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terça-feira, 29 de março de 2016

Os riscos à saúde com a contaminação de peixes no Rio Doce


Médicos alertam sobre doenças causadas pela ingestão de metais 
                              Foto: Guilherme Ferrari 

 

Após A GAZETA publicar na edição desta segunda-feira (28), com exclusividade, o laudo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - que aponta contaminação acima dos limites permitidos pela legislação por metais pesados em peixes, mariscos e também na água do Rio Doce, - médicos alertam para o perigo que eles podem causar à saúde de quem os consome. O nível de arsênio encontrado no peixe roncador, por exemplo, ultrapassa em 140 vezes os limites de contaminação.
Além de arsênio, foram identificados metais como alumínio, chumbo e mercúrio. O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Otto Baptista, afirma que em contato com o organismo, esse metal causa cólicas abdominais, náuseas, raquitismo e alterações neurológicas com graves danos ao tecido cerebral. Ele defende que é preciso fazer um trabalho de conscientização com a população. “É preciso orientá-la de forma educativa em relação aos riscos”.
Os índices de mercúrio em um dos pontos ultrapassavam 13 vezes o tolerável, enquanto os resultados de manganês estavam quatro vezes acima do normal. Baptista lembra que o mercúrio é mais nocivo durante a gestação, uma vez que os bebês podem nascer com doenças neurológicas, enquanto os sintomas de intoxicação por manganês são observados nos sistemas nervoso central e respiratório.
O nefrologista Michel Assbu, afirma que o cádmio, também encontrado, pode alterar a função reprodutora do homem e da mulher. “E ser um gatilho para o desenvolvimento de todos os tipos de cânceres. Os sintomas da intoxicação serão sentidos a longo prazo e dependendo da quantidade ingerida”.
O doutor em ciências fisiológicas e professor da UVV e do Ifes, Thiago de Melo, alerta que é preciso se prevenir. “Utilizar água proveniente de outras vias e não se alimentar de pescados da região”.


Fonte: Gazeta Online - 29/03/2016

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

FENAM alerta: SUS passa por grave crise e põe em risco a saúde do povo brasileiro


Foto: FENAM 

Através de nossa representação no Conselho Nacional de Saúde tomamos conhecimento do Relatório da COFIN-Comissão de Financiamento daquele órgão com relação aos recursos disponíveis no orçamento do SUS para o final de 2015 e a projeção do orçamento para 2016, o resultado é assustador e extremamente preocupante. O déficit no orçamento para fechar as contas até 31 de dezembro de 2015 é de 9 bilhões e 400 milhões de reais, deste montante 5 bilhões e 200 milhões seriam repasses aos Estados e Municípios o restante para custeio dos programas do SUS. Para 2016 de um orçamento do SUS em torno de 115 bilhões, o déficit projetado é de 16 bilhões de reais. Estes déficits além de repercutirem na atenção básica e nas emergências, atingem diretamente os seguintes programas:
 
1) a MAC( Média e Alta Complexidade), com grave repercussão na oncologia(diagnóstico e tratamento). Os cortes nesta delicada área trazem sério prejuízo e sofrimento aos pacientes;
 
2) farmácias populares;
 
3) a prevenção contra o HPV;
 
4) programa da Hepatite A, voltada para as crianças;
 
5) a DTP para gestantes, prevenindo a difteria, tétano e coqueluche;
 
6) tratamento para todos os pacientes com HIV positivo, independente da contagem de CD4;
 
7) profilaxia Antirretroviral, Pós-Exposição ao HIV;
 
8) nova terapia para pacientes com diagnóstico de Hepatite C;
 
Analisando os dados acima concluímos que o SUS criado há 25 anos como um sistema avançado e que resolveria em muito os problemas de saúde no Brasil, tem se mostrado neste período insuficiente e em crise permanente, com poucas áreas de qualidade e resolutivas.  Os gestores nos níveis Federal, Estadual e Municipal insistem em declarar que os problemas do SUS são de origem apenas no subfinanciamento, negando a existência de problemas de gestão em vários locais. Esta afirmação soa mais como despiste ou medo de assumir suas responsabilidades. É evidente que os problemas são de gestão e de subfinanciamento, fazendo com que se faça um paralelo com a fábula do ovo e da galinha, qual surgiu primeiro, estamos convictos que os dois, geneticamente, surgiram juntos. O pior de tudo é que o governo entende que somente se resolverá o problema com aumento de impostos que não seriam direcionados para ASPS-Ações e Serviços Públicos de Saúde, principalmente a CPMF, contribuição a qual já tivemos experiência e não foi destinada na sua totalidade para a saúde. Não fala o governo nos cortes que foram feitos na saúde, aproximadamente 13 bilhões de reais nos últimos meses, cortes que eles chamam de contingenciamento, para cobrir déficit do caixa único do governo. Enquanto o SUS tende a entrar em colapso total e só não vai à falência porque é público, nós médicos vamos continuar a atender a população na maioria das vezes em condições precárias e com remuneração injusta e indigna. 
 
A FENAM entende que o SUS não é o espaço, nem contábil e nem  moral para efetuar cortes de recursos. Estes atos são inumanos e atingem diretamente a vida das pessoas. O argumento do governo de o ajuste fiscal e o aumento de impostos é necessário para que no curto prazo ocorra um equilíbrio econômico e com isso a situação da saúde melhore é falacioso e ignóbil, pelo simples fato de que neste período as pessoas vão adoecer e morrer pela ausência de um atendimento humanitário. 
 
A FENAM em nome dos médicos brasileiros e com a sua responsabilidade social vem a público denunciar esta situação, na defesa da sociedade e no resguardo do trabalho dos médicos que mesmo em situação precária continuarão a exercer a medicina com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. 
 
Para encaminhar solução aos problemas do SUS a Federação Nacional dos Médicos-FENAM, se alia a algumas propostas em curso:
 
1) Imediata suspensão dos cortes(contingenciamento) com recomposição do orçamento do SUS;
 
2) Recomposição do orçamento de 2015 do Ministério da Saúde, denunciando tanto os efeitos deletérios sobre a assistência à saúde do corte de 12,9 bilhões de reais, como a não compensação prevista pela Lei Complementar nº 141/2012 dos Restos a Pagar cancelados em 2012 e 2013, equivalente ao total de 2,5 bilhões de reais (em valores nominais), que deveriam ter sido gastos adicionalmente ao valor da aplicação mínima até o final de 2014; 
 
3) Exclusão imediata da DRU (Desvinculação das Receitas da União) por se tratar de fonte indispensável para o financiamento da seguridade social, modificando a PEC 87/2015 que prorroga esta desvinculação até 2023 e aumenta de 20% para 30% a retenção da receita arrecadada pertencente ao Orçamento da Seguridade Social;
 
4) a aplicação dos recursos do Pré-Sal, retomando condição de adicional ao valor da aplicação mínima em ASPS nos termos disciplinados originalmente pelo artigo 4o, da Lei 12.858/2013;
 
5) ampliação da alíquota sobre a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido(CSLL) para instituições financeiras dos atuais 9% para 18%, destinada a ASPS;
 
6) criação de uma contribuição sobre as grandes transações bancárias com destinação para a seguridade social; 
 
7) retomada da mobilização social da proposta Saúde+10, isto é, 10% da Receita Corrente Bruta para aplicação em ASPS;
 
8) taxação sobre as grandes fortunas(a classe média é quem paga I.Renda), com destinação para a seguridade social;
 
9) elevação da taxação sobre comercialização de bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco com destinação para a seguridade social;
 
10) revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal em relação as limitações com gastos de pessoal vinculados as ASPS, pois estas limitações tem sido um estímulo as terceirizações, prejudicando em muito o acesso através do Concurso Público e o Plano de Carreira.


Fonte: Diretoria da FENAM 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Câmara - Comissão aprova alerta sobre riscos à saúde da mistura de energéticos e álcool

Dep. Paulo Foletto (PSB-ES) 2
Foletto ambpliou a proposta para deixar claro os possíveis efeitos danosos da mistura de álcool com energéticos
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que obriga as empresas fabricantes de bebidas energéticas a inserir nos rótulos e embalagens a informação de que a mistura desses produtos com bebidas alcoólicas pode levar a comportamentos de risco e causar sérios danos à saúde.
O projeto que trata do assunto (PL 1932/11, da ex-deputada Sueli Vidigal) tramita apensado ao PL 419/11, do deputado Áureo (SD-RJ). Este segundo foi rejeitado pelo relator na comissão, deputado Paulo Foletto (PSB-ES).
O texto aprovado é um substitutivo ao PL 1932/11, que, originalmente, estabelece que a informação sobre a mistura com álcool pode causar doenças do fígado.
De acordo com Foletto, o objetivo da alteração é alertar os jovens, de forma mais ampla, sobre os riscos envolvidos no hábito de misturar bebidas alcoólicas com compostos estimulantes.
“De forma a aperfeiçoar ainda mais a proposta, ampliamos o escopo da advertência, de forma a açambarcar todos os possíveis efeitos danosos da mistura álcool/energéticos”, informou o relator.
De acordo com estudo da Universidade de São Paulo (USP), um em cada cinco universitários brasileiros mistura álcool com bebidas energéticas, o que aumenta a probabilidade de se engajarem em comportamentos de risco (dependência, excesso de embrigaguês, entre outros).
Projeto rejeitado
O relator defendeu a rejeição da proposição principal (419/11), que restringe a venda de energéticos (chamados tecnicamente de “compostos líquidos prontos para consumo”) a farmácias e drogarias.
Foletto observou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já regulamenta a venda desses produtos. Ele afirmou ainda que a adoção de obrigatoriedade de venda de bebidas energéticas exclusivamente em farmácias e drogarias não contribuirá para alterar o perfil de consumo do produto.
As duas propostas já havia sido rejeitadas pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio em julho de 2013.
Tramitação
Como as propostas receberam pareceres divergentes nas duas comissões de mérito – foram rejeitadas na primeira comissão, mas uma delas foi aprovada na segunda –, elas perderam ocaráter conclusivo e serão votadas pelo Plenário. Antes disso, ainda serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias