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quarta-feira, 30 de março de 2016

Bahia tem 161 casos confirmados de microcefalia


A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) divulgou, no último boletim, os casos de microcefalia no estado que levam em conta, pela primeira vez, o novo protocolo de notificações para a microcefalia, do Ministério da Saúde.

O número de casos confirmados da malformação na Bahia caiu de 200 para 161, segundo a secretaria. É que novos critérios determinam a microcefalia com perímetro cefálico inferior ou igual a 31,9 centímetros, no caso dos bebês do sexo masculino. Nos bebês do sexo feminino, a microcefalia é confirmada com a medida menor ou igual a 31,5 centímetros. Anteriormente, qualquer bebê era diagnosticado com suspeita de microcefalia quando apresentava a medida da cabeça menor ou igual a 32 centímetros. No início do surto epidêmico, os diagnósticos levavam em conta as medidas inferiores ou iguais a 33 centímetros.

A Sesab informou que, devido ao novo protocolo que entrou em vigor este mês, os casos registrados desde outubro de 2015 foram revisados. No último boletim, divulgado na terça-feira (29), foram notificadas 550 ocorrências de malformação até o dia 26 de março, sendo que 222 foram investigados e 161 confirmados. No boletim anterior, de 16 de março, havia 200 confirmações, entre os 320 casos investigados.

Mortes já são 27
O número de municípios onde ocorrem as notificações também caiu de 158 para 128 até a última atualização. Em relação a mortes causadas pela microcefalia, a Bahia já soma 27. Em Salvador, foram seis registros de óbitos, o maior número do estado, seguido de Camaçari (município da região metropolitana), onde morreram três bebês com malformação.

Dentro do mesmo período de notificações - entre outubro de 2015 e 26 de março último - o Ministério da Saúde informou, no boletim epidemiológico de ontem (29), que a Bahia é o segundo estado do país com o maior número de casos notificados, ainda sem confirmação. O ministério divulgou 676 casos na Bahia. Quanto aos confirmados, há 176 registros na Bahia, mas a Sesab anotou 161.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados divulgados são fornecidos pelas secretarias de cada estado. A Sesab informou, em nota, que “já fez uma retificação junto ao Ministério da Saúde quanto aos números de microcefalia no estado”. A secretaria esclarece que os números fornecidos são os que devem ser considerados.


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Federação Nacional dos Médicos discute casos de microcefalia em Pernambuco

Audiência pública contou também com autoridades governamentais e políticos 




Foto: Alessandra Vasconcelos 

Em audiência pública
Em audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (18) na Câmara de Vereadores do Recife, a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) discutiu a epidemia de doenças vinculadas ao mosquito Aedes aegypt – transmissor da dengue, Chikungunya, Zica Vírus e febre amarela – que acomete o estado de Pernambuco. Convocada pela deputada estadual e médica Vera Lopes, a audiência teve foco no aumento de casos de microcefalia e na Síndrome de Guillian-Barré, e em como o estado vai se manifestar para dar apoio às famílias cujas crianças possuírem essas doenças. A audiência também teve como objetivo o pedido de trazer o hospital Sarah Kubitschek, destinado a atender vítimas de politraumatismos e problemas locomotores, para o estado. 

Para expor a complexidade do controle dessas doenças no estado, foram convidados membros da secretaria de saúde de Pernambuco, da prefeitura do Recife, do setor de infectologia do Oswaldo Cruz, que também informaram as medidas de controle e prevenção que já estão sendo tomadas.

Para o médico infectologista e conselheiro fiscal da Fenam, Carlos Frias, que participou da mesa de discussão, a falta de sorologia da doença é ainda um empecilho para que se conheçam melhor as consequências da contaminação pelo Zika vírus. Segundo ele, o choque inicial está gerando uma série de pesquisas, mas que não se sabe muito sobre os desdobramentos da doença. “Se pegar uma vez, pode pegar de novo, como a catapora? O Zika dá imunidade a ele mesmo uma segunda vez? Ainda não sabemos”, explica. Ele ainda afirma que cerca de 80% dos casos são assintomáticos, o que impede uma sorologia mais completa. Frias, porém, acredita que essa onda vai trazer um efeito benéfico para a saúde pública. “Vamos rediscutir o acompanhamento do pré-natal e do atendimento a criança especial, o que, talvez, gere algo positivo para a população”.

Secretário da Fenam no Nordeste, o médico Deoclides Cardoso trouxe ainda a suspeita de que o Zika vírus possa causar sérias consequências não só em crianças. “Foi levantada a suspeita de que o Zika cause um déficit auditivo e visual em adultos contaminados”, explicou. Já o diretor da Fenam em Pernambuco, Antônio Jordão, afirmou a preocupação da classe médica do estado em estruturar um tratamento adequado para as doenças causadas pelo Aedes aegypt, além de frisar a falta de condições básicas para se desenvolver um acolhimento adequado na rede pública de saúde. “Nós, da Fenam, defendemos os médicos e a saúde pública”.

Para a chefe de infectologia pediátrica do hospital Oswaldo Cruz, Angela Rocha, Pernambuco só conta com um maior número de casos de microcefalia no Brasil porque vem fazendo o acompanhamento desse surto há alguns meses. “Os outros estados ainda estão contabilizando e notificando casos de meses atrás”. A médica ainda informou que o hospital está acompanhando mais de 200 crianças, e suas respectivas famílias, que estão no limite de medida entre um crânio de tamanho normal e um com microcefalia, o que corresponde a crianças com crânios entre 32cm e 33cm. Ela ainda apontou que são investigadas outras causas da doença.

Sobre a síndrome de Guillain-Barré, a prefeitura do Recife afirmou que o número de casos ainda não saiu da linha esperada e que a mesma é causada por outras doenças que não o Zika vírus. A doença é autoimune e não deixou de acontecer, mas não registrou aumentos na cidade.

Compondo a frente da luta pela saúde pública no estado, o deputado Luiz Eustáquio afirmou a importância da participação da sociedade, mas que a responsabilidade maior do atual descontrole é do estado, que não dá condições básicas de saneamento para a população mais pobre, como o recolhimento do lixo, e não fornece água encanada, o que obriga as pessoas a acumular água em casa.  “O poder público tem que fazer sua parte mesmo. Estamos criando uma geração de crianças que não poderão ter uma vida normal por culpa nossa”, afirmou o deputado.
 riando uma geração de crianças que não poderão ter uma vida normal por culpa nossa”, afirmou o deputado.na manhã desta sexta-feira (18) na Câmara de Vereadores do Recife, a Federação Nacional d
Fonte: FENAM - Francielly Palmeira 

sábado, 5 de dezembro de 2015

Combate ao mosquito transmissor do vírus Zika requer mobilização nacional

Recife (PE) - Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento das doenças Dengue, Chikungunya e Zica, transmitidas pelo Aedes Aegypti (Roberto Stuckert Filho/PR)
Recife (PE) - Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento à dengue, 
febre chikungunya e o vírus Zika, transmitidos pelo Aedes aegypti Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5) que o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika, relacionado a casos de microcefalia em 16 estados brasileiros, é a principal medida para lidar com o problema e requer uma grande mobilização da sociedade em todo o Brasil.

As declarações foram feitas no Recife logo após reunião com os ministros da Saúde, Marcelo Castro, da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, além do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e prefeitos de municípios nordestinos afetados pelo grande aumento de casos de microcefalia.“É importante que a sociedade perceba que esta é uma ação de guerra contra o mosquito, não é um dia nacional. A ação precisa ser cotidiana e permanente, até que a gente chegue à vacina contra o Zika”, disse. “A sociedade tem que se mobilizar para acabar com todos os processos que levam à água parada. O combate é contra a reprodução do mosquito, que precisa de água parada e temperatura elevada para procriar.”

A presidenta enfatizou que o Brasil é o primeiro país a ter que lidar com o problema e que ogoverno vai incentivar pesquisas em busca da imunização. “Não é algo que tenha uma literatura e uma experiência internacional. Há estudos da Organização Mundial da Saúde, mas somos o grande e primeiro caso. Por isso, a dedicação de todos os pesquisadores vai ser muito importante”, disse.

Dilma apontou ainda a necessidade de tratar as pessoas que tiveram a doença e informá-las sobre os riscos que do vírus Zika. “Também vamos aumentar os exames de tomografia e de sangue para termos clareza de fato sobre a relação entre o vírus Zika e a microcefalia”, disse.

A presidenta também informou que haverá uma reunião com todos os governadores e as associações de prefeitos em Brasília, na próxima terça-feira (8), para tratar da questão e articular medidas nacionais.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Senado - CAS quer ouvir ministro da Saúde sobre aumento de casos de microcefalia

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, será convidado a discutir em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) o aumento de números de casos de microcefalia no país. Requerimento nesse sentido, apresentado pelo presidente do colegiado, Edison Lobão (PMDB-MA), foi aprovado em reunião nesta quarta-feira (2).
Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram registrados este ano mais de 1,2 mil casos com suspeita de microcefalia, contra 147 casos em 2014. O órgão tem apontado a relação entre o vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, e os casos de microcefalia.
Edison Lobão diz ser importante ouvir do ministro como têm sido feitas as pesquisas para descobrir as formas de transmissão do vírus, a sua atuação no organismo e qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante.
A data da audiência na CAS ainda não foi definida.
Fonte: Agência Senado

Esclarecimentos do Ministério da Saúde sobre casos de microcefalia


O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, esclarece o que é a microcefalia, apresenta um boletim atualizado da doença, além de apontar os cuidados que devem ser tomados pelas gestantes que vivem nos 7 estados do Nordeste onde estão sendo registrados os casos. #SaúdeNasRedes

Fonte: TVNBR

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Saúde apresenta medidas de enfrentamento da zika e microcefalia no Paraná

ikO Governo do Paraná apresentou na quinta-feira (26), em Curitiba, um panorama geral da situação da zika e da microcefalia no Estado. O tema foi pautado na reunião da Comissão Estadual de Infectologia, que tratou do decreto de situação de emergência nacional em saúde pública, devido ao surto de ambas as doenças na região nordeste do país.

Segundo o estudo da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), inicialmente, não há relação entre os casos registrados por zika e microcefalia no Paraná, visto que até o momento sete ocorrências de zika foram confirmadas e nenhuma diz respeito a gestantes ou bebês.

Além disso, ao avaliar a série histórica dos casos de microcefalia no Estado, constatou-se que não houve aumento no número de ocorrências em 2015. De janeiro até agora, quatro crianças foram diagnosticadas com a doença. Em 2014, por exemplo, foram nove casos.

43De acordo com o diretor-geral da Secretaria Estadual da Saúde, Sezifredo Paz, o momento é de reforçar o monitoramento dessas doenças e organizar uma retaguarda de atendimento para possíveis casos suspeitos. “Estamos em alerta e acompanhando de perto os desdobramentos da situação no nordeste. Apesar do Paraná ainda não ter sido afetado diretamente, é preciso que estejamos preparados para qualquer adversidade”, ressaltou.

Cruzando os dados de diversos sistemas de informação, o governo estadual identificou ainda que, entre 2009 e 2015, nenhum bebê com microcefalia nasceu de gestante com histórico de dengue, zika ou febre chikungunya. A análise foi expandida porque as três doenças têm sintomas parecidos e poderiam ter sido confundidas na hora do diagnóstico.

374Dos sete casos de zika existentes até agora, apenas dois são autóctones - quando a infecção ocorre dentro do próprio Estado. Trata-se de um casal de moradores de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Estado, que manifestou os primeiros sintomas da doença no mês de maio e que não haviam saído da cidade. 

Os outros cinco casos são importados, ou seja, pessoas que se infectaram em Maceió (Alagoas) e Recife (Pernambuco) e foram atendidos no Paraná. Esses números foram divulgados durante uma coletiva de imprensa após a reunião da Comissão Estadual de Infectologia. 

Uma das ações anunciadas foi a criação de um grupo de trabalho, com representantes do poder público, conselhos profissionais e sociedades científicas, para acompanhar a situação no país e auxiliar o Estado na elaboração de um protocolo próprio para orientar a conduta dos profissionais e serviços de saúde. “Todas as medidas estarão em consonância com o que preconiza o Ministério da Saúde, mas levarão em conta as particularidades da população paranaense e da rede de serviços disponíveis no Estado”, destacou Sezifredo.

453PREVENÇÃO - Outra medida anunciada diz respeito à prevenção da zika. A forma de transmissão da doença é a mesma da dengue e da chikungunya e por isso o foco é eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti. “O inimigo a gente já conhece. Contudo, agora existe uma tríplice ameaça. Com a chegada do verão, a preocupação só aumenta”, ressaltou a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.

O Governo do Estado já está elaborando uma nova campanha de informação para mobilizar a população em torno do combate ao mosquito Aedes aegypti. A intenção é justamente alertar os paranaenses sobre a importância de se eliminar todo e qualquer recipiente que possa acumular água e se tornar um local ideal para a reprodução do mosquito.

No dia 9 de dezembro, o Estado vai organizar, em parceria com os municípios, uma grande mobilização para convocar a sociedade a também entrar na luta contra o mosquito. A data foi escolhida por causa do Dia de Ação contra a Dengue, lembrada todo dia nove de cada mês.

EXAMES - A Secretaria da Saúde também está investindo para reforçar os serviços ofertados na área de diagnóstico. O Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) passará a fazer, a partir do início do ano que vem, análises para confirmação laboratorial de zika. “Hoje, já realizamos exames para o diagnóstico de dengue e chikungunya e contamos com o apoio da Fiocruz para análise de zika”, disse a diretora do Lacen-PR, Célia Fagundes da Cruz.

TRANSPARÊNCIA - A partir de agora, a Sesa vai divulgar boletins informativos quinzenais sobre os números de dengue, chikungunya e zika em seu site (www.dengue.pr.gov.br). O objetivo é dar transparência às informações e apresentar como está o comportamento das três doenças no Estado.

Fonte: SESA/PR

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Oito estados do Nordeste e Goiás têm 739 casos suspeitos de microcefalia

Barriga de grávida
Foto: ABr

O número de casos suspeitos de microcefalia em recém-nascidos de oito estados da Região Nordeste (Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Ceará e a Bahia) e de Goiás chegou a 739 neste ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esses estados nordestinos têm registrado aumento significativo no número de casos de microcefalia em relação aos anos anteriores. A notificação de Goiás foi a primeira fora do Nordeste. No ano passado, em todo o país, foram registrados 147 casos de microcefalia.

O maior número de casos está em Pernambuco (487), primeiro estado a identificar aumento de microcefalia na região. Em 2014, Pernambuco registrou 12 casos. Em seguida, estão a Paraíba (96), Sergipe (54), o Rio Grande do Norte (47), o Piauí (27), Alagoas (dez), o Ceará (nove), a Bahia (oito) e Goiás (um). Entre esses casos, há uma morte que pode estar relacionada à microcefalia, de acordo com o ministério. O caso está em investigação.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que, desde o início da notificação do aumento no número de casos de microcefalia, pesquisadores analisam a hipótese de relação da doença com a infecção pelo vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue.

“Pesquisadores, desde o início, estão estabelecendo uma correlação positiva entre a microcefalia e o vírus Zika”, disse o ministro, em entrevista a jornalistas. “O que os pesquisadores estão dizendo é que podemos afirmar com segurança que é acima de 90% a probabilidade de ser verdadeiramente o Zika. Há pesquisadores que chegam a dizer que há 99,5% de certeza que é o Zika vírus. Se tivéssemos uma literatura internacional que nos respaldasse, não tinha nenhum problema. O problema é que tudo que está acontecendo no Brasil é inédito. No mundo todo, não há um caso de epidemia de Zika nem de surto de microcefalia como está acontecendo no Brasil”, completou.

Segundo o ministro, a hipótese foi reforçada por análises da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Exames de laboratório constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba cujos fetos foram confirmados com microcefalia por meio de exames de ultrassonografia. O material genético do vírus foi detectado em amostras de líquido amniótico.

O Ministério da Saúde analisa e investiga esse aumento dos casos de microcefalia em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde e instituições nacionais e internacionais. Recentemente, o ministério declarou emergência em saúde pública de importância nacional para dar maior agilidade às investigações sobre a elevação do número de casos.

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 centímetros.


Fonte: Agência Brasil

O vírus zika e o surto de microcefalia em recém-nascidos no Nordeste

Infectologista explica os perigos da doença

Vírus Zika é transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus

De acordo com o Ministério da Saúde, neste ano já foram registrados mais de 400 casos de microcefalia em recém-nascidos de sete estados do Nordeste. Esta situação relativamente rara apresentou um aumento no número de casos recentemente. Foi confirmada a presença do vírus zika no líquido amniótico de duas gestantes na Paraíba cujos bebês são microcefálicos, o que aponta uma potencial correlação entre as duas doenças naquela região no Brasil.

Segundo Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, existe a probabilidade de que as mães com infecção aguda de vírus zika tenham passado a doença para o feto. “A correlação entre o vírus e o surto de microcefalia ainda não foi totalmente pontuada pelo governo, já que esta é uma situação totalmente nova. Não existe qualquer publicação médica que aponte esta correlação, apesar de terem ocorrido surtos em outras regiões do mundo. Há a necessidade de mais estudos para avaliar a correlação”, diz o especialista. O governo agora está sugerindo que as mulheres do Nordeste que planejam engravidar conversem com a família e com os médicos sobre os riscos.

A microcefalia é caracterizada pelo menor perímetro cefálico dos recém-nascidos, sendo que o tamanho normal é de 33 centímetros. Além de infecções virais, o problema pode ser causado por rubéola e toxoplasmose, alterações genéticas, consumo de álcool e de drogas pela mãe. A microcefalia pode ser diagnosticada ainda durante a gravidez, e os comprometimentos causados variam, podendo afetar as capacidades motoras e psicológicas, e até levar à morte da criança.

Rocha reforça que esta situação só foi encontrada na região Nordeste. No Paraná, no entanto, já houve casos de vírus zika. O infectologista explica que o vírus zika é transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus. “É uma doença parecida com a dengue, inclusive nos sinais e nos sintomas”, revela. Inicialmente, os casos assemelham-se a uma gripe, apresentando dor de cabeça, dor nas articulações, conjuntivite, dor de garganta, febre leve, irritação da pele, náuseas e dor muscular, com cura espontânea em 5 dias.

O médico afirma que a melhor forma de se prevenir contra a febre zika é combatendo os mosquitos Aedes, por meio de inseticidas, uso de repelentes, telas nas janelas e campanhas de prevenção. Rocha lembra que não existem vacinas ou tratamentos específicos para a febre zika.

O vírus zika foi identificado pela primeira vez em 1947 em macacos Rhesus, em Uganda. É um arbovírus (vírus essencialmente transmitido por artrópodes, como os mosquitos) que tem o nome relacionado a uma floresta do local. Os primeiros casos em humanos ocorreram na Nigéria, em 1954. Em 2007 foram registrados casos de infecção em 75% da população das Ilhas Yap, na Micronésia. “É importante observar que os arbovírus têm uma taxa de mutação 300 vezes mais elevadas do que os outros tipos de vírus, podendo se desenvolver rapidamente”, alerta Rocha.

Em 2008, reapareceu entre pesquisadores no Senegal, sem sintomas graves. O vírus zika voltou a ser observado na França em 2013, com 55 mil casos num período de 3 meses, sendo a primeira vez que o vírus foi registrado na Europa. Na França observaram-se casos clínicos mais graves associados à Síndrome de Guillain-Barré (quadro neurológico/ paralisia), além de outras complicações neurológicas como a encefalite, meningoencefalite, parestesia e paralisia facial.

No Brasil, existem registros desse vírus desde outubro de 2014, quando o zika foi identificado em amostras de sangue de pacientes residentes em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia.


Fonte: Labfa

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Câmara - Deputados pedem mais recursos para investigar casos de microcefalia

Em reunião na Comissão de Seguridade Social, os deputados ouviram representante do ministério da Sáude
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Reunião ordinária para deliberação de relatórios e proposições. Diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis - DEVIT, Cláudio Maierovitch P. Henriques
Cláudio Maierovitch falou que ministério está investigando as possíveis causas da microcefalia
Os deputados cobraram mais dinheiro para o Ministério da Saúde combater e investigar o aumento de casos de recém-nascidos com microcefalia. O assunto foi debatido hoje, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
A anomalia acontece quando o cérebro não se desenvolve adequadamente e o bebê acaba nascendo com a medida ao redor da cabeça tendo menos que 33 centímetros. O problema pode deixar consequências para toda a vida, como epilepsia, atraso intelectual, paralisia e autismo.
Já foram notificados 399 casos de microcefalia em bebês este ano, em sete estados do Nordeste. Ano passado foram registrados apenas 147 casos em todo o País. O Ministério da Saúde decretou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, fato que já foi informado à Organização Mundial da Saúde.
O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, informou que epidemiologistas, pesquisadores e laboratórios estão investigando a doença, para melhorar o diagnóstico, acompanhar as crianças afetadas e aconselhar grávidas e mulheres que tem ideia de engravidar nos próximos meses.
O diretor acrescentou que a Fundação Oswaldo Cruz, instituição de pesquisa do governo federal, isolou o vírus Zika no líquido do útero de algumas mulheres grávidas cujas crianças estão com a malformação, o que leva a crer que esse vírus é o que está causando a doença.
“Isso nos dá quase certeza de que a causa dessa malformação é a infecção pelo vírus Zika durante o primeiro trimestre da gravidez", informou Maierovitch.
O vírus Zika é transmitido pelo mesmo mosquito que transmite dengue e febre chikungunya. No verão passado, o Brasil viveu uma epidemia de dengue. Na mesma época, o Nordeste enfrentou também uma grande circulação do vírus Zika.
Mais recursos
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou que o governo precisa intensificar o combate ao mosquito transmissor.
"Organizado o Ministério está, junto com as secretarias estaduais e municipais. O Ministério precisa é de mais dinheiro, porque isso é uma novidade no mundo - e é o Brasil - então precisa de mais recursos", completou Perondi.
A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), que está entre os parlamentares que pediram a realização do debate, concorda. Ela cobra a liberação dos 13 bilhões de reais que foram contingenciados do orçamento do Ministério da Saúde.
"Isso está fazendo falta para todas as pesquisas com relação à microcefalia, com relação a esse vírus, ao levantamento epidemiológico que precisa acontecer nos municípios e estados, para que a gente possa efetivamente minimizar todos os danos à nossa população", disse a deputada.
Grupo de trabalho
Os deputados formaram um grupo de trabalho para acompanhar as ações contra o avanço dos casos de microcefalia em recém-nascidos. Nesta quinta-feira (19), está prevista uma reunião com integrantes da Frente Parlamentar da Primeira Infância e representantes do Ministério da Saúde sobre o assunto.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Há indícios de relação entre casos de microcefalia e zika, diz diretor do MS

‎O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, 
Cláudio Maierovitch, divulga o boletim epidemiológico sobre os casos de microcefalia no país


Brasília - O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, disse hoje (17) em entrevista à imprensa que atualmente existe uma forte relação entre a circulação do zika vírus e a ocorrência de casos de microcefalia em algumas regiões do país. De acordo com ele, resultados de exames feitos em dois fetos com microcefalia mostraram que as gestantes foram infectadas pelo zika.

“São duas gestantes com vírus zika no líquido amniótico cujas crianças têm microcefalia. Isso nos aponta fortemente para a correlação entre as duas coisas. Mas não permite ainda descartar completamente outras possíveis causas. Não vamos afirmar ainda, com certeza absoluta, que a causa é o vírus zika”, afirmou Cláudio Maierovitch.

Segundo ele, os testes foram feitos por anminiocentese, quando o líquido amniótico é retirado do abdome da mãe. Cláudio Maierovitch informou ainda que esses testes não são feitos rotineiramente por apresentarem riscos. Outras possíveis causas, de acordo com o diretor, seguirão sendo pesquisadas. O zika vírus é transmitido pelo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

O especialista disse também que o vírus tem uma particularidade, que é a de que 80% dos infectados não apresentarem sintomas. Dessa forma, de acordo com Maierovitch, é impossível estimar a magnitude do problema. “Não temos a dimensão de quantas mulheres tiveram zika vírus durante a gestação”, disse.

Foram registrados no primeiro semestre deste ano casos de zika em 14 estados: Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

Sobre as gestantes e suas famílias, Cláudio Maierovitch reiterou as orientações do Ministério da Saúde para que façam exames pré-natal, evitem álcool e drogas, não usem medicamentos sem orientação médica e se protejam de mosquitos, usando calça e camisa de manga comprida e repelentes. Além disso, que adotem medidas que evitem a proliferação de mosquitos transmissores de doenças, retirando recipientes que tenham água parada e cobrindo adequadamente locais de armazenamento como cisternas e caixas d'água.

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis afirmou que não há tratamentos específicos para os casos detectados de zika. Assim como ocorre com a dengue, são aplicadas medidas de suporte, mas que não encurtam a duração da doença.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ministério da Saúde investiga aumento de casos de microcefalia em Pernambuco

O Ministério da Saúde informa que está acompanhando a notificação e investigação dos casos de microcefalia em Pernambuco desde o dia 22 de outubro, quando foi notificado. Uma Equipe de Resposta Rápida às Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde - formada inicialmente por seis profissionais epidemiologistas – viajou, imediatamente, para Recife para apoiar as Secretarias de Saúde do estado e dos municípios nas investigações de campo. O fato também foi comunicado à Organização Mundial de Saúde e Organização Pan-americana de Saúde, conforme os protocolos internacionais de notificações de doenças.
Até o dia 09/11, foram notificados 141 casos suspeitos de microcefalia em Pernambuco, em 44 municípios do estado. Em média, por ano, o estado registrava por volta de dez casos. Nas crianças e nas gestantes, estão sendo realizados exames clínicos, de imagem e laboratorial, conforme protocolo definido pelo Ministério da Saúde e  Secretaria de Saúde de Pernambuco. É importante esclarecer que as investigações estão em andamento e, até o momento, não há definição da causa do agravo, seja infecciosa ou não.