Mostrando postagens com marcador ANMR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANMR. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Médicos residentes farão paralisação nacional a partir desta terça-feira (8)


                                         Foto: Divulgação 


Os médicos residentes farão uma paralisação nacional, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (8), a partir das 7h, horário de Brasília. Esta decisão partiu da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), após reunião com os representantes de várias unidades federativas realizada no último dia 2, e análise da consulta pública virtual com todos os médicos residentes e resultados das assembleias locais e estaduais do país.
 
Entre as reivindicações estão o aumento da representação das entidades médicas na composição da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e fim da câmara recursal e  a fiscalização imediata de todos os programas de residência do país para garantir a qualidade destes, antes da abertura de novas vagas

Leia na íntegra a pauta da convocação para a paralisação: 
Considerando que a Residência Médica configura-se como pilar estruturante do SUS tanto para formação de quadros para assistência quanto para atendimento a população, a Associação Nacional dos Médicos Residentes – ANMR informa que, após reunião com os representantes de várias unidades federativas em 02/12/15 e análise da consulta pública virtual com todos os médicos residentes e resultados das assembleias locais e estaduais do país, delibera:
  1. Paralisação Nacional dos Médicos Residentes por tempo indeterminado de início em 08/12/15, terça-feira, às 7 horas do horário de Brasília;
  2. Realização de manifestações em todos os estados e hospitais em que atuem médicos residentes, levando em consideração as características locais e regionais, mas que destaquem o motivo principal da paralisação como sendo o melhor atendimento à população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS), a busca pela qualidade da formação médica e a valorização residência médica no Brasil;
  3. Em paralelo as negociações nacionais, solicitamos que as associações locais levantem as pautas locais para negociar com as autoridades do serviço e que as associações estaduais façam analogamente levantamento das pautas estaduais para negociação com os governos estaduais;
Em relação as propostas enviadas pelo Governo Federal em 16/11/2015, a paralisação por tempo indeterminado se justifica até que se cumpra:
  1. Alteração imediata da composição da Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM conforme proposta da ANMR de 18/10/15 e fim da Câmara Recursal;
  2. Plano de avaliação adequada de todos os programas de Residência Médica que não tenham sido avaliados com presença de especialista da área e representante dos residentes. Interrupção imediata da abertura de novas vagas ou ampliação de programas já existentes até o fim da avaliação dos programas de residência médica em funcionamento hoje. Delimitação de um plano nacional estratégico de ampliação de vagas de residência conforme as necessidades de cada especialidade em cada região do país com ampla, efetiva e deliberativa participação dos médicos residentes e entidades médicas. Revisão do instrumento de avalição dos programas de residência com participação das entidades médicas e médicos residentes;
  3. Levantamento dos dados da situação financeira dos últimos 5 (cinco) anos das instituições que ofereçam programas de residência médica a ser realizado no prazo de 3 (três) meses e analisado em prazo idêntico. O Governo Federal deverá propor soluções às instituições que apresentarem cortes nos orçamentos;
  4. Correção inflacionaria do valor da bolsa de Residência Médica desde março de 2013, último reajuste, até dezembro de 2015 de acordo com o índice de variação dos custos dos gastos IPCA do período, acrescido do aumento de 5,5% oferecido aos servidores públicos federais. Previsão em lei de data de reajuste da bolsa de residência médica em março de cada ano corrente de valor mínimo correspondente à inflação acumulada do ano anterior;
  5. Garantia de que a reposição do tempo paralisado não atrase o fim dos programas de Residência Médica.
Além das pautas supracitadas, consideradas essenciais para o bom andamento do Movimento, solicitamos o seguimento das propostas e cronogramas das alíneas “e” a “i” do Ofício nº 246/2015 GAB/SESu/MEC de 16/11/2015.
Conforme parecer no 20/2002 do Conselho Federal de Medicina, esta comunicação é feita com 72 horas de antecedência do início da paralisação. Ainda, conforme orientação do CFM, será mantida escala mínima de 30% do quadro habitual de médicos residentes nas unidades de urgência, emergência e UTIs, além dos plantões de intercorrências nas enfermarias. As demais atividades estarão suspensas.
Reforçamos que o movimento descrito tem respaldo ético-legal, portanto, autores de eventuais constrangimentos, penalizações ou coerções aos residentes por participarem da mobilização serão denunciados ao respectivo Conselho Regional de Medicina.
Na escala reduzida, os serviços deverão redimensionar o número de atendimentos para o número de médicos contratados. Casos em que os residentes sejam constrangidos a realizar carga de trabalho correspondente ao número total de residentes também serão encaminhados para averiguação ético-legal.
Ressaltamos que não é desejo de nenhum dos médicos residentes manter a paralisação por um período longo, mas a situação atual da saúde pública e da residência médica exigem ações mais incisivas.
A Residência Médica representa um projeto de união entre saúde e educação, portanto, imaginar que é um assunto à margem do momento atual do país é se abster das diretrizes que tem potencial para fortalecimento do Brasil em longo prazo. Lembramos que o Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica proposto pela ANMR é uma ação suprapartidária que já se desenvolve há 4 (quatro) meses e não é movido por questões circunstanciais da política nacional.
Todos nós somos independentes, e dentro do nosso livre arbítrio, decidimos lutar por um SUS digno para a população e por uma residência médica de qualidade.
Seguiremos juntos pelo SUS e Residência Médica de qualidade!

Fonte: Valéria Amaral *Com informações da ANMR - 07/12/2015


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

FENAM exige que médicos residentes sejam respeitados


Foto: André Gobo 

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM), reuniu-se em Brasília, na sexta-feira dia 13, com o secretário de Educação Superior, Jesualdo Pereira Farias, com o escopo de apoiar as reivindicações da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC).
 
Entre outros importantes temas, a ANMR cobra que o MEC cumpra a legislação vigente e acabe com a discrepância de valores entre os bolsistas da Residência Médica e dos Mais Médicos, além de uma discussão mais aprofundada sobre o auxílio moradia. Atualmente o Brasil conta com aproximadamente 47 mil bolsistas, segundo dados do próprio Ministério, dos quais 24 são ligados ao MEC.
 
O secretário de Comunicação da FENAM, Jorge Darze, cobrou maior diálogo entre o MEC e os médicos e afirmou que o Ministério age de modo a “dar a impressão de que a intransigência é nossa (dos médicos)”, ao apontar que a reunião foi há dois meses e não houve avanços por parte do governo.
 
O diretor de Formação Profissional, Residência Médica e Educação Permanente da FENAM, José Romano, considerou que a dificuldade não é orçamentária. “O que eles avaliam é o impacto político”.

O presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, Mario Ferrari defende que aos residentes se estipule valores mais adequados. Também defende que a bolsa dos residentes tenha valor similar ao dos médicos dos programas de intercâmbio. "A bolsa e a jornada de trabalho dos residentes deve atender ao princípio da isonomia em termos de valor é de jornada. Afinal os nossos residentes realizam mais que os intercambistas." Concluiu Ferrari.
 
Por fim, o presidente da FENAM, Otto Baptista, pediu que fosse agendado encontro com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para discutir o assunto. “Há um desrespeito com os médicos residentes neste País. O médico residente é um trabalhador e exige seus direitos. A FENAM apoia esse movimento, inclusive juridicamente”.
 
Ficou decidido com a reunião que o MEC encaminhará um documento oficial para os médicos residentes, no máximo até a próxima segunda (16), onde constará a proposta do Ministério. 

Fonte: André Gobo - 13/11/2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Médicos residentes retomam atendimento nas unidades de saúde

Os médicos residentes do Sistema Único de Saúde, que paralisaram seus serviços ontem (24), retomaram hoje as atividades. O movimento, que durou 24 horas, ocorreu em todo o país para reivindicar melhores condições de trabalho e ensino. Para atender casos de emergência, 30% dos residentes trabalharam.

Em entrevista, o presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Arthur Danila, disse que a discussão feita na reunião da sexta-feira (18) com o Ministério da Educação foi insatisfatória e, por essa razão, a categoria foi às ruas pedir melhorias.

“Somamos uma participação de mais de 10 mil residentes no país, que pararam nas 27 unidades federativas e em algumas cidades do interior. Temos, como resultado da paralisação, o fato de que os residentes estão realmente muito preocupados com o serviço oferecido à população". Para Danila, essa melhora só será possível com o atendimento das pautas apresentadas ao governo.

Até agora, ficou acertada a realização de três reuniões para discutir as reivindicações. As duas primeiras estão previstas para outubro e a terceira, para novembro, mas as datas ainda não foram definidas.

As principais propostas da ANMR são auxílio-moradia para os residentes, disposição de preceptores para auxílio no ensino de qualidade, composição democrática da Comissão Nacional de Residência Médica e o programa Mais Médicos.

As manifestações foram pacíficas e sem incidentes.

Fonte: Agência Brasil







Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Médicos residentes param por melhores condições de trabalho e ensino

Foto: Arquivo
Médicos residentes que trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS) fizeram hoje (24) uma paralisação em várias cidades do país. Organizada pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), a paralisação foi feita em todos os estados, mas pelo menos 30% dos residentes mantêm as atividades para garantir o atendimento nas emergências.

Em Brasília, a manifestação ocorreu em frente ao Ministério da Educação (MEC), onde os participantes reivindicaram melhores condições de trabalho e ensino. Para a residente em ginecologia Luciana Viana, do Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB), falta material para melhor aprendizagem.

“Nós buscamos principalmente melhores condições de trabalho e ensino. Faltam materiais básicos e disponibilidade dos preceptores para ensinar aos residentes. Há pessoas para nos auxiliar, mas não há material para a melhor instrução.” Luciana disse ainda que falta fiscalização do MEC nos programas de residência médica.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

ATO MÉDICO - Subcomissão ouve entidades ligadas à formação e às carreiras médicas

A Subcomissão Especial da Carreira Médica, da Comissão de Seguridade Social e Família, ouve em audiência pública, na quinta-feira (11), exposição de entidades da sociedade civil ligadas à formação e às carreiras médicas.
Convidados
Foram convidados para debater com os integrantes do colegiado:
- o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino de Araújo Cardoso Filho;
- o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira Filho; e
- o presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Arthur Hirschfeld Danila.
A audiência ocorrerá em local a definir, a partir das 11h30.
Fonte: Agência Câmara de Notícias


sábado, 1 de novembro de 2014

Médicos residentes reivindicam aumento da bolsa-residência


Foto: Reprodução 

Na última quarta-feira (29), o presidente e a vice-presidente da ANMR, Marcelo Barbisan e Naiara Balderramas, encontraram-se com o Secretário de Ensino Superior, Dr Paulo Speller, para reinvindicar entre outras coisas, o aumento da bolsa-residência.

Na reunião estavam presentes também o Dr Vinícius Ximenes e a Dra Sonia Regina, representando o Ministério da Educação e a Coordenadoria Geral das Residências em Saúde, respectivamente. Foi entregue um ofício com as solicitações e após argumentações optou-se por fazer um levantamento dos impactos das mudanças solicitadas e das alternativas possíveis, com uma nova reunião a ser agendada para janeiro.

Confira o ofício com as reinvindicações dos Médicos Residentes

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS RESIDENTES - ANMR
Fundada em 1967 – CNPJ 90758988/0001-45
Registro nº 000068616, 10/03/2010 –2º Of. de Reg. de Pessoas Jurídicas, Brasília/DF
anmr@anmr.org



Ofício 05/2014
Brasília, 29 de outubro de 2014


Assunto: Reinvindicações dos Médicos Residentes


Ao Senhor Secretário de Ensino Superior Paulo Speller,


Prezado Secretário,  a saúde pública vem passando por profundas mudanças nos últimos anos, porém a residência médica continua sendo a melhor estratégia, tanto para formar quanto para fixar o médico especialista. A importância do profissional médico especializado é tamanha que está nos principais tópicos do governo atualmente, seja através do aumento no número de vagas de residência, seja por meio da valorização da Medicina de Família e Comunidade. Apesar desta estar voltada ao atendimento básico, também necessita passar por uma especialização na forma de residência médica.

Porém, não vemos a qualidade dos serviços acompanhar essa valorização. Pelo contrário, os hospitais universitários estão cada vez mais sucateados. A falta de infraestrutura, associada à carência de insumos e de preceptoria são as principais queixas que recebemos dos residentes. E apesar destas serem mais frequentes nas regiões mais periféricas e afastadas, observamos os mesmo problemas nos grandes centros também.

Somos atualmente 34.546 médicos residentes em todo país, constituindo força de trabalho imprescindível ao SUS. Historicamente, sempre foi preciso fazer greves e paralisações para alcançar melhorias na residência médica. Melhorias geralmente representadas somente pelo aumento da bolsa-residência. Todavia, temos muito mais reinvindicações:

-          Fim da carência de 10 meses do INSS;
-          Formalização do auxílio moradia, que apesar de previsto em lei não é pago/disponibilizado pela maioria dos serviços;
-          Remuneração formal da preceptoria; e
-          Equiparação do valor de todas as bolsa de residência ao valor pago às residências de MFC, ao PROVAB e aos “bolsistas” do Mais Médicos. Não há especialidade superior a outra, e isso deve refletir-se no valor de todas as bolsas.

Acreditamos que a escolha da especialidade deve ser baseada no interesse pessoal e na vocação, e não devendo ser imposta. Durante o processo de formação, todas as especialidades tem a mesma importância. O incentivo à Medicina de Família e Comunidade deve ser feito através da melhoria do mercado de trabalho e dos salários, e não apenas da bolsa de residência. Assim como outras áreas também são básicas, tal como pediatria, clínica médica, cirurgia geral e ginecologia/obstetrícia e de importância imensurável à sociedade.

  Solicitamos por último, a formação de um grupo de trabalho com representantes de todas as entidades envolvidas no pagamento das bolsas de residência, de modo a viabilizar esse aumento. Caso não seja possível, teremos que organizar novas paralisações e greves.

Atenciosamente,
Diretoria 2014 ANMR

Fonte: AMB / 31/10/2014