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sábado, 9 de abril de 2016

SESA/PR - Paraná garante estoque suficiente de medicamentos para tratamento da gripe


Com a antecipação e o aumento de casos de influenza (gripe) no País, o estoque de medicamentos para o tratamento da doença está em níveis adequados no Paraná. Para atender à demanda dos 399 municípios do Estado, o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) conta, atualmente, com 83 mil tratamentos do Oseltamivir.

Os medicamentos são fornecidos pelo Ministério da Saúde ao Estado e, então, distribuídos aos municípios. “O fluxo é simples. A solicitação do município deve ser feita para a Regional de Saúde e essa demanda é repassada ao Cemepar que, em poucos dias, organiza o envio do pedido”, explica a diretora do Cemepar, Suzan Alves. 

De acordo com Suzan, apenas este ano já foram distribuímos 20 mil tratamentos para os municípios do Paraná. “Em todo o ano de 2015, foram 62 mil para adultos e 6 mil para crianças, enviados para as 22 Regionais de Saúde no Paraná”, diz. Além do medicamento para adultos, o estoque do Oseltamivir utilizado em crianças também está em dia.

TRATAMENTO – O Oseltamivir, medicamento para tratamento dos vírus da influenza, é disponibilizado gratuitamente para toda a população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é que ele seja receitado a todos os casos suspeitos da doença, mesmo sem a confirmação laboratorial.

“Temos um protocolo paranaense voltado exclusivamente ao atendimento de casos de influenzas. Nele recomendamos a prescrição do antiviral já no início dos sintomas, pois o medicamento é mais eficaz nas primeiras 48 horas do quadro gripal”, ressalta a chefe do Centro de Epidemiologia da Secretaria estadual da Saúde, Julia Cordellini.

Julia explica que os casos de gripe têm alguns sintomas característicos que se manifestam na maioria das pessoas. Os principais são febre alta repentina, tosse, dor de garganta e mal-estar geral. “A dificuldade de respirar é outro sintoma comum, sobretudo quando o quadro clínico do paciente já está se agravando”, complementa a médica, ressaltando que as pessoas não devem esperar o agravamento dos sintomas para procurar atendimento.

NÚMEROS – Nesta quinta-feira (7), a Secretaria da Saúde divulgou os novos números de influenza no Estado. Em 2016, de janeiro a abril, foram registrados 83 casos no Paraná, sendo 60 da gripe H1N1. Também foram confirmados dois óbitos por H1N1 – em Maringá e São José dos Pinhais.

Os dois casos se referem a gestantes, uma de 22 e outra de 25 anos. A primeira teve início dos sintomas em 13 de março e morreu no dia 18 com uma evolução rápida para um quadro grave de insuficiência respiratória. 

A gestante de São José dos Pinhais também apresentou os primeiros sintomas no dia 13 e morreu 15 dias depois, em 28 de março, por parada cardiorrespiratória. As duas apresentaram resultados positivos de exames laboratoriais para a presença do vírus H1N1.

A Secretaria da Saúde recomenda que ao apresentar os primeiros sintomas deve-se procurar atendimento médico e comentar a possibilidade de um quadro de gripe. “Em epidemias anteriores tivemos um número alto de óbitos em gestantes e jovens. Isso mostra que o cuidado deve ser redobrado nesses casos”, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira. 

Em 2015, o Paraná registrou 970 casos de Influenza, sendo 139 de H1N1. As mortes por gripe somaram 26, das quais quatro foram causadas pelo vírus H1N1.

SEMINÁRIO – Em 12 de abril, a Secretaria da Saúde organiza o quinto Seminário sobre Influenza e Outras Doenças. O evento reúne profissionais de saúde e a população em geral para tratar de informações sobre casos, protocolos clínicos e experiências anteriores no Estado.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link:http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=3096.

Fonte: SESA/PR

quarta-feira, 6 de abril de 2016

SESA/PR - Estado cria força-tarefa e vai aplicar fumacê contra a dengue em Paranaguá



O Governo do Paraná vai reforçar o apoio ao enfrentamento da epidemia de dengue em Paranaguá. Uma força-tarefa da Secretaria estadual da Saúde já está na cidade para dar suporte técnico às equipes municipais no sentido de intensificar as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, além de auxiliar na reorganização do fluxo de atendimento aos pacientes.

A partir desta quinta-feira (7) o Estado inicia também um novo ciclo de aplicação do fumacê, inseticida utilizado contra o mosquito adulto - em sua forma alada. O trabalho contará com sete camionetes de UBV pesada e atingirá todos os bairros da cidade.

"Trata-se de mais uma ação efetiva do governo estadual para ajudar o município neste momento de epidemia. O objetivo é reduzir os índices de infestação do mosquito e preparar a retaguarda de atendimento para prevenir novas mortes", disse o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz.

Ao todo, o Estado já investiu mais de R$ 8,8 milhões em ações de controle da dengue em Paranaguá. Os recursos foram destinados à contratação emergencial de profissionais de saúde, compra de equipamentos, despesas de custeio, entre outros.

Nesta terça-feira (5), o foco foi acompanhar em Paranaguá o trabalho de inspeção sanitária em residências e estabelecimentos comerciais da cidade. Técnicos da Secretaria Estadual da Saúde desenvolveram uma atividade de campo com os agentes de endemias para orientar sobre a conduta que deve ser adotada durante o serviço.

Somente neste ano, mais de 1,2 mil denúncias de potenciais criadouros do mosquito já foram recebidas pelas autoridades municipais. A maioria está relacionada a terrenos baldios e casas abandonadas. Segundo a Prefeitura, o trabalho de apuração dessas denúncias é diário e já resultou em cinco multas.



Em Paranaguá, as denúncias podem ser feitas para o telefone 199. A ligação é gratuita. "Iniciativas como esta são importantes pois contribuem para que a população também faça sua parte no combate ao mosquito. Um foco de dengue em uma casa abandonada, por exemplo, afeta toda a vizinhança", ressaltou a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Themis Buchmann.

Foi por meio de uma denúncia da população que as equipes de saúde descobriram focos do mosquito da dengue no terreno do mecânico Lúcio Luiz. O local abrigava resíduos de um ferro-velho, que segundo o proprietário já foi desativado. "Assim que fui notificado comecei a remover o lixo e as peças de carro que estavam expostos à chuva. Espero que dentro de 30 dias tudo aqui esteja resolvido", disse.

Durante a semana, também haverá reuniões com os gestores e profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento direto aos pacientes. A intenção é esclarecer alguns pontos do protocolo indicado para o manejo clínico de pacientes com suspeita de dengue.



BOLETIM – O novo informe técnico da dengue, divulgado nesta terça-feira (5) pela Secretaria estadual da Saúde, contabiliza 2.914 novos casos de dengue no Estado. Desde agosto de 2015 até agora foram confirmados 21.455 casos, no total, que estão espalhados por 289 municípios do Paraná, nas 22 Regionais de Saúde.

Neste boletim, quatro municípios entraram em situação de epidemia – quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes na cidade. Floresta, Bela Vista do Paraíso, Nova Santa Rosa e Ivaiporã fazem parte da lista que, agora, totaliza 44 municípios em situação epidêmica.

A Secretaria também confirmou mais três mortes por dengue no Estado. Todos são moradores de Paranaguá. Ao todo, são 34 mortes por dengue no Paraná.

Pela primeira vez, a 6ª Regional de Saúde registrou um caso autóctone de dengue no município de União da Vitória. “Os novos números mostram que mesmo com o fim da temporada de verão, os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti devem continuar porque ainda temos altas temperaturas e chuvas constantes, o ambiente ideal para a reprodução do mosquito”, orienta Themis.

Os casos de Zika e Chikungunya passaram para 223 e 46, respectivamente. No boletim divulgado na semana anterior (29 de março), os mesmos números estavam em 200 e 41 casos no Paraná.

Fonte: SESA/PR

segunda-feira, 4 de abril de 2016

SESA/PR - Paraná vai antecipar campanha da gripe e também deve oferecer vacina contra a dengue

9O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou na sexta-feira (1º) que o Paraná vai antecipar para o dia 25 de abril o início da campanha de vacinação contra a gripe no Estado. Caputo Neto revelou ainda detalhes sobre a intenção do Governo do Paraná em adquirir por conta própria vacinas contra a dengue para oferta na rede pública de saúde.

Os anúncios foram realizados em Curitiba, durante coletiva de imprensa no gabinete do secretário. O objetivo foi fazer um balanço dos resultados alcançados pela pasta, após uma série de audiências com autoridades de saúde em Brasília nesta semana.

Com a antecipação da campanha, os paranaenses terão mais cinco dias para serem imunizados contra os vírus da gripe. A medida deve ser tomada também pelos outros Estados do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, a campanha nacional deve começar apenas no dia 30 de abril. 

“Tendo em vista a queda nas temperaturas e o aumento no número de casos de gripe em São Paulo, entendemos que era necessário iniciar a campanha mais cedo. Para viabilizar isso, tivemos que lutar por mais doses em Brasília e organizar um amplo processo de logística para a distribuição da vacina no Paraná”, ressaltou Caputo Neto, que foi o interlocutor dos Estados do Sul na reunião com representantes do ministério nesta quinta-feira (31).

No dia 25 de abril, o Paraná já terá recebido 48% do total de doses previstas para todo o período de imunização. O restante virá em lotes enviados semanalmente pelo Ministério. Até 20 de maio, data estipulada para o término da campanha, o Estado deve vacinar 2,9 milhões pessoas.

46Assim como no ano passado, terão direito à vacina gratuita: idosos (+60 anos), crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, mulheres com pós-parto de até 45 dias (puérperas), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas, trabalhadores e detentos do sistema prisional.

Segundo o coordenador estadual de Imunização, João Luis Crivellaro, a meta é vacinar 80% deste público-alvo, mas o Paraná espera atingir uma cobertura vacinal próxima a 95% e 98%. “Historicamente, somos sempre um dos primeiros Estados a atingir esta meta. Neste ano, queremos alcançar esses índices o mais cedo possível, garantindo a imunização dos grupos prioritários de forma mais precoce”, ressaltou.

A vacina demora pelo menos duas semanas para fazer efeito. Ela é eficaz contra os três tipos do vírus da gripe mais circulantes no país: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Em adultos, a dose é única. Já para crianças, é preciso completar o esquema vacinal de duas doses para que o imunobiológico conceda a proteção desejada.

VACINA DA DENGUE – Na coletiva de imprensa desta sexta, o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, informou também que o Estado do Paraná deverá oferecer gratuitamente, a partir de junho, uma vacina pioneira contra a dengue na rede pública de saúde. As doses serão adquiridas com recursos próprios do governo estadual, visto que a União – responsável pelo programa de imunização - ainda não sinalizou a inclusão da vacina no calendário básico do SUS.

Cerca de R$ 25 milhões já foram reservados no orçamento do Estado para este fim, conforme determinação do governador Beto Richa. “Ainda não sabemos quanto vamos investir na aquisição das vacinas, pois aguardamos uma definição da Anvisa em relação ao preço que poderá ser praticado pelo fornecedor para as doses comercializadas no país”, explicou Caputo Neto.

65Essa definição deve sair em breve, segundo informações da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. “Esperamos que esse processo de precificação seja finalizado nos próximos trinta dias. Hoje, esse é o principal impedimento para que façamos a compra imediatamente”, detalhou o secretário.

Tão logo seja estabelecido o preço máximo da vacina, o Estado dará andamento às negociações com a indústria farmacêutica francesa Sanofi Pasteur, produtora da única vacina contra a dengue devidamente registrada no Brasil. Na primeira etapa, o Paraná pretende adquirir 500 mil doses.

Estudos realizados pelo Sanofi revelam que a aplicação da vacina em larga em escala reduz em até 93% o número de casos graves de dengue. A medida também tem impacto direto no número de internações, que podem cair em cerca de 81% em locais com campanhas de vacinação.

A vacina tem eficácia comprovada de 66%, protegendo contra os quatro subtipos do vírus da dengue (DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4). “No Paraná, essa porcentagem poderá ser ainda maior, pois a vacina é extremamente eficaz contra os vírus DENV 1 e DENV 4, que mais circulam no Estado”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

No momento, a Secretaria da Saúde está avaliando quais grupos prioritários serão beneficiados pela nova vacina. De acordo com a empresa produtora, a indicação de uso é para pessoas com idade entre nove e 45 anos. Além disso, serão levados em conta aspectos epidemiológicos, como o grau de exposição das pessoas, o número de casos da cidade, a faixa etária e os grupos de risco, que evoluem com mais frequência para a forma grave da doença.

Para o diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, a decisão de disponibilizar a vacina contra a dengue na rede pública é uma medida essencial para conter o avanço da doença no Estado. “Além de proteger o cidadão que receberá a dose, a vacina beneficia toda a população, pois diminui a circulação viral nos municípios atendidos”, conclui.

Fonte: SESA/PR

terça-feira, 29 de março de 2016

SESA/PR - Paraná pretende adquirir vacinas contra a dengue

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, vai a Brasília nesta quarta-feira (30) para uma reunião com o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. O objetivo é buscar mais informações sobre a vacina contra a dengue, já que o produto foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no dia 28 de dezembro do ano passado. 

Na pauta também está o preço da vacina no Brasil, que será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, vinculada à Anvisa. 

O Governo do Estado pretende adquirir as doses com recursos próprios, visto que a União ainda não sinalizou se irá incluir a vacina da dengue no calendário básico de vacinação. 

“Trata-se de uma iniciativa pioneira do Paraná, pois entendemos que é preciso buscar novas armas no enfrentamento da dengue. A vacina já tem eficácia comprovada e será uma grande aliada na prevenção de casos graves e mortes pela doença”, explicou Caputo Neto. 

O secretário explica que a partir do valor estabelecido pela Anvisa o Estado poderá negociar com a indústria farmacêutica produtora e organizar a campanha de vacinação. A intenção é promover, ainda neste ano, uma campanha estadual de vacinação contra a doença, priorizando grupos de risco e regiões prioritárias. 

Desde agosto do ano passado, 31 mortes por dengue já foram confirmadas no Estado. Cerca de 70% das vítimas tinha comorbidades, ou seja, doenças crônicas pré-existentes que podem ter contribuído para a evolução do quadro clínico. “A vacina servirá para proteger também este público mais vulnerável. Isso terá impacto direto na redução do número de mortes”, ressaltou o secretário. 

PREVENÇÃO – O Governo do Estado também está reforçando as demais ações de prevenção contra a dengue. O foco é o combate ao mosquito Aedes aegypti, que também transmite o zika vírus e a febre chikungunya. A circulação simultânea das três doenças atualmente é uma das principais preocupações das autoridades de saúde. 

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, é preciso intensificar o trabalho de eliminação dos criadouros do mosquito. “Mesmo com o fim do verão, os mutirões de limpeza e as ações de conscientização devem continuar em todos os municípios. O poder público e a população têm que se unir e fazer sua parte no combate ao inseto”, disse. 

Ao todo, 299 municípios paranaenses são considerados infestados pelo Aedes aegypti. Destes, pelo menos 219 já apresentaram casos autóctones de dengue, quando a infecção ocorre dentro do próprio município. O dado revela que a doença já circula em mais da metade (55%) das cidades do Paraná. 

“Os números mostram que a dengue não é um problema exclusivo das regiões norte, noroeste e oeste. Hoje a doença já está presente em todo o Estado, inclusive no Litoral, que têm a cidade com o maior número de casos do período”, revelou a superintendente. 

Cleide se refere a Paranaguá, em epidemia desde janeiro deste ano. Com 3.493 casos confirmados da doença, o município também é o que concentra a maior parte das mortes causadas pela dengue – são 19 das 31 registradas no Estado. Quatro destes óbitos foram confirmados nesta terça-feira, no novo boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde. 

A diretora da 1ª Regional de Saúde, Ilda Nagafuti, ressalta que o governo estadual já aplicou mais de R$ 8,8 milhões em ações para o enfrentamento da epidemia em Paranaguá. “Dinheiro destinado a atividades de limpeza urbana e a contratação emergencial de médicos e enfermeiros, compra de medicamentos, aquisição de materiais médicos-hospitalares, entre outras despesas para estruturar a assistência aos doentes”, detalhou. 

O Estado também instalou um hospital de campanha para garantir melhores condições de atendimento aos pacientes com suspeita da doença. As tendas serviram de suporte para o Pronto Atendimento Municipal, que chegou a receber mais de 700 pessoas por dia com sintomas da dengue. 

No fim do ano passado, uma força-tarefa da Secretaria da Saúde foi enviada para Paranaguá com o objetivo de prestar apoio técnico às equipes da prefeitura. No verão, foi realizada uma pesquisa entomológica para verificar a presença do mosquito no litoral do Estado. Esta ação serviu de subsídio para o desenvolvimento de ações de controle do Aedes aegypti. 

Para as próximas semanas, já está prevista a realização de uma nova fase da aplicação do fumacê. Camionetes do governo estadual serão deslocadas para a cidade para o combate ao mosquito adulto, em sua forma alada. O trabalho deverá ser feito simultaneamente a mutirões de limpeza. 

BOLETIM DA DENGUE - O boletim divulgado nesta terça informa ainda que mais quatro municípios do Paraná entraram na lista de cidades com epidemia de dengue nesta semana. Com a inclusão de Ampére, Marialva, Corbélia e São Jorge do Ivaí, sobe para 40 o número de municípios epidêmicos. 

Quanto ao zika vírus, o número de casos do Estado passou de 190 para 200. Pelo menos 16 deles dizem respeitos a gestantes que estão sendo acompanhadas de perto pelas equipes de saúde da Rede Mãe Paranaense. 

Os registros de febre chikungunya também aumentaram na última semana. Com a identificação de mais um caso importado, agora o Paraná confirma 41 ocorrências da doença. 

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 15 de março de 2016

Cuidados com a dengue devem continuar na próxima estação


Cuidados com a dengue devem continuar na próxima estaçãoMesmo com a aproximação do outono e o fim da temporada de verão, os cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue não podem parar. A população deve manter a rotina de vistoria semanal e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti.

“É provável que ainda não tenhamos atingido o pico da epidemia neste período epidemiológico. Verificando a série histórica, isso acontece na primeira quinzena de abril. Então, a mobilização precisa continuar”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

Segundo a superintendente, o número de casos da doença e cidades em epidemia deve continuar aumentando, como ocorreu em anos anteriores. Por isso, ela alerta a necessidade de separar pelo menos um dia na semana e fazer o checklist da dengue em casa.

O desenvolvimento do mosquito, do ovo até a forma adulta, leva de três a sete dias. Esse período varia de acordo com a temperatura e quantidade de chuvas na região. “Se o intervalo para limpeza dos domicílios ou comércios for maior do que uma semana, o cidadão estará permitindo que o mosquito nasça”, afirma Cleide.

“O Aedes está cada vez mais adaptado ao ambiente urbano. Eles preferem os locais onde a quantidade de pessoas é maior. Dessa maneira, as fêmeas têm maior facilidade para alimentação e mais opções de criadouros para desova”, conta a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Themis Buchmann.

Themis também fala que o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde no Estado mostra que mais de 70% dos criadouros do mosquito estão em residências. “Isso confirma que o combate à dengue, zika e chikungunya é uma tarefa de toda população paranaense”, finaliza.

Cuidados com a dengue devem continuar na próxima estaçãoEMPRESAS – As empresas no Paraná também estão envolvidas no combate à dengue. Na última sexta-feira (11), a Caixa Econômica participou do Dia Nacional de Mobilização contra o Aedes aegypti. O movimento envolveu autoridades municipais, colaboradores da instituição e clientes.

Os participantes receberam instruções e informações sobre cuidados que devem ser tomados em suas casas, condomínios, ruas e locais de trabalho. As orientações também foram multiplicadas entre vigilantes, serventes, estagiários e recepcionistas. 

No interior do Paraná, agências em Maringá, Umuarama, Sarandi, Apucarana, Cambé, Ibiporã e Londrina participaram da ação. Na capital, Curitiba, duas agências participaram, Batel e Cândido de Abreu. No litoral, a agência de Paranaguá recebeu a ação.

Para sensibilizar maior número de pessoas, técnicos da Secretaria estadual da Saúde têm participado de eventos para falar dos riscos da dengue, zika e chikungunya. Na última semana, funcionários do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR) assistiram uma palestra sobre o tema. No início do mês, a secretaria da Saúde também participou de um seminário da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura do Paraná que reuniu pescadores, empresários e pessoas ligadas ao setor da pesca no Estado.

Faculdades, empresas e associações também têm solicitado encontros para discutir formas de prevenção. “Nossos técnicos têm levado à população informações importantes sobre essas doenças, mas destacam sempre que o mais efetivo ainda é a eliminação de possíveis criadouros, ou seja, recipientes que acumulam água”, ressalta a superintendente.

BOLETIM – No informe técnico divulgado nesta terça-feira (15) o número de casos de dengue confirmados no Paraná teve um aumento de 34%. Agora são 14.275 casos distribuídos em 271 municípios do Estado. Os números de chikungunya e zika agora estão em 32 e 129, respectivamente.

Dos 3.612 casos de dengue a mais do que na última semana, 1.547 foram em Foz do Iguaçu. As novas confirmações do município foram realizadas com a tecnologia Multiplex, do Laboratório Central do Estado (Lacen/PR), o que ocasionou um aumento significativo.

O número de municípios em epidemia passou de 30 para 31. Santa Cecília do Pavão passou a fazer parte da lista neste boletim. A quantidade de cidades em alerta para epidemia também ficou maior, passando de 21 para 34 municípios que apresentam de 100 a 300 casos de dengue a cada 100 mil habitantes.

No total, a Secretaria da Saúde confirmou 19 óbitos por dengue confirmados neste período epidemiológico. São 14 mortes em Paranaguá, duas em Foz do Iguaçu, uma em Antonina, uma em Curitiba e a última em Maringá. Seis casos ainda estão em investigação.

Fonte: SESA/PR

sexta-feira, 4 de março de 2016

SESA/PR - Famílias acompanhadas por programa social participam no combate ao Aedes


As famílias acompanhadas pelo programa Família Paranaense, coordenado pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, estão sendo mobilizadas para ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti. Para isso, a unidade técnica do programa está orientando os comitês locais para que técnicos da assistência social, da educação e da saúde dos municípios reúnam e orientem essas famílias sobre como vistoriar suas casas e eliminar possíveis criadouros.

A ação faz parte do trabalho intersetorial que vem sendo desenvolvido pela equipe estadual para o enfrentamento da dengue, zika e chikungunya, instituída, na última semana, por meio do decreto assinado pelo governador Beto Richa.

“Temos mais de 33 mil famílias cadastradas no programa que são atendidas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Vamos sensibilizá-las e capacitá-las sobre a necessidade do cuidado para evitar a proliferação da dengue, zika e chikungunya”, diz a coordenadora do Família Paranaense, Letícia Reis. Lançado em 2012, o Família Paranaense tem o objetivo de promover o desenvolvimento social e a emancipação das famílias que vivem em vulnerabilidade social no Paraná.

Segundo Letícia, a ideia é que além de cuidarem das próprias casas, as famílias possam se tornar multiplicadoras das informações e passar a orientar outras pessoas da comunidade onde vivem.

O trabalho será desenvolvido com a participação de técnicos das secretarias estaduais da Saúde e da Educação, em parceria com demais órgãos envolvidos no tema de cada município.

MOBILIZAÇÃO – A regional de Cascavel já se mobilizou e reuniu técnicos de todos os municípios do Oeste, no dia 23 de fevereiro, na sede da Secretaria de Estado da Saúde. Na reunião, ficou definido que a ação com as famílias acompanhadas pelo Família Paranaense será realizada no próximo dia 9, nos 19 municípios da região. O dia 9 de cada mês é considerado o dia estadual de mobilização da população no combate à dengue, conforme legislação estadual (Lei 17.675/013).

De acordo com a chefe do Escritório Regional da Seds em Cascavel, Lizmari Vieira Fontana, a união de esforços entre as áreas do Governo do Estado repercute nos municípios, fortalecendo a cooperação.

VIDEOCONFERÊNCIA - Para discutir a ação conjunta de mobilização das pessoas acompanhadas pelo Família Paranaense em todo o Paraná, técnicos das secretarias estaduais do desenvolvimento social, saúde, educação e do esporte e turismo fizeram uma reunião, por videoconferência, no último dia 19.

“A estrutura do trabalho intersetorial desenvolvido pelo Família Paranaense facilitará a operação deste projeto, permitindo um diálogo constante entre as secretarias estaduais e municipais envolvidas. Por meio da unidade gestora estadual, dos comitês regionais, municipais e locais será possível operacionalizar as ações planejadas e atingir as regiões mais vulneráveis”, explicou Letícia.




DENGUE - O Estado do Paraná, de acordo com os dados epidemiológicos do Centro Estadual de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, apresenta infestação do mosquito Aedes aegypti em 301 municípios. Esse mosquito é o vetor de doenças graves, como a dengue, chikungunya e o zika vírus. O combate ao vetor requer a disseminação ampla da informação e a atuação integrada entre o poder público e a sociedade.

Fonte: SESA/PR

quinta-feira, 3 de março de 2016

SESA/PR - Secretário lança Mutirão de Cirurgias e anuncia investimentos na região de Campo Mourão

mutirão de cirurgias
O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, estará em Campo Mourão nesta quinta-feira (3) para o lançamento do Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas na região. O programa pretende reduzir a fila e diminuir o tempo de espera por este tipo de procedimento, abrangendo diversas especialidades.

Caputo Neto também deve anunciar a ampliação do repasse de recursos para o custeio da Santa Casa de Campo Mourão, através do programa HospSUS, de apoio e qualificação dos hospitais públicos e filantrópicos do Paraná.

Durante a solenidade, será confirmado ainda o apoio do Estado no custeio das novas UTIs neonatais da Santa Casa, investimentos no Consórcio Intermunicipal de Saúde da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (CISCOMCAM), bem como a nova campanha de mobilização para o combate à dengue, zika e chikungunya.

Serviço
Anúncio de novos investimentos em saúde na região de Campo Mourão

Data: quinta-feira (3)
Horário: 14h30
Local: Auditório da Santa Casa de Campo Mourão
Rodovia PR-558, S/N, Campo Mourão.

Fonte: SESA/PR

SESA/PR - Leituristas da Sanepar vão atuar no combate ao Aedes

A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) começa a distribuir, neste mês, informativos para ajudar na eliminação dos criadouros dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, transmissores da dengue, da chikungunya e da zika. Vão participar leituristas em 103 cidades indicadas pela Secretaria de Estado da Saúde como as que registraram mais casos de dengue no Estado. “Nosso exército de leituristas vai entrar na guerra contra a dengue, atendendo a um pedido do governo estadual e a uma necessidade social de prevenção da doença”, disse o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche. Em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria, os empregados da Sanepar receberão treinamento sobre as doenças.

Os informativos contêm uma lista de 20 possíveis focos do mosquito, como garrafas pet, garrafas de vidro, ralos, vasos, cacos de vidros em muros, vasilhas para animais, lixeiras, fontes, calhas, piscinas e outros. Para cada um desses focos, há uma instrução de como podem ser eliminados. A recomendação é que essas ações sejam repetidas uma vez por semana, já que os ovos do Aedes demoram cerca de dez dias para se transformarem em mosquitos adultos.

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A Sanepar informa que não entrará nas casas para fazer vistorias. Essas atividades serão realizadas por outros órgãos. Caso o morador tenha alguma dúvida ou observe alguma atitude suspeita de agentes, poderá entrar em contato gratuitamente com a Sanepar pelo 0800 200 0115 ou mesmo informar a polícia.

Chaowiche lembra que é crescente o número de pessoas infectadas em todo o mundo, inclusive no Paraná. “A Sanepar quer dar sua contribuição para que os criadouros do mosquito sejam eliminados, pois essas doenças podem ter consequências graves e até matar”, afirmou. Ele relembrou que a população precisa fazer uma vistoria em seus imóveis e evitar deixar locais onde a água possa ser acumulada, pois ali a fêmea do mosquito pode pôr seus ovos. “A arma que a população tem hoje contra a dengue, a chikungunya e a zika é a prevenção. Se eliminarmos os locais onde a fêmea põe os ovos, estamos ajudando muito a reduzir o número de mosquitos e a incidência dessas doenças”, disse.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorrem 300 milhões de infecções por dengue por ano, sendo que 100 milhões de infectados apresentam sintomas. A OMS afirma ainda que aproximadamente 50 mil doentes morrem todo ano. As fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus preferem colocar os ovos na borda de materiais com água limpa, mas se não houver, elas colocarão em água suja ou mesmo em lugar onde não exista água. Os ovos podem durar até 450 dias fora da água, esperando que a água apareça, para se transformarem em mosquitos. Por isso, é importante eliminar todos os possíveis criadouros do mosquito, não deixando água parada.

Toda semana, é preciso fazer uma limpeza com esponja em bebedouros de animais, pratinhos de plantas e quaisquer outros lugares que possam acumular água. Quando não é possível tirar toda a água, como é o caso de plantas como as bromélias, fontes, espelhos d’água, é importante aplicar uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária. Manter esses cuidados e usar repelentes certificados pela Anvisa são os passos mais importantes hoje para prevenção da dengue, chikungunya e zika. O Ministério da Saúde não recomenda uso de repelentes naturais.

SINTOMAS COMUNS –
 A enfermeira do trabalho da Sanepar, Viviane de Camargo, explica que os sintomas podem se confundir com uma gripe e que, em caso de suspeita, é importante ir ao médico. “Exames clínicos podem ajudar a diagnosticar a dengue. A zika, por enquanto, só com exames laboratoriais”, diz.

Segundo o Ministério da Saúde, febre alta (39° a 40°C), de início repentino (com duração de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele são os principais sintomas da dengue. Infectados com chikungunya também apresentam febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Com zika, o doente apresenta dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos, podendo ainda ter inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

Para nenhuma dessas doenças existe vacina e o tratamento é sintomático. Em caso de suspeita de qualquer uma dessas doenças, deve-se buscar atendimento médico e evitar a automedicação, que pode inclusive piorar o quadro. “No caso da dengue, por exemplo, um comprimido para dor de cabeça com ácido acetilsalicílico pode piorar severamente o quadro. O ácido acetilsalicílico bloqueia o trabalho de coagulação das plaquetas por até oito dias após a ingestão, podendo levar a uma complicação hemorrágica”, explica a enfermeira.

wewCidades onde serão distribuídos informativos:

Alto Paraná, Altônia, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assaí, Assis Chateaubriand, Astorga, Atalaia, Bela Vista do Paraíso, Cafelândia, Cambará, Cambé, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Centenário Do Sul, Céu Azul, Cianorte, Cidade Gaúcha, Corbélia, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Oeste, Cruzeiro do Sul, Dois Vizinhos, Douradina, Engenheiro Beltrão, Faxinal, Floraí, Floresta, Florestópolis, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guaraci, Guaraqueçaba, Icaraíma, Inajá, Itaipulândia, Ivaiporã, Ivaté, Ivatuba, Jacarezinho, Jandaia do Sul, Joaquim Távora, Laranjeiras do Sul, Leópolis, Londrina, Lupionópolis, Mamborê, Mandaguaçu, Mandaguari, Maria Helena, Marilena, Maringá, Medianeira, Missal, Moreira Sales, Nova Aliança do Ivaí, Nova Esperança, Nova Londrina, Nova Prata do Iguaçu, Nova Santa Rosa, Novo Itacolomi, Paiçandu, Palotina, Paranacity, Paranavaí, Perobal, Pérola, Porecatu, Querência do Norte, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Realeza, Rolândia, Rondon, Rosário do Ivaí, Santa Cruz Monte Castelpo, Santa Fé, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha Itaipu, Santo Antonio da Platina, Santo Antonio do Caiuá, Santo Inácio, São João do Caiuá, São Jorge do Patrocínio, São Jose dos Pinhais, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Ivaí, Siqueira Campos, Tamarana, Tapira, Terra Boa, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Ubiratã, Umuarama, Xambrê.

Fonte: SESA/PR

Lacen-PR já processou mais de 2,6 mil exames para diagnóstico de dengue, zika e chikungunya



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Desde que adotou a nova metodologia para a confirmação de casos de dengue, zika e chikungunya, o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR) já processou 2.612 amostras e reduziu de dois meses para uma semana o tempo médio para a liberação dos resultados de diagnóstico e isolamento viral. O custo para a realização das análises também caiu em 75%, pois todo o processo agora é feito pela própria unidade do Governo do Estado.

A redução do prazo e a economia se deram por conta da implantação do Multiplex, uma tecnologia pioneira desenvolvida por cientistas do Lacen-PR. O exame permite a testagem simultânea para dengue, zika e chikungunya em uma mesma amostra, agilizando a confirmação do caso.

Segundo a diretora do Lacen-PR, Célia Fagundes, a mudança também ampliou significativamente a capacidade de resposta à demanda por exames. “Passamos de 60 para até 1.400 testes semanais. Isso fez com que garantíssemos um diagnóstico mais rápido, sobretudo para zika e chikungunya, que antes eram realizados por outros laboratórios de referência”, disse ela.

Do volume de exames realizados em um mês, 920 tiveram resultado positivo para dengue, zika ou chikungunya e 1.712 negativo. A taxa de confirmação chega a 35%.

De acordo com a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, a agilidade na confirmação dessas doenças é essencial para que as autoridades de saúde façam ações de bloqueio de casos. “Com isso, é possível traçar um raio de ação em torno da residência do doente e desenvolver um trabalho efetivo para evitar que a doença se espalhe por uma determinada localidade”, explicou.

NÚMEROS – Em todo o Paraná, já são 8.728 casos de dengue registrados. As cidades que concentram a maior parte dos casos são Paranaguá (2.012), Londrina (1.324) e Foz do Iguaçu (1.075). 

Nesta semana, mais duas mortes pela doença foram confirmadas pela Secretaria Estadual da saúde. Trata-se de pacientes moradores de Paranaguá e Foz do Iguaçu, que morreram nos dias 18 e 9 de fevereiro, respectivamente. Com isso, sobe para 13 o número de mortes pela doença desde agosto de 2015.

No Paraná, estão em epidemia de dengue: Rancho Alegre, Munhoz de Mello, Paranaguá, Mamborê, Santa Terezinha de Itaipu, Assaí, Santo Antônio do Paraíso, Cambará, Tapira, Serranópolis do Iguaçu, Itambaracá, Santa Isabel do Ivaí, Nova Aliança do Ivaí, Jataizinho, Santa Helena, Foz do Iguaçu, Guaraci e Medianeira.

O boletim divulgado nesta terça-feira (1º) também atualiza os dados sobre a situação da zika no Paraná. Até o momento, são 93 casos confirmados em diversas regiões do Estado, o que reforça a importância da população ficar atenta e eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Quanto à febre chikungunya, o relatório informa a ocorrência de 26 casos, 12 a mais do que na semana passada.

Fonte: SESA/PR

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Paraná articula órgãos governamentais para combater mosquito da dengue


Paraná articula órgãos governamentais para combater mosquito da dengueA equipe estadual para o enfrentamento da dengue, zika e chikungunya, instituída na última semana por meio do decreto assinado pelo governador Beto Richa, se reuniu pela primeira vez nesta terça-feira (23). O grupo que forma a Sala de Controle participou da reunião na Secretaria estadual da Saúde, órgão responsável por coordenar as atividades. 

No encontro, participantes de 11 secretarias de Estado, instituições da instância estadual, municipal e federal, discutiram medidas e tiveram acesso aos novos números das doenças no Paraná. “A Saúde precisa do apoio de todos para fortalecer as atividades e mobilizar uma parcela cada vez maior da sociedade”, salienta a coordenadora da Sala Estadual, Cleide de Oliveira. 

A coordenadora do Programa Família Paranaense, da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Letícia Reis trouxe novas ideias à reunião. “Temos mais de 30 mil famílias cadastradas no programa. Vamos sensibilizá-los e capacitá-los sobre a necessidade do cuidado para evitar a proliferação da dengue, zika e chikungunya”, comenta.

Segundo Cleide, os componentes não precisam entender da parte técnica para poder contribuir. “Os outros órgãos podem não trabalhar com políticas voltadas especificamente aos vetores, mas podem ajudar a pensar em estratégias diferenciadas, novas ideias e apresentar outra visão sobre a questão”, diz. A próxima reunião do grupo está agendada para terça-feira (1º de março), às 10 horas. 

Paraná articula órgãos governamentais para combater mosquito da dengueNÚMEROS – Nesta semana, o novo boletim apresentou um aumento de 33% no número de casos de dengue no Estado. “Com o aumento progressivo de casos, estamos intensificando cada vez mais o trabalho de monitoramento e gerenciamento das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti realizadas em todo o Paraná”, explica Cleide.

De 5.541, agora são 7.360 casos de dengue confirmados no Estado neste período epidemiológico. O total de municípios em epidemia também aumentou, passou de 15 para 16. Para o cálculo, é levado em consideração o número de casos de dengue registrados no município. Mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes já é considerada situação de epidemia.

Além de Rancho Alegre, Munhoz de Mello, Paranaguá, Assaí, Santo Antônio do Paraíso, Mamborê, Cambará, Tapira, Itambaracá, Santa Isabel do Ivaí, Serranópolis do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Nova Aliança do Ivaí, Foz do Iguaçu e Guaraci, a cidade de Jataizinho, no norte pioneiro, foi incluída na lista.

O número de mortes por dengue no Paraná subiu para 11, sendo nove em Paranaguá, uma em Curitiba e uma em Foz do Iguaçu. A Secretaria estadual da Saúde ainda investiga outros 11 óbitos no Estado, em Paranaguá (9), Sarandi (1) e Cascavel (1). 

ZIKA – O boletim atual confirma 36 novos casos de zika vírus. No total, o Estado já confirmou 84 casos do vírus desde agosto de 2015, sendo 32 casos autóctones, 38 importados e 14 em investigação para determinar a origem.

Dos casos de zika, oito são em gestantes residentes em Colorado (5), Foz do Iguaçu (1), Rancho Alegre (1) e Santa Helena (1). Além das gestantes, um bebê recém-nascido de uma paciente que teve zika em Colorado também está sendo acompanhado pelas equipes de saúde. 

“A partir do momento da confirmação da doença, essa gestação já é classificada como alto risco e a gestante tem à disposição acompanhamento especializado pela Rede Mãe Paranaense”, explica a assessora da Rede Mãe Paranaense, Débora Bilovus.

De acordo com Débora, o Paraná está preparado para dar assistência adequada a gestantes com diagnóstico de zika. “A gestante será encaminhada para receber atenção especial nos Centros Mãe Paranaense e nos ambulatórios dos hospitais de referência. Desta forma, o bebê terá o que há de melhor em estrutura e equipe de especialistas”, complementa. 

CHIKUNGUNYA – No período epidemiológico de agosto de 2015 até o boletim atual, o Paraná totaliza 14 casos de chikungunya, dois autóctones e 12 importados. Os casos autóctones são dos municípios de Mandaguari e Rancho Alegre, ambos na região norte. 

ERRATA – O caso importado de zika divulgado no informe da terça-feira (16) como pertencente ao município de Cianorte é, na verdade, de um paciente residente da cidade de Japurá, no noroeste do Estado.

Fonte: SESA/PR

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Saúde inicia capacitação de sistema online de Vigilância Sanitária

Saúde inicia capacitação de sistema online de Vigilância Sanitária

O Sistema Estadual de Informação em Vigilância Sanitária (Sievisa), lançado em novembro de 2015 pela Secretaria estadual da Saúde, começa a ser utilizado oficialmente pelas Regionais de Saúde e Municípios do Paraná, começando pelas Regionais de Saúde (RS) da Macro Leste. A capacitação dos técnicos foi realizada nos dias 16 e 17 de fevereiro na Escola de Saúde Pública, em Curitiba.

O programa registra o resultado das inspeções e a situação sanitária dos estabelecimentos do Paraná. Mais de 40 técnicos da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 21ª RS, incluindo os chefes da Vigilância Sanitária, passaram pelo treinamento prático e, a partir de agora, estão aptos a utilizar o novo software.

“O Sievisa vem para facilitar os processos de trabalho da Vigilância Sanitária dentro da própria Regional, além de dar maior controle no acompanhamento das ações realizadas pelos municípios”, explica o chefe da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Santana. 

Ainda de acordo com o chefe da Vigilância Sanitária do Estado, o sistema também traz ganhos no planejamento de custos da área, na organização de estruturas e, principalmente, na melhoria e qualificação do trabalho da Vigilância em Saúde no Paraná.

A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e será disponibilizado gratuitamente aos órgãos. Cinco Regionais de Saúde e 71 municípios testaram o software desde julho de 2015, na fase piloto do projeto, e ajudaram no desenvolvimento e na correção de falhas. Até agora, 123.055 empresas já estão cadastradas.

“O Sievisa atende uma demanda que já tínhamos há algum tempo. Agora teremos um sistema padrão que dará acesso de forma integrada a informações sobre o trabalho realizado por todos os municípios da regional”, diz a servidora da Vigilância Sanitária da 4ª RS – Irati, Kelly Marochi.

Nesta quinta e sexta-feira (18 e 19), os 29 municípios da 2ª Regional de Saúde – Metropolitana passarão pela capacitação. Até o final de maio deste ano, todas as Regionais de Saúde e os 399 municípios do Estado receberão capacitação que possibilitarão a utilização do Sistema.

Fonte: SESA/PR