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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Câmara - Relator de medida provisória incluirá novas ações de combate ao Aedes aegypti


Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência pública da Comissão Mista sobre a MP 712/16, prevê a adoção de medidas emergenciais de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus zika e do vírus chikungunya. Dep. Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG)
Relator da MP 712/16, Newton Cardoso Jr. disse que é preciso ampliar a medida, que tinha o objetivo inicial de forçar a entrada nas casas das pessoas que não permitiam a investigação dos focos do mosquito
Novas medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, além de ações voltadas ao atendimento das famílias de bebês com microcefalia, serão incorporadas à Medida Provisória 712/16, que está em análise no Congresso Nacional.
As novidades foram adiantadas na audiência pública da quarta-feira (6) da comissão especial que analisa o texto pelo relator da MP, deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG). 
"O início da nossa medida provisória tinha o objetivo claro de apenas tratar da entrada forçada nas casas das pessoas. Mas entendemos que há uma necessidade de expansão desse foco. E a Medida Provisória 712/16 é um meio de dar velocidade para que as soluções integradas de combate a essas doenças venham a se tornar realidade hoje no País", disse o relator.
Newton Cardoso Júnior disse que vai incluir no relatório necessidades levantadas junto à Comissão Externa da Câmara que avalia as ações de combate ao vírus Zika. Entre elas está a necessidade de apressar o diagnóstico.
"Aquele sujeito que possivelmente, potencialmente, está infectado com algum desses vírus precisa demorar de sete a 10 dias para ter o diagnostico efetivo e, muitas vezes, ocupa o leito, espaço do sistema de saúde público que poderia estar sendo alocado para quem efetivamente tem o diagnóstico", explicou.
O relator também disse que vai incluir no texto da medida provisória um tipo de punição para os donos de imóveis que não combaterem os criadouros do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. Ainda vai propor o oferecimento de auxílio financeiro e benefícios sociais, como indenização e extensão de licença maternidade, às famílias com crianças que estão nascendo com microcefalia causada pelo Zika vírus.
Mais de mil com microcefalia
Já há a confirmação de que mais de mil bebês (1.046) nasceram com a deficiência. Mais de 4 mil casos ainda estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde. A ideia é indicar ainda a criação de centros de reabilitação específicos para essas crianças.
O deputado afirmou que também pretende incluir a previsão de parcerias entre instituições públicas e privadas para a criação de vacinas contra a dengue, zika e chikungunya, além de desconto no Imposto de Renda para as empresas que ajudarem a divulgar o combate ao mosquito transmissor dessas doenças.
Durante debate na comissão especial que debate a medida provisória, o presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social, José Rocha Júnior, apontou que é preciso melhorar a comunicação entre as secretarias de saúde e de assistência social nos municípios.
"Seja em função do abandono do marido que, quando se depara com a situação da criança com microcefalia, está deixando a sua residência e aí demandando outros serviços de assistência social, de maneira imediata, qual seja o acolhimento dessa mãe com a criança, para que ela não fique em situação de rua”, explicou.
“Portanto é necessário que esse fluxo de informação seja aprimorado a fim de que nós possamos dar de fato tutela necessária a essas famílias que estão vivenciando situações traumáticas hoje no País", acrescentou.
O deputado Newton Cardoso Júnior disse que vai propor uma força nacional para centralizar as decisões e ações relacionadas ao combate do mosquito transmissor e ao atendimento das crianças com microcefalia.
Medidas em andamento
A representante do Ministério da Saúde, Teresa Delamare Franco disse que o governo federal tem uma iniciativa do tipo em andamento: "Já está se fazendo uma grande força nacional. O fato de o Ministério da Saúde estar soltando boletins, informando, orientando os estados, integrandos outras políticas sociais, como a própria assistência social, escolas... Enfim, há uma grande mobilização nacional para que a gente possa reduzir o vetor e não só, também cuidar das famílias e das crianças que estão nascendo com microcefalia”.
O Ministério da Saúde expôs o protocolo que vem sendo adotado para os casos de bebês com suspeita de microcefalia. "As ações têm o objetivo claro de esclarecer as famílias se o filho é microcéfalo ou não. A estratégia é para diagnosticar rápido e indicar o tratamento para que a família não fique peregrinando. A mãe deve saber quais as necessidades e que tipo de tratamento deve ser dado", afirmou Teresa D'Lamare.
Entre as ações que estão sendo tomadas, consta auxílio aos municípios de R4 2,2 mil por criança com diagnóstico de microcefalia, para que a prefeitura encontre e trate esse bebê. Até o momento, está previsto que o Ministério da Saúde gaste R$ 10,9 milhões com esta ação. Outra iniciativa é acelerar o trâmite para que a família receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Visitas a imóveis
Desde que a MP 712 foi editada, a mobilização nacional para o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti já realizou 83,5 milhões de visitas a imóveis, sendo que em 2 milhões houve a necessidade de se entrar à força, porque houve recusa do dono ou ele não foi encontrado para permitir a entrada das equipes de combate. 
Segundo dados enviados pelo Ministério da Saúde, o primeiro ciclo da mobilização nacional para o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, realizado entre janeiro e fevereiro, alcançou 88% dos domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais, com a soma de 59 milhões visitados, sendo 47,8 milhões trabalhados e 11,2 milhões que estavam fechados ou houve recusa para o acesso.
Dos imóveis trabalhados, 1,3 milhões foram de imóveis recuperados, ou seja, aqueles em que houve sucesso no ingresso de agentes e militares após recusa ou fechamento do local, incluindo os que tiveram entrada forçada.
No segundo ciclo da campanha contra o vetor, realizado em março, até ao meio-dia do último dia 29, as equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti já alcançaram 24,5 milhões de imóveis brasileiros, sendo 20,4 milhões de domicílios, prédios públicos, comerciais e industriais efetivamente vistoriados. Destes, 710.811 foram unidades recuperadas para as visitas dos profissionais.
As visitas aos imóveis contam atualmente com a participação permanente de 266,2 mil agentes comunitários de saúde. 49,2 mil agentes de controle de endemias e com apoio de aproximadamente cinco mil militares das Forças Armadas. Juntam-se, ainda, profissionais de equipes destacados pelos estados e municípios, como membros da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

Votação do relatório
O relatório sobre a Medida Provisória 712/16 está previsto para ser apresentado até o final deste mês na comissão especial de deputados e senadores. O texto já está em vigor, com força de lei, mas precisa ser aprovado pelos Plenários da Câmara e do Senado até 31 de maio para não perder a validade.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 5 de abril de 2016

Câmara - Comissão da MP de combate ao Aedes aegypti terá audiência pública nesta quarta

A comissão que analisa a Medida Provisória 712/16 terá audiência pública nesta quarta-feira (6). A MP prevê ações para o controle das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, o vírus zika e o vírus chikungunya.
Foram convidados representantes das seguintes instituições:
- Ministério da Saúde;
- Casa Civil da Presidência da República;
- Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
- Secretaria da Saúde de Pernambuco;
- Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social;
- a chefe de Serviço de Neurologia do Hospital da Restauração de Pernambuco, Maria Lúcia Brito Ferreira; e
- mães com filhos portadores de microcefalia.
A audiência ocorrerá no plenário 19, da ala senador Alexandre Costa, do Senado, a partir das 14h30.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 31 de março de 2016

Câmara - Técnicos apontam alternativas para combate ao mosquito Aedes aegypti

Tema foi discutido nesta quarta-feira em reunião da comissão mista da MP 712/16
Durante audiência pública, nesta quarta-feira (30), da comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 712/16, representantes do governo e de diferentes setores, como o empresarial e o de pesquisa, apontaram alternativas para garantir a saúde pública diante da presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.
Segundo o coordenador do Programa Nacional do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, nessa luta, além do trabalho de identificação de criadouros e a participação da população, estão sendo adotadas tecnologias mundialmente reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É o caso, por exemplo, da utilização de mosquitos transgênicos e o uso da bactéria wolbachia, que impede a transmissão da dengue.
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Audiência pública da Comissão Mista sobre a MP 712/16, que prevê a adoção de medidas emergenciais de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus zika e do vírus chikungunya. Dep. Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG)
Newton Cardoso Jr, relator da MP: emendas propostas por deputados e senadores estão sendo minuciosamente examinadas
"Agora, são todas tecnologias que ainda estão em fase inicial de experimentação, algumas mais adiantadas que as outras. A introdução dessas técnicas no programa contra a dengue passa por uma série de discussões, entre elas a questão do custo e a própria efetividade dessas inovações", esclareceu.
Vacinas
Outra frente de combate às doenças transmitidas pelo mosquito é o desenvolvimento de vacinas. Lucia Bricks, do laboratório Sanofi Pasteur, ressaltou que a entidade já tem um imunizante contra a dengue licenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que apenas aguarda o registro de preço, o que deve demorar cerca de 90 dias.
"Depois de 20 anos de pesquisa, conseguimos demonstrar que a vacina da Sanofi Pasteur é capaz de minimizar os casos graves, reduzindo em 80% as hospitalizações por dengue e prevenindo dois em cada três ocorrências", declarou Bricks.
O Instituto Butantan também está desenvolvendo uma vacina, mas ela só deve entrar no calendário do País em cerca de 2 anos. Segundo Marco Antônio Moreira, diretor de assuntos governamentais da entidade, vencer a burocracia e a falta de verbas é um entrave nas pesquisas. “Precisamos ter o recurso disponível no momento certo para que o processo possa deslanchar. Hoje, temos conhecimento para colocar o Brasil no topo do desenvolvimento de vacinas, mas necessitados de condições para que isso aconteça”, disse.
Anvisa
Diante da situação de iminente perigo à saúde púbica, a Anvisa vem adotando medidas para desburocratizar. A agência reguladora é responsável pela fiscalização e o registro de produtos como vacinas, testes para o zika vírus, inseticidas, larvicidas e repelentes.
De acordo com Doriane Patrícia de Souza, assessora da agência, depois da elevação de casos de doenças transmitidas pelo mosquito, também aumentou o número de pedidos de registros de saneantes, aqueles produtos que facilitam a limpeza e a conservação de ambientes.
"Só do momento em que a gente definiu que teria um rito mais acelerado para esse tipo de produto, em dezembro do ano passado, 37 novos produtos foram registrados", informou.
Relatório
Relator da comissão mista, o deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) destacou que a audiência foi produtiva, mas não quis antecipar se vai ou não recomendar em seu relatório a adoção da vacina contra a dengue já aprovada pela Anvisa.
“Certamente analisaremos com muito critério soluções que tiverem a validação do Ministério da Saúde e sugestões de institutos de pesquisa. Aquilo que for viável incorporaremos ao texto", comentou.
A MP 712/16 trata da adoção de medidas de vigilância em saúde frente à presença do Aedes aegypti e já recebeu mais de 100 emendas. Conforme o relator, está sendo feito um estudo minucioso da constitucionalidade desses pedidos de alterações feitos por parlamentares. A próxima audiência, ainda sem data prevista, será a última antes da apresentação do parecer de Newton Cardoso Jr e vai tratar do impacto das doenças na população.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sábado, 19 de março de 2016

Senado - MP de combate ao Aedes aegypti recebe mais de cem emendas


A Medida Provisória 712/2016 prevê ações para o controle das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, o vírus Zika e a chicungunha. O tema foi discutido na quarta-feira (16) em audiência pública.

Fonte: TV Senado

segunda-feira, 14 de março de 2016

Pesquisa comprova eficácia de óleos de orégano e de cravo no combate ao Aedes



PUC/MG desenvolve pesquisa com óleos de orégano e cravo para combate ao Aedes aegypti













      Uma pesquisa da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) atestou a eficiência do uso dos óleos de orégano e de cravo para matar as larvas do mosquito Aedes aegypti. O próximo passo do estudo será desenvolver a fórmula para um larvicida, que será colocado à disposição do mercado.

Em contato com o criadouro, os óleos matam as larvas em até 24 horas. A pesquisadora Alzira Batista Cecílio espera que até o meio do ano a formulação já esteja pronta para ser apresentada à indústria. "Produto natural não pode ser patenteado. Então, só após a formulação do larvicida, poderemos patentear e iniciar as negociações com as empresas", afirma.

O estudo é um desdobramento de outra pesquisa mais ampla, que testa o uso de produtos naturais para combater diversos tipos de vírus. "Nesse cenário preocupante em relação ao vírus da dengue, nós decidimos começar a estudar também plantas que pudessem eliminar o vetor", acrescenta Alzira. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus Zika e da febre chikungunya.

O orégano e o cravo foram selecionados após análise de mais de 20 plantas. O óleo é extraído com o uso de equipamentos específicos. Por essa razão, não adianta por exemplo colocar folhas de orégano ou cravo nos vasos das plantas.

Neste momento, está sendo feito o estudo fitoquímico, para detalhar a composição química dos óleos. Futuramente, está previsto também o teste desses óleos no combate a outras fases da vida do mosquito, o que pode levar ao desenvolvimento de um inseticida aerosol ou um repelente. A pesquisadora alerta, porém, que esses produtos são apenas ferramentas auxiliares para combater o Aedes. "Eliminar os criadouros continua sendo o ponto chave", reitera.

Larvicida degradável
Segundo Alzira Cecílio, o objetivo é desenvolver um produto que não contamine o meio ambiente, já que a maioria dos criadouros de larvas está espalhada. Elas podem ter contato com animais e até água voltada para o consumo humano, como por exemplo nas caixas d'água. "Queremos um larvicida que seja degradado rapidamente e não contamine a água, ao mesmo tempo em que tenha boa eficácia. A maioria dos larvicidas usados hoje exige algum cuidado na aplicação e deixa a água com alguma toxicidade", explica.

No mês passado, uma nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) gerou polêmica ao criticar os larvicidas usados atualmente. O governo do Rio Grande do Sul chegou a suspender o uso do Pyriproxifen, ao considerar que o produto poderia estar relacionado à ocorrência de microcefalia em bebês. A própria Abrasco negou que tenha colocado essa possibilidade em questão.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do grupo de saúde e ambiente da Abrasco, Marcelo Firpo, explicou que foi um mal-entendido, mas reafirmou que a entidade é contra o uso de agentes químicos na água potável e que danos à saúde decorrentes desses produtos não estão descartados. "Consideramos um contrassenso sanitário, um absurdo a colocação de veneno larvicida na água potável", disse.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 10 de março de 2016

Anvisa lança cartilha com recomendações técnicas para o combate ao Aedes aegypti

Mais um instrumento para o combate ao Aedes aegypti e, consequentemente, para a prevenção e o controle da Dengue, Chikungunya e Zika: trata-se de uma cartilha com “Recomendações técnicas”, elaborada pela Anvisa, que traz subsídios e recomendações para auxiliar as vigilâncias sanitárias de todo o país. Com este material, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária oferece mais informações para desenvolver, junto às demais áreas do setor saúde, suas ações no combate ao mosquito, tanto nas situações de rotina quanto em ocasiões especiais, onde a atuação conjunta com outros agentes de saúde seja necessária para a intervenção em estabelecimentos comerciais ou em domicílios.


O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, ressalta que a cartilha orienta, além dos integrantes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, as equipes das secretarias estaduais e municipais de Saúde, possibilitando que elas sejam parte ativa da mobilização nacional contra o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika.


“As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais podem representar um aliado fundamental nas ações de controle de vetores, identificando pontos críticos e pontos vulneráveis, além de realizar diversas outras atividades que, com essa cartilha, ganham a necessária orientação técnica”.


O documento aborda duas questões principais: o papel da vigilância sanitária, no âmbito da vigilância em saúde, no que tange ao controle do principal vetor das doenças, o Aedes aegypti e a fiscalização e o monitoramento de produtos repelentes e inseticidas no mercado.


O diretor do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Ivo Bucaresky, destaca a relevância de se elaborar instrumentos e materiais que possam dar apoio na luta contra o Aedes aegypti, um enorme problema de saúde pública. “A Zika, a Chikungunya e a Dengue implicam em consequências importantes, algumas vezes mortais. Portanto, todo trabalho que o governo faz pra tentar controlar o Aedes aegypti é fundamental e a Anvisa também tem esse papel. A ideia desse documento é mostrar como a Anvisa e os demais componentes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária podem atuar no combate ao mosquito”.


Acesse aqui o documento eletrônico.


Fonte: Portal Anvisa

quinta-feira, 3 de março de 2016

SESA/PR - Leituristas da Sanepar vão atuar no combate ao Aedes

A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) começa a distribuir, neste mês, informativos para ajudar na eliminação dos criadouros dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, transmissores da dengue, da chikungunya e da zika. Vão participar leituristas em 103 cidades indicadas pela Secretaria de Estado da Saúde como as que registraram mais casos de dengue no Estado. “Nosso exército de leituristas vai entrar na guerra contra a dengue, atendendo a um pedido do governo estadual e a uma necessidade social de prevenção da doença”, disse o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche. Em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria, os empregados da Sanepar receberão treinamento sobre as doenças.

Os informativos contêm uma lista de 20 possíveis focos do mosquito, como garrafas pet, garrafas de vidro, ralos, vasos, cacos de vidros em muros, vasilhas para animais, lixeiras, fontes, calhas, piscinas e outros. Para cada um desses focos, há uma instrução de como podem ser eliminados. A recomendação é que essas ações sejam repetidas uma vez por semana, já que os ovos do Aedes demoram cerca de dez dias para se transformarem em mosquitos adultos.

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A Sanepar informa que não entrará nas casas para fazer vistorias. Essas atividades serão realizadas por outros órgãos. Caso o morador tenha alguma dúvida ou observe alguma atitude suspeita de agentes, poderá entrar em contato gratuitamente com a Sanepar pelo 0800 200 0115 ou mesmo informar a polícia.

Chaowiche lembra que é crescente o número de pessoas infectadas em todo o mundo, inclusive no Paraná. “A Sanepar quer dar sua contribuição para que os criadouros do mosquito sejam eliminados, pois essas doenças podem ter consequências graves e até matar”, afirmou. Ele relembrou que a população precisa fazer uma vistoria em seus imóveis e evitar deixar locais onde a água possa ser acumulada, pois ali a fêmea do mosquito pode pôr seus ovos. “A arma que a população tem hoje contra a dengue, a chikungunya e a zika é a prevenção. Se eliminarmos os locais onde a fêmea põe os ovos, estamos ajudando muito a reduzir o número de mosquitos e a incidência dessas doenças”, disse.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorrem 300 milhões de infecções por dengue por ano, sendo que 100 milhões de infectados apresentam sintomas. A OMS afirma ainda que aproximadamente 50 mil doentes morrem todo ano. As fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus preferem colocar os ovos na borda de materiais com água limpa, mas se não houver, elas colocarão em água suja ou mesmo em lugar onde não exista água. Os ovos podem durar até 450 dias fora da água, esperando que a água apareça, para se transformarem em mosquitos. Por isso, é importante eliminar todos os possíveis criadouros do mosquito, não deixando água parada.

Toda semana, é preciso fazer uma limpeza com esponja em bebedouros de animais, pratinhos de plantas e quaisquer outros lugares que possam acumular água. Quando não é possível tirar toda a água, como é o caso de plantas como as bromélias, fontes, espelhos d’água, é importante aplicar uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária. Manter esses cuidados e usar repelentes certificados pela Anvisa são os passos mais importantes hoje para prevenção da dengue, chikungunya e zika. O Ministério da Saúde não recomenda uso de repelentes naturais.

SINTOMAS COMUNS –
 A enfermeira do trabalho da Sanepar, Viviane de Camargo, explica que os sintomas podem se confundir com uma gripe e que, em caso de suspeita, é importante ir ao médico. “Exames clínicos podem ajudar a diagnosticar a dengue. A zika, por enquanto, só com exames laboratoriais”, diz.

Segundo o Ministério da Saúde, febre alta (39° a 40°C), de início repentino (com duração de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele são os principais sintomas da dengue. Infectados com chikungunya também apresentam febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Com zika, o doente apresenta dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos, podendo ainda ter inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

Para nenhuma dessas doenças existe vacina e o tratamento é sintomático. Em caso de suspeita de qualquer uma dessas doenças, deve-se buscar atendimento médico e evitar a automedicação, que pode inclusive piorar o quadro. “No caso da dengue, por exemplo, um comprimido para dor de cabeça com ácido acetilsalicílico pode piorar severamente o quadro. O ácido acetilsalicílico bloqueia o trabalho de coagulação das plaquetas por até oito dias após a ingestão, podendo levar a uma complicação hemorrágica”, explica a enfermeira.

wewCidades onde serão distribuídos informativos:

Alto Paraná, Altônia, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assaí, Assis Chateaubriand, Astorga, Atalaia, Bela Vista do Paraíso, Cafelândia, Cambará, Cambé, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Centenário Do Sul, Céu Azul, Cianorte, Cidade Gaúcha, Corbélia, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Oeste, Cruzeiro do Sul, Dois Vizinhos, Douradina, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Floraí, Floresta, Florestópolis, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guaraci, Guaraqueçaba, Icaraíma, Inajá, Itaipulândia, Ivaiporã, Ivaté, Ivatuba, Jacarezinho, Jandaia do Sul, Joaquim Távora, Laranjeiras do Sul, Leópolis, Londrina, Lupionópolis, Mamborê, Mandaguaçu, Mandaguari, Maria Helena, Marilena, Maringá, Medianeira, Missal, Moreira Sales, Nova Aliança do Ivaí, Nova Esperança, Nova Londrina, Nova Prata do Iguaçu, Nova Santa Rosa, Novo Itacolomi, Paiçandu, Palotina, Paranacity, Paranavaí, Perobal, Pérola, Porecatu, Querência do Norte, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Realeza, Rolândia, Rondon, Rosário do Ivaí, Santa Cruz Monte Castelpo, Santa Fé, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha Itaipu, Santo Antonio da Platina, Santo Antonio do Caiuá, Santo Inácio, São João do Caiuá, São Jorge do Patrocínio, São Jose dos Pinhais, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Ivaí, Siqueira Campos, Tamarana, Tapira, Terra Boa, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Ubiratã, Umuarama, Xambrê.

Fonte: SESA/PR

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Senado - Senador Acir Gurgacz afirma que saneamento é fundamental para combater o Aedes aegypti

Plenário Discursos - Acir Gurgacz defende maior investimento no saneamento básico, para eliminar transmissores de doenças
Em discurso no Plenário nesta segunda-feira (22), o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) lembrou que erradicar o  mosquito Aedes aegypti é a forma mais eficaz de conter o zika vírus. Gurgacz também afirmou que o combate eficiente à proliferação do mosquito exige não só a eliminação dos focos de água parada, mas também serviços de saneamento básico para toda a população.
O senador lembrou que, pelos cálculos do Ministério da Saúde, o zika vírus já pode ter afetado 500 mil brasileiros, sendo apontado como o provável responsável pelos casos de microcefalia que estão ocorrendo no Brasil deste o ano passado.
Neste ano, segundo Gurgacz, já nasceram no Brasil 462 bebês com microcefalia e 41 destes casos estão relacionados ao zika. Outras 3.852 notificações de malformações em recém-nascidos estão sendo estudadas pelo Ministério da Saúde. Além da zika, o Aedes aegypti também transmite a dengue, a chikungunha e a febre amarela.
— Não vamos vencer a luta só com a mobilização da população. É preciso fazer chegar tratamento de esgoto, coleta regular de lixo e água potável a 30% dos municípios brasileiros que sobrevivem sem esses serviços. Em Rondônia, esse desafio é enorme. A grande maioria das cidades rondonienses não possui tratamento de esgoto — ressaltou.
Acir Gurgacz ainda destacou o esforço de Rondônia no combate às doenças tropicais, ressaltando a redução dos casos de malária e febre amarela nas últimas décadas. Segundo ele, no ano passado, os casos de dengue no estado aumentaram apenas 40% enquanto a média nacional foi de 178%. Como 18 dos 52 municípios rondonienses estão em situação de alerta, ele advertiu que todo esforço é necessário para eliminar o mosquito Aedes aegypti.
Fonte: Agência Senado/TV Senado

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Prefeitura firma parceria com Fiocruz para combate às doenças transmitidas pelo Aedes

parceria fiocruz
A Prefeitura de Curitiba firmou, nesta quinta-feira (18), compromisso com o Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) para unir esforços no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – dengue, zika vírus e febre chikungunya. A partir de agora, a Secretaria Municipal da Saúde irá fornecer larvas de mosquitos coletadas para que a Fiocruz possa analisar e avançar na pesquisa de formas de reduzir a proliferação do mosquito e as suas possibilidades de contaminação.
“Vamos somar esforços envolvendo a Fiocruz, Exército, secretarias municipal e estadual da Saúde e as universidades para fortalecer a busca de informações sobre as causas e consequências de infecção”, disse o prefeito Gustavo Fruet.Ele ressaltou que o Exército, juntamente com a Secretaria Municipal da Educação, irá realizar ações nas escolas. “A intenção é capacitarmos professores e também conversarmos com os estudantes sobre os cuidados que devemos ter para evitar a proliferação do mosquito, para que a informação seja multiplicada cada vez mais”.
 “Vivemos um momento de mobilização em torno do assunto. Com um parceiro  respeitado da área científica, como é a Fiocruz, vamos ampliar o conhecimento que temos e avançar no combate e no tratamento dessas doenças”, frisou o secretário municipal da Saúde, César Titton.
O principal objeto de pesquisa da Fiocruz será o mosquito Aedes aegypti, principal vetor de transmissão da doença. “Hoje buscamos amostras na região Nordeste do País, o que tem um custo elevado, além do tempo que requer. Com a força tarefa que vamos realizar em parceria com a Prefeitura e o Exército, teremos o produto de análise em um curto período e conseguiremos dar uma resposta mais rápida para a população”, explicou Claudia Nunes Duarte dos Santos, virologista chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto Carlos Chagas / Fiocruz Paraná.
Saúde
A parceria da Prefeitura com a Fiocruz também prevê que a estrutura da Secretaria Municipal da Saúde e da Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes) - unidades de saúde, pronto atendimento, Hospital do Idoso Zilda Arns, Maternidade Bairro Novo e centros de atenção psicossocial (Caps) - seja utilizada como fonte de pesquisa.
“Onde há ensino e pesquisa, o serviço ofertado tem mais qualidade. Por isso, firmamos a parceria com a Fiocruz para realização de pesquisas com várias temáticas, como as relacionadas à sífilis, sepses, Alzheimer e várias outras tecnologias”, disse Gustavo Schulz, diretor geral da Feaes.
Fonte: Assessoria de Imprensa/FEAES

domingo, 31 de janeiro de 2016

Governo vai promover campanha na TV e nas escolas para combater o Aedes aegypti


Governo federal iniciou campanha de mobilização contra o Aedes aegypti, inclusive com
faxinaço em prédios da Esplanada dos Ministérios

Após dar início a uma campanha de mobilizações contra o mosquito Aedes aegypti, que transmite os vírus da dengue, chikungunya e Zika, a presidente Dilma Rousseff fará um apelo nas próximas semanas a diferentes atores da sociedade civil no combate ao inseto. O objetivo é sensibilizar lideranças para que se envolvam no que a presidenta tem chamado de “guerra” para eliminar todos os focos do mosquito.

O governo está preocupado com o aumento do número de casos de microcefalia, malformação no cérebro de recém-nascidos, e que tem relação com o vírus Zika. Na última quarta-feira (27), foram confirmados o nascimento de 270 crianças com microcefalia no país, e a existência de mais de 3.400 casos suspeitos. Na última semana, teve ínicio um calendário de limpeza de órgãos públicos, que terão periodicamente o Dia da Faxina, para eliminar criadouros do mosquito. Além disso, 220 mil militares vão visitar casas e orientar moradores em 356 cidades no próximo dia 13.

O Palácio do Planalto acredita que a principal estratégia é conscientizar a população, e que se as pessoas não colaborarem, o trabalho do governo vai ficar ainda mais difícil. Apesar de a presidenta ter dito, nessa sexta-feira (29), que “não pode faltar dinheiro” e que “não haverá contingenciamento” de recursos para o combate "que é uma questão de saúde pública", a avaliação interna é de que as verbas para a publicidade não são suficientes para passar a mensagem de combate ao mosquito, já que tem alcance limitado.

Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social na quinta-feira (28), a presidenta disse que precisaria da participação da sociedade para uma “batalha” que, segundo ela, será de médio prazo. “Peço aos senhores e as senhoras que mobilizem seus funcionários, seus companheiros de sindicato, os fiéis de sua igreja, os colegas de trabalho e de escolas, a família e os vizinhos”, disse aos conselheiros, dentre eles empresários e sindicalistas.
A intenção é que a presidenta Dilma converse com representantes de igrejas, líderes de comunidades e empresários e peça auxílio no combate ao mosquito, além de continuar o contato com governadores e prefeitos. Segundo a presidenta, a mobilização servirá para “evidenciar” que todos têm de participar: “do soldado, passando pelo cientista, da pessoa que limpa uma rua, a dona de casa”.

O governo também pretende utilizar os cinco minutos gratuitos de inserção diária do Ministério da Educação nas emissoras de televisão para mobilizar os telespectadores e ouvintes. A partir de março, vai veicular uma campanha publicitária no rádio e na TV. A orientação é de que seja utilizado o tema “Zika Zero”, que já se tornou hashtag nas redes sociais, e que os materiais tenham a frase: “Um mosquito não é mais forte que um país inteiro”.

Donos de emissoras de rádio e TV também poderão ser procurados pela presidenta. Quem tem participado das discussões avalia que uma campanha integrada envolvendo a programação dos canais teria mais impacto do que apenas uma propaganda no intervalo comercial.

Ação nas escolas
Na próxima quinta-feira (4), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, dará início a uma mobilização nas escolas para envolver 40 milhões de estudantes do ensino básico, da rede pública e privada, e mais de sete milhões de universitários. Por meio das instituições de ensino superior, dos secretários de educação estaduais e municipais, a campanha é fazer com que as crianças espalhem a conscientização.

A ideia é que o aluno leve uma carta com cuidados para evitar a proliferação do mosquito e passe a mensagem para a família, ajudando na mobilização e cobrando os próprios pais caso encontre eventual criadouro. Além de panfletos, cartilhas e cartazes, materiais didáticos também estão sendo elaborados para os professores. O auge da campanha será nas próximas semanas, após o Carnaval.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Estudo do Tecpar aponta grupos de pesquisa no Paraná para combate ao Aedes aegypti

Estudo do Tecpar aponta grupos de pesquisa no Paraná para combate ao Aedes aegypti. Foto: Divulgação / Portal Brasil/ em: http://www.mcti.gov.br
Frente ao crescimento dos casos de dengue, zika e chikungunya que se alastram pelo Brasil, um levantamento feito pelo Tecpar Informação – unidade do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) responsável por estudos estratégicos – aponta que o Estado tem 22 pesquisadores em oito grupos de pesquisas relacionados ao mosquito Aedes aegypti.

O estudo foi realizado após um pedido do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que convocou, no início do mês, representantes das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia de todo o País para levantar as competências de cada unidade da federação para o combate do mosquito.

O estudo, coordenado pelo gerente do Tecpar Informação, Rogério Oliveira, mostra que a maioria dos pesquisadores atua em grupos de pesquisa em universidades, como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Os oito grupos de pesquisa identificados estão em áreas sensíveis para o combate e diagnóstico das doenças causadas pelo mosquito transmissor, como um que analisa a resistência a inseticidas e outros que avalia as interações entre o clima e as doenças, por exemplo.

Para o diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto, Reginaldo Joaquim de Souza, o estudo, correalizado com a Fundação Araucária, vai ajudar o Ministério a definir ações para o combate e diagnóstico do Aedes aegypti. 

“Usamos nossa competência em realizar estudos estratégicos, através da ferramenta de Vigilância Tecnológica, para dar subsídios ao Ministério ao combate das doenças causadas pelo mosquito. Além disso, o Tecpar, como centro de pesquisa e desenvolvimento, atua em várias frentes para trazer benefícios para a sociedade brasileira”, pontua.

DENGUE – Desde agosto do ano passado, 2.203 casos de dengue já foram registrados no Estado. Até o momento, a doença atinge 109 municípios paranaenses e sete deles enfrentam situação de epidemia –Paranaguá, Mamborê, Cambará, Munhoz de Mello, Santa Isabel do Ivaí, Itambaracá e Guaraci.

Outras nove cidades estão em estado de alerta devido à alta incidência de casos e também podem entrar em epidemia: Assaí, Santo Antônio do Paraíso, Jataizinho, Nova Aliança do Ivaí, Atalaia, Rancho Alegre, Foz do Iguaçu, Mandaguari e Ibiporã.

Fonte: Ascom/Tecpar

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Dilma convoca ministros para discutir combate ao Aedes aegypti

Após pedir ajuda à população para combater o mosquito Aedes aegypti, a presidenta Dilma Rousseff convocou hoje (21) os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Integração Nacional, Gilberto Occhi, para fazer um balanço das ações e traçar os próximos passos no enfrentamento ao mosquito, que transmite o vírus Zika, responsável pelo aumento dos casos de microcefalia no país.

A reunião, que não constava na agenda de Dilma, começou por volta de 17h30, no Palácio da Alvorada.Diante do surto de casos de microcefalia, especialmente no Nordeste, o governo criou, em novembro de 2015, um grupo de trabalho interministerial para tratar das parcerias com estados e municípios no combate ao Aedes aegypti, que também é transmissor da dengue e da chinkungunya.Também participam os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Defesa, Aldo Rebelo, além do secretário nacional da Defesa Civil, do general Adriano Pereira Júnior, do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, e de técnicos do governo.

Ontem (20), o Ministério da Saúde divulgou novo boletim epidemiológico sobre a microcefalia. Até agora, foram registrados 3.893 casos suspeitos de microcefalia ligados ao vírus Zika, registrados em 764 municípios de 21 unidades da federação.

A Região Nordeste lidera o número de casos, concentrando aproximadamente 90% das notificações, seguida do Sudeste (6%) e Centro-Oeste (4%). Pernambuco, com 1.306 casos suspeitos (33% do total), é o estado com o maior número de registros. Em seguida, estão a Paraíba, com 665 casos; a Bahia, com 496; e o Ceará, com 216. O Rio Grande do Norte tem 188 casos.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Unicef defende mobilização para combate ao Aedes aegypti

Mosquito Aedes aegypti
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende o engajamento e a mobilização da sociedade no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya. A pediatra Francisca Maria Andrade, especialista em programas do Unicef, diz que é necessária uma mudança de comportamento dos brasileiros em relação ao mosquito para que o combate seja eficiente.

“Precisamos que haja um engajamento, uma mobilização muito grande da sociedade, mudança de comportamento e os meios de comunicação têm uma importância destacada”, apontou.

O Unicef está acompanhando as ações do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais para combater a proliferação do mosquito, e também monitora a evolução dos casos de microcefalia no Brasil. A malformação em recém-nascidos está relacionada à infecção das mães pelo vírus Zika.

Por meio do projetos Selo Município Aprovado e Plataforma dos Centros Urbanos, mais de 1,6 mil municípios da Amazônia, do Semiárido e dos grandes centros urbanos estão articulados com o Unicef em um trabalho que mobiliza uma rede de articuladores e adolescentes.

“A ideia é reforçar o trabalho que vem sendo feito, especialmente de combate ao mosquito, porque se conseguirmos combater o mosquito, vamos reduzir infecção pelo Zika, chikungunya e dengue, que comprometem muito a saúde e podem levar à morte.”

Segundo a médica, mesmo tendo informações sobre o Aedes aegypti, muitas pessoas não verificam os locais de foco do mosquito. Embora reconheça que a mudança de comportamento não é fácil, Francisca diz acreditar nos efeitos da campanha do Ministério da Saúde que estimula a população a fazer uma avaliação semanal nas residências, condomínios e locais de trabalho, com o objetivo de interromper o ciclo do mosquito. O Aedes aegypti passa de larva à fase adulta em uma semana.

A especialista em programas do Unicef lembrou que, mesmo que um agente de saúde ou de endemias passe por uma residência, a visita só se repetirá em três meses ou mais. “Aí já criou muito mosquito neste período. É preciso que haja a consciência de cada cidadão não só para proteger a população brasileira, mas os nossos visitantes. A gente tem várias cidades que dependem do turismo e não gostaríamos que houvesse um comprometimento da nossa economia por conta da redução dos turistas no nosso país.”

No caso de empresas, a recomendação da Unicef para as instituições que queiram aderir à campanha de combate ao Aedes aegypti é criar brigadas contra o inseto nas comissões internas de prevenção de acidentes (Cipas). De acordo com a especialista do Unicef, algumas secretarias estaduais de saúde estão fazendo treinamento de funcionários em empresas. “São brigadas que podem se juntar às Cipas para também proteger os funcionários desse agravo que seriam as infecções transmitidas pelo mosquito".

Teste rápido
Na avaliação de Francisca, o teste rápido para diagnóstico da dengue, Zika e chikungunya, que começará a ser distribuído para os laboratórios centrais da Fundação Oswaldo Cruz até o fim de fevereiro, vai contribuir para o tratamento das doenças.

“A gente já tem uma boa experiência no Brasil com o teste rápido do HIV, que traz resultado em 15 ou 20 minutos para dar uma resposta, então, se a gente tiver também nas três doenças causadas pelo Aedes, vai ser um avanço maravilhoso para o diagnóstico e para o tratamento das pessoas”.

A pediatra defendeu que gestantes, crianças e idosos tenham prioridade no uso dos testes. “O ideal é que este teste esteja disponível para a população inteira, para todos que manifestem os sinais e sintomas das doenças, que procurem os serviços de saúde, mas com prioridade para esses grupos”, apontou.

Segundo a especialista, atualmente, os diagnósticos de Zika se baseiam nas manifestações clínicas como sinais e sintomas, o que dificulta a definição de estatísticas da doença no Brasil.




Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ANS reforça campanha contra mosquito transmissor da dengue e zika

Imagem: ANS
Com o intuito de disseminar as orientações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está reforçando a campanha do Ministério da Saúde para este fim. A ação visa alertar a população em geral e estimular as operadoras de planos de saúde para que orientem os beneficiários sobre a necessidade de eliminar o mosquito, face ao aumento de casos de dengue e da confirmação da relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia na região Nordeste.
Uma das principais ações contra o mosquito é a conscientização da população sobre o seu papel de eliminar locais nos quais o Aedes aegypti pode se reproduzir, como vasos de plantas, lixo e garrafas pet abandonadas. Por isso, a campanha chama a atenção para importância da limpeza, com a mensagem “Sábado da faxina. Não dê folga para o mosquito da dengue”. O material alerta que “Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer”, reforçando que o mesmo inseto também transmite os vírus chikungunya e zika. 
A campanha está sendo veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Em 15 minutos, é possível fazer uma vistoria nas casas e eliminar os locais que podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
Saúde suplementar – A ANS esclarece que o exame para detecção da dengue tem cobertura obrigatória prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A sorologia Elisa para pesquisa de anticorpos (IgG e IgM) é o método recomendado pelo Ministério da Saúde para a confirmação laboratorial da doença. Além dele, outros exames complementares também podem ser utilizados para o diagnóstico e têm cobertura obrigatória pelos planos, tais como: hemograma, contagem de plaquetas, prova do laço, dosagem de albumina sérica e transaminases, além de radiografia de tórax (PA, perfil e incidência de Laurell), ultrassonografia de abdome e outros exames, conforme necessidade (glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, TPAE e  ecocardiograma).
A partir de janeiro de 2016, os planos de saúde passarão a cobrir também os testes rápidos para detectar dengue e os exames para detecção da febre chikungunya. Na maioria dos casos, o diagnóstico presumido do vírus zika pode ser feito pela exclusão da dengue e da febre chikungunya. Até o momento, o tratamento para zika é clínico e baseia-se no controle dos sintomas da doença, semelhante ao que ocorre com a dengue e a chikungunya. Tal tratamento é coberto pelos planos de saúde.

Fonte: Portal ANS

sábado, 5 de dezembro de 2015

Combate ao mosquito transmissor do vírus Zika requer mobilização nacional

Recife (PE) - Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento das doenças Dengue, Chikungunya e Zica, transmitidas pelo Aedes Aegypti (Roberto Stuckert Filho/PR)
Recife (PE) - Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento à dengue, 
febre chikungunya e o vírus Zika, transmitidos pelo Aedes aegypti Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5) que o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika, relacionado a casos de microcefalia em 16 estados brasileiros, é a principal medida para lidar com o problema e requer uma grande mobilização da sociedade em todo o Brasil.

As declarações foram feitas no Recife logo após reunião com os ministros da Saúde, Marcelo Castro, da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, além do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e prefeitos de municípios nordestinos afetados pelo grande aumento de casos de microcefalia.“É importante que a sociedade perceba que esta é uma ação de guerra contra o mosquito, não é um dia nacional. A ação precisa ser cotidiana e permanente, até que a gente chegue à vacina contra o Zika”, disse. “A sociedade tem que se mobilizar para acabar com todos os processos que levam à água parada. O combate é contra a reprodução do mosquito, que precisa de água parada e temperatura elevada para procriar.”

A presidenta enfatizou que o Brasil é o primeiro país a ter que lidar com o problema e que ogoverno vai incentivar pesquisas em busca da imunização. “Não é algo que tenha uma literatura e uma experiência internacional. Há estudos da Organização Mundial da Saúde, mas somos o grande e primeiro caso. Por isso, a dedicação de todos os pesquisadores vai ser muito importante”, disse.

Dilma apontou ainda a necessidade de tratar as pessoas que tiveram a doença e informá-las sobre os riscos que do vírus Zika. “Também vamos aumentar os exames de tomografia e de sangue para termos clareza de fato sobre a relação entre o vírus Zika e a microcefalia”, disse.

A presidenta também informou que haverá uma reunião com todos os governadores e as associações de prefeitos em Brasília, na próxima terça-feira (8), para tratar da questão e articular medidas nacionais.

Fonte: Agência Brasil