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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Câmara - Frente Parlamentar vai trabalhar pelo enfrentamento da dengue e de arboviroses

Será lançada nesta terça-feira (1º de março) a Frente Parlamentar da Dengue e Incorporação Tecnológica no Enfrentamento das Arboviroses. O evento contará com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Castro, além de representantes de órgãos governamentais, laboratórios, institutos de pesquisa, conselhos e entidades municipais.
O termo arbovirose deriva da expressão inglesa ARthropod BOrne VIRUSES, adotada em 1942, para designar grupo de infecções virais, cujos agentes foram isolados de animais que tinham participação na etiologia das encefalites. Exemplos de doenças causadas por Arbovírus são as encefalites virais, a dengue, a febre amarela e a meningite.
O evento, proposto pelos deputados Odorico Monteiro (PT-CE) e Antônio Brito (PTB-BA), será realizado das 8h às 10 horas na sala ViP do Restaurante do Senac, 10º Andar, anexo 4.
A frente, que obteve a adesão de 222 parlamentares, terá o deputado Odorico como presidente e Antônio Brito como vice.
Esforços
A frente tem o objetivo de somar esforços no combate ao mosquito e de discutir soluções para os graves problemas de saúde pública associados ao Aedes. “As doenças provenientes de arboviroses transformaram-se em um dos maiores desafios para a saúde pública brasileira e mundial”, assinala Odorico.
Por meio da frente, os parlamentares vão colaborar com o debate sobre a necessidade da mobilização social para o enfrentamento ao mosquito, assim como contribuir para a articulação intersetorial entre o Parlamento, o governo federal, governadores, prefeitos, universidades e sociedade no enfrentamento dos graves problemas causados pelos arbovírus.
“O objetivo é fortalecer a inovação científica e tecnológica na área de arboviroses para garantir a incorporação tecnológica de métodos e técnicas eficazes de proteção e combate ao mosquito, a exemplo, do desenvolvimento de vacinas e demais inovações que permitam diminuir o foco de infestação do Aedes no País”, explica Odorico.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Paraná articula órgãos governamentais para combater mosquito da dengue


Paraná articula órgãos governamentais para combater mosquito da dengueA equipe estadual para o enfrentamento da dengue, zika e chikungunya, instituída na última semana por meio do decreto assinado pelo governador Beto Richa, se reuniu pela primeira vez nesta terça-feira (23). O grupo que forma a Sala de Controle participou da reunião na Secretaria estadual da Saúde, órgão responsável por coordenar as atividades. 

No encontro, participantes de 11 secretarias de Estado, instituições da instância estadual, municipal e federal, discutiram medidas e tiveram acesso aos novos números das doenças no Paraná. “A Saúde precisa do apoio de todos para fortalecer as atividades e mobilizar uma parcela cada vez maior da sociedade”, salienta a coordenadora da Sala Estadual, Cleide de Oliveira. 

A coordenadora do Programa Família Paranaense, da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Letícia Reis trouxe novas ideias à reunião. “Temos mais de 30 mil famílias cadastradas no programa. Vamos sensibilizá-los e capacitá-los sobre a necessidade do cuidado para evitar a proliferação da dengue, zika e chikungunya”, comenta.

Segundo Cleide, os componentes não precisam entender da parte técnica para poder contribuir. “Os outros órgãos podem não trabalhar com políticas voltadas especificamente aos vetores, mas podem ajudar a pensar em estratégias diferenciadas, novas ideias e apresentar outra visão sobre a questão”, diz. A próxima reunião do grupo está agendada para terça-feira (1º de março), às 10 horas. 

Paraná articula órgãos governamentais para combater mosquito da dengueNÚMEROS – Nesta semana, o novo boletim apresentou um aumento de 33% no número de casos de dengue no Estado. “Com o aumento progressivo de casos, estamos intensificando cada vez mais o trabalho de monitoramento e gerenciamento das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti realizadas em todo o Paraná”, explica Cleide.

De 5.541, agora são 7.360 casos de dengue confirmados no Estado neste período epidemiológico. O total de municípios em epidemia também aumentou, passou de 15 para 16. Para o cálculo, é levado em consideração o número de casos de dengue registrados no município. Mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes já é considerada situação de epidemia.

Além de Rancho Alegre, Munhoz de Mello, Paranaguá, Assaí, Santo Antônio do Paraíso, Mamborê, Cambará, Tapira, Itambaracá, Santa Isabel do Ivaí, Serranópolis do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Nova Aliança do Ivaí, Foz do Iguaçu e Guaraci, a cidade de Jataizinho, no norte pioneiro, foi incluída na lista.

O número de mortes por dengue no Paraná subiu para 11, sendo nove em Paranaguá, uma em Curitiba e uma em Foz do Iguaçu. A Secretaria estadual da Saúde ainda investiga outros 11 óbitos no Estado, em Paranaguá (9), Sarandi (1) e Cascavel (1). 

ZIKA – O boletim atual confirma 36 novos casos de zika vírus. No total, o Estado já confirmou 84 casos do vírus desde agosto de 2015, sendo 32 casos autóctones, 38 importados e 14 em investigação para determinar a origem.

Dos casos de zika, oito são em gestantes residentes em Colorado (5), Foz do Iguaçu (1), Rancho Alegre (1) e Santa Helena (1). Além das gestantes, um bebê recém-nascido de uma paciente que teve zika em Colorado também está sendo acompanhado pelas equipes de saúde. 

“A partir do momento da confirmação da doença, essa gestação já é classificada como alto risco e a gestante tem à disposição acompanhamento especializado pela Rede Mãe Paranaense”, explica a assessora da Rede Mãe Paranaense, Débora Bilovus.

De acordo com Débora, o Paraná está preparado para dar assistência adequada a gestantes com diagnóstico de zika. “A gestante será encaminhada para receber atenção especial nos Centros Mãe Paranaense e nos ambulatórios dos hospitais de referência. Desta forma, o bebê terá o que há de melhor em estrutura e equipe de especialistas”, complementa. 

CHIKUNGUNYA – No período epidemiológico de agosto de 2015 até o boletim atual, o Paraná totaliza 14 casos de chikungunya, dois autóctones e 12 importados. Os casos autóctones são dos municípios de Mandaguari e Rancho Alegre, ambos na região norte. 

ERRATA – O caso importado de zika divulgado no informe da terça-feira (16) como pertencente ao município de Cianorte é, na verdade, de um paciente residente da cidade de Japurá, no noroeste do Estado.

Fonte: SESA/PR