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sexta-feira, 8 de abril de 2016

FENAM participa do Planejamento Estratégico do CNS

Na foto, o Dr. Marlonei Santos e a Secretária-Executiva do Conselho Nacional de Saúde, Neide Rodrigues, durante plenária 


                                      Foto: FENAM 

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) participou nos dias 7 e 8 de abril, em Brasília, da 2ª Oficina de Planejamento Participativo do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

O objetivo do evento é elaborar o plano estratégico do CNS para o período de 2016 a 2018, buscando fortalecer os órgãos de controle e a participação social do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na ocasião, 120 participantes entre conselheiros, assessores e técnicos do CNS discutiram em plenária os temas: Atualização da Missão do CNS; Sistematização da Análise de Ambiente do Conselho e Formulação de Ações de Enfrentamento. 

O conselheiro e secretário da FENAM, Marlonei Santos, participou do debate na reunião.

Fonte: Mayna Ruggiero/FENAM 

quinta-feira, 31 de março de 2016

“Mamógrafos móveis não são o bastante para prevenção ao câncer de mama”, alerta o presidente da FENAM, Otto Baptista

O Projeto de Lei que obriga ao SUS a fornecer as unidades móveis foi aprovado em caráter terminativo no Senado Federal 


                        Foto: Valéria Amaral 


O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá disponibilizar unidades móveis com mamógrafos e profissionais de saúde no interior do país, de forma a garantir acesso à mamografia às mulheres acima de 40 anos. Esse é o objetivo do Projeto de Lei do Senado (PLS)584/2015, aprovado nesta quarta-feira (30) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS ).

 “A nossa preocupação é que as unidades devem contar com uma equipe interdisciplinar, composta por radiologista e técnicos de radiologia, com uma estrutura de equipamentos adequados para que um laudo preciso oriente o diagnóstico do médico. Não podemos deixar que aconteça o mesmo que houve com o SAMU”, aponta o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e ginecologista, Otto Baptista, se referindo às ambulâncias do SAMU que ficaram encalhadas por falta de investimentos em recursos humanos pelas prefeituras.

Apesar de considerar relevante a mobilidade do exame nos locais onde não há assistência e prevenção do câncer de mama, a FENAM alerta a necessidade de implantação da mamografia digital, devido à qualidade da imagem e à precisão do exame.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo e, se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: Mariana Macrini / Edição: Valéria Amaral - 
31/03/2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

FENAM sela acordo com deputado Vanderlei Macris (PSDB/SP)


                                Foto: FENAM 


O diretor de Assuntos Jurídicos da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Eglif de Negreiros, se encontrou nesta terça-feira (1º/03) com o deputado Vanderlei Macris (PSDB/SP), em Brasília, para prestar solidariedade a PEC 001/2015. A proposta, de autoria do deputado, estabelece o financiamento da saúde de forma planejada em até 13 bilhões, o que representa um crescimento de 15% para 18% nos próximos anos para ações e serviços de saúde
 
Durante a audiência na Câmara dos Deputados, o diretor da FENAM demonstrou que esta é uma das bandeiras de luta da entidade e ressaltou a importância de mais investimentos na área da saúde. “A FENAM representa mais de 410 mil médicos. Acreditamos que esses projetos são essenciais para que o médico consiga exercer sua profissão de forma digna”, afirma.
 
Segundo o parlamentar, nos últimos dez anos o investimento do governo na área da saúde diminuiu, e isso penaliza não apenas os profissionais médicos, mas também toda a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS). “Por isso o apoio da FENAM é fundamental. Precisamos ser capazes de garantir um sistema funcionando para atender as necessidades da população brasileira”, ressalta o deputado.

Fonte: Mayna Ruggiero - 02/03/2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

FEAES - Saúde abre 15 vagas de residência em Medicina da Família e Comunidade

Estão abertas as inscrições para as vagas remanescentes do programa de residência médica conduzido pela Secretaria Municipal da Saúde e pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes). São oferecidas 15 vagas em Medicina de Família e Comunidade. As inscrições começaram nesta segunda (15) e seguem até a próxima quinta-feira (18).
Podem participar da seleção médicos graduados, assim como formandos, que tenham diploma e registro no conselho de Medicina. O programa é financiado pelo programa Pró-Residência, do governo federal, e terá duração de dois anos. Os residentes serão acompanhados por preceptores do SUS Curitiba.
Para concorrer às vagas do programa, o candidato deve preencher o formulário no site da www.feaes.curitiba.pr.gov.br e pagar uma taxa de R$ 300 até a próxima quinta-feira (18).
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3316-5985 ou pelo e-mail residencia@feaes.curitiba.pr.gov.br . Outros detalhes do processo seletivo também podem ser consultados no edital do concurso, disponível aqui.
Foto: Internet
Fonte: Assessoria de Imprensa - FEAES

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Câmara - Comissão de Finanças aprova criação do Banco de Prótese Mamária

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Deputados S - Z - Simone Morgado
Simone Morgado: a criação de um banco de próteses mamárias ajudará muitas mulheres 
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou a criação do Banco de Prótese Mamária, que será vinculado ao Núcleo de Atenção à Saúde da Mama e coordenado pelo Ministério da Saúde. A medida está prevista no Projeto de Lei 1285/11, do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ).
Pelo texto, as próteses mamárias serão adquiridas por meio de doações de empresas, entidades e pessoas físicas, e com recursos do Orçamento Geral da União. Os valores captados serão depositados em uma conta do Banco do Brasil vinculada ao Fundo Municipal de Saúde e poderão ser utilizados para pagamento de cirurgias da reconstituição da mama em mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que fizerem mastectomia para retirada parcial ou total da mama.
Segundo o autor, as mutilações físicas provocadas pelas intervenções cirúrgicas deixam sérias sequelas nas mulheres com câncer de mama, causando perda da autoestima e outros traumas psicológicos.
O parecer da relatora, deputada Simone Morgado (PMDB-PA), foi favorável à matéria. “A criação de um banco de prótese mamária certamente ajudará no combate a esta moléstia que afeta a vida de uma quantidade tão grande de mulheres”, disse.
De acordo com a parlamentar, a adoção da medida poderá ensejar ajustes na distribuição de recursos da área da saúde, mas não implicará necessariamente aumento dos gastos federais. Ela ressalta que as próteses mamárias e cirurgias reconstrutivas de mama já são cobertos pelo SUS.
Tramitação
A proposta será ainda analisada conclusivamente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Número de pessoas em tratamento contra HIV/aids aumenta 13% em um ano no Brasil



"Deixe a Camisinha Entrar na Festa" é o slogan da campanha lançada nesta quinta-feira na quadra da Mangueira.A  campanha  tem  foco  na  prevenção  de  doenças  sexualmente  transmissíveis       



















O Brasil tinha 81 mil pessoas tomando antirretrovirais no ano passado, 13% a mais do que em 2014. Os dados foram apresentados hoje (28) pelo Ministério da Saúde no lançamento da Campanha Nacional de Prevenção à DST/Aids para o Carnaval 2016, na quadra da Escola de Samba da Mangueira.

Segundo o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, antirretrovirais são medicamentos usados para impedir a multiplicação do vírus HIV no organismo. Eles não matam o vírus, causador da aids, mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico.

Nos últimos seis anos, o número de pessoas em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) praticamente dobrou, passando de 231 mil para 455 mil pessoas. O aumento da adesão aos medicamentos significa que a meta de supressão viral de 90% estipulada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) foi alcançada. Hoje, 91% dos brasileiros adultos vivendo com HIV/aids, em tratamento há pelo menos seis meses, já apresentam carga viral indetectável no organismo.

No entanto, a prevenção continua sendo a maior arma contra o avanço da doença. Com investimento de R$ 14 milhões, a campanha deste ano tem o slogan "Deixe a Camisinha Entrar na Festa", com ênfase no uso do preservativo para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, explicou que, embora seja uma ferramenta fundamental na prevenção, a camisinha não é a única. "A estratégia hoje é a prevenção combinada. O teste periodicamente é muito importante, mas tem também a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que chamamos carinhosamente de pílula dos 28 dias seguintes. Todas essas ações em conjunto é que nos ajudarão a controlar a epidemia de Aids."

A procura pela PEP aumentou muito desde que o acesso ficou mais fácil, em 2012. Mesquita ressaltou que o aumento não significa que as pessoas estejam substituindo a camisinha pelo tratamento. “A PEP é uma adição, não substitui a camisinha. São quatro comprimidos diferentes, é um medicamento pesado, que deve ser tomado por 28 dias, não é tarefa simples. Não há evidências, nem aqui, nem no restante do mundo, de que as pessoas façam substituição. A camisinha é muito mais simples", afirmou o médico.

Ele adiantou que, em breve, o aplicativo para celular da PEP, com orientações sobre o uso e os locais onde se pode adquirir o medicamento, estará também disponível no sistema iOS. Hoje já existe no Windows e no Android.
"Dá vergonha comprar"
Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde lança, na quadra da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, a campanha nacional de prevenção às DST/Aids com foco no carnaval (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Jovens  da  comunidade  da  Mangueira  querem  mais  campanhas  de  esclarecimento


Morador da Mangueira, o estudante Douglas Lopes, de 16 anos, participou do evento com colegas do clube de futebol da comunidade. Ele e os amigos admitiram que não se previnem com frequência, apesar de saberem da importância do uso da camisinha para evitar doenças. "Dá vergonha comprar", comentou.

"Alguns amigos dizem que é ruim no sexo", acrescentou Douglas, que defendeu a realização de mais campanhas de esclarecimento e mais acesso a camisinhas nas escolas. "Não conheço ninguém com aids, mas conheço meninas da minha idade que engravidaram, porque não se preveniram", disse o estudante.
O representante do Fórum ONGs HIV/Aids-RJ, Renato da Matta, cobrou das autoridades campanhas de conscientização constantes, e não apenas pontuais."Porque a aids não escolhe data", afirmou Matta. "Estados e municípios deveriam trabalhar com a informação o ano inteiro, pois a falta de informação ainda é um grave problema."
SUS oferece 22 medicamentos gratuitos
Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde lança, na quadra da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, a campanha nacional de prevenção às DST/Aids com foco no carnaval (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Durante  o  lançamento  da  campanha,  o  Ministério  da  Saúde  apresentou  dados como  o  da  queda  da
mortalidade  padronizada  por  aids  no  Brasil,  no  período  de  2003  a  2014      


















O percentual de brasileiros vivendo com HIV diagnosticado passou de 80% em 2012 para 83%, em 2014. Apesar do aumento, o Ministério da Saúde diz que a epidemia está estabilizada, com cerca de 40 mil novos casos por ano. O SUS oferece gratuitamente 22 medicamentos para pacientes soropositivos, sendo 11 produzidos no Brasil.

As três metas de tratamento 90-90-90 da Unaids têm como objetivo testar 90% das pessoas vivendo com HIV e aids, tratar 90% destas e que 90% tenham carga viral indetectável até 2020 em todo o mundo.

A Profilaxia Pós-Exposição é um procedimento que evita a proliferação do HIV, caso o medicamento seja tomado até 72 horas após a exposição ao vírus, como nos casos de sexo desprotegido. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, o ideal é que seja usado nas primeiras duas horas após a exposição ao risco. Ao todo, são 28 dias consecutivos de uso dos quatro medicamentos antirretrovirais previstos no novo protocolo (tenofovir + lamivudina + atazanavir + ritonavir).

Durante todo o ano passado, foram ofertados 42,3 mil tratamentos para PEP. Nesta quinta-feira, entra no ar, no portal do Ministério da Saúde, uma nova área sobre a PEP com informações customizadas para o usuário do SUS, profissionais e gestores estaduais e municipais de saúde. O conteúdo incluirá a lista das 515 unidades de saúde que ofertam a PEP.

Fotos: Tânia  Rêgo/Agência  Brasil
Fonte: Agência Brasil






segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

SUS incorpora remédio para comportamento agressivo em adultos com autismo

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (18) no Diário Oficial da União incorpora o uso da risperidona no tratamento de comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2014, a pasta já havia anunciado a incorporação do remédio para tratar sintomas de autismo em crianças. A distribuição da droga, nesse caso, começou no ano passado. O medicamento também já é utilizado na rede pública para outros fins, como no tratamento de transtorno bipolar.

De acordo com a pasta, o autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como a risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a síndrome. No Brasil, o número é próximo de 2 milhões de pessoas.

A inclusão de medicamentos no SUS obedece a regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que exige comprovação da eficácia, do custo-efetividade e da segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada.

Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para ficar disponível ao paciente.


Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Câmara - CCJ aprova PEC que obriga União e estados a custear despesa médica por ordem judicial

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 264/13, do deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG), que obriga os governos federal e estadual a dividirem os custos de medicamentos e internações hospitalares adquiridos pelos municípios por ordem judicial.
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Rodrigo Pacheco
Rodrigo Pacheco apresentou parecer favorável ao texto
A proposta recebeu parecer favorável do relator, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
De acordo com o texto, o governo federal terá que bancar 75% dos custos com remédios e despesas hospitalares determinados pela Justiça. Os estados e o Distrito Federal assumirão os outros 25%.
O autor da proposta alega que a medida “equilibra as responsabilidades financeiras entre os entes integrantes do Sistema Único de Saúde que possuem maior capacidade financeira”.
Luiz Fernando Faria ressalta que ações judiciais de particulares reivindicam dos municípios o custeio de medicamentos não encontrados na rede de farmácia básica, além de despesas médicas e hospitalares. Essas ações, segundo o deputado, criam despesas que, na maioria das vezes, desfalcam o orçamento municipal e até mesmo superam o limite de gastos obrigatórios com saúde.
Tramitação
Aprovada pela CCJ em novembro, a PEC 264 ainda será analisada por uma comissão especial de deputados, criada especialmente para esse fim. Se aprovada, terá que passar por dois turnos de votação no Plenário da Câmara, antes de ir para o Senado.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Fonte: Agência

sábado, 12 de dezembro de 2015

Sem recursos, hospital universitário no Rio pode fechar na próxima quarta

O orçamento apertado das universidades federais do Rio de Janeiro tem efeito direto nos hospitais universitários do estado. O Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), precisa de um repasse de R$ 4 milhões até a próxima quarta-feira (16) para não fechar as portas, conforme informou o diretor da unidade Fernando Ferry.

O hospital já fechou 106 leitos e não recebe novos pacientes. Segundo Ferry, a unidade precisa de R$ 6 milhões mensais para o funcionamento pleno. “O repasse atual gira em torno R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões por mês”, diz. Cerca de 3,8 mil pacientes com Aids estão em tratamento no Gaffrée e Guinle, que é referência nacional para casos de HIV. Entretanto, Ferry alertou que o atual financiamento não permite que a unidade continue a tratar casos de alta complexidade.

Na última quarta-feira (9), residentes, médicos e trabalhadores terceirizados do Gaffrée e Guinle fizeram uma manifestação em frente à unidade, na Tijuca, na zona norte do Rio. De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SINMED/RJ), Sara Padron, a manifestação foi para alertar à população os problemas enfrentados no hospital.
Após repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), a dívida do caiu de R$ 16 milhões para cerca de R$ 13 milhões. “O dinheiro chegando, eu consigo fazer as coisas funcionarem. Mas ainda estou devendo muito”, disse Ferry.

“O cenário é grave porque leitos podem ser fechados. O hospital como um todo está ameaçado porque as verbas são insuficientes. Onde que um país relega a segundo plano o saber? O saber voltado para o tratamento da população? Eu acho que o rumo da saúde pública neste país está muito ruim. A gente vai lutar contra o sucateamento da saúde”, criticou Sara.

A crise também afeta outros hospitais universitários no Rio de Janeiro. No último dia 27, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Pablo Vazquez, afirmou, em audiência pública, que os hospitais universitários do estado estavam à beira do fechamento.

Por meio de nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que, por ser um hospital universitário federal, a unidade recebe recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O dinheiro vem dos Ministérios da Educação e da Saúde. Por meio desse programa, em 2015, foram repassados, até o momento, R$ 5.254.189,76 ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Médicos residentes farão paralisação nacional a partir desta terça-feira (8)


                                         Foto: Divulgação 


Os médicos residentes farão uma paralisação nacional, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (8), a partir das 7h, horário de Brasília. Esta decisão partiu da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), após reunião com os representantes de várias unidades federativas realizada no último dia 2, e análise da consulta pública virtual com todos os médicos residentes e resultados das assembleias locais e estaduais do país.
 
Entre as reivindicações estão o aumento da representação das entidades médicas na composição da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e fim da câmara recursal e  a fiscalização imediata de todos os programas de residência do país para garantir a qualidade destes, antes da abertura de novas vagas

Leia na íntegra a pauta da convocação para a paralisação: 
Considerando que a Residência Médica configura-se como pilar estruturante do SUS tanto para formação de quadros para assistência quanto para atendimento a população, a Associação Nacional dos Médicos Residentes – ANMR informa que, após reunião com os representantes de várias unidades federativas em 02/12/15 e análise da consulta pública virtual com todos os médicos residentes e resultados das assembleias locais e estaduais do país, delibera:
  1. Paralisação Nacional dos Médicos Residentes por tempo indeterminado de início em 08/12/15, terça-feira, às 7 horas do horário de Brasília;
  2. Realização de manifestações em todos os estados e hospitais em que atuem médicos residentes, levando em consideração as características locais e regionais, mas que destaquem o motivo principal da paralisação como sendo o melhor atendimento à população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS), a busca pela qualidade da formação médica e a valorização residência médica no Brasil;
  3. Em paralelo as negociações nacionais, solicitamos que as associações locais levantem as pautas locais para negociar com as autoridades do serviço e que as associações estaduais façam analogamente levantamento das pautas estaduais para negociação com os governos estaduais;
Em relação as propostas enviadas pelo Governo Federal em 16/11/2015, a paralisação por tempo indeterminado se justifica até que se cumpra:
  1. Alteração imediata da composição da Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM conforme proposta da ANMR de 18/10/15 e fim da Câmara Recursal;
  2. Plano de avaliação adequada de todos os programas de Residência Médica que não tenham sido avaliados com presença de especialista da área e representante dos residentes. Interrupção imediata da abertura de novas vagas ou ampliação de programas já existentes até o fim da avaliação dos programas de residência médica em funcionamento hoje. Delimitação de um plano nacional estratégico de ampliação de vagas de residência conforme as necessidades de cada especialidade em cada região do país com ampla, efetiva e deliberativa participação dos médicos residentes e entidades médicas. Revisão do instrumento de avalição dos programas de residência com participação das entidades médicas e médicos residentes;
  3. Levantamento dos dados da situação financeira dos últimos 5 (cinco) anos das instituições que ofereçam programas de residência médica a ser realizado no prazo de 3 (três) meses e analisado em prazo idêntico. O Governo Federal deverá propor soluções às instituições que apresentarem cortes nos orçamentos;
  4. Correção inflacionaria do valor da bolsa de Residência Médica desde março de 2013, último reajuste, até dezembro de 2015 de acordo com o índice de variação dos custos dos gastos IPCA do período, acrescido do aumento de 5,5% oferecido aos servidores públicos federais. Previsão em lei de data de reajuste da bolsa de residência médica em março de cada ano corrente de valor mínimo correspondente à inflação acumulada do ano anterior;
  5. Garantia de que a reposição do tempo paralisado não atrase o fim dos programas de Residência Médica.
Além das pautas supracitadas, consideradas essenciais para o bom andamento do Movimento, solicitamos o seguimento das propostas e cronogramas das alíneas “e” a “i” do Ofício nº 246/2015 GAB/SESu/MEC de 16/11/2015.
Conforme parecer no 20/2002 do Conselho Federal de Medicina, esta comunicação é feita com 72 horas de antecedência do início da paralisação. Ainda, conforme orientação do CFM, será mantida escala mínima de 30% do quadro habitual de médicos residentes nas unidades de urgência, emergência e UTIs, além dos plantões de intercorrências nas enfermarias. As demais atividades estarão suspensas.
Reforçamos que o movimento descrito tem respaldo ético-legal, portanto, autores de eventuais constrangimentos, penalizações ou coerções aos residentes por participarem da mobilização serão denunciados ao respectivo Conselho Regional de Medicina.
Na escala reduzida, os serviços deverão redimensionar o número de atendimentos para o número de médicos contratados. Casos em que os residentes sejam constrangidos a realizar carga de trabalho correspondente ao número total de residentes também serão encaminhados para averiguação ético-legal.
Ressaltamos que não é desejo de nenhum dos médicos residentes manter a paralisação por um período longo, mas a situação atual da saúde pública e da residência médica exigem ações mais incisivas.
A Residência Médica representa um projeto de união entre saúde e educação, portanto, imaginar que é um assunto à margem do momento atual do país é se abster das diretrizes que tem potencial para fortalecimento do Brasil em longo prazo. Lembramos que o Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica proposto pela ANMR é uma ação suprapartidária que já se desenvolve há 4 (quatro) meses e não é movido por questões circunstanciais da política nacional.
Todos nós somos independentes, e dentro do nosso livre arbítrio, decidimos lutar por um SUS digno para a população e por uma residência médica de qualidade.
Seguiremos juntos pelo SUS e Residência Médica de qualidade!

Fonte: Valéria Amaral *Com informações da ANMR - 07/12/2015


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

15ª CNS - Maior conferência de saúde do Brasil reúne profissionais, gestores e usuários do SUS


Ministro Marcelo Castro participa da abertura da 15ª Conferência Nacional de Saúde e destaca a participação popular

“O SUS é a maior política pública de justiça social, de direitos humanos e sociais do Brasil. E as conferências nacionais de saúde são a expressão da força da sociedade”. A afirmação do ministro da Saúde, Marcelo Castro, permeia os temas em discussão na 15ª Conferência Nacional de Saúde (15ª CNS), aberta na noite desta terça-feira (1º), em Brasília (DF). E o espelho da participação popular nos debates da saúde pública é formado pelos trabalhadores da saúde, gestores públicos e usuários do SUS entre estudantes, aposentados, população do campo, representantes de movimentos LGBT, de defesa da igualdade racial, dos povos indígenas e quilombolas, entre outros, que debatem até a próxima sexta-feira (4) os rumos do Sistema Único de Saúde.

“O Conselho Nacional de Saúde é a participação viva da sociedade nas decisões tomadas pelo Estado no interesse geral da saúde. É a participação popular no exercício do poder político”, disse em seu discurso o ministro, que também participou da mesa de abertura do evento, nesta quarta-feira (2).


A 15ª CNS é a etapa central de um processo que mobilizou ao longo de 2015 mais de 1 milhão de brasileiros em todo o país, segundo informou a presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza. De acordo com ela, foram realizadas 5 mil conferências municipais desde abril. Dezessete estados mobilizaram 100% de seus municípios em torno dos oito eixos temáticos da conferência, com discussões que resultaram em mais de mil propostas trazidas ao fórum central de debates.

Da solenidade de abertura também participaram os governadores do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg e do Piauí, Wellington Dias; o secretário municipal de Saúde de São Paulo e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o médico sanitarista e ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, a ex-ministra da Saúde da Bolívia, Nila Heredia, o representante da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS), Joaquim Molina, a presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Maria Emília Pacheco, o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira, o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, João Reis, e o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara de Deputados, deputado Antonio Brito.

Saxofone e percussão – A solenidade de abertura da 15ª Conferência Nacional de Saúde teve momentos marcantes. As bandeiras de todos os estados, do Brasil e do SUS entraram no auditório conduzidas pelos soldados do 1º regimento de cavalaria de guardas, os Dragões da Independência. Em seguida, o Hino Nacional foi executado ao saxofone pelo farmacêutico Álvaro Stether. A cantora e servidora do Ministério da Saúde, Tereza Lopes, declamou um texto do escritor uruguaio Eduardo Galeano. O som percussivo do grupo brasiliense Batalá levantou o auditório.

Avanços - Evento criado em 1937, as conferências nacionais de saúde têm desempenhado importante papel nos avanços alcançados pela saúde pública brasileira. As bases para a criação do SUS foram estabelecidas na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, e depois consolidadas na Constituição Federal de 1988. Importantes estratégias de saúde pública do país, como SAMU, Rede Cegonha e programa Saúde da Família tiveram suas sementes lançadas em conferências nacionais, que ocorrem a cada quatro anos. Este ano o tema é “Saúde pública para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”.


Os oito eixos temáticos que norteiam os debates da conferência nacional são “Direito à saúde, garantia de acesso e atenção de qualidade”; “Participação e controle social”; “Valorização do trabalho e da educação em saúde”; “Financiamento do SUS e relacionamento público-privado”; “Gestão do SUS e modelos de atenção à saúde”; “Informação, educação e política de comunicação do SUS”, “Ciência, tecnologia e inovação no SUS” e “Reformas democráticas e populares do Estado”.


A íntegra da programação pode ser acessada aqui.


Serviço:


15ª Conferência Nacional de Saúde



Tema: “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: direito do povo brasileiro”
Data: 1º a 4 de dezembro (quarta a sexta)
Horário: 9h às 19h (de terça a sexta-feira)
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Eixo Monumental, Brasília (DF)


Fonte: Ministério da Saúde

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Into amplia atendimento domiciliar aos pacientes ortopédicos do SUS


O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) ampliou em 10% o número de novos pacientes no serviço de atenção domiciliar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em relação ao ano passado. Especialistas das áreas médica, enfermagem, farmacêutica e reabilitação estarão reunidos nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, durante o I Encontro da Câmara Técnica de Desospitalização dos Institutos e Hospitais Federais do Rio de Janeiro, para debater como o atendimento especializado pode beneficiar ainda mais pacientes em casa.

“Buscamos formas no SUS de liberar mais rapidamente os leitos hospitalares, uma questão crítica em qualquer lugar. Quanto menor o tempo de hospitalização, mesmo em casos de cirurgias de alta complexidade como as que realizamos aqui no Into, menor o risco de infecção hospitalar”, pondera o diretor-geral do Into, João Matheus Guimarães.

Mesmo com a mudança da sede do Into e a ampliação de leitos – hoje somam 321 –, o Instituto atua pela liberação ágil das internações para que mais cirurgias possam ser realizadas. De janeiro a outubro, houve 7.444 cirurgias – com uma média diária de 50 procedimentos, 56% superior ao ano passado. Apesar da greve ocorrida neste segundo semestre, a instituição manteve a meta acordada com a Justiça Federal de realizar 10,5 mil cirurgias em 2015. Em 2014, foram 7.560.

O Into, órgão do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, é referência nacional no atendimento de alta complexidade em ortopedia pelo SUS e recebe pacientes de todo o país. Hoje, 38,2% das cirurgias realizadas são consideradas de alta complexidade. Ou seja, demandam não apenas tempo prolongado de execução e de internação, como também alto nível de capacidade técnica.

ATENÇÃO DOMICILIAR – A atenção domiciliar é assegurada pelo Ministério da Saúde por intermédio do programa Melhor em Casa. “A articulação da rede, que vamos tratar no encontro, é fundamental para a garantia de uma assistência humanizada ao usuário do SUS”, ressalta a chefe da Área de Atenção Domiciliar do Into, Cláudia Mendes de Araújo.

O Into mantém neste momento 180 pacientes em atenção domiciliar. O serviço é prioritariamente prestado a pessoas recém-operadas no joelho, quadril, coluna e trauma (fratura), com necessidade de orientações sistemáticas sobre a terapia com medicamentos, cuidados com as feridas operatórias, fisioterapia e exercícios de reabilitação em casa.

Em 2015, 636 novos pacientes da instituição já receberam visitas regulares de equipes formadas por enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais do Into em casa. No ano passado, o serviço beneficiou 672 pacientes do Instituto.

ENCONTRO –A desospitalização é o foco dos debates que ocorrem entre segunda e terça-feira (30/11 e 1º/12), na sede do Instituto, no Rio de Janeiro. O encontro terá a participação de representantes dos seis hospitais federais e dos institutos nacionais de Câncer (Inca) e de Cardiologia (INC), além do próprio Into e de prefeituras. Mais informações no site: www.into.saude.gov.br.


Fonte: Assessoria de Imprensa do Into

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Ministério da Saúde destina R$ 99 milhões para serviços de nefrologia

Recursos irão possibilitar que os 26 estados e o Distrito Federal ampliem o atendimento em serviços como diálise e hemodiálise
O Ministério da Saúde está liberando mais R$ 99 milhões para que estados e municípios possam aprimorar os serviços de nefrologia oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O novo montante redefine o valor anual do teto de média e alta complexidade destinado à área, alcançando R$ 2,7 bilhões. Os recursos serão repassados aos 26 estados e o Distrito Federal para o acompanhamento e o custeio do tratamento de pacientes renais crônicos em diferentes estágios na rede pública de saúde. A liberação dos novos recursos consta na portaria nº 1.744.
Os principais serviços oferecidos pelo SUS para tratamentos de nefrologia são hemodiálise (incluindo para portadores de HIV e pacientes pediátricos), diálise e tratamentos de insuficiência renal crônica e da pielonefrite, além de manutenção e acompanhamento domiciliar de paciente submetido à diálise.
Desde 2010, a população já realizou 68,6 milhões de procedimentos. No período, o Ministério da Saúde disponibilizou mais de R$ 15 bilhões para o custeio desses procedimentos. Além disso, em todo o País, há mais de 23 mil equipamentos para a realização da diálise.
O Ministério da Saúde habilitou - no ano passado -, 11 novos estabelecimentos para assistência em nefrologia, totalizando 702 em todo o país – 7,6 a mais que o total em 2010 (652).
Levantamento publicado no ano passado estima que 104 mil pacientes são mantidos em serviços de diálise na rede pública de saúde, sendo que 92% desse total fazem hemodiálise e 8% em diálise peritoneal. O SUS oferece atenção integral aos usuários com problemas renais, incluindo a oferta de medicamentos e de exames complementares.
TRANSPLANTES – Os pacientes renais crônicos podem contar também com a rede de atendimento em transplantes formada, atualmente, por 27 Centrais Estaduais de Transplantes (todos os estados e Distrito Federal), além de Câmaras Técnicas Nacionais, 510 Centros de Transplantes, 1.113 equipes de Transplantes e 70 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs). Entre 2010 e 2014, houve aumento de 4,9% na quantidade de serviços habilitados pelo Ministério da Saúde para realizar transplantes no país, passando de 740 para 776.
FATORES DE RISCO – A hipertensão arterial e o diabetes são os principais fatores de risco modificáveis para doenças crônicas não transmissíveis. O diabetes é a segunda causa de início em diálise em estágios mais avançados (doença renal crônica terminal). O diagnóstico da doença nem sempre resulta em complicação renal, se for adotado um estilo de vida saudável, sem fumo ou álcool e com a prática de atividade física regular.

Por Diogo Caixote, da Agência Saúde 

Ministério da Saúde libera R$ 5,7 mi para Santas Casas

Investimento beneficia 186 instituições de 17 estados. Recursos serão repassados pelo Fundo Nacional de Saúde às entidades


Para reforçar e qualificar os serviços oferecidos à população pelas santas casas e entidades filantrópicas, o Ministério da Saúde repassará R$ 5,7 milhões para 186 instituições, localizadas em 17 estados. As instituições serão beneficiadas pelos recursos arrecadados a partir dos concursos da Timemania realizados pela Caixa Econômica Federal, que destina 3% da arrecadação total dos jogos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
“Essa injeção de recursos visa garantir a continuidade dos serviços prestados por essas instituições. O Ministério da Saúde reconhece o importante papel das unidades filantrópicas para a assistência dos SUS e tem reunido esforços para a sustentabilidade, expansão e qualificação dos serviços”, ressalta o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

“Muita gente tem perdido a vida por que não tem oportunidade de tratamento”, denuncia o secretário da FENAM, Jorge Darze


A esperança de mudar o Sistema Único de Saúde (SUS), que está mergulhado numa crise sem precedentes, foi o tema da audiência pública em Recife. O debate foi promovido pela vereadora Vera Lopes. Confira na íntegra as denúncias apresentadas pelo secretário de Comunicação da FENAM, Jorge Darze.




Fonte: FENAM TV

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

FENAM alerta: SUS passa por grave crise e põe em risco a saúde do povo brasileiro


Foto: FENAM 

Através de nossa representação no Conselho Nacional de Saúde tomamos conhecimento do Relatório da COFIN-Comissão de Financiamento daquele órgão com relação aos recursos disponíveis no orçamento do SUS para o final de 2015 e a projeção do orçamento para 2016, o resultado é assustador e extremamente preocupante. O déficit no orçamento para fechar as contas até 31 de dezembro de 2015 é de 9 bilhões e 400 milhões de reais, deste montante 5 bilhões e 200 milhões seriam repasses aos Estados e Municípios o restante para custeio dos programas do SUS. Para 2016 de um orçamento do SUS em torno de 115 bilhões, o déficit projetado é de 16 bilhões de reais. Estes déficits além de repercutirem na atenção básica e nas emergências, atingem diretamente os seguintes programas:
 
1) a MAC( Média e Alta Complexidade), com grave repercussão na oncologia(diagnóstico e tratamento). Os cortes nesta delicada área trazem sério prejuízo e sofrimento aos pacientes;
 
2) farmácias populares;
 
3) a prevenção contra o HPV;
 
4) programa da Hepatite A, voltada para as crianças;
 
5) a DTP para gestantes, prevenindo a difteria, tétano e coqueluche;
 
6) tratamento para todos os pacientes com HIV positivo, independente da contagem de CD4;
 
7) profilaxia Antirretroviral, Pós-Exposição ao HIV;
 
8) nova terapia para pacientes com diagnóstico de Hepatite C;
 
Analisando os dados acima concluímos que o SUS criado há 25 anos como um sistema avançado e que resolveria em muito os problemas de saúde no Brasil, tem se mostrado neste período insuficiente e em crise permanente, com poucas áreas de qualidade e resolutivas.  Os gestores nos níveis Federal, Estadual e Municipal insistem em declarar que os problemas do SUS são de origem apenas no subfinanciamento, negando a existência de problemas de gestão em vários locais. Esta afirmação soa mais como despiste ou medo de assumir suas responsabilidades. É evidente que os problemas são de gestão e de subfinanciamento, fazendo com que se faça um paralelo com a fábula do ovo e da galinha, qual surgiu primeiro, estamos convictos que os dois, geneticamente, surgiram juntos. O pior de tudo é que o governo entende que somente se resolverá o problema com aumento de impostos que não seriam direcionados para ASPS-Ações e Serviços Públicos de Saúde, principalmente a CPMF, contribuição a qual já tivemos experiência e não foi destinada na sua totalidade para a saúde. Não fala o governo nos cortes que foram feitos na saúde, aproximadamente 13 bilhões de reais nos últimos meses, cortes que eles chamam de contingenciamento, para cobrir déficit do caixa único do governo. Enquanto o SUS tende a entrar em colapso total e só não vai à falência porque é público, nós médicos vamos continuar a atender a população na maioria das vezes em condições precárias e com remuneração injusta e indigna. 
 
A FENAM entende que o SUS não é o espaço, nem contábil e nem  moral para efetuar cortes de recursos. Estes atos são inumanos e atingem diretamente a vida das pessoas. O argumento do governo de o ajuste fiscal e o aumento de impostos é necessário para que no curto prazo ocorra um equilíbrio econômico e com isso a situação da saúde melhore é falacioso e ignóbil, pelo simples fato de que neste período as pessoas vão adoecer e morrer pela ausência de um atendimento humanitário. 
 
A FENAM em nome dos médicos brasileiros e com a sua responsabilidade social vem a público denunciar esta situação, na defesa da sociedade e no resguardo do trabalho dos médicos que mesmo em situação precária continuarão a exercer a medicina com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. 
 
Para encaminhar solução aos problemas do SUS a Federação Nacional dos Médicos-FENAM, se alia a algumas propostas em curso:
 
1) Imediata suspensão dos cortes(contingenciamento) com recomposição do orçamento do SUS;
 
2) Recomposição do orçamento de 2015 do Ministério da Saúde, denunciando tanto os efeitos deletérios sobre a assistência à saúde do corte de 12,9 bilhões de reais, como a não compensação prevista pela Lei Complementar nº 141/2012 dos Restos a Pagar cancelados em 2012 e 2013, equivalente ao total de 2,5 bilhões de reais (em valores nominais), que deveriam ter sido gastos adicionalmente ao valor da aplicação mínima até o final de 2014; 
 
3) Exclusão imediata da DRU (Desvinculação das Receitas da União) por se tratar de fonte indispensável para o financiamento da seguridade social, modificando a PEC 87/2015 que prorroga esta desvinculação até 2023 e aumenta de 20% para 30% a retenção da receita arrecadada pertencente ao Orçamento da Seguridade Social;
 
4) a aplicação dos recursos do Pré-Sal, retomando condição de adicional ao valor da aplicação mínima em ASPS nos termos disciplinados originalmente pelo artigo 4o, da Lei 12.858/2013;
 
5) ampliação da alíquota sobre a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido(CSLL) para instituições financeiras dos atuais 9% para 18%, destinada a ASPS;
 
6) criação de uma contribuição sobre as grandes transações bancárias com destinação para a seguridade social; 
 
7) retomada da mobilização social da proposta Saúde+10, isto é, 10% da Receita Corrente Bruta para aplicação em ASPS;
 
8) taxação sobre as grandes fortunas(a classe média é quem paga I.Renda), com destinação para a seguridade social;
 
9) elevação da taxação sobre comercialização de bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco com destinação para a seguridade social;
 
10) revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal em relação as limitações com gastos de pessoal vinculados as ASPS, pois estas limitações tem sido um estímulo as terceirizações, prejudicando em muito o acesso através do Concurso Público e o Plano de Carreira.


Fonte: Diretoria da FENAM 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Câmara - Serviço civil obrigatório no SUS tramita na Câmara dos Deputados


Foto: Divulgação 


O Projeto de Lei nº 2.598, de 2007, de autoria do Deputado Geraldo Resende (PMDB/MS), arquivo abaixo, tem por objetivo instituir a obrigatoriedade da prestação de serviços remunerados, em comunidades carentes, aos estudantes de Medicina, Odontologia, Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Psicologia e Terapia Ocupacional que concluírem a graduação em instituições públicas de ensino ou em quaisquer outras instituições de ensino custeadas por recursos públicos.
 
        Na Comissão de Seguridade Social e Família - CSSF, sofreu complementação de voto no artigo 3º, parágrafo 1º, substituindo a "duração de 24 (vinte e quatro) meses" por "duração de 12 (doze) meses". Na Comissão de Educação foram apresentadas e aprovadas 2 subemendas modificativas, com seguinte teor:  
   
        Modifique-se o art. 1º do substitutivo:
 
        Art. 1° - Fica instituído o Serviço Civil, de caráter compulsório, para profissionais da área de saúde, das carreiras de Medicina, Odontologia, Enfermagem, Farmácia, Nutrição, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Psicologia, Biomedicina, Serviço Social e Terapia Ocupacional, que concluírem a graduação em instituições públicas de ensino, ou em qualquer outra instituição, desde que a graduação do profissional tenha sido custeada por recursos públicos, como forma de contrapartida social, sem prejuízo para o Serviço Militar. (NR).
 
        Modifique-se o art. 16 do substitutivo:
 
      Art. 16 - O disposto na presente Lei não será aplicado aos profissionais que cursarem faculdades ou universidades públicas tão somente para especialização, mestrado ou doutorado, bem como aos egressos de cursos de áreas da saúde, participantes do Programa Mais Médicos ou residentes com atuação nas áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde (NR).
 
       A proposta em tela está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, sob a relatoria do Deputado Félix Mendonça Júnior (PDT/BA).
 
 

Fonte: Agência Câmara Notícias - 29/09/2015