clínico do indivíduo se agrave mais rapidamente.

“Geralmente, são pessoas com a saúde mais frágil, que necessitam de uma atenção especial. A orientação é que elas busquem atendimento de saúde logo que apresentarem os primeiros sintomas”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso. “É preciso que todos fiquem atentos aos sintomas da dengue. Febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular, dor atrás dos olhos ou mal-estar geral são alguns dos sinais mais comuns”, disse o médico especialista em Saúde Coletiva, Enéas Cordeiro.

Dengue é mais perigosa em idosos, gestantes e doentes crônicosBOLETIM – Nesta terça-feira (26), a Secretaria da Saúde divulgou um novo boletim com a atualização dos números da dengue no Estado. Desde agosto do ano passado, já são 2.693 casos confirmados, distribuídos em 153 municípios paranaenses. 

Até o momento, 11 cidades atingiram situação de epidemia. Além de Munhoz de Mello, Santa Isabel do Ivaí, Paranaguá, Cambará, Mamborê, Itambaracá e Guaraci - que já faziam parte da lista – agora também foram incluídos os municípios de Rancho Alegre, Santo Antônio do Paraíso, Assai e Nova Aliança do Ivaí. 

INVESTIGAÇÃO – O novo informe traz ainda a confirmação de três novas mortes por dengue no Estado. Os óbitos aconteceram entre 11 e 24 de janeiro, nas cidades de Paranaguá (2) e Foz do Iguaçu (1). Com isso, sobe para cinco o número de mortes pela doença neste ano.

“Após uma criteriosa investigação, com a avaliação dos prontuários e de uma série de exames laboratoriais, hoje podemos atestar que a dengue foi a principal causa da morte desses pacientes”, ressaltou a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

Os óbitos de Paranaguá dizem respeito a uma idosa de 89 anos e um homem de 34 anos. Ambos tinha histórico de doença crônica. Já a morte de Foz do Iguaçu foi de uma jovem de 27 anos, sem nenhuma comorbidade pré-existente.

Fonte: Sesa/PR

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Estudo do Tecpar aponta grupos de pesquisa no Paraná para combate ao Aedes aegypti

Estudo do Tecpar aponta grupos de pesquisa no Paraná para combate ao Aedes aegypti. Foto: Divulgação / Portal Brasil/ em: http://www.mcti.gov.br
Frente ao crescimento dos casos de dengue, zika e chikungunya que se alastram pelo Brasil, um levantamento feito pelo Tecpar Informação – unidade do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) responsável por estudos estratégicos – aponta que o Estado tem 22 pesquisadores em oito grupos de pesquisas relacionados ao mosquito Aedes aegypti.

O estudo foi realizado após um pedido do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que convocou, no início do mês, representantes das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia de todo o País para levantar as competências de cada unidade da federação para o combate do mosquito.

O estudo, coordenado pelo gerente do Tecpar Informação, Rogério Oliveira, mostra que a maioria dos pesquisadores atua em grupos de pesquisa em universidades, como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Os oito grupos de pesquisa identificados estão em áreas sensíveis para o combate e diagnóstico das doenças causadas pelo mosquito transmissor, como um que analisa a resistência a inseticidas e outros que avalia as interações entre o clima e as doenças, por exemplo.

Para o diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto, Reginaldo Joaquim de Souza, o estudo, correalizado com a Fundação Araucária, vai ajudar o Ministério a definir ações para o combate e diagnóstico do Aedes aegypti. 

“Usamos nossa competência em realizar estudos estratégicos, através da ferramenta de Vigilância Tecnológica, para dar subsídios ao Ministério ao combate das doenças causadas pelo mosquito. Além disso, o Tecpar, como centro de pesquisa e desenvolvimento, atua em várias frentes para trazer benefícios para a sociedade brasileira”, pontua.

DENGUE – Desde agosto do ano passado, 2.203 casos de dengue já foram registrados no Estado. Até o momento, a doença atinge 109 municípios paranaenses e sete deles enfrentam situação de epidemia –Paranaguá, Mamborê, Cambará, Munhoz de Mello, Santa Isabel do Ivaí, Itambaracá e Guaraci.

Outras nove cidades estão em estado de alerta devido à alta incidência de casos e também podem entrar em epidemia: Assaí, Santo Antônio do Paraíso, Jataizinho, Nova Aliança do Ivaí, Atalaia, Rancho Alegre, Foz do Iguaçu, Mandaguari e Ibiporã.

Fonte: Ascom/Tecpar

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mutirão de combate à dengue na regional CIC

Na imagem, agentes vistoriam a região do Caiuá.
Um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti mobilizou na manhã deste sábado (9) equipes de saúde, agentes comunitários e fiscais da Vigilância Sanitária das 16 unidades de saúde (US) da regional CIC para vistoriar propriedades e conscientizar e orientar a população da área sobre os cuidados que devem ser tomados para eliminar focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A ação ocorreu no entorno das unidades de saúde e nos territórios em que foram encontrados mais focos em 2015, como no da US Caiuá. Todo dia 9 é considerado Dia D de Combate à Dengue.
Durante a manhã deste sábado, cerca de 300 agentes de saúde visitaram residências e outros espaços em busca de focos do mosquito. Em 2015, foram encontrados 56 focos de proliferação do Aedes aegypti na regional CIC, sendo 38 desses na área da US Caiuá.
De acordo com a diretora do Distrito Sanitário CIC, Cynthia Calixto Fraiz, o mutirão esteve mais voltado para a qualidade do que para a quantidade. “Fizemos varreduras completas em residências e comércios da região. Não entregamos apenas panfletos. Em todos os casos em que houve necessidade, nos oferecemos para entrar nas residências para fazer um check list à procura de possíveis focos e alertamos para os potenciais perigos que existem caso haja o descuido”, afirma.
“O objetivo desta ação não é tão somente o combate aos focos do mosquito, mas também levar informação de qualidade à população, para que os moradores passem a ser multiplicadores das orientações de prevenção”, diz a chefe da Vigilância Sanitária do CIC, Lucia Nogas Milani.
Segundo ela, o trabalho das equipes de saúde é importante, mas é preciso que haja o engajamento das comunidades no combate à doença.
“É fundamental que as pessoas colaborem e dediquem pelo menos 10 minutos por semana na limpeza de seus terrenos e na eliminação de focos de água parada”, recomenda.
A passagem da equipe de agentes de saúde pelo Caiuá chamou a atenção dos moradores, que aprovaram a medida.
O operador de máquinas Josemar Diogo foi um dos que teve sua casa visitada. O local apresentou um grande volume de entulhos e focos de água parada. Ele foi orientado a fazer a limpeza do terreno.
“Acho muito importante esta operação da Saúde. Recebi várias informações sobre a dengue que ainda não sabia. Vou procurar seguir as orientações daqui para frente”, declarou.
Outro morador do bairro, Adilson Borges, também aprovou a medida da Prefeitura. “Gostei da visita dos agentes. Acho que todos têm que se conscientizar do problema e fazer a sua parte”, disse.
Mobilização
Além do mutirão, as autoridades sanitárias do distrito CIC têm mobilizado lideranças da região para multiplicar alertas e cuidados. Na última quarta-feira (6), líderes religiosos foram convidados para um encontro para falar sobre o controle do Aedes aegypti. Para Maria Luiza, líder da Igreja Batista da região, a força de mobilização que os líderes de comunidade podem exercer é de extrema importância. “Estivemos reunidos com outros líderes religiosos para discutir o que podemos fazer para incentivar e maximizar os esforços para combater o mosquito, o trabalho é longo e necessário”, diz Cynthia.

 Foto:Cesar Brustolin/SMCS

Fonte: SMCS

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Produtos desenvolvidos na UFPR contra o Aedes aegypti ganham repercussão


Ministério da Saúde registrou aumento de 79% no número de 
mortes por dengue entre 2014 e 2015. Foto: Fabrizio Pensati


Pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Ecologia Química e Síntese de Produtos Naturais da UFPR estão ganhando repercussão neste início de ano. Estudos de professores da Universidade voltados ao combate do mosquito Aedes aegypti têm resultado em produtos mais eficazes e acessíveis à população. Este é o primeiro verão em que o Brasil terá circulação de três tipos de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti (causadores de doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya).

Entre as pesquisas, estão o desenvolvimento de um repelente com maior tempo de proteção, aerossol capaz de eliminar a praga em apenas uma borrifada e um larvicida natural com baixo grau de toxidade. Um dos compostos químicos já trabalhados – em processo de patente – mostrou ação eficaz não só contra o Aedes aegypti, mas também contra a aranha marrom e o escorpião amarelo.

Os produtos estão em fase de testes e fazem parte de projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Controle Biorracional de Insetos Pragas (INCT – CBIP). Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Instituto agrega pesquisadores de seis instituições: UFPR, Universidade Federal de São carlos (UFSCar), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em uma das entrevistas concedidas pelo professor do Departamento de Química da UFPR e membro do Comitê Gestor do INCT – CBIP, Francisco de Assis Marques, ele fala sobre a preocupação em aliar a eficácia dos produtos à aceitação do mercado. “A citronela é uma das substâncias naturais alvo dos estudos, mas ela tem cheiro forte e pequeno poder de repelência. Por isso, estamos modificando sua estrutura química e combinando com outras substâncias. Queremos triplicar o tempo de repelência e diminuir o odor”, explicou o professor.

Alarme
Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre janeiro e novembro de 2015, foram notificados 1.566.510 casos de dengue no país com registro de 828 mortes – o que representa um aumento de 79% em comparação com o mesmo período de 2014, quando 463 pessoas morreram de dengue.

Ainda segundo o Ministério, os casos notificados de febre chikungunya em 2015 totalizaram 17.765 e o último boletim do governo sobre vírus Zika indica que, até o dia 12 de dezembro, foram 2.401 casos de microcefalia (quadro relacionado à infecção por Zika em gestantes) em 549 municípios brasileiros. Desses, 134 tiveram a relação com o vírus confirmada, 102 foram descartados (não têm relação com o Zika) e 2.165 estão sob investigação.


Por Jaqueline Carrara

Fonte: UFPR

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Brasil teve quase 700 mortes por dengue de janeiro a agosto deste ano

De janeiro a agosto deste ano, o Brasil registrou 693 mortes em decorrência da dengue, número 70% maior que o do mesmo período do ano passado. Os dados do boletim mais recente do Ministério da Saúde revelam que foram registrados mais de 1,4 milhão de casos da doença em todo o país nesse período, enquanto, de janeiro a agosto de 2014, foram 508.219.

Segundo o Ministério da Saúde, as ações para controle da dengue foram mantidas durante todo o ano, “especialmente no financiamento das atividades e no desenvolvimento dos apoios a estados e municípios, responsáveis pela execução das ações”.
Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos morreram tinha mais de 60 anos de idade, com comorbidades e fatores de risco para complicação de dengue.

O pico da incidência foi em abril (216,5 casos para cada 100 mil habitantes). Goiás, com 1.978,8 por 100 mil habitantes e São Paulo, com 1.515, foram os estados com maior incidência da doença de janeiro a agosto. O número de casos graves de dengue nesse período chegou a 1.284 e, no mesmo período de 2014, foi quase a metade, 664.
De acordo com a pasta, para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, foram repassados em janeiro recursos adicionais de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros. O montante é exclusivo para qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores da dengue e da febre chikungunya, o que inclui a contratação de agentes de vigilância.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vacina contra dengue pode estar disponível em 2018, diz ministro da Saúde

O Ministro da Saúde, Arthur Chioro, é o convidado do programa Bom Dia Ministro. Ele fala sobre o programa Mais Médicos e a campanha de vacinação contra a paralisia infantil (José Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, fala no programa Bom Dia, Ministro sobre a Campanha de 
                                           Vacinação contra a Paralisia Infantil. José Cruz/Agência Brasil                                                  
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (13) que a vacina contra a dengue pode estar disponível em 2018 no país, “se tudo der certo nas pesquisas que os cientistas estão fazendo”. Segundo ele, o governo aguarda o desenvolvimento de uma vacina que seja segura para a população. Chioro informou que o Instituto Butantã, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, são os dois polos brasileiros que estão investigando a vacina de maneira avançada.
“Não há expectativa imediata. E insisto, se tudo der certo nas pesquisas. Porque vacina contra doença viral e, no caso da dengue, contra quatro sorotipos diferentes, nós vamos ter que esperar um avanço e se conseguirmos não tenha dúvida de que o governo, o Ministério da Saúde vai trazer mais uma vacina para os brasileiros”, acrescentou.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Bahia receberá R$ 1,6 milhão para enfrentar dengue, chikungunya e zika vírus

Foto: ABr
O Ministério da Saúde autorizou repasse de R$ 1,6 milhão para ações emergenciais de controle e prevenção da dengue, chikungunia e zika vírus na Bahia. A portaria que encaminha os recursos para o Fundo Estadual de Saúde do estado está publicado no Diário Oficial da União de hoje (10).

As três doenças ocorrem simultaneamente e já são tratadas como tríplice epidemia. Dados do último boletim da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), publicado na última quinta-feira (6), mostram os registros de 53,5 mil casos suspeitos de dengue, 41,6 mil de zika vírus e 11,7 mil de chikungunya entre janeiro e o começo de agosto.

No caso da dengue, houve aumento de 177% dos casos em relação ao mesmo período do ano passado e a incidência é de 354 casos para cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que níveis de incidência acima de 300 casos para cada grupo de 100 mil habitantes revelam situação de epidemia. Ainda segundo o boletim, a incidência de zika vírus está em 275 casos para cada 100 mil habitantes.

De acordo com a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde, Ita de Cácia, o repasse de recursos foi em resposta a uma solicitação do governo do Estado, a partir da necessidade de melhorar as ações de enfrentamento à doença. Ao todo, foram solicitados ao Ministério da Saúde R$ 15 milhões para realizar ações que incluem compra de teste rápido para detecção da febre chikungunya e de material para o controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor das três doenças.

Para Ita, entre as ações emergenciais necessárias está promover a capacitação de profissionais de controle de endemias e profissionais de saúde dos municípios para que casos graves sejam imediatamente identificados e tratados.

“Esses recursos são necessários não só por conta da dengue, mas pelas outras duas epidemias que estão em curso. Se fossemos somar os casos das três, que são transmitidas pelo mesmo vetor, daria um número muito grande. Nós não conhecemos bem ainda como a chikungunya e a Zika vírus vão se comportar. Tanto que, em relação à Zika, logo no início, achamos que seria uma virose mais branda. Foi quando começaram a aparecer os casos de complicações neurológicas”, explica a superintendente, referindo-se aos casos da Síndrome de Guillain-Barré que surgiram principalmente entre pessoas que tiveram antes sintomas de doenças causadas pelos vírus. Até o momento, a Sesab notificou 57 casos da síndrome.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Comprimido para combater criadouros da dengue aguarda aprovação da Anvisa

Mosquito da dengue, Aedes aegypti
O comprimido, colocado em um recipiente com água, inviabiliza
o criadouro do mosquito por um período de 60 dias
Arquivo/Agência Brasil

Após anos de pesquisa, um composto desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), destinada a combater o mosquito da dengue está pronta para ser colocada no mercado pela BR3, empresa associada ao Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP). Para que isso ocorra, é necessária a aprovação do comprimido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O modelo tecnológico que permitiu a criação do comprimido foi desenvolvido pela pesquisadora Elisabeth Sanchez, da Fiocruz. A drágea contém um microorganismo chamado Bacillus thuringiensis israelensis (Bti) que, quando ingerido pelas larvas do mosquito transmissor da doença, impede sua proliferação. O composto, colocado em um recipiente com água, inviabiliza o criadouro do mosquito por um período de 60 dias.

“O comprimido se dissolve e libera microorganismos que intoxicam a larva do mosquito da dengue”, explicou Rodrigo Perez, diretor da BR3, em entrevista à Agência Brasil. A substância, segundo ele, poderia até ser usada em água potável, mas isso ainda depende de aprovação da Anvisa. “Esse bacilo, segundo a OMS [Organização Mundial da Saúde], não é perigoso a humanos”, disse o diretor da empresa.

“O microorganismo é inofensivo ao homem e não deixa o mosquito mais resistente. Com inseticidas, os [mosquitos] ficam mais resistentes. Por conta disso e pela segurança que esse produto oferece, o [comprimido] poderá ser vendido em supermercados”, disse Perez.

O preço estimado do produto, na fase inicial, é R$ 30 por dez doses. “Cada dose pode ser usadas para tratar 50 litros de água que já tenha a larva. Um comprimido em 50 litros de água provoca a morte da larva em até 24 horas. E isso dura pelo menos 60 dias.”

A expectativa é que, em até um ano, o produto esteja disponível no mercado. Mas, antes disso, o produto já estará disponível para prefeituras ou governos.

Como ainda não existe vacina para evitar a doença, a saída encontrada pelos governos é combater os focos de proliferação do mosquito, principalmente em águas paradas. “Hoje fazemos o controle físico, que é cobrir ou tampar as caixas de água. E isso não é fácil. O vaso sanitário, o ralo do banheiro, o vasinho de flor, você não vai eliminar”, afirmou Perez.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ministro da Saúde será questionado sobre providências para enfrentar a dengue

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, comparecerá à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na próxima quarta-feira (10) para dar explicações sobre as providências adotadas pelo governo federal para conter a epidemia de dengue que atinge o país. O requerimento para a realização da reunião é de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).
Segundo ele, dados do próprio Ministério da Saúde indicam o registro de 745,9 mil novos casos da doença entre 1º de janeiro e 18 de abril deste ano, uma alta de 234% em comparação com o mesmo período de 2014.
Crivella acrescentou que pelo menos sete estados brasileiros já apresentam números superiores ao patamar que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), caracteriza epidemia (a ocorrência de 300 casos de dengue a cada 100 mil habitantes). São eles: Acre, com 1.064,8 casos por 100 mil habitantes; Goiás, com 986,9 casos por 100 mil; São Paulo,  911,9; Mato Grosso do Sul, 462,8; Tocantins, 439,9; Rio Grande do Norte, 363,6; e Paraná, com 362,8 casos por grupo de 100 mil.
Somente nas 15 primeiras semanas de 2015, foram notificadas 229 mortes causadas pela dengue, um amento de 44,9% em comparação com igual período de 2014. O quadro é agravado pelo fato de o Aedes aegypti, transmissor da doença, também propagar a febre chikungunya, enfermidade parecida com a dengue, mas causada por outro vírus. O mosquito pode ainda transmitir o zika vírus, que causa sintomas semelhantes ao da dengue clássica, mas com menor gravidade.
“Considerando o risco que a atual epidemia de dengue representa, inclusive pela possibilidade de o mosquito transmitir a chikungunya, é que a CAS deve se ocupar da discussão sobre as providências necessárias ao enfrentamento desse grave problema de saúde pública”, justificou Crivella.
A reunião será na sala 9 da Ala Senador Alexandre Costa, a partir das 9h.

Anvisa

Na reunião da CAS, o senador Elmano Ferrer (PTB-PI) deverá fazer a leitura do relatório com a indicação de Jarbas Barbosa da Silva Júnior para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na vaga decorrente do término do mandato de Dirceu Brás Aparecido Barbano.
Após a leitura do relatório, será concedida vista coletiva da mensagem presidencial. Sabatina e votação serão agendadas posteriormente pelo presidente da CAS, senador Edison Lobão (PMDB-MA).
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Fonte:Agência Senado

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Combater Aedes aegypti ajuda a evitar mais duas doenças além da dengue

Foto: SMCS
A manutenção de cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti continua a ser o melhor meio de controlar a dengue. E, recentemente, os brasileiros ganharam mais dois motivos para reforçar o combate contra o mosquito, que também é vetor dos vírus chikungunya e zika.
As três doenças são transmitidas pela fêmea do Aedes aegypti, que costuma ser infectada ao picar um doente durante o período de viremia, quando o vírus está em circulação no sangue. Infectado pelo vírus, o inseto pode transmiti-lo para outras pessoas ao longo de sua vida, que dura cerca de 30 dias. A chikungunya e a zika também são transmitidas por outras espécies de Aedes, como o Aedes albopictus, que também é encontrado em Curitiba.
Entre os cuidados para eliminar criadouros dos mosquitos estão manter a caixa d’água bem fechada, não acumular vasilhames no quintal, manter as calhas desentupidas, manter materiais de construção em locais cobertos e secos e colocar areia nos pratinhos de plantas. Proteger o corpo com roupas longas e repelente também é indicado quando viajar para locais em que há infestação do inseto.
“Mantemos ações constantes no município para controlarmos a proliferação do mosquito. Entre as medidas adotadas estão a inspeção periódica de pontos considerados estratégicos, o monitoramento do inseto com o auxílio de armadilhas, inspeções em imóveis próximos à moradia de pacientes suspeitos, campanhas educativas e orientações em residências realizadas pelos agentes comunitários de saúde”, explica o diretor do Centro de Saúde Ambiental, da Secretaria Municipal da Saúde, Luiz Armando Erthal.
Até 26 de maio, 120 casos de dengue e um de chikungunya foram confirmados em Curitiba, sendo todos os registros importados, quando o vírus é contraído fora do município. Em toda a capital, foram identificados 444 focos do Aedes aegypti e 843 do Aedes albopictus. Em qualquer suspeita de dengue, chikungunya ou zika, orienta-se o paciente a procurar um serviço de saúde e evitar a automedicação.
Dengue
Mais conhecida entre as três doenças, a dengue é ocasionada por um vírus do gênero Flavivírus que tem quatro sorotipos diferentes – 1, 2, 3 e 4. “A manifestação dos sorotipos é igual. Quando uma pessoa é infectada pelo tipo 1, fica imune àquele tipo, mas pode contrair os outros tipos posteriormente”, afirma a coordenadora municipal do Programa de Controle da Dengue, Juliana Martins. A dengue pode levar à morte e há estudos em busca de encontrar uma vacina para a doença.
Os primeiros sintomas da doença costumam aparecer entre 4 e 10 dias após a picada do mosquito. Entre os principais sinais da doença estão febre aguda, de 39 a 40 graus, com início abrupto, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos e dores musculares. “Também pode haver casos graves da doença, em que ocorre hemorragia, choque e/ou comprometimento grave de órgãos como o fígado e o coração”, completa Juliana.
O maior surto da doença no Brasil ocorreu em 2013, quando foram contabilizados 1.452.489 casos. Neste ano, até 18 de abril, o Ministério da Saúde registrava 745.957 notificações em todo o país e 229 óbitos. No Paraná, de agosto de 2014 a 19 de maio de 2015, eram 19.122 casos confirmados – sendo 17.918 autóctones e 1.204 importados, com 14 óbitos –, segundo balando da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná.
Chikungunya
Menos letal que a dengue, a chikungunya é uma doença febril infecciosa ocasionada por um vírus do gênero Alphavirus que provoca febre repentina acima de 38,5 graus e dores intensas nas articulações, podendo também causar dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Esses sintomas costumam ser percebidos de dois a 12 dias após a picada do mosquito.
O vírus Chikungunya foi identificado pela primeira vez em 1952, na Indonésia, e circula por alguns países de todos os continentes. No Brasil, foram identificados casos autóctones em Roraima, Amapá, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais. No ano passado, foram confirmados 2.772 casos da doença no país. Após a doença, há imunidade ao vírus e existe a possibilidade de o paciente ficar com sequelas.
Zika vírus
Os primeiros casos de zika vírus no Brasil foram confirmados pelo Ministério da Saúde há duas semanas. Foram identificados oito casos na Bahia e oito no Rio Grande do Norte. Estudos indicam que apenas 18% das pessoas apresentam sintomas, que costumam aparecer quatro dias após a contaminação pelo vírus do gênero Flavivírus. Não há registro de morte associada à doença.
Entre os sintomas mais comuns da doença estão febre baixa; olhos vermelhos, sem secreção e sem coceira e exantemas, que são pontos brancos ou vermelhos na pele.

Fonte:  SMCS

terça-feira, 31 de março de 2015

MESMO COM TEMPERATURAS MAIS BAIXAS, CUIDADOS COM A DENGUE DEVEM SER MANTIDOS

A secretaria estadual da Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados para prevenir a dengue. Foto: Joel Rocha/SMCS
A secretaria estadual da Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados para prevenir a dengue. Foto: Joel Rocha/SMCS
A secretaria estadual da Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados para prevenir a dengue. As pessoas devem monitorar os locais onde vivem e trabalham para evitar o acúmulo de recipientes que possam conter água parada e, por isso, se tornarem criadouros do mosquito transmissor da doença.
“Nesta época do ano as temperaturas começam a cair, mas ainda temos as condições ideais para que o mosquito da dengue se prolifere. Por isso é essencial que cada um faça sua parte e elimine tudo que pode acumular água e se transformar em criadouros do mosquito Aedes aegypti”, ressalta a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.
As regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná concentram o maior número de casos. De agosto de 2014 a 27 de março de 2015 – período epidemiológico da doença – o Estado confirmou 4.512 casos de dengue, sendo 4.152 autóctones (cuja contaminação aconteceu nos municípios paranaenses) e 360 importados.
As cidades com maior número de confirmações são Londrina (3.403) e Jataizinho (1.118), na região Norte, e São João do Caiuá (1.005), no Noroeste do Estado. Durante o período, foram registrados 11 casos de dengue grave, dos quais sete evoluíram para cura. Quatro mortes por dengue foram confirmadas nos municípios de Loanda, São João do Caiuá, Assis Chateaubriand e Mal. Cândido Rondon.
“A dengue é uma doença séria, que não pode ser ignorada. Se a pessoa vive em regiões epidêmicas e apresentar dores de cabeça, febre alta, dores no corpo, dor no fundo dos olhos, é importante procurar atendimento numa unidade de saúde. O tratamento muitas vezes é simples, mas a demora em procurar atendimento pode agravar o caso e dificultar a cura”, explica a superintendente.
Fonte: SESA/PR

sábado, 7 de março de 2015

Casos de dengue aumentam 139% no país

Larvas do Mosquito Aedes Aegypti. Foto: ABr
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou nesta sexta-feira (6) que, nos dois primeiros meses do ano, houve aumento de 139% nos casos notificados de dengue, em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro de 2015, foram 174,67 mil registros, contra 73,13 mil no primeiro bimestre de 2014.

Os números foram divulgados em um evento no qual estavam reunidos mais de 600 gerentes e diretores clínicos responsáveis pelas unidades Básicas de Saúde do município de São Paulo.

Segundo o ministério, os números preliminares de mortes, casos graves, além da nova denominação dengue com sinais de alarme caíram 28% e somaram 555 casos. No ano passado, foram 771.

De janeiro para fevereiro, a redução foi 17,2% nos casos graves, caindo de 93, em 2014, para 77, em 2015. A queda nas mortes foi 37% (62, em 2014, para 39, nos dois primeiros meses de 2015).

O Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões aos estados e municípios para melhorar o combate aos mosquitos transmissores da dengue e da febre chikungunya. Deste total, R$ 121,8 milhões foram destinados às secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões, para as secretarias estaduais.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 6 de março de 2015

Primeira morte por dengue na cidade de São Paulo é confirmada

A dengue matou 32 pessoas este ano em São Paulo. Arquivo Agência Brasil
A primeira morte por dengue na capital paulista foi confirmada hoje (6) pelo Instituto Adolfo Lutz, da rede estadual de saúde. A vítima era uma idosa, com aproximadamente 80 anos, moradora da Freguesia do Ó, zona norte da cidade, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado.

A prefeitura divulgou o último balanço sobre a situação da dengue na cidade na quinta-feira (26). No período de 4 de janeiro até 14 de fevereiro, 2.708 casos foram notificados e 563 foram confirmados autóctones (contraídos no município).

No estado, os dados são referentes aos meses de janeiro e fevereiro e mostram 38.714 casos de dengue. A doença matou 32 pessoas, incluindo aquela confirmada hoje na capital paulista.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou hoje que, nos dois primeiros meses do ano, houve aumento de 139% nos casos notificados de dengue no país, em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro de 2015, foram 174,67 mil registros, contra 73,13 mil no primeiro bimestre de 2014.

Fonte: Portal EBC


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

FGV e Fiocruz lançam sistema de alerta para monitorar dengue no Rio

Foto: Internet

A Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EMAp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançaram este mês um sistema de monitoramento em tempo real que vai ajudar no combate à dengue no Rio de Janeiro. Com o objetivo de integrar informações sobre o risco de transmissão da doença, o Info Dengue permitirá saber quais as zonas mais afetadas da cidade, a fim de agilizar as ações de combate à doença.

O sistema é um projeto realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e será implementado na Secretaria de Vigilância em Saúde do Rio, antes de ser oferecido às cidades de Belo Horizonte e Curitiba.

De acordo com o professor da FGV/EMAp e coordenador do projeto, Flávio Codeço, o sistema estava em período de testes desde o final do ano passado e agora foi lançado com funcionamento pleno. "Ele é um sistema de mapeamento do risco de alguém contrair dengue na cidade do Rio de Janeiro e é atualizado semanalmente. É em tempo real, mas tem uma periodicidade de uma semana porque a variação do risco da dengue não é tão rápida e não faria sentido atualizar a cada minuto ou a cada hora", disse.

Os dados que alimentarão o sistema serão disponibilizados pelas próprias secretarias dos municípios através de relatórios semanais com números de casos notificados por bairro e índices de infestação, além de indicadores climáticos. Codeço explicou que as redes sociais também ajudarão a obter os dados que vão alimentar o sistema.

"O sistema utiliza dados de várias naturezas de casos de dengue que ocorrem na cidade e que são disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde, mas também dados de redes sociais como o Twitter, onde a gente conta as menções e mensagens que falam sobre a dengue, além de informações meteorológicas, onde a gente verifica se as condições climáticas são propícias à reprodução do mosquito. São vários fluxos de informações utilizados na avaliação do risco da dengue na nossa cidade."

Com o objetivo de indicar as incidências com maior velocidade e tornar mais ágil o processo de tomada de decisão para ações de combate à propagação da doença, o alerta será disponibilizado por meio de um aplicativo, instalado na web e nas salas de controle das prefeituras, e permitirá o rápido acesso a diagnósticos semanais de situação e prognósticos de curta duração.

O coordenador do projeto disse que o financiamento vem da Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, em Brasília. Segundo Codeço, o sistema será implementado na Secretaria de Vigilância em Saúde do Rio antes de ser oferecido à outras capitais. "Estamos começando com Rio de Janeiro, mas as próximas cidades serão Belo Horizonte e Curitiba", ressaltou.

O Mapa de Risco do Info Dengue Rio está disponível na internet.

Fonte: Portal EBC

domingo, 21 de dezembro de 2014

BRASIL ENFRENTARÁ PRIMEIRO VERÃO COM DENGUE E CHIKUNGUNYA

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O verão no Hemisfério Sul começa hoje (21) com um desafio particular para o Brasil. Pela primeira vez na estação, dengue e febre Chikungunya circulam juntas pelo país. As doenças têm sintomas parecidos e são transmitidas pelo mesmo mosquito. Em entrevista, o coordenador do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia, Rodrigo Angerami, explicou como identificar os sinais de cada uma delas e as formas mais eficazes de prevenção.
Angerami lembrou que o que torna o verão mais vulnerável à ocorrência de surtos e epidemias é a sazonalidade das doenças. O comportamento do Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre Chikungunya, segundo ele, tende a se intensificar em períodos de temperaturas mais altas e de muita chuva.
Outro agravante, sobretudo no caso da febre Chikungunya, é a circulação de pessoas em razão das festas de fim de ano e das férias escolares. “Muitos saem de um estado e acabam se deslocando para áreas onde o vírus já está circulando. Isto pode possibilitar a introdução do vírus em outros estados a partir do regresso dessas pessoas”, explicou o infectologista.
Fonte: Agência Brasil