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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Senado - Fiocruz: epidemias de dengue, zika e chikungunha são problema muito complexo

O vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Valcler Rangel Fernandes, afirmou, na sessão de debates do Senado nesta quinta-feira (25), que as epidemias de dengue, zika e chikungunha são um problema extremamente complexo. Ele explicou que a transmissibilidade do vírus é o mais difícil de solucionar, e que já são 8 séculos de doenças similares à dengue transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Fernandes afirmou que, devido à complexidade do problema, é preciso enfrentá-lo com a ciência, com a ação do poder público, da sociedade civil e com a ação individual. No caso da Fiocruz, ele deu vários exemplos de como a ciência tem ajudado a enfrentar essa questão.
— Nós na Fiocruz tratamos isso num plano de enfrentamento dessa questão quando nós passamos a trabalhar com ela em novembro do ano passado. Nós constituímos um gabinete de coordenação das ações da Fiocruz e traçamos o nosso plano nessas dimensões: na atenção, na vigilância, no laboratório, no ensino, na mobilização social, na pesquisa e na comunicação e informação — afirmou.
Em relação às pesquisas, Fernandes destacou que o vírus Zika está presente no líquido amniótico das gestantes e que há transmissão pela placenta. Segundo ele, esses achados, assim como a detecção do vírus Zika em saliva e urina, com um potencial de transmissão a ser investigado, vão dando à instituição o direcionamento para as pesquisas.
Além disso, Fernandes explicou que serão feitos estudos de longo prazo com o acompanhamento das gestantes e das crianças durante um tempo para ver que outras alterações irão apresentar. Entre algumas alterações já identificadas estão o comprometimento da audição e da visão, que a fundação está investigando.
A Fiocruz também apresenta algumas tecnologias para controlar a transmissão pelo mosquito. Fernandes deu o exemplo de um larvicida, que os pesquisadores pincelam num balde e quando o mosquito pousa ali, ele poliniza o larvicida em outro criadouro. Outro estudo diz respeito a uma bactéria que é introduzida no mosquito e o impede de transmitir dengue, chikungunha e zika.
— A gente está estabelecendo um conjunto de parcerias nacionais e internacionais para conseguir trabalhar isso — afirmou.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Fonte: Agência Senado                                                                                                                               

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pesquisa do Paraná identifica vírus Zika em cérebro de bebês com microcefalia

Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná identificou a presença do vírus Zika no cérebro de bebês que nasceram com microcefalia, malformação em que o bebê nasce com crânio com tamanho menor que o normal. As análises foram feitas com amostras de tecidos de fetos que morreram por complicações da doença no Nordeste do país e foram cedidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O vírus é capaz de ultrapassar a placenta da mãe.
Bebê com microcefalia (Divulgação/TV Brasil)
Bebê com microcefalia Divulgação/TV Brasil
Coordenado pela médica Lúcia Noronha, o Laboratório de Patologia Experimental da PUC-PR vem analisando amostras de placenta e de tecidos de fetos com microcefalia desde 2015. Neste carnaval, as pesquisas, feitas em regime de urgência, encontraram o vírus em duas amostras do tecido cerebral dos bebês, exatamente em pontos com inflamações. Antes, no fim de 2015, o laboratório já havia comprovado que inflamações na placenta da gestante eram causadas pelo vírus Zika.

“Descartar completamente ou provar 100% essa relação só será possível quando tivermos muitas amostras com o mesmo padrão”, disse a pesquisadora, que integra também a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP). Segundo a médica, por uma série de questões éticas e científicas, como a autorização dos pais para a coleta de tecidos de fetos com microcefalia e a particularidade de retirada de amostras do cérebro, as pesquisas não são tão rápidas, embora avançadas.
“Conseguimos agora ver que essa relação [entre Zika e microcefalia] existe. Se você tem a infecção, tem a quebra da barreira placentária – que conseguimos ver em algumas amostras – temos o vírus no bebê, causando inflamações. Quer dizer, onde tem inflamação, tem vírus, essa evidência, essa relação entre Zika e microcefalia existe”, frisou. A médica ponderou, no entanto, que poucas amostras foram estudadas e que é necessário comprovar a tese com mais pesquisas.

Com base em resultados de pesquisas internacionais, a professora acredita que o Brasil está no caminho certo para desvendar a Zika. Ela lembra que recentemente, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), e outro laboratório de patologia na Eslovênia também encontraram o vírus em cérebros de bebês com a malformação. As amostras avaliadas pelos pesquisadores norte-americanos foram cedidas pela Fiocruz e são parte das mesmas enviadas ao Paraná.

Na avaliação de Lúcia Noronha, é possível que as pesquisas ajudem na elaboração de uma vacina contra o vírus. Como os fetos são muito sensíveis a antirretrovirais, remédios que poderiam impedir a mãe de passar a Zika para o bebê, a médica aposta na imunização, além do combate de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, nas cidades.

Complicações da Zika
A pesquisa da PUC-PR também não conseguiu identificar quais fatores fazem com que a Zika seja mais agressiva em algumas pessoas do que em outras. Em geral, 80% dos infectados desenvolvem apenas sintomas brandos da doença, como febre. Outros já foram notificados com síndromes graves, como a Guillain-Barré, doença autoimune, que paralisa os músculos e pode levar à morte.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Ministo reconhece atraso na distribuição de kits para diagnóstico de Zika

Foto: Agência Brasil
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, admitiu hoje (11) que houve atraso na distribuição de kits para diagnóstico do vírus Zika por laboratórios credenciados pelo governo. “Houve uma pequena demora, mas já perfeitamente corrigida”, disse. Segundo ele, o entrave envolveu a própria licitação, que atrasou.

A previsão da pasta é que 100 mil kits para diagnóstico do Zika sejam distribuídos a todos os estados. “Quem não recebeu está recebendo”, disse o ministro. “Já tomamos a decisão de tornar a enfermidade de notificação compulsória. A gente quer fazer isso com toda a segurança”, afirmou.

Em janeiro, Castro anunciou que kits para testes rápidos de detecção do vírus Zika, da febre chikungunya e da dengue seriam distribuídos para laboratórios de todo o país em fevereiro. O kit foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), uma das unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Laboratórios ampliam em 20 vezes a capacidade para testes de Zika




O Ministério da Saúde distribuirá 500 mil testes para realizar o diagnóstico de PCR (biologia molecular) para o vírus Zika. Com isso, os laboratórios públicos ampliarão em 20 vezes a capacidade dos exames, passando de mil para 20 mil diagnósticos mensais. As primeiras 250 mil unidades serão entregues, em fevereiro, inicialmente para 27 laboratórios, sendo quatro de referência e 23 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN). A previsão é que os outros 250 mil testes estejam disponíveis a partir do segundo semestre. No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 6 milhões para a aquisição dos produtos.

Confira a apresentação

“A ampliação da capacidade de testagem do Zika permitirá maior representatividade e segurança para que sejam estudadas as tendências do vírus. Quanto mais amostras forem analisadas semanalmente, mais informações teremos para avaliar o modelo de vigilância do Zika e assim realizar adaptações, caso necessário”, ressaltou Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.

Além deste quantitativo, também serão adquiridos outros 500 mil testes nacionais de biologia molecular, produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para diagnóstico de dengue, Zika e chikungunya. Chamado de Kit NAT Discriminatório para dengue, Zika e chikungunya, o procedimento permite realizar a identificação simultânea do material genético para os três vírus, evitando a necessidade de três testes separados. A novidade garantirá maior agilidade para o diagnóstico realizado na rede de laboratórios do Ministério da Saúde, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional.

A recomendação do Ministério de Saúde, conforme Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia, é que sejam priorizadas, para a realização do teste, mulheres grávidas com sintomas do vírus Zika, gestantes com bebê microcefálico, além de recém-nascidos com suspeita de microcefalia.

BOLETIM – O novo informe epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Saúde indica 3.893 casos suspeitos de microcefalia. As notificações foram registradas até 16 de janeiro e ocorreram em 764 municípios de 21 unidades da federação. O boletim aponta o detalhamento dos casos confirmados e descartados. Do total notificado, 224 tiveram confirmação de microcefalia, 6 confirmaram a relação com o vírus Zika e outros 282 foram descartados. Continuam em investigação 3.381 casos suspeitos de microcefalia.

No total, foram notificados 49 óbitos por malformação congênita. Destes cinco foram confirmados para a relação com o vírus Zika, todos na região Nordeste, sendo um no Ceará e quatro no Rio Grande do Norte. Além destes casos, a divulgação traz também o resultado da investigação laboratorial de um bebê com microcefalia em Minas Gerais, que teve a relação com o Zika diagnosticada. Esta é a sexta confirmação da relação da doença com o vírus. Esses resultados somam-se às demais evidências científicas obtidas em 2015 e reforçam a hipótese de relação entre a infecção pelo vírus Zika e a ocorrência de microcefalia e outras malformações congênitas.

De acordo o informe, o estado de Pernambuco continua com o maior número de casos suspeitos (1.306), o que representa 33% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (665), Bahia (496), Ceará (216), Rio Grande do Norte (188), Sergipe (164), Alagoas (158), Mato Grosso (134) e Rio de Janeiro (122).

Atualmente, a circulação do Zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas. Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus Zika 20 unidades da federação. São elas: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

MELHORIAS – Para facilitar ainda mais o entendimento dos profissionais de saúde nos estados e municípios para as notificações dos casos suspeitos de microcefalia, o Ministério da Saúde está ajustando as nomenclaturas do ‘Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia relacionada à Infecção pelo vírus Zika’ para ‘Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia’. O objetivo é dar subsídio aos gestores estaduais e municipais de saúde para melhorar o conhecimento da situação epidemiológica de ocorrência de microcefalia, independente da causa em suas regiões.

“Estamos atualizando o protocolo para simplificar a definição de casos e facilitar a interpretação dos municípios. Assim, vamos evitar que casos que não se encaixam na nossa busca prejudiquem a avaliação dos dados”, explicou o Maierovitch.

A medida reforça a necessidade de serem notificados todos os casos de microcefalia, principalmente aqueles relacionados a algum agente infeccioso causador de malformação congênita. Entre os causadores estão: Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes Viral e o vírus Zika.

ORIENTAÇÃO – O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.


Fonte: Agência Saúde

Estudo confirma que vírus Zika consegue ultrapassar placenta durante gestação

Grávida, gestante

Cientistas do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz Paraná, confirmaram que o vírus Zika consegue ultrapassar a placenta durante a gestação. A infecção em mulheres grávidas é suspeita de provocar um aumento nos casos de microcefalia registrados no país.

A análise foi feita a partir de amostras de uma paciente na Região Nordeste que sofreu um aborto retido (quando o feto para de se desenvolver dentro do útero) na oitava semana de gravidez, após apresentar sintomas de infecção pelo vírus Zika.

De acordo com o instituto, amostras da placenta passaram por exames capazes de verificar uma infecção por vírus do mesmo gênero do Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela. Os resultados foram positivos e confirmaram a presença de proteínas virais nas células placentárias.

Em seguida, amostras do tecido que apresentavam alterações morfológicas foram retiradas e utilizadas para análise por técnicas moleculares. O exame confirmou a infecção de células da placenta pelo Zika e também a transmissão placentária.

Uma das possibilidades levantadas por cientistas da Fiocruz é que o vírus pode estar usando a capacidade migratória dessas células para alcançar vasos fetais.

“Embora não possamos relacionar esses achados com os casos de microcefalia e outras alterações congênitas, esse resultado confirma de modo inequívoco a transmissão intrauterina do Zika vírus, além de contribuir na aquisição de conhecimento sobre sua biologia e interação com células do hospedeiro e auxiliar no delineamento de estratégias antivirais que visem a bloquear o processo de infecção e/ou transmissão”, explicou a virologista-chefe do Laboratório de Virologia Molecular do instituto, Cláudia Nunes Duarte dos Santos.




Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Câmara - Custo da saúde vai encarecer 37% com envelhecimento da população, aponta pesquisador

PEC que garante mais recursos para saúde, taxação de grandes fortunas e CPMF são apontadas durante fórum como alternativas para garantir o financiamento do setor
Gustavo Lima - Câmara dos Deputados
Fórum Internacional de Sistema de Saúde Comparados. Dep. Jorge Solla (PT-BA)
Jorge Solla defendeu a taxação das grandes fortunas para garantir recursos para saúde
O envelhecimento da população vai aumentar os gastos do setor de saúde em 37%, destacou o coordenador do Portal Saúde Amanhã, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), José Noronha.
O pesquisador participou do Fórum Internacional de Sistemas de Saúde Comparados, na Comissão de Seguridade Social e Família, nesta terça-feira (1º), que discutiu, sobretudo, o financiamento do setor.
A previsão da Fiocruz é que, em 2030, o Brasil seja um país majoritariamente de idosos, com mais de 40 milhões de pessoas com idade superior a 60 anos. Portanto, de acordo com José Noronha, haverá mais pessoas a serem cuidadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Receita corrente 
Para dar conta desse aumento de gastos, ele defendeu a proposta que prevê a destinação de 10% da receita corrente bruta brasileira para a saúde. Além disso, segundo ele, “o Brasil precisa crescer” para enfrentar esse desafio.
Já a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro Souza, defendeu a aprovação célere, pela Câmara, de proposta de emenda à Constituição que amplia gradualmente os recursos para o setor nos próximos seis anos (PEC1/15), que já foi aprovada por comissão especial e aguarda votação pelo Plenário. Pelo texto aprovado, o piso federal sobre a receita corrente líquida (RCL) será de 19,4% ao final de seis anos.
O ex-deputado Rogério Carvalho, doutor em saúde coletiva pela Unicamp, acredita que garantir um percentual da receita para a saúde não será suficiente, pois a arrecadação da União é instável. Além disso, ele ressalta que os gastos do setor aumentarão com a inovação tecnológica na área de medicina.
Taxação sobre fortunas 
Carvalho defendeu a taxação sobre grandes fortunas, com destinação de parte dos recursos para a saúde, e lembrou que na legislatura passada seu relatório sobre o financiamento da saúde, o qual incluía essa taxação, foi rejeitado por comissão especial.
Ele também considera fundamental definir a forma de rateio de recursos entre União, estados e municípios e que o financiamento seja atrelado à regra de avaliação de cumprimento de metas. Para ele, isso é essencial para garantir a transparência no setor.
O deputado Jorge Solla (PT-BA) também defendeu a taxação das grandes fortunas para garantir recursos para saúde. “É importante que tenhamos uma fonte estável de financiamento”, disse.
CPMF
O professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Áquilas Mendes, doutor em Ciência Econômica, defendeu não só a taxação sobre o patrimônio como a Contribuição sobre a Movimentação Financeira (CPMF) progressiva, para financiar a área de saúde.
Gustavo Lima - Câmara dos Deputados
Fórum Internacional de Sistema de Saúde Comparados. Dep. Odorico Monteiro (PT-CE)
Odorico Monteiro defendeu a CPMF, com divisão tripartite dos recursos entre União, estados e municípios. Segundo ele, há "grande estrangulamento" nos municípios.
Ele destacou o “subfinanciamento histórico" na área. Segundo ele, os municípios têm colocado mais recursos no setor do que estados e União. O professor também chamou atenção para “as elevadas transferências de recursos públicos para o setor privado” de saúde e criticou a aprovação, pelo Congresso, da Lei 13.097/15, que permitiu a entrada de capital estrangeiro na saúde.
O deputado Odorico Monteiro (PT-CE), que solicitou a realização do fórum, também defendeu a CPMF, com divisão tripartite dos recursos entre União, estados e municípios. Segundo ele, há "grande estrangulamento" nos municípios atualmente.
O parlamentar também é favorável à aprovação da PEC 1/15 para garantir o financiamento do SUS. "A universalidade do sistema ainda está muito no papel. Devemos garantir o acesso universal em tempo oportuno", apontou.
O deputado destacou que o financiamento do SUS também deve ser um dos grandes temas discutidos na etapa nacional da 15ª Conferência Nacional de Saúde, que começa nesta terça-feira em Brasília.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Oito estados do Nordeste e Goiás têm 739 casos suspeitos de microcefalia

Barriga de grávida
Foto: ABr

O número de casos suspeitos de microcefalia em recém-nascidos de oito estados da Região Nordeste (Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Ceará e a Bahia) e de Goiás chegou a 739 neste ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esses estados nordestinos têm registrado aumento significativo no número de casos de microcefalia em relação aos anos anteriores. A notificação de Goiás foi a primeira fora do Nordeste. No ano passado, em todo o país, foram registrados 147 casos de microcefalia.

O maior número de casos está em Pernambuco (487), primeiro estado a identificar aumento de microcefalia na região. Em 2014, Pernambuco registrou 12 casos. Em seguida, estão a Paraíba (96), Sergipe (54), o Rio Grande do Norte (47), o Piauí (27), Alagoas (dez), o Ceará (nove), a Bahia (oito) e Goiás (um). Entre esses casos, há uma morte que pode estar relacionada à microcefalia, de acordo com o ministério. O caso está em investigação.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que, desde o início da notificação do aumento no número de casos de microcefalia, pesquisadores analisam a hipótese de relação da doença com a infecção pelo vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue.

“Pesquisadores, desde o início, estão estabelecendo uma correlação positiva entre a microcefalia e o vírus Zika”, disse o ministro, em entrevista a jornalistas. “O que os pesquisadores estão dizendo é que podemos afirmar com segurança que é acima de 90% a probabilidade de ser verdadeiramente o Zika. Há pesquisadores que chegam a dizer que há 99,5% de certeza que é o Zika vírus. Se tivéssemos uma literatura internacional que nos respaldasse, não tinha nenhum problema. O problema é que tudo que está acontecendo no Brasil é inédito. No mundo todo, não há um caso de epidemia de Zika nem de surto de microcefalia como está acontecendo no Brasil”, completou.

Segundo o ministro, a hipótese foi reforçada por análises da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Exames de laboratório constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba cujos fetos foram confirmados com microcefalia por meio de exames de ultrassonografia. O material genético do vírus foi detectado em amostras de líquido amniótico.

O Ministério da Saúde analisa e investiga esse aumento dos casos de microcefalia em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde e instituições nacionais e internacionais. Recentemente, o ministério declarou emergência em saúde pública de importância nacional para dar maior agilidade às investigações sobre a elevação do número de casos.

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 centímetros.


Fonte: Agência Brasil

sábado, 24 de outubro de 2015

Fiocruz inaugura novas instalações em Curitiba

Unidade regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Paraná, inaugura reforma e a ampliação de suas instalações, no Parque Tecnológico da Saúde (Tecpar), na CIC. Foto: Valdecir Galor/SMCS
O Instituto Carlos Chagas (ICC), inaugurou nesta sexta-feira (23) unidade regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Paraná, foram executadas  reforma e a ampliação de suas instalações, no Parque Tecnológico da Saúde (Tecpar), na Cidade Industrial de Curitiba. A ampliação da sede marca os seis anos de atividades da Fiocruz na capital paranaense, com um investimento de R$ 20 milhões, entre obras e equipamentos.

O prefeito Gustavo Fruet e o secretário municipal da Saúde, César Monte Serrat Titton, participaram do evento, ao lado do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, representantes de outras unidades regionais da Fiocruz, entre outras autoridades.

A reforma consolida o Instituto Carlos Chagas como referência nacional em biologia molecular e unidade sentinela para o Sul do Brasil.

Para o diretor do Instituto Carlos Chagas, Samuel Goldemberg, a ampliação da unidade – com 1,8 mil metros quadrados reformados e 1,2 mil metros quadrados novos – significa uma importante modernização da Fiocruz no Paraná, promovendo melhores condições de trabalho aos pesquisadores, com investimentos em espaços de apoio ao ensino, áreas de gestão e para a consolidação das plataformas tecnológicas, além de novas áreas de apoio técnico à pesquisa.

Fruet falou sobre a importância de Curitiba receber a mão de obra especializada e os investimentos em pesquisa científica. “Acredito muito na potencialização do trabalho científico, com ganhos reais para a sociedade. Queremos avançar para que a cidade atraia cada vez mais investimentos”, salientou.

A Secretaria Municipal da Saúde estuda com o ICC a promoção de cursos para servidores do Município na área de saúde.

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, reforçou que as determinantes sociais de Curitiba foram essenciais para os investimentos na unidade, que hoje é referência para toda a Região Sul. “Curitiba é a primeira expansão nacional consolidada”, enfatizou.


Fonte: SMCS

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Fiocruz promove seminário Educação, Saúde e Sociedade do Futuro

Evento, que terá conferência do filósofo francês Pierre Lévy, foi aberto nesta terça-feira (25/8)
O filósofo francês Pierre Lévy será o grande conferencista do seminário Educação, Saúde e Sociedade do Futuro, promovido pela Fiocruz, que ocorrerá de 25 a 27 de agosto, no auditório do Museu da Vida, no campus da Fundação em Manguinhos (Avenida Brasil 4.365, Rio de Janeiro). O objetivo do evento é promover discussões sobre perspectivas e novas visões sobre a educação na sociedade contemporânea, tendo como foco projetos educacionais inovadores. O seminário é aberto a educadores, pesquisadores e demais interessados no tema. As inscrições podem ser feitas pelo site www.seminarioeducacao.fiocruz.br
Durante os três dias do seminário, além das duas conferências, haverá debates em mesas-redondas, mostras de experiências inovadoras bem-sucedidas e rodas de conversa. Três eixos temáticos guiarão o encontro. O primeiro será sobre Educação, tecnologia e sociedade: qual o futuro que queremos?, cujo foco é debater os desafios para educação gerados pela nova dinâmica social, em que as tecnologias de comunicação tornaram-se um dos fundamentos da sociabilidade contemporânea.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Comprimido para combater criadouros da dengue aguarda aprovação da Anvisa

Mosquito da dengue, Aedes aegypti
O comprimido, colocado em um recipiente com água, inviabiliza
o criadouro do mosquito por um período de 60 dias
Arquivo/Agência Brasil

Após anos de pesquisa, um composto desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), destinada a combater o mosquito da dengue está pronta para ser colocada no mercado pela BR3, empresa associada ao Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP). Para que isso ocorra, é necessária a aprovação do comprimido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O modelo tecnológico que permitiu a criação do comprimido foi desenvolvido pela pesquisadora Elisabeth Sanchez, da Fiocruz. A drágea contém um microorganismo chamado Bacillus thuringiensis israelensis (Bti) que, quando ingerido pelas larvas do mosquito transmissor da doença, impede sua proliferação. O composto, colocado em um recipiente com água, inviabiliza o criadouro do mosquito por um período de 60 dias.

“O comprimido se dissolve e libera microorganismos que intoxicam a larva do mosquito da dengue”, explicou Rodrigo Perez, diretor da BR3, em entrevista à Agência Brasil. A substância, segundo ele, poderia até ser usada em água potável, mas isso ainda depende de aprovação da Anvisa. “Esse bacilo, segundo a OMS [Organização Mundial da Saúde], não é perigoso a humanos”, disse o diretor da empresa.

“O microorganismo é inofensivo ao homem e não deixa o mosquito mais resistente. Com inseticidas, os [mosquitos] ficam mais resistentes. Por conta disso e pela segurança que esse produto oferece, o [comprimido] poderá ser vendido em supermercados”, disse Perez.

O preço estimado do produto, na fase inicial, é R$ 30 por dez doses. “Cada dose pode ser usadas para tratar 50 litros de água que já tenha a larva. Um comprimido em 50 litros de água provoca a morte da larva em até 24 horas. E isso dura pelo menos 60 dias.”

A expectativa é que, em até um ano, o produto esteja disponível no mercado. Mas, antes disso, o produto já estará disponível para prefeituras ou governos.

Como ainda não existe vacina para evitar a doença, a saída encontrada pelos governos é combater os focos de proliferação do mosquito, principalmente em águas paradas. “Hoje fazemos o controle físico, que é cobrir ou tampar as caixas de água. E isso não é fácil. O vaso sanitário, o ralo do banheiro, o vasinho de flor, você não vai eliminar”, afirmou Perez.


Fonte: Agência Brasil

sábado, 11 de julho de 2015

Especialista não vê razão para alarme com aumento dos casos de caxumba no Rio

Ministério da Saúde. Foto: ABr
Entre 1º de janeiro e 7 de julho deste ano, o estado do Rio de Janeiro notificou 66 surtos de caxumba com o registro de 606 casos, contra 561 em 2014, mas o consultor científico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pediatra Reinaldo Menezes Martins, não vê razão para alarme com o aumento de 45 casos nos primeiros seis meses de 2015.
Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde e Martins informa que “o Ministério da Saúde está avaliando a situação junto às secretarias. É sempre indesejável que isso ocorra, mas não vejo motivo para tanta celeuma, até porque o que está acontecendo aqui não é privilégio do Brasil”.
Segundo o médico, o que está ocorrendo agora no Brasil já foi verificado na Europa e nos Estados Unidos: “A vacina de caxumba, dentro da tríplice viral, que é sarampo, caxumba e rubéola, é a que mais tem falhas vacinais. Isso é sabido. Não é uma coisa nova. Muitos surtos já foram investigados nos Estados Unidos e na Europa”.
O pesquisador explica que estudos do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos indicam que a eficácia da primeira dose da vacina contra a doença varia de 73% a 91%, aumentando para a faixa entre 79% e 95% na segunda dose. Ele diz que, como naquele país a notificação da doença é obrigatória, o que não ocorre no Brasil, os números refletem a realidade. Depois que se utilizou a vacina de caxumba em larga escala nos Estados Unidos, o número de casos caiu: “Lá a caxumba é de notificação obrigatória e fica fácil verificar, aqui entre nós, os registros são falhos, até porque não tem notificação obrigatória”. 
De acordo com o consultor científico de Bio-Manguinhos, os percentuais comprovam que, mesmo com as duas doses, não há proteção completa. No entanto, chama a atenção que, apesar das falhas vacinais e dos surtos que ocorrem, a eficácia da vacina foi comprovada nos Estados Unidos.
“Comparando os casos de caxumba antes e depois da introdução da vacina, o número caiu de uma maneira muito acentuada. Não se consegue eliminar a doença. Há falhas vacinais, mas, no cômputo geral, é uma vacina bastante efetiva contra a caxumba”, ressalta o pediatra.
Segundo Reinaldo Menezes, a notificação não é obrigatória no Brasil porque, comparada a outras doenças, a caxumba é uma infecção relativamente benigna, que até pode causar meningite, mas na maioria dos casos não deixa sequelas. Além disso, há outras doenças que podem provocar inflamação da glândula parótida, que fica embaixo da orelha e, em alguns casos, é um dos sintomas da caxumba: “Nem toda caxumba incha a parótida. Isso é um problema e também há inflamação da parótida que não é causada pelo vírus da caxumba”.
O pesquisador destaca ainda que a segunda dose da vacina faz falta. Inicialmente, a indicação no Brasil era de aplicação da tríplice viral em crianças com até 12 meses e a segunda dose entre quatro e cinco anos de idade, mas como se verificou que nesta segunda faixa etária a cobertura vacinal era muito baixa, o prazo foi alterado para 15 meses na segunda dose. “Aproximamos para melhorar a cobertura da tríplice viral”, diz o especialista.
O Bio-Manguinhos é responsável pelo processamento final com a rotulagem e a distribuição das vacinas para os postos de saúde do país. Segundo o médico, laboratórios particulares produzem vacinas que foram avaliadas pelo instituto e o resultado do produto foi semelhante.
De acordo com o instituto, em 2013 o Bio-Manguinhos processou e distribuiu 28 milhões 895 mil doses da tríplice viral e 1 milhão 498 mil da tetravalente viral, que inclui a catapora. No ano passado, foram 11 milhões 603 mil vacinas tríplice e 3 milhões e 220 mil tetravalente.
Fonte: Portal EBC

quarta-feira, 25 de março de 2015

Guia alimentar da UFRJ abre debate sobre redescoberta da comida de verdade

Foto:Shutterstock
Os caminhos para se atingir a soberania alimentar, promovendo a sustentabilidade para o produtor e a alimentação saudável para a população, foi o tema do evento Conhecer e Comer: Caminhos para Redescobrir a Comida de Verdade – Perspectivas do Guia Alimentar para a População Brasileira, promovido hoje (24) pelo programa de História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia (HCTE) e pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Daniela Frozi, a soberania alimentar é o poder de escolha sobre o que cada um vai comer e como o alimento vai ser produzido. Segundo ela, “é a possibilidade de você acordar de manhã e dizer hoje quero comer banana da terra, que é um dos alimentos mais extintos do Brasil, não tem apoio ao produtor e não é fácil de encontrar. Ela pode substituir o pão, por exemplo. Hoje nós importamos 50% de todo o trigo que a gente consome, e não precisaríamos se houvesse hábito, por exemplo, [de consumo] da maniva [de mandioca ou macaxeira]. Eu não posso acordar de manhã e fazer uma tapioca livremente, a não ser que eu frequente locais específicos”.

Para ela, é preciso repensar todo o modelo de produção em que vivemos para que esse patamar de decisão seja alcançado. “Requer, na verdade, um novo modo de se viver na sociedade, um repensar desse modelo de desenvolvimento que a gente tem de alguma forma caminhado, que é o modelo de desenvolvimento neoliberal, capitalista, em que você tem o enfoque no lucro e desassocia esse alimento da vida das pessoas, dos grandes significados da vida”.

De acordo com a pesquisadora, várias iniciativas da sociedade e também do governo têm mostrado que é possível viver o ciclo da alimentação saudável, consciente e sustentável. Um dos exemplos apresentados no evento foi o do projeto Favela Orgânica, desenvolvido desde 2011 por Regina Tchelly, na comunidade Chapéu Mangueira, no Leme, zona sul do Rio de Janeiro. Premiada e convidada para palestras no exterior, Regina conta que apenas faz o que trouxe da infância, na Paraíba, inspirada a agir ao ver o desperdício que ocorre nas feiras livres da cidade.

“Eu queria ser uma cozinheira diferente, porque lá na Paraíba eu já vivia tudo isso – de plantar, colher, aproveitar casca, talo. Isso era comum, da educação e da cultura. O importante, segundo ele, é “trabalhar o consumo consciente, porque consumir tanto e desperdiçar, por que e pra que? Se eu sei que o meu alimento pode dar mais na mesa, pode dar o meu composto, o meu adubo e a própria semente. Eu posso devolver para a terra o que a terra nos dá. Então, assim é o ciclo da vida”.

Mesmo desenvolvendo seu projeto em grandes empresas e na Europa, ela diz que a cultura da alimentação orgânica e consciente ainda é muito incipiente. “O fast food tá com toda a moléstia. A gente tem é que cuidar, fazer alimentos melhores. Cada vez tem mais enlatado. Está surgindo o interesse, mas ainda é muito pouco para a quantidade de consumidores que comem porcaria, engordation e entope-coração”.

O coordenador geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, explica que o Guia Alimentar foi relançada no ano passado, mudando o foco tradicional dos nutrientes para o alimento – da produção à forma de consumo. A principal diferença, dissse ele, é o olhar como um todo, porque "os guias alimentares, tradicionalmente, no mundo todo, são foco no nutriente – quanto você precisa de proteína, de carboidrato, de vitaminas, minerais –, e esquece do alimento, e nessa discussão se pode cair numa armadilha que a própria indústria usa, porque você comparar o leite materno com uma fórmula infantil, tem a mesma quantidade de proteína, de gorduras, de outros nutrientes, mas eles não são equivalentes de forma alguma”.

Nilson destaca que, em termos de nutrientes, muitos alimentos industrializados são fortificados, o que não significa necessariamente que sejam saudáveis. “O que nós queremos com o guia – e por trás dele tem um grande movimento – é justamente frear o consumo do alimento ultraprocessado, que no fundo não é um alimento, é um produto alimentício; é uma coisa que se come; na verdade é uma formulação de ingredientes que imita um alimento. O nosso foco é resgatar a cultura alimentar brasileira”.

O Guia Alimentar foi distribuído primeiramente para unidades básicas de saúde. O próximo passo é a divulgação nas universidades e agendas intersetoriais. Depois, uma grande tiragem será distribuída nas escolas, “criando um ambiente de formação de hábito alimentar, protetor e promotor da alimentação saudável”, de acordo com Nilson. O material está disponível online.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 24 de março de 2015

Tuberculose: Declaração de Barcelona reafirma luta contra doença

Parlamentares e líderes políticos de cinco continentes assinaram a Declaração de Barcelona de Tuberculose, que se compromete a trabalhar para uma ação continuada, além de articular investimentos significativos na luta contra a doença. A declaração foi o resultado da reunião inaugural TB Global, realizada em conjunto com a 45ª Conferência Mundial sobre Saúde Pulmonar, em Barcelona. O coordenador técnico do Observatório TB Brasil - composto por diversas unidades da Fiocruz, entre elas a ENSP -, Carlos Basília, esteve presente ao evento e apontou que uma Cúpula Global reuniu representantes no intuito de estimular a vontade política necessária para enfrentar a tuberculose e criar uma visão clara sobre o papel dos parlamentares na luta contra a epidemia. Além da declaração, a Cúpula também resultou na criação de uma rede Global de abrangência dos parlamentares que irão conduzir esses esforços.
De acordo com Carlos Basília, na ocasião o copresidente do Grupo Parlamentar do Reino Unido em TB, Nick Herbert, afirmou que ao assinar a Declaração o mundo está se comprometendo a trabalhar junto em um esforço global para priorizar a TB nas agendas políticas de cada país que possui um papel na luta contra a doença. "À medida que novas ameaças como o Ebola justamente demandam preocupação e atenção, precisamos lembrar os líderes políticos de que a tuberculose ainda é responsável por 1,5 milhões de vidas todos os anos, o que significa que a cada dia ela mata tantas pessoas como a soma total dos casos de Ebola. O mundo não pode dar ao luxo de fazer escolhas entre combater estas doenças terríveis - deve lutar em todas as frentes para vencer essas epidemias ", reforçou ele.
A Declaração de Barcelona também apelou para um novo modelo de pesquisa e desenvolvimento em tuberculose que pretende sustentar e melhorar o existente; introduzir novos medicamentos contra a TB; promover diagnósticos e vacinas; além de assegurar que novos tratamentos estarão disponíveis, adequados e acessíveis para todos aqueles que necessitam. O coordenador do Observatório TB Brasil, Carlos Basília, citou também a fala do Diretor Executivo da União, José Luis Castro, ao enfatizar que a liderança política é essencial para o combate à TB, porque aqueles que são afetados pela doença são predominantemente pobres, ou vivem à margem da sociedade. Novos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde apontam que a tuberculose é responsável por quase tantas mortes a cada ano, como HIV/Aids, por exemplo.
Segundo Carlos Basília, Castro apontou ainda que para combater a TB é necessário enfrentar outros desafios relacionados, que incluem: o aumentando da resistência aos medicamentos; a coinfecção com o HIV; casos de tuberculose impulsionados pelo uso do tabaco; além de uma coepidemia iminente de TB e diabetes que pode potencialmente afetar milhões de diabéticos em todo o mundo. Por fim Basília destacou a fala do diretor do Programa Global de Tuberculose da Organização Mundial de Saúde, Mario Raviglione, ao expor que a tuberculose representa uma ameaça para as vidas e os meios de subsistência das pessoas em todos os países do mundo.
A Declaração de Barcelona foi assinada por representantes do Brasil, Canadá, França, Quênia, Índia, África do Sul, Tanzânia e Estados Unidos, no dia 30 de outubro. A União concordou em servir como o secretariado da Global TB e vem discutindo planos para uma segunda Cúpula Global de TB, que será realizada na Cidade do Cabo, na África do Sul. O evento também será realizado em conjunto com a Conferência Mundial sobre Saúde Pulmonar, que acontecerá de 2 a 6 de dezembro de 2015.
Sobre o Observatório Tuberculose Brasil: Vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), o OTB tem o objetivo de fortalecer o SUS e contribuir para o controle da tuberculose no país, por meio do monitoramento das políticas públicas de saúde e promoção do controle social. Com esses objetivos, a ENSP criou a coordenação do Observatório Tuberculose Brasil. Integrante da rede FIO-TB, o observatório é composto de diversas unidades da Fiocruz, com a proposta de articular as ações de pesquisa e serviço da Fundação na área. O Observatório TB Brasil pretende desenvolver ações em advocacy communication and social mobilization (ACMS) e monitorar os indicadores sociais e epidemiológicos relacionados à tuberculose. As ações estão de acordo com as Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e contam com ativa participação de movimentos sociais no que se refere à execução dos compromissos assumidos oficialmente pelas três esferas de governo.


Fonte: ENSP

quarta-feira, 18 de março de 2015

Nethis/Fiocruz discute parcerias público-privadas na produção de imunobiológicos

O debate discutirá as Parcerias público-privadas na produção de imunobiológicos
O debate discutirá as Parcerias público-privadas na produção de imunobiológicos
Diretor de Bio-Manguinhos, Artur Couto, e diretor do Instituto Butantan, Jorge Elias Kalil, falarão sobre transferências de tecnologias 


O Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis/Fiocruz) promove debate com dois diretores dos principais Institutos de produção de vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Artur Roberto Couto, e o diretor do Instituto Butantan, Jorge Elias Kalil. Será no dia 19 de março, às 8h30, com o tema “Parcerias público-privadas na produção de imunobiológicos: transferências de tecnologias”, no auditório interno da Fiocruz Brasília.
Faça a sua inscrição aqui.
As sessões do VI Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública são gravadas e disponibilizadas na VideotecaNethis. Além disso, o Nethis fará uma publicação especial sobre as palestras de 2015 para ser utilizada como apoio bibliográfico para cursos e pesquisas.
Sobre o Nethis - O Nethis promove a reflexão sobre a confluência de três campos científicos e de atuação profissional: a bioética, a diplomacia e a saúde pública. No escopo de suas atividades estão estudos, pesquisas, publicações; e cursos. O Nethis é responsável pela Secretaria Executiva da Biblioteca Virtual em Saúde Bioética e Diplomacia em Saúde (BVS Nethis);

VI Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública
“Parcerias público-privadas na produção de imunobiológicos: transferências de tecnologias”
Conferencistas:
Jorge Elias Kalil Filho (Instituto Butantan)
Artur Roberto Couto (Bio-Manguinhos)
Hora: 8h30 às 12hs.
Local: Auditório interno do Bloco Educacional da Fiocruz Brasília
Informações: (61) 3329 4675.


Fonte: Nethis/Fiocruz

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Casos de malária aumentam no Rio, mas autoridades negam surto

Foto: ABr
O Rio de Janeiro registrou 14 casos de malária nas últimas três semanas, todos na região serrana. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), até então o número de casos no estado entre 2008 e 2014 chegava a 15. Apesar do aumento, a Secretaria de Estado de Saúde informou não haver evidências de surto da doença.

Os locais de infecção são os municípios de Miguel Pereira (três), Nova Friburgo (dois), Petrópolis (dois) e Teresópolis (um). A origem de mais seis casos já confirmados permanece em investigação, segundo a secretaria. Não há mortes confirmadas, e, até o momento, os casos registrados apresentam a versão branda da doença.

Os pacientes com malária na região serrana foram contaminados no local, ou seja, não vieram infectados de outros lugares. São os chamados casos autóctones, informou a secretaria.

A investigação e monitoramento dos casos autóctones da Mata Atlântica do Rio vem sendo feita desde 2008 pelo Laboratório de Pesquisa em Malária e Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), integrantes do Centro de Pesquisa Diagnóstico e Treinamento em Malária da Fiocruz (CPD-Mal).

A fundação, em parceria com o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está sequenciando o genoma do plasmódio encontrado na Mata Atlântica. O objetivo é identificar a origem do parasita e o envolvimento de outros animais, como macacos, no ciclo de transmissão, para então traçar estratégias de combate à doença na região.

A situação de alerta é direcionada para as pessoas que irão visitar as regiões próximas à Mata Atlântica, devido ao forte calor, que favorece o desenvolvimento do mosquito. Como a transmissão ocorre em ambiente silvestre, a orientação é que pessoas que estiveram nas áreas de Mata Atlântica e apresentam quadro febril busquem atendimento médico, informando o histórico de viagem, para facilitar o diagnóstico e o início de tratamento adequado.

Segundo o Ministério da Saúde, a Amazônia concentra mais de 99% do total de casos de malária no país, inclusive, os mais graves. No Rio, a doença apresenta sintomas leves, sem complicações. O tratamento é de três dias com medicamentos distribuídos pelo próprio ministério.

Como a malária não é endêmica no estado do Rio, muitos profissionais de saúde não conseguem diagnosticar a doença de imediato. A Fiocruz alertou para a existência de um serviço disponível para profissionais de saúde que necessitam de informações a fim de um diagnóstico preciso da doença. Eles podem ligar para o Malária-Fone (21-9988-0113).

Pacientes com suspeita de infecção no Rio devem ser encaminhados a um centro especializado no diagnóstico e tratamento de doentes com malária, mesmo que não haja confirmação da doença nos primeiros exames diretos ou no teste rápido. O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), na Avenida Brasil, tem uma equipe especializada no diagnóstico e tratamento da malária.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2013, o Brasil registrou o menor número de casos de malária dos últimos 33 anos, com 178.614 notificações. Ele representa queda de 71% comparado aos 615.246 casos registrados no ano 2000. A Incidência Parasitária Anual (IPA), que mensura o risco de se contrair malária, reduziu na região amazônica quase 80% no mesmo período, passando de 29,4 casos por mil habitantes, em 2000, para 6,3 em 2013, alterando a situação do país de médio para baixo risco em contrair malária.


Fonte: Portal EBC

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Hanseníase ainda é uma doença invisível, afirmam pesquisadores


A hanseníase, popularmente conhecida como lepra, é uma das doenças mais longevas da História, identificada em relatos já no século 6 a.C.. E, apesar de erradicada na Europa e nos Estados Unidos, ainda é um dos grandes problemas nacionais de saúde pública. O Brasil é o segundo país do mundo com maior incidência da patologia — perde apenas para a Índia. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam 24,6 mil novos casos em 2014. Mas esse número deve aumentar na contabilidade final, que só será divulgada em março. O que significa que o país ainda está muito longe de erradicar a doença, meta divulgada em 2012.
O motivo para que isso ocorra, na opinião dos profissionais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz) que conduzem a pesquisa e o atendimento ao agravo, resume-se numa frase: a hanseníase é uma doença invisível.

“A sociedade não quer saber que ela existe. Não é uma doença que apareça na mídia. Não está na moda e não interessa aos epidemiologistas. É pouco estudada pela saúde coletiva. Devido ao estigma, o doente tenta escondê-la a todo custo. Como não provoca mortes, suas estatísticas não chegam a alarmar. Por isso, é uma doença que não incomoda a ninguém, a não ser aos próprios doentes. E muitos desses sofrem por toda a vida, incapacitados e com dor, em silêncio”, define Euzenir Sarno, chefe do Laboratório de Hanseníase do IOC, que pesquisa o tema na Fiocruz desde 1986.

Desafio no diagnóstico
O Ambulatório Souza-Araújo, unidade assistencial do Laboratório de Hanseníase do IOC, é um dos principais centros de referência no Brasil. É o único, inclusive, a já ter recebido certificado de excelência internacional — teve sua acreditação concedida, em 2014, pela Joint Commission International (JCI) e pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Seus números de atendimento ilustram um dos principais desafios no combate à doença no país: o diagnóstico correto. Em 2014, 805 pacientes recorreram ao ambulatório com suspeita de hanseníase. Mas, destes, apenas 115 realmente eram portadores do agravo. Ou seja: 85% das pessoas — a grande maioria encaminhada por outros serviços de saúde — não haviam passado por um processo eficaz de diagnóstico.

Apesar de não haver nenhum teste laboratorial que identifique com precisão a doença, o diagnóstico da hanseníase não é difícil. O problema é que, diferentemente da maioria das outras doenças, exige o envolvimento de uma equipe multidisciplinar, com dermatologistas, neurologistas e fisioterapeutas. Além de alguns testes simples, como o que avalia a sensibilidade das lesões, uma conversa aprofundada com o paciente é essencial para que o profissional de saúde possa respaldar a suspeita. “Mas o que percebemos é que os pacientes chegam ao Souza-Araújo sem terem sido devidamente examinados. Com isso, uma responsabilidade do atendimento básico acaba transferida para o centro de referência”, lamenta o médico José Augusto da Costa Nery, responsável clínico pelo ambulatório.


Parte da equipe do Ambulatório Souza-Araújo: a fisioterapeuta Lilian Pinheiro, o médico José Augusto Nery e a gestora Cristiane Domingues

“O diagnóstico da hanseníase tem sido negligenciado pela própria classe médica. Os padrões para essa etapa precisam ser aprimorados, para que possamos enfrentar a doença de fato. É um equívoco imaginar que o paciente demora a procurar atendimento. Já recebemos casos de pessoas com hanseníase que passaram por 13 médicos diferentes, sem ter o diagnóstico”, completa.

Como as lesões iniciais da hanseníase podem ser confundidas com problemas dermatológicos, e as equipes de atenção primária pelo Brasil não costumam ter profissionais de muitas especialidades atuando de forma integrada no diagnóstico, muitas vezes o paciente demora a ter a doença identificada. E, quanto mais tempo fica sem o tratamento, maiores as probabilidades de contaminar parentes e amigos. “Cada caso não diagnosticado vai infectar pelo menos outras duas pessoas”, estima Euzenir.

Essa negligência, que começa no diagnóstico, também se manifesta nas demais etapas do atendimento. Uma delas diz respeito ao estigma, outro grande desafio. Isso porque não basta tratar, com remédios, a pessoa que procurou o serviço de saúde. A hanseníase ainda é uma doença com forte carga de preconceito na sociedade brasileira, e o paciente vai precisar do acompanhamento de um assistente social para lidar com esse problema. Além disso, a atuação de um assistente social é muito importante para identificar as pessoas que convivem de maneira próxima com o doente, e que podem estar, também, infectadas.

Preconceito e silêncio
No Ambulatório Souza-Araújo, todos os pacientes são atendidos pela assistência social tão logo recebem o diagnóstico. Assim podem tirar todas as suas dúvidas e são orientados a identificar, na família e no grupo de amigos, quais pessoas mais próximas podem ter sido contaminadas. Estas devem, então, agendar consultas no ambulatório. Todas as sextas-feiras, o atendimento é exclusivo para os parentes, que são examinados e encaminhados para tomar a vacina BCG. Apesar de usado originalmente contra a tuberculose, vários testes comprovam que o imunizante protege também da hanseníase.

Um problema, porém, é que muitos acabam escondendo a doença da família e dos amigos, por medo do preconceito. “No dia a dia do ambulatório, testemunhamos muitos casos de doentes que perdem o casamento. A mulher ou o marido vão embora, com medo do contágio”, relata Nery. “A hanseníase não provoca apenas lesões nos nervos e na pele. Ela é incapacitante, também, do ponto de vista moral e psicológico. E isso precisa ser levado em conta pelos serviços de saúde.”

Assim que começa o tratamento, diminuem muito as chances de o paciente contaminar outra pessoa. Mas, como a hanseníase tem um tempo de incubação muito extenso — pode levar anos até que apareçam os primeiros sinais — é fundamental que a família também seja examinada e orientada.

E esse é outro desafio. Porque, em geral, as estratégias de enfrentamento da doença não incluem a chamada “busca ativa”: o acolhimento das famílias dos pacientes, como faz o Ambulatório Souza-Araújo. “O sistema [de saúde] não está preparado para fazer exames num número grande pessoas que não estão doentes. Então a busca ativa acaba não acontecendo de forma abrangente. Com isso, se desenvolve uma cadeia que não conseguimos quebrar”, descreve Euzenir.

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Fonte: Fiocruz


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

FGV e Fiocruz lançam sistema de alerta para monitorar dengue no Rio

Foto: Internet

A Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EMAp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançaram este mês um sistema de monitoramento em tempo real que vai ajudar no combate à dengue no Rio de Janeiro. Com o objetivo de integrar informações sobre o risco de transmissão da doença, o Info Dengue permitirá saber quais as zonas mais afetadas da cidade, a fim de agilizar as ações de combate à doença.

O sistema é um projeto realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e será implementado na Secretaria de Vigilância em Saúde do Rio, antes de ser oferecido às cidades de Belo Horizonte e Curitiba.

De acordo com o professor da FGV/EMAp e coordenador do projeto, Flávio Codeço, o sistema estava em período de testes desde o final do ano passado e agora foi lançado com funcionamento pleno. "Ele é um sistema de mapeamento do risco de alguém contrair dengue na cidade do Rio de Janeiro e é atualizado semanalmente. É em tempo real, mas tem uma periodicidade de uma semana porque a variação do risco da dengue não é tão rápida e não faria sentido atualizar a cada minuto ou a cada hora", disse.

Os dados que alimentarão o sistema serão disponibilizados pelas próprias secretarias dos municípios através de relatórios semanais com números de casos notificados por bairro e índices de infestação, além de indicadores climáticos. Codeço explicou que as redes sociais também ajudarão a obter os dados que vão alimentar o sistema.

"O sistema utiliza dados de várias naturezas de casos de dengue que ocorrem na cidade e que são disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde, mas também dados de redes sociais como o Twitter, onde a gente conta as menções e mensagens que falam sobre a dengue, além de informações meteorológicas, onde a gente verifica se as condições climáticas são propícias à reprodução do mosquito. São vários fluxos de informações utilizados na avaliação do risco da dengue na nossa cidade."

Com o objetivo de indicar as incidências com maior velocidade e tornar mais ágil o processo de tomada de decisão para ações de combate à propagação da doença, o alerta será disponibilizado por meio de um aplicativo, instalado na web e nas salas de controle das prefeituras, e permitirá o rápido acesso a diagnósticos semanais de situação e prognósticos de curta duração.

O coordenador do projeto disse que o financiamento vem da Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, em Brasília. Segundo Codeço, o sistema será implementado na Secretaria de Vigilância em Saúde do Rio antes de ser oferecido à outras capitais. "Estamos começando com Rio de Janeiro, mas as próximas cidades serão Belo Horizonte e Curitiba", ressaltou.

O Mapa de Risco do Info Dengue Rio está disponível na internet.

Fonte: Portal EBC

sábado, 6 de dezembro de 2014

HIV/Aids: Testagem e tratamento é o tema do Sala de Convidados desta terça (9)

Foto: Divulgação
O Sala de Convidados da próxima terça-feira (9/12) vai falar sobre o temaHIV/Aids - Testagem e Tratamento. O programa, que começa às 11h no Canal Saúde, vai mostrar como está a epidemia da doença no Brasil e debater as estratégias da área da saúde no combate a ela.

O foco do Ministério da Saúde agora é evitar que mais jovens sejam infectados com o vírus. Com o objetivo de prevenir, testar e tratar o HIV/Aids, a pasta lançou, no dia 1 de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, a campanha #PartiuTeste, voltada principalmente para o público jovem. Segundo o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids 2014, 734 mil pessoas vivem com a doença hoje no Brasil e, desses, aproximadamente 150 mil não conhecem o próprio diagnóstico. Por isso, o ministério está reforçando a importância de fazer o teste e, em caso de resultado positivo, começar rapidamente o tratamento.

Apesar de o Brasil ter criado um programa de prevenção e tratamento considerado internacionalmente progressista e inclusivo, foi registrado um grande aumento na incidência dos casos de Aids no Norte (92,7%) e no Nordeste (62,6%) do país. Além disso, a epidemia vem atingindo com mais intensidade homens jovens que fazem sexo com homens. Por isso, especialistas, entre eles pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pedem políticas de prevenção mais específicas. Os possíveis caminhos nessa encruzilhada e outras questões sobre o tema vão estar em debate nesta edição do Sala de Convidados.

Sobre o Sala de Convidados


É um debate, ao vivo, apresentado por Renato Farias. O programa, que vai ao ar às terças-feiras, das 11h às 12h, trata de temas com relevância factual e que estejam relacionados às políticas públicas na área da saúde.

Participação ao vivo

O Sala de Convidados é um programa idealizado para a participação do espectador. Perguntas e comentários podem ser enviados a qualquer momento durante o programa. Utilize o chat no site do Canal Saúde ou ligue, gratuitamente, para 0800 701 8122. Se preferir, antecipe suas perguntas através do e-mail canal@fiocruz.br ou pela fan page do Canal Saúde (facebook/canalsaudeoficial) em Fale com a Gente.

Como assistir

Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique na WEB TV, na página principal.
Televisão: parabólica digital (freqüência 3690) ou TVs parceiras de veiculação. Consulte a página Como Assistir no site do Canal Saúde. Os conselheiros de saúde em todo o Brasil podem assistir pela Oi TV, canal 910.
Saiba mais: www.canalsaude.fiocruz.br
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Acesse o site www.canalsaude.fiocruz.br, acompanhe a programação completa da TV e assista também aos vídeos em nosso acervo. Faça a sua busca e programe-se para assistir quando quiser.

Mais informações:

Canal Saúde/Fundação Oswaldo Cruz
Assessoria de Comunicação – Gabriel Cavalcanti
gabrielcfonseca@gmail.com - 55 21 3194-7743
Coordenação - Ana Cristina Figueira

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

4ª Edição da revista Visa em Debate aborda Alimentação Adequada e Saudável

O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz, com o apoio da Anvisa, lançou a 4ª edição do volume 2 da revista Visa em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia. O título desta edição é Vigilância Sanitária e a Promoção da Alimentação Adequada e Saudável: Impasses, Desafios e Perspectivas. O objetivo da publicação é contribuir para o debate do tema alimentos e saúde coletiva, divulgar artigos acadêmicos e científicos inéditos que articulem temas multidisciplinares relativos à sociedade, à ciência e à tecnologia aplicáveis à Vigilância Sanitária.
TemasPor meio de uma chamada pública, foram selecionados 15 contribuições de pesquisadores de diversas regiões do Brasil, nas quais temas como produção artesanal de alimentos, comida de rua, patógenos emergentes, agricultura familiar, vigilância alimentar e nutricional, conflitos de interesses entre governos e setores privados, os embates da regulação, a importância dos processos comunicacionais, entre outros, foram contemplados.

ConvidadosOs editorialistas convidados para esta edição, Diogo Cunha, Maria Angélica Medeiros e Silvana Jacob ressaltaram que: “frente à realidade brasileira, que carrega vasta diversidade cultural e regional, ao lado de intensas contradições e desigualdades socioeconômicas, a construção de convergências entre a questão alimentar e nutricional e as demandas de regulação sanitária é o grande desafio a ser enfrentado, e este é o ponto de conexão deste temático”.

Confira a publicação online no seguinte endereço eletrônico:
http://www.visaemdebate.incqs.fiocruz.br/index.php/visaemdebate/issue
Fonte: Portal Anvisa