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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Senado - Governo dará assistência financeira a crianças contaminadas por zika, informa Ministério


Parlamentares da comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 712/2015 ouviram, na quarta-feira (6), representantes do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Gestores da Saúde sobre as medidas para combater o mosquito Aedes aegypti e minimizar os efeitos das doenças transmitidas: dengue, zika vírus e chicungunha. A MP determina uma política nacional de combate ao mosquito transmissor das doenças. A representante do Ministério da Saúde, Thereza D’lamare Netto, informou que o governo repassará R$ 2,2 mil para cada criança suspeita de contaminação pelo vírus zika.

Fonte: TV Senado

Senado - Comissão aprova projeto que reduz para 30 horas jornada de peritos médicos do INSS

O projeto que altera a jornada de trabalho dos médicos
peritos do INSS é de autoria da senadora Ana Amélia
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, na quarta-feira (6), projeto que reduz de 40 horas para 30 horas semanais a jornada dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Emenda do relator, senador Waldemir Moka (PMDB-MS), incluiu no texto do PLS 120/2014 a garantia de que a redução na jornada de trabalho não implicará diminuição da remuneração.
A autora da proposta, senadora Ana Amélia (PP-RS), lembra que as atividades de perito médico previdenciário e de supervisor médico-pericial exigem alto grau de qualificação e que esses profissionais sujeitam-se a um nível significativo de estresse, com riscos à sua integridade física e emocional. A seu ver, a redução da jornada terá como resultado a melhoria na qualidade e na eficiência do atendimento pericial.
Segundo Moka, a redução da jornada visa harmonizar o direito constitucional que os médicos têm de exercerem cumulativamente dois cargos públicos.
O relator pondera que a jornada de 40 horas, estabelecida pela Lei nº 11.907/2009, praticamente inviabiliza o direito à acumulação de cargos, o que tem gerado inúmeros conflitos entre médicos peritos e o INSS. Daí a necessidade de alterar a lei vigente.

Jornada de trabalho

Ainda de acordo com o relator, a mudança proposta no projeto não terá impacto orçamentário, pois a redução da jornada desses profissionais já vem sendo implementada por força de ato administrativo do INSS (Resolução 336/2013). Moka salientou que é necessário mudar a lei porque a opção por 30 horas — seis horas diárias corridas — só pode ocorrer se houver interesse por parte do órgão.
Segundo ele, dos 5.200 médicos peritos do INSS, 3.200 já possuem um segundo emprego.
— Os peritos têm outro emprego porque a remuneração paga pelo INSS é insuficiente para que se mantenham — destacou.

Voto contrário

A matéria, que ainda será submetida à análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), recebeu voto contrário do senador José Pimentel (PT-CE). Ex-ministro da Previdência Social, ele disse que a jornada de seis horas pode ser muito boa para os profissionais das carreiras de perícia, mas péssima para os trabalhadores em geral.
— Precisamos ter em determinadas unidades uma jornada integral, não de seis horas, pois essa não cabe na jornada dos trabalhadores — justificou.
Pimentel disse que o INSS chegou a ser acionado pelo Ministério Público Federal por causa da manutenção da jornada reduzida, diferente da previsão de oito horas diárias, como previsto no Regime Único do Servidor. Ele reconheceu, contudo, que médicos podem optar por jornada especial reduzida, mas com remuneração proporcional.
O senador disse esperar que o mérito do projeto seja mais bem avaliado na CCJ. Moka observou que o debate é positivo, mas que o próprio INSS tem a perder com a manutenção da jornada de oito horas. Nesse caso, afirmou que a tendência dos peritos médicos é pedir exoneração, buscando empregos que garantam jornadas mais flexíveis ou em jornada ampliada, mas com salários melhores.
— Sabemos que médicos ganham de prefeituras [salários] de R$ 20 mil a R$ 30 mil — destacou.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Fonte: Agência Senado 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Senado - Reajustes acima da inflação dos planos de saúde coletivos preocupam integrantes da CDH



Além do aumento de 12,5% no preço dos medicamentos, que passou a valer desde o início do mês, está previsto um reajuste para os planos de saúde. Os aumentos foram tema de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O senador Paulo Paim (PT-RS) propôs a criação de um grupo de trabalho para discutir estes aumentos e propor soluções de proteção aos cidadãos. Acompanhe nesta reportagem de Carla Benevides para a TV Senado.

Fonte: TV Senado

Senado - Morte do titular do plano de saúde não poderá significar aumento de preço para dependentes


O projeto (PLS 118/2014) foi aprovado nesta quarta-feira na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Os senadores também aprovaram proposta para regulamentar o espaço reservado aos empregados nas construções urbanas. Os parlamentares da comissão aprovaram, ainda, a redução de carga horária dos peritos médicos da Previdência. Confira na reportagem da TV Senado.


Fonte: TV Senado

terça-feira, 5 de abril de 2016

Senado - Comissões avaliam as pesquisas sobre a fosfoetanolamina


O Congresso já aprovou a liberação da chamada pílula do câncer mesmo sem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agora só falta a concordância da presidente Dilma Rousseff ao projeto. O tema continuou gerando polêmica em uma audiência pública conjunta realizada nesta terça-feira (5) pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Direitos Humanos e de Assuntos Sociais.

Fonte: TV Senado

Senado - Pesquisadores questionam testes da fosfoetanolamina feitos a pedido do governo

O pesquisador Durvanei Augusto Maria, biomédico do Instituto Butantã,
foi um dos que apontou inconsistências nos testes
Em audiência pública nesta terça-feira (5), pesquisadores que desenvolveram e trabalham com a fosfoetanolamina sintética, substância utilizada na “pílula do câncer”, apontaram possíveis falhas na metodologia das avaliações feitas a pedido do governo. Os primeiros testes financiados pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Saúde para avaliar a segurança e eficácia da “fosfo” mostraram que o conteúdo das cápsulas não é puro e não tem eficácia comprovada contra células cancerígenas.
O objetivo desses testes iniciais foi verificar a composição do produto e testar a capacidade da substância de inibir tumores em testes in vitro, ou seja, feitos com células dentro do laboratório.
O pesquisador de São Carlos (SP) Gilberto Chierice, que desenvolveu a fosfoetanolamina sintética na Universidade de São Paulo (USP), disse que a fórmula e o procedimento utilizados nesses testes estavam errados.
– Eu desafiei e continuo desafiando: prove que não funciona. Não vem com historinha de montar dados clínicos. Fizeram uma síntese que não é a nossa – apontou Chierice.
Doutor em biotecnologia, o pesquisador Marcos Vinícius de Almeida, que é um dos detentores da patente da fosfoetanolamina, também questionou a metodologia utilizada.
– Por que começar pelo pior tumor existente e o não mais frequente?  O que eu vejo nessa comissão é uma tentativa de achar onde a fosfoetanolamina não funciona e não as evidências de funcionamento – criticou.
Ele contou que toma a substância há mais de uma década e que a mesma nunca apresentou toxidade, mas condenou a liberação da fosfoetanolamina como suplemento alimentar, proposta defendida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera.
– Suplemento não tem avaliação terapêutica. A fosfoetanolamina vai cair em descrédito. Ela tem que ser estudada clinicamente para sabermos se ela cura e qual a porcentagem e quais os tipos de tumor. Eu particularmente acho que ela não cura todos os tipos de tumor. Não é um composto milagroso – argumentou.
O pesquisador Durvanei Augusto Maria, biomédico do Instituto Butantã, foi outro a apontar inconsistências nos testes financiados pelo governo:
– Todos os experimentos que foram realizados não chegaram na mesma curva de concentração que eu utilizei. Então eu não consigo avaliar se um produto é efetivo ou não, se é seguro ou inseguro – ressaltou.

Relatórios

Ao comentar o resultado dos primeiros relatórios da pesquisa, Jailson Bittencourt de Andrade, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação,  destacou que a cápsulas têm uma concentração de fosfoetanolamina menor do que era esperado e que somente um dos componentes da cápsula  - a monoetanolamina - apresentou capacidade de destruir células tumorais e inibir seu crescimento, ainda que menos potente do que outras terapias já utilizadas.
– Esses resultados não são conclusivos, os testes estão em andamento e certamente levarão bom tempo para que tenhamos resultados conclusivos – sustentou.

Patente e registro

A fosfoetanolamina nunca foi oficialmente testada em humanos e não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela foi distribuída gratuitamente por cerca de 20 anos pela USP de São Carlos a pacientes com câncer. Pessoas que se submeteram ao tratamento alegam terem sido curadas.
Meiruze Sousa Freitas, gerente de toxilogia da Anvisa, ressaltou que os proprietários da patente não apresentaram pedido de registro, e afirmou que não existe embargo ou proibição da Anvisa à fabricação de fosfoetanolamina sintética, desde que a mesma seja submetida aos necessários testes clínicos.
– A Anvisa não pode conceder um registro a qualquer produto de forma avulsa, sem que o interessado solicite e cumpra os requerimentos legais – assinalou.
Em resposta, o pesquisador de São Carlos (SP) Gilberto Chierice, relatou dificuldades para dar entrada no pedido de registro e medo de perder o direito sobre o produto.
– Alguém me garante que se eu tivesse entrado com esse pedido eu estaria tranquilo? Nunca foi me dada uma orientação. A única era que Farmaguinhos [Fiocruz] faria tudo dede que eu transferisse a patente – relatou.

Vaidade

A fase seguinte de teste, que já foi iniciada, é o teste in vivo das substâncias da cápsula, ou seja, em organismos vivos, neste caso em animais de pequeno porte.
Para a coordenadora de Pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Marisa Breitenbach, o processo de desenvolvimento da fosfoetanolamina deve continuar a seguir os procedimentos científicos já em andamento e aguardar a liberação pela Anvisa.
Segundo ela, é hora de deixar a vaidade de lado e trabalhar em conjunto no desenvolvimento do medicamento.
– É momento de agregar conhecimento, experiência. O assunto é importante, é sério, e a gente precisa se despir da vaidade científica de que o meu dado é o melhor dado. Precisamos nos unir – avaliou.

Pacientes

Durante o debate, promovido em conjunto pelas comissões de Assuntos Sociais (CAS), de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o senador Ivo Cassol (PP-RO) relatou casos de pacientes em que o câncer teria regredido após o uso da "pílula do câncer". Ele defendeu a sanção do projeto PLC 3/2016 aprovado pelo Senado que garante aos pacientes de câncer o direito de usar a substância, mesmo antes de ela ser registrada e regulamentada pela Anvisa.
– Estou convivendo com muitos pacientes que estão fazendo uso da fosfo e o resultado é extraordinário – afirmou.
Mas Pedro Prata, do Ministério da Saúde, recomendou que as pessoas não façam uso desse composto até que todas as etapas de pesquisa sejam concluídas.
– Há relatos de pacientes que se sentem muito melhor após o uso da substância.  Temos também relatos de unidades de oncologia de pacientes que apresentaram metástase por terem substituído uma terapia convencional por essa terapia alternativa – advertiu.
Fonte: Agência Senado

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Senado - Reajustes de planos de saúde serão debatidos pela Comissão de Direitos Humanos

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promoverá uma audiência pública para debater os índices de reajuste dos planos de saúde. O encontro está marcado para as 9h da próxima segunda-feira (4) e atende a requerimento do presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS). O senador tem demonstrado preocupação com os recentes reajustes dos planos e com os "valores exorbitantes e proibitivos que vêm sendo cobrados pelas operadoras".
— É impagável! A situação é de desespero para milhões de pais de família. Saúde é um dos setores com os quais a administração pública não pode brincar. Qualquer descuido e os reflexos sobre a sociedade são devastadores — afirmou Paim, ao discursar no Plenário em fevereiro.
Para a audiência, estão convidados o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Planos de Saúde (Abramge), Antonio Carlos Abbatepaolo, e o presidente da Federação de Aposentados e Pensionistas do Distrito Federal, João Florêncio Pimenta. O coordenador do Movimento Chega de Descaso, Leandro Farias, e o presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Luiz Carlos Saraiva, também estão na lista de debatedores.
O debate ainda deve contar com representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) e da Defensoria Pública Geral da União. O Ministério Público Federal, a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde e a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça também devem enviar representantes.
A audiência será realizada na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho e terá caráter interativo, com a possibilidade de participação popular. Questionamentos e comentários poderão ser feitos por meio do Portal e-Cidadania e do Alô Senado (0800612211).

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe: 
http://bit.ly/audienciainterativa
Portal e-Cidadania:
www.senado.gov.br/ecidadania
Alô Senado (0800-612211) 

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Fonte: Agência Senado 

Senado - Comissão debateu descriminalização do uso de drogas e punição ao tráfico


A descriminalização do uso de drogas e os critérios para enquadrar e punir o traficante foram debatidos na quarta-feira (30) pela Comissão de Educação (CE). O colegiado se reuniu para discutir o projeto (PLC 37/2013) que muda o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad) para definir condições de atendimento aos usuários, diretrizes e formas de financiamento das ações.

Fonte: TV Senado

Senado - Debatedores defendem cultivo doméstico de 'Cannabis' para consumo

Representantes da sociedade civil ouvidos pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta quinta-feira (31), defenderam normas legais com visão mais liberalizante sobre as drogas. Como ajuste a projeto já em tramitação (PLC 37/2013), foram propostos um aumento no limite de porte de droga a ser usado como critério para diferenciar usuário de traficante e a regulamentação do cultivo e uso da maconha para fins medicinais.
Houve ainda quem defendesse uma lei nova só para tratar da regulamentação total do cultivo da cannabis (nome científico para diferentes variedades da maconha), inclusive para uso pessoal recreativo. Essa foi a proposta do presidente da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal (AMEMM), Sérgio Vidal.
— Se um adulto planta um vegetal e consome numa escala privada, não está atingindo nenhuma outra pessoa. Então, realmente, não consigo entender como o Estado se vê no direito de interferir e considerar todos os usuários de drogas como pessoas sem direito de escolha, sem livre arbítrio — criticou Vidal.
A comissão já havia realizado na quarta-feira (30) uma primeira audiência para debater o PLC 37/2013, de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que altera a legislação sobre drogas. O propositor foi o senador Lasier Martins (PDT-RS), relator da matéria, que mais uma vez dirigiu os trabalhos. O texto já passou pela Comissão de Justiça e Cidadania (CCJ) e ainda deve ser analisado por mais três colegiados – Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Direitos Humanos (CDH).
Para os expositores das entidades civis, a legislação vigente é conservadora e punitiva. Mesmo defendendo sugestões para aperfeiçoar o PLC 37/2013, ainda assim os convidados avaliaram que permanecerá um “viés” proibitivo e de coerção criminal sobre as condutas dos usuários. Foi o que disse o advogado Emílio Figueiredo, consultor jurídico do Growroom.net, que presta auxilio jurídico a cultivadores domésticos e usuários de cannabisacusados de tráfico.
— Esse PLC é mais do mesmo, é o ‘probicionismo’ que não traz qualquer novidade no assunto drogas, pois continua a criminalização do usuário, continua a punição exacerbada, continua a confusão entre usuário e traficante e continua a ausência de uma regulamentação segura de acesso às drogas — afirmou Figueiredo.

Porte

O substitutivo aprovado pela CCJ incluiu a previsão de um limite de porte de droga (não apenas maconha) para uso pessoal equivalente ao consumo de até cinco dias para, a ser calculado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que a pessoa flagrada responda como usuário, e não por tráfico.
Mauro Leno, sócio-diretor da Revista SemSemente, defende que a referência seja uma quantidade para dez dias de consumo, como havia sugerido o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em debate na CCJ. FHC participa de comitê internacional de notáveis que vem defendendo políticas mais flexíveis sobre drogas, considerando o insucesso da “guerra ao tráfico”.
Para Leno, uma regulamentação muito restritiva por parte da Anvisa, com base no parâmetro de cinco dias, pode resultar em quantidade muito pequena da substância. Nesse caso, avalia, a tendência seria aumentar a criminalização de simples usuários pegos com um pouco mais de droga.

Seletividade

Pela legislação, consumir drogas é crime, mas a pena se limita a medidas socioeducativas, sem prisão. Ainda assim, muitos usuários vão para a cadeia, como alegaram os convidados, seja por erro de aplicação da legislação seja por distorções que tendem a penalizar mais severamente pessoas pobres e negras.
Ainda segundo Leno, se adotado um limite de porte muito baixo, para se manter dentro da lei o usuário também será forçado a se dirigir mais frequentemente ao narcotraficante para se abastecer, o que aumentará sua exposição a riscos.
— O mais danoso seria a microcapilizarização do sistema de tráfico, com a promoção do aumento dos que estão na escala mais baixa na hierarquia do narcotráftico, pois seria necessário maior número de distribuidores para essa quantidade pequena — avalia.

Cultivo

Ainda segundo Leno, a mera regulamentação da importação de medicamentos com substâncias extraídas da Cannabis — como o canabidiol, usado em casos raros de epilepsia — não resolve o problema de quem precisa desses remédios. Segundo ele, importar representa um alto custo para as famílias e também para o Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, defende condições legais para o cultivo da matéria-prima e a fabricação de similares aqui mesmo no Brasil.
— Por isso, o projeto deve manter a importação, mas também atribuir à União poderes para regulamentar o plantio, o cultivo, a colheita e também o comércio da cannabis para fins medicinais.
Segundo o advogado Emílio Figueiredo, a legislação vigente já prevê a possibilidade de cultivo e produção para fins medicinais e científicos, mas a Anvisa nunca agiu para propor uma regulamentação. Como disse, a agência se limitou a regularizar as importações, inclusive de produtos que “desconhece”, enquanto as portas continuam fechadas para a produção e a pesquisa nacional.
— Se não mudar a política, vamos ficar a mercê das importações, pagando royalties ao exterior — comentou.

Álcool

Representantes de pastas ministeriais também participaram do debate, um deles Valencius Wurch Duarte Filho, coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde. Ele falou das estratégias de prevenção e cuidados para os usuários de drogas, por meio de programas e serviços que funcionam em parceria com estados e municípios. Citou uma rede de 2.382 Centros de Atendimento Psicosocial (CAPS), que cobrem hoje cerca de 1.600 municípios.
Do total de óbitos no país causados por substâncias que atuam no sistema nervoso, 97% são provocados pelo álcool, segundos dados oficiais citados por Duarte Filho.  Ele também enfatizou que dados de 2011 mostravam que 70% dos adolescentes já havia experimentaram álcool e 27% faziam uso regular de produtos alcoólicos.
Pelo Ministério da Educação (MEC), Leandro da Costa Fialho, coordenador-geral de Educação Integral, enfatizou a prevenção é o foco do trabalho da pasta. Salientou que existe o cuidado com abordagem sem “preconceitos ou falácias”, o que pode ser contraproducente diante de jovens. Reconheceu ainda que políticas de prevenção precisam ser articuladas como as áreas da saúde e social, vinculando também as famílias dos jovens e crianças.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Fonte: Agência Senado 

quinta-feira, 31 de março de 2016

“Mamógrafos móveis não são o bastante para prevenção ao câncer de mama”, alerta o presidente da FENAM, Otto Baptista

O Projeto de Lei que obriga ao SUS a fornecer as unidades móveis foi aprovado em caráter terminativo no Senado Federal 


                        Foto: Valéria Amaral 


O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá disponibilizar unidades móveis com mamógrafos e profissionais de saúde no interior do país, de forma a garantir acesso à mamografia às mulheres acima de 40 anos. Esse é o objetivo do Projeto de Lei do Senado (PLS)584/2015, aprovado nesta quarta-feira (30) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS ).

 “A nossa preocupação é que as unidades devem contar com uma equipe interdisciplinar, composta por radiologista e técnicos de radiologia, com uma estrutura de equipamentos adequados para que um laudo preciso oriente o diagnóstico do médico. Não podemos deixar que aconteça o mesmo que houve com o SAMU”, aponta o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e ginecologista, Otto Baptista, se referindo às ambulâncias do SAMU que ficaram encalhadas por falta de investimentos em recursos humanos pelas prefeituras.

Apesar de considerar relevante a mobilidade do exame nos locais onde não há assistência e prevenção do câncer de mama, a FENAM alerta a necessidade de implantação da mamografia digital, devido à qualidade da imagem e à precisão do exame.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo e, se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: Mariana Macrini / Edição: Valéria Amaral - 
31/03/2016

Senado - Hospitais poderão ter que oferecer locais adequados de repouso para enfermeiros

A relatora, senadora Vanessa Grazziotin, acredita que a proposta poderá resultar em melhoria da prestação de serviços de saúde à população
Hospitais e instituições de saúde públicas e privadas terão que oferecer condições adequadas de repouso, durante o horário de trabalho, aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e às parteiras. É o que estabelece o projeto de lei do Senado (PLS)597/2015, aprovado nesta quarta-feira (30) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Conforme o texto, os ambientes de repouso desses profissionais devem ser arejados e ter banheiro, móveis adequados e conforto térmico e acústico, além de espaço compatível com a quantidade de usuários.
Segundo o autor, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), a proposta visa preservar a integridade física dos profissionais de enfermagem e dos pacientes por eles atendidos.
A ausência de condições adequadas para o descanso dos enfermeiros, além de prejudicar a saúde desses trabalhadores, coloca em risco o bem-estar dos pacientes por eles atendidos, alega Raupp.
Para a relatora da matéria, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o projeto vai aprimorar o ambiente de trabalho dos profissionais de saúde e o resultado será uma melhoria da prestação de serviço à população.
— É preciso reconhecer que a fadiga do profissional de enfermagem tem o potencial lesivo de causar danos à integridade física e psíquica daqueles que necessitam dos serviços fornecidos pelas instituições de saúde — afirmou.
A proposta poderá seguir diretamente à análise da Câmara dos Deputados se não houver recurso para que seja votada também pelo Plenário do Senado.
Agência Senado 

Senado - Especialistas debateram formas de controle das doenças causadas pelo Aedes aegypti


Parlamentares e convidados debateram a Medida Provisória 712/2016, que estabelece ações de vigilância à saúde no combate ao mosquito Aedes aegyti, transmissor da dengue, zika e chicungunha. A expectativa de desenvolvimento de uma vacina nacional contra a dengue, que apresente os primeiros resultados em cerca de um ano e meio, também foi relatada.

Fonte: TV Senado

Senado - CAS aprova projeto que prevê direito do paciente a acompanhante




Os senadores da Comissão de Assuntos Sociais também aprovaram propostas que dispõem sobre maior acesso à mamografia e combate à discriminação no trabalho.
Fonte: TV Senado

terça-feira, 29 de março de 2016

Senado - CAS vota projeto que obriga SUS a oferecer unidades móveis de mamógrafo

Waldemir Moka é o relator do projeto sobre os mamógrafos móveis

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser obrigado a disponibilizar unidades móveis com mamógrafo e profissionais de saúde nas comunidades isoladas, de forma a garantir que as pessoas dessas localidades tenham acesso à mamografia. Esse é o teor do Projeto de Lei do Senado (PLS) 584/2015, que a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) vai analisar em reunião marcada para quarta-feira (30), às 9h. O projeto inclui a exigência na Lei 11.664/2008, com o objetivo de garantir o cumprimento de uma diretriz da mesma lei: que o SUS ofereça o exame a todas as mulheres a partir dos 40 anos.
A matéria é de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO). Ela argumenta que, apesar do aumento da oferta da mamografia no Brasil nos últimos anos, ainda "persiste a necessidade de desenvolver ações específicas para mulheres moradoras de áreas geográficas de difícil acesso". Segundo a senadora, as regiões mais interioranas do país e as periferias das grandes cidades são áreas, em geral, desprovidas de recursos tecnológicos e de profissionais de saúde capazes de prover a assistência integral à saúde de suas populações. Isso, acrescenta Lúcia Vânia, não é diferente quanto à mamografia.
O projeto conta com o apoio do relator, senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Ele lembra que "existem locais no território nacional em que o acesso é difícil e há baixa densidade demográfica, o que praticamente inviabiliza a instalação de serviços públicos". Moka também ressalta que "o câncer de mama é aquele que mais mata mulheres no Brasil, sendo responsável por cerca de 15% dos óbitos femininos por neoplasias malignas". Na visão de Moka, que é médico, as estratégias de detecção precoce da doença devem ser intensificadas. Se aprovado na comissão, o projeto seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.

Profissões

Na mesma reunião, a CAS vai analisar o projeto que regulamenta a profissão de físico (PLC 101/2012) e o que regulamenta a profissão de ecólogo (PLC 105/2013). Também estará na pauta o projeto (PLS 597/2015) que trata das condições de repouso dos profissionais de enfermagem durante o horário de trabalho.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência 
Fonte: Agência Senado

Senado - Médicos e CNE discutem proposta de retirada do termo bacharel dos diplomas

A proposta aprovada pelo Senado e pela Câmara depende da sanção presidencial                               para virar lei, mas a categoria e o Conselho Nacional de Educação discutem a  substituição
da expressão ‘bacharel em medicina’ por ‘médico’.

Fonte: TV Senado - 28/03/2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Senado - Entrevista: consultor do Senado explica a autorização para uso da fosfoetanolamina


Na semana passada o Senado aprovou o uso da pílula, que ainda não tem registro da Anvisa. Médicos e pacientes dizem que ela é capaz de regredir a atuação de alguns tipos de câncer, mas o uso da pílula ainda é controverso. Projeto segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: TV Senado

quinta-feira, 24 de março de 2016

Senado - Hospitais universitários podem passar emendas parlamentares destinadas à saúde



                             Foto: Agência Senado 


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (23) projeto de lei que promove ajustes na Lei Complementar 141/2012, que define os valores mínimos a serem aplicados em saúde por todas as esferas de governo. O objetivo é adequar essa norma às regras da Emenda Constitucional (EC) 86, que determina a execução obrigatória das emendas dos parlamentares ao Orçamento e obriga a União a gastar com saúde até 15% da receita corrente líquida, percentual a ser atingido em 2020.
Além das adaptações da lei à Emenda 86, o projeto (PLS 254/2015 – Complementar), do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), estabelece que despesas de hospitais universitários federais bancadas com dinheiro das emendas parlamentares serão computadas no cálculo dos gastos mínimos da União com saúde. Assim, será aberto caminho para que esses hospitais sejam atendidos com recursos da cota de emendas parlamentares obrigatoriamente destinadas a ações de saúde.

Ajustes

Pelo texto atual da LC 141/2012, ainda desatualizado, apenas despesas bancadas pelos fundos de saúde entram no cômputo do percentual mínimo que deve ser aplicado pela União em saúde. Com a vigência da Emenda 86, os parlamentares ficaram obrigados a direcionar 50% do valor de suas emendas ao orçamento federal para ações de saúde, com inclusão desses valores no cálculo mínimo dos recursos que a União deve destinar à saúde.
No caso dos hospitais universitários, ainda era necessário deixar claro que as despesas realizadas por essas entidades com verbas de emendas parlamentares poderiam ser igualmente computadas no cálculo dos gastos mínimos da União com saúde.
Valadares explica que, como os hospitais universitários têm atividades de ensino, pesquisa e extensão, além das de saúde, a lei não permite que seus gastos possam ser utilizados para fins de apuração do piso constitucional do setor. Esse impedimento desestimula emendas parlamentares em favor dos hospitais, dentro da cota de 50% obrigatoriamente atrelada a ações de saúde.
Tendo em vista as dificuldades financeiras por que passam esses hospitais, Valadares entende que eles devem ter acesso aos recursos vinculados à saúde.
O relator, senador Sérgio Petecão (PSD-AC), considera "louvável" a medida sugerida. A seu ver, os hospitais universitários serão de fato beneficiados caso o projeto de Valadares vire lei. O projeto seguirá agora para exame na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, depois, ao Plenário do Senado, para decisão final. Se aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado - 24/03/2016

quarta-feira, 23 de março de 2016

Senado - Debatedores defendem entrada forçada em residência no combate ao Aedes aegypti

Roque de Sá/Agência Senado
Participantes de audiência pública defenderam nesta terça-feira (22) a entrada forçada de agentes públicos em imóveis abandonados para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O assunto é discutido na comissão especial que analisa a Medida Provisória (MP) 712/2016, sobre o combate à epidemia.
Com o texto, fica permitida a entrada de agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, entre outros profissionais, desde que avalizada por autoridades do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, essa possibilidade é prevista na Constituição brasileira, desde que em casos de perigo público ou flagrante criminal.
O coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Evelim Coelho, destacou os reflexos positivos da medida no combate ao vetor.
— Aqueles municípios que não são visitados podem manter criadouros, inviabilizando todo o trabalho que foi feito nas redondezas. Ao ampliar a cobertura, teremos impactos na redução da transmissão dessas doenças — enfatizou.
Segundo ele, em Belo Horizonte (MG), 60% dos imóveis fiscalizados com o respaldo na MP tinham foco do mosquito, o que demonstra a importância e a necessidade desse trabalho em todos os imóveis da cidade.
Para a representante da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Amanda Borges de Oliveira, a iniciativa é importante, pois os criadouros do Aedes estão concentrados nos quintais das casas. Ela menciona relatório do Ministério da Integração que aponta para 17,8% (10 milhões) o número de imóveis fechados em que foi recusada a entrada de profissionais da saúde.
A vice-presidente de vigilância sanitária da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Lucimar Nascimento, também defendeu a ampliação de poderes dos agentes de saúde. Ela ressaltou que a medida facilita o controle da epidemia em cidades do entorno do Distrito Federal, onde 70% dos imóveis foram encontrados fechados durante as vistorias, em razão da ausência do morador que trabalha na capital ou por abandono.
Apesar de defender a medida, o deputado Mandetta (DEM-MS) acredita ser preciso definir regras para a entrada do agente. Em sua avaliação, isso protegeria a prefeitura de ações de eventuais danos patrimoniais movidas por proprietários.
— Tem que ter chaveiro, porque não se pode arrombar a casa; tem que ter duas testemunhas, para presenciar o trabalho do agente, que depois de fechar a casa, entregará a chave ao responsável — sugeriu o parlamentar.
Já o representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Fernando Monti, recomendou a inclusão do aval para a entrada forçada de agentes de saúde previsto no Projeto de Lei (PL) 1861/2015, que cria a Política Nacional de Combate à Dengue, à Chicungunha e à Zika, em análise na Câmara.
O representante da Federação Nacional dos Agentes de Saúde e Endemias (Fenasce), Luis Cláudio Celestino de Souza, também defendeu a MP.
— Todo o esforço hoje vai por água abaixo, e uma nova visita do agente só é agendada em dois meses ou mais — sustentou.

Responsabilidades

Durante a reunião, representantes sindicais apoiaram o texto do Executivo, mas criticaram norma do Ministério da Saúde que divide a responsabilidade pela epidemia entre o agente comunitário de saúde e o agente de combate a endemias. Para o diretor da Federação Nacional dos Agentes de Saúde e Endemias (Fenasce), a sobreposição de competências é ineficiente.
— O agente de combate a endemias já tem essa atribuição, por sua vez o agente comunitário de saúde continua fazendo suas visitas familiares e ainda tem de cuidar da dengue — afirmou.
O relator da MP, deputado Newton Cardoso Junior (PMDB-MG), reforçou que o texto deve ser votado até o final de abril. Ele disse que hoje seu trabalho se concentra na análise de mais de 200 emendas propostas ao texto da medida provisória. A comissão especial volta a se reunir na próxima quarta-feira (30).
Da Agência Câmara.
Agência Senado 

Senado - Especialistas defendem MP com medidas de combate ao Aedes aegypti


A comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 712/2016 realizou, na terça-feira (22), audiência pública com especialistas em saúde pública. Eles defenderam a MP que propõe ações mais firmes para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus Zika e da chicungunha. A Confederação Nacional dos Municípios, no entanto, disse haver dúvidas sobre as responsabilidades decorrentes das medidas. A proposta já recebeu mais de 100 sugestões na comissão mista de deputados e senadores.

Fonte: TV Senado

sábado, 19 de março de 2016

Senado - MP de combate ao Aedes aegypti recebe mais de cem emendas


A Medida Provisória 712/2016 prevê ações para o controle das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, o vírus Zika e a chicungunha. O tema foi discutido na quarta-feira (16) em audiência pública.

Fonte: TV Senado