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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Câmara - Deputados e convidados defendem mais recursos para a saúde

Os apelos foram feitos durante comissão geral que discutiu políticas de combate a dengue, chikungunya e zika
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
As questões do Combate ao Vírus Zika, à Dengue e à Febre Chikungunya
Participantes demonstraram muita preocupação com a epidemia de zika e aproveitaram para pedir a aprovação da PEC 1/15, que garante mais recursos para a saúde pública
Parlamentares e representantes do setor de saúde defenderam nesta quinta-feira (7), no Plenário da Câmara dos Deputados, a destinação de mais recursos para a saúde no Brasil. Um dos pedidos é para que o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/15, que aumenta o piso de recursos federais direcionados à saúde pública anualmente.
O Plenário da Câmara está para votar em segundo turno um substitutivo da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) que aumenta o investimento mínimo obrigatório do governo em saúde nos próximos seis anos até atingir, a partir do último ano, 19,4% de sua receita corrente líquida em ações e serviços públicos de saúde. Atualmente, a Emenda Constitucional 86 define os gastos mínimos da União com saúde em 13,2% da receita corrente líquida para 2016, subindo até 15% em 2020.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira dos Santos, a PEC supriria o orçamento de 2017 para o setor. Santos reclamou do “subfinanciamento” do Sistema Único de Saúde (SUS), o que impediria o enfrentamento de problemas como a epidemia do vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Coordenador da comissão externa destinada a acompanhar as ações referentes ao combate à epidemia do zika, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) também defendeu a PEC 1/15 para cobrir o corte de R$ 20 bilhões da saúde pelo governo. “Hoje estamos na pior crise da história da saúde, sem dinheiro para nada. Em agosto, não vai haver dinheiro para passar para os municípios. Definhou o recurso público, a arrecadação de impostos, a atividade econômica está se desmanchando no País”, criticou.
A defesa foi feita em comissão geral que discutiu, nesta manhã, o combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, febre chikungunya e zika). O debate foi sugerido pela deputada Luiza Erundina (Psol-SP).
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
As questões do Combate ao Vírus Zika, à Dengue e à Febre Chikungunya. Dep. Luiza Erundina (PSOL-SP)
Deputada Luiza Erundina pediu desculpas à população pela epidemia de zika 
Saneamento básico
Na comissão geral, diversos parlamentares de oposição ao governo criticaram a gestão do PT em relação à saúde. O saneamento básico insuficiente também foi apontado como problema para a epidemia de zika no Brasil. A deputada Luiza Erundina chegou a pedir desculpas à população, em nome do Estado brasileiro, pela disseminação da doença que pode causar microcefalia em bebês. Até agora, são quase 7 mil casos de microcefalia reportados no País.
“A epidemia eclodiu por falta de uma política de prevenção, de investimentos em saneamento básico, de educação do povo para a saúde. Lamentavelmente estamos tendo que adotar medidas emergenciais, que não dão conta de um problema cujas causas ainda não estão claras”, afirmou Erundina.
A parlamentar também se desculpou com os profissionais de saúde, que no Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta quinta, têm que trabalhar em meio a dificuldades decorrentes da falta de um planejamento político adequado.
Também a conselheira da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) Leonor Mara Pacheco Santos disse que é a degradação das condições de vida nas cidades, com dificuldades no acesso à água e a persistência de lixões a céu aberto, que leva a epidemias como a de zika. “Precisamos da imediata revisão do modelo de controle do mosquito. O foco deve ser a eliminação dos criadouros e não dos mosquitos em si. Cidades saudáveis e sustentáveis é o desafio urgente que propomos.”
Ações da Câmara
Em mensagem aos participantes do evento, o presidente da Casa, Eduardo Cunha, destacou que a Câmara tem abordado o assunto em diversos espaços: na comissão mista que analisa a Medida Provisória 712/16, que prevê ações para o controle das doenças causadas pelo Aedes, nas comissões permanentes, na comissão externa coordenada por Osmar Terra, em uma frente parlamentar e em diversos projetos de lei.
Luiza Erundina reconheceu as ações em andamento na Câmara, mas lembrou que os resultados positivos no combate ao mosquito dependem de parceria e do envolvimento do Parlamento, do governo, da sociedade, da academia e dos institutos de pesquisa na questão, com a consciência de que não há perspectivas de solução imediata. “Certificar a eficácia de uma vacina não é questão que se resolve em alguns dias”, lamentou.
Presidente da Frente Parlamentar da Dengue, o deputado Odorico Monteiro (Pros-CE), destacou o combate ao mosquito como primeira questão da frente e ressaltou que a tarefa envolve toda a sociedade. “Não é o Estado que vai resolver o problema dos quintais das casas. É um papel da mobilização da sociedade”, resumiu.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Câmara - Deputados pedem mais recursos para investigar casos de microcefalia

Em reunião na Comissão de Seguridade Social, os deputados ouviram representante do ministério da Sáude
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Reunião ordinária para deliberação de relatórios e proposições. Diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis - DEVIT, Cláudio Maierovitch P. Henriques
Cláudio Maierovitch falou que ministério está investigando as possíveis causas da microcefalia
Os deputados cobraram mais dinheiro para o Ministério da Saúde combater e investigar o aumento de casos de recém-nascidos com microcefalia. O assunto foi debatido hoje, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
A anomalia acontece quando o cérebro não se desenvolve adequadamente e o bebê acaba nascendo com a medida ao redor da cabeça tendo menos que 33 centímetros. O problema pode deixar consequências para toda a vida, como epilepsia, atraso intelectual, paralisia e autismo.
Já foram notificados 399 casos de microcefalia em bebês este ano, em sete estados do Nordeste. Ano passado foram registrados apenas 147 casos em todo o País. O Ministério da Saúde decretou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, fato que já foi informado à Organização Mundial da Saúde.
O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, informou que epidemiologistas, pesquisadores e laboratórios estão investigando a doença, para melhorar o diagnóstico, acompanhar as crianças afetadas e aconselhar grávidas e mulheres que tem ideia de engravidar nos próximos meses.
O diretor acrescentou que a Fundação Oswaldo Cruz, instituição de pesquisa do governo federal, isolou o vírus Zika no líquido do útero de algumas mulheres grávidas cujas crianças estão com a malformação, o que leva a crer que esse vírus é o que está causando a doença.
“Isso nos dá quase certeza de que a causa dessa malformação é a infecção pelo vírus Zika durante o primeiro trimestre da gravidez", informou Maierovitch.
O vírus Zika é transmitido pelo mesmo mosquito que transmite dengue e febre chikungunya. No verão passado, o Brasil viveu uma epidemia de dengue. Na mesma época, o Nordeste enfrentou também uma grande circulação do vírus Zika.
Mais recursos
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou que o governo precisa intensificar o combate ao mosquito transmissor.
"Organizado o Ministério está, junto com as secretarias estaduais e municipais. O Ministério precisa é de mais dinheiro, porque isso é uma novidade no mundo - e é o Brasil - então precisa de mais recursos", completou Perondi.
A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), que está entre os parlamentares que pediram a realização do debate, concorda. Ela cobra a liberação dos 13 bilhões de reais que foram contingenciados do orçamento do Ministério da Saúde.
"Isso está fazendo falta para todas as pesquisas com relação à microcefalia, com relação a esse vírus, ao levantamento epidemiológico que precisa acontecer nos municípios e estados, para que a gente possa efetivamente minimizar todos os danos à nossa população", disse a deputada.
Grupo de trabalho
Os deputados formaram um grupo de trabalho para acompanhar as ações contra o avanço dos casos de microcefalia em recém-nascidos. Nesta quinta-feira (19), está prevista uma reunião com integrantes da Frente Parlamentar da Primeira Infância e representantes do Ministério da Saúde sobre o assunto.
Fonte: Agência Câmara de Notícias