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segunda-feira, 28 de março de 2016

Câmara - Comissão da MP do Zika promove audiência na quarta

A comissão mista que analisa a  (MP) 712/16 promove audiência pública na quarta-feira (30).

A MP prevê a adoção de medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, do vírus chikungunya e do zika vírus.
Convidados
Estão convidados representantes dos ministérios da Saúde; da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); da Moscamed; do Instituto Butantan; da Fundação Oswaldo Cruz; do Instituto Evandro Chagas; do Sanofi Pasteur; do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag); da Planear Sistemas; da Oxitec; e do LABclim.
A audiência interativa está marcada para as 14 horas, no plenário 7, da ala Senador Alexandre Costa, anexo 2 do Senado.
O evento terá transmissão ao vivo e participação popular pelo site:http://senado.leg.br/ecidadania
Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Agentes de Saúde fazem ação de bloqueio em bairros com casos suspeitos de dengue, chikungunya ou zika

 Na imagem, agente Maria Angélica durante bloqueio em residencia. Foto:Cesar Brustolin/SMCS
Os agentes de saúde de Curitiba estão realizando uma ação de bloqueio de transmissão nas regiões onde há casos confirmados ou suspeitos de dengue, chikungunya ou zika. No Cajuru, onde há um caso confirmado de dengue, os agentes passaram, na sexta-feira (19), pelas casas do bairro. A ação precisa atingir todos os imóveis num raio de 300 metros da casa da pessoa doente ou com suspeita das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Dona Doraci Marques mora há 36 anos na mesma casa no bairro Cajuru. Consciente da gravidade das doenças geradas pelo Aedes, ela abriu as portas para a agente de saúde do Município conferir as condições do imóvel e os cuidados que os moradores têm para evitar a proliferação do mosquito.
 “Saber que tem um caso da doença na vizinhança assusta”, afirma dona Doraci, que mora com a filha e um neto de 6 anos. Mas ela não dá chance para o mosquito faz tempo. “Já eliminei os pratinhos dos vasos de flores há quase 19 anos”, conta ela.
A coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Juliana Martins, explica que o objetivo principal da ação de bloqueio é evitar que a pessoa doente ou com suspeita da doença seja picada pelo mosquito, que poderá transmitir a doença para outras pessoas.
Nas visitas, os agentes seguem a rotina determinada pelo Ministério da Saúde: orientam os moradores e sanam suas dúvidas; observam as condições do imóvel, dentro e fora; eliminam os pontos com risco de facilitar o aparecimento de focos do mosquito; e coletam larvas que venham a ser encontradas. Se isso acontecer, é preciso abrir um novo raio de 300 metros para desenvolver a ação de bloqueio, que nesse caso é ampliada.
Juliana explica que nos depósitos em que não é possível retirar a água parada, por eles serem muito grandes ou pesados, nem cobrir, é feito o tratamento químico, com poder de ação de dois meses.
Risco
A ação de bloqueio no Cajuru exigiu a abertura de um novo raio de 300 metros. Isso porque na casa de um casal de idosos, vizinhos de rua da dona Doraci, a preocupação em armazenar água da chuva e guardar objetos que eles avaliam que serão úteis em algum momento acabam oferecendo risco para o casal e para os moradores da região. A agente de saúde encontrou muita água parada, acúmulo de lixo reciclável e coletou larvas que vão ser levadas para análise. Também foi necessário fazer o tratamento químico em ralos da residência. A moradora garantiu que vai eliminar todo o material que está acumulando água em seu terreno.

Fonte: SMCS

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Especialista conversa sobre epidemias de dengue, chikungunya e zika vírus

Um dos mais respeitados infectologistas do país,Marcos Boulos é professor e ex-diretor daFaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Para o médico, já vivemos “a maior epidemia do mundo por zika".
De acordo com Boulos – que defende o combate sistemático ao Aedes aegypti – prefeituras municipais erram ao não manterem um grupo técnico permanente de controle do mosquito. Por isso, considera a epidemia o resultado de uma política inadequada. Também lamenta o atraso no tratamento, o que pode levar à morte. Em março do ano passado, quando o estado de São Paulo já apresentava mais da metade dos casos de dengue no país, ele atestava que “nunca tivemos uma infestação de Aedes aegypti” como a de então. E vaticinava: “A infecção de chikungunya por aqui é questão de tempo”.

Marcos é graduado em medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (1972), com mestrado, doutorado e livre docência em doenças infecciosas e parasitárias pela USP. Atua nas áreas de malária, dengue, HIV/Aids, hepatite, leishmaniose e doenças dos viajantes. Destacou-se, ainda, como assessor técnico do Ministério da Saúde e consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
Transmitido pela TV Brasil toda terça-feira, às 23h, o programa Espaço Público é apresentado pelo jornalista Paulo Moreira Leite e nesta edição terá a presença da jornalista convidada Lígia Formenti, do jornal O Estado de S. Paulo, e a  jornalista e professora da UnB Valéria Mendonça, que é especialista em Saúde Coletiva.
Fonte: Portal EBC

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ANS reforça campanha contra mosquito transmissor da dengue e zika

Imagem: ANS
Com o intuito de disseminar as orientações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está reforçando a campanha do Ministério da Saúde para este fim. A ação visa alertar a população em geral e estimular as operadoras de planos de saúde para que orientem os beneficiários sobre a necessidade de eliminar o mosquito, face ao aumento de casos de dengue e da confirmação da relação entre o vírus zika e o surto de microcefalia na região Nordeste.
Uma das principais ações contra o mosquito é a conscientização da população sobre o seu papel de eliminar locais nos quais o Aedes aegypti pode se reproduzir, como vasos de plantas, lixo e garrafas pet abandonadas. Por isso, a campanha chama a atenção para importância da limpeza, com a mensagem “Sábado da faxina. Não dê folga para o mosquito da dengue”. O material alerta que “Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer”, reforçando que o mesmo inseto também transmite os vírus chikungunya e zika. 
A campanha está sendo veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Em 15 minutos, é possível fazer uma vistoria nas casas e eliminar os locais que podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
Saúde suplementar – A ANS esclarece que o exame para detecção da dengue tem cobertura obrigatória prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A sorologia Elisa para pesquisa de anticorpos (IgG e IgM) é o método recomendado pelo Ministério da Saúde para a confirmação laboratorial da doença. Além dele, outros exames complementares também podem ser utilizados para o diagnóstico e têm cobertura obrigatória pelos planos, tais como: hemograma, contagem de plaquetas, prova do laço, dosagem de albumina sérica e transaminases, além de radiografia de tórax (PA, perfil e incidência de Laurell), ultrassonografia de abdome e outros exames, conforme necessidade (glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, TPAE e  ecocardiograma).
A partir de janeiro de 2016, os planos de saúde passarão a cobrir também os testes rápidos para detectar dengue e os exames para detecção da febre chikungunya. Na maioria dos casos, o diagnóstico presumido do vírus zika pode ser feito pela exclusão da dengue e da febre chikungunya. Até o momento, o tratamento para zika é clínico e baseia-se no controle dos sintomas da doença, semelhante ao que ocorre com a dengue e a chikungunya. Tal tratamento é coberto pelos planos de saúde.

Fonte: Portal ANS

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Bahia receberá R$ 1,6 milhão para enfrentar dengue, chikungunya e zika vírus

Foto: ABr
O Ministério da Saúde autorizou repasse de R$ 1,6 milhão para ações emergenciais de controle e prevenção da dengue, chikungunia e zika vírus na Bahia. A portaria que encaminha os recursos para o Fundo Estadual de Saúde do estado está publicado no Diário Oficial da União de hoje (10).

As três doenças ocorrem simultaneamente e já são tratadas como tríplice epidemia. Dados do último boletim da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), publicado na última quinta-feira (6), mostram os registros de 53,5 mil casos suspeitos de dengue, 41,6 mil de zika vírus e 11,7 mil de chikungunya entre janeiro e o começo de agosto.

No caso da dengue, houve aumento de 177% dos casos em relação ao mesmo período do ano passado e a incidência é de 354 casos para cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que níveis de incidência acima de 300 casos para cada grupo de 100 mil habitantes revelam situação de epidemia. Ainda segundo o boletim, a incidência de zika vírus está em 275 casos para cada 100 mil habitantes.

De acordo com a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde, Ita de Cácia, o repasse de recursos foi em resposta a uma solicitação do governo do Estado, a partir da necessidade de melhorar as ações de enfrentamento à doença. Ao todo, foram solicitados ao Ministério da Saúde R$ 15 milhões para realizar ações que incluem compra de teste rápido para detecção da febre chikungunya e de material para o controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor das três doenças.

Para Ita, entre as ações emergenciais necessárias está promover a capacitação de profissionais de controle de endemias e profissionais de saúde dos municípios para que casos graves sejam imediatamente identificados e tratados.

“Esses recursos são necessários não só por conta da dengue, mas pelas outras duas epidemias que estão em curso. Se fossemos somar os casos das três, que são transmitidas pelo mesmo vetor, daria um número muito grande. Nós não conhecemos bem ainda como a chikungunya e a Zika vírus vão se comportar. Tanto que, em relação à Zika, logo no início, achamos que seria uma virose mais branda. Foi quando começaram a aparecer os casos de complicações neurológicas”, explica a superintendente, referindo-se aos casos da Síndrome de Guillain-Barré que surgiram principalmente entre pessoas que tiveram antes sintomas de doenças causadas pelos vírus. Até o momento, a Sesab notificou 57 casos da síndrome.


Fonte: Agência Brasil