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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Estudo confirma que vírus Zika consegue ultrapassar placenta durante gestação

Grávida, gestante

Cientistas do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz Paraná, confirmaram que o vírus Zika consegue ultrapassar a placenta durante a gestação. A infecção em mulheres grávidas é suspeita de provocar um aumento nos casos de microcefalia registrados no país.

A análise foi feita a partir de amostras de uma paciente na Região Nordeste que sofreu um aborto retido (quando o feto para de se desenvolver dentro do útero) na oitava semana de gravidez, após apresentar sintomas de infecção pelo vírus Zika.

De acordo com o instituto, amostras da placenta passaram por exames capazes de verificar uma infecção por vírus do mesmo gênero do Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela. Os resultados foram positivos e confirmaram a presença de proteínas virais nas células placentárias.

Em seguida, amostras do tecido que apresentavam alterações morfológicas foram retiradas e utilizadas para análise por técnicas moleculares. O exame confirmou a infecção de células da placenta pelo Zika e também a transmissão placentária.

Uma das possibilidades levantadas por cientistas da Fiocruz é que o vírus pode estar usando a capacidade migratória dessas células para alcançar vasos fetais.

“Embora não possamos relacionar esses achados com os casos de microcefalia e outras alterações congênitas, esse resultado confirma de modo inequívoco a transmissão intrauterina do Zika vírus, além de contribuir na aquisição de conhecimento sobre sua biologia e interação com células do hospedeiro e auxiliar no delineamento de estratégias antivirais que visem a bloquear o processo de infecção e/ou transmissão”, explicou a virologista-chefe do Laboratório de Virologia Molecular do instituto, Cláudia Nunes Duarte dos Santos.




Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 31 de julho de 2015

OMS anúncia vacina que pode ser "divisor de águas" no combate ao ebola

Foto: ABr

Resultados de uma análise preliminar mostram que a vacina VSV-Ebov, em fase de testes na Guiné, é "muito eficaz contra o ebola".A avaliação foi anunciada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e os dados foram publicados na revista médica britânica The Lancet
Eficácia
O grupo independente de especialistas internacionais que conduziu a revisão aconselhou que os testes continuem.

A OMS afirmou que embora a vacina tenha mostrado até o momento 100% de eficácia nas pessoas, "evidências mais conclusivas são necessárias sobre sua capacidade de proteger as populações".
Segundo a agência, os testes com a vacina na Guiné começaram no dia 23 de março deste ano nas comunidades afetadas. Eles buscam avaliar a eficácia e segurança de uma dose única da imunização usando a chamada estratégia da vacinação em anel.

Até o momento, mais de 4 mil pessoas próximas a quase 100 pacientes da doença, incluindo familiares, vizinhos e colegas de trabalho participaram de forma voluntária no teste.

Promessa
Para a chefe da agência da ONU, "este é um desenvolvimento extremamente promissor".

Margaret Chan falou a jornalistas que se for provada eficaz, a vacina será um "divisor de águas" e vai mudar a gestão do atual surto de ebola e de crises futuras.

Parceria
No anúncio da OMS, a diretora-geral afirmou que o crédito para o desenvolvimento da vacina contra o ebola vai para o governo da Guiné, as pessoas vivendo nas comunidades e os parceiros da agência da ONU neste projeto.

De acordo com a OMS, a vacina foi desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá.

Os testes estão sendo implementados pelas autoridades do país africano, a OMS, a organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras, MSF,  e o Instituto Norueguês de Saúde Pública, com apoio de diversas instituições nacionais e internacionais.
Informações da Rádio ONU


Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 17 de junho de 2015

OMS recusa declarar emergência sanitária mundial devido ao vírus Mers

O comitê de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), responsável por avaliar os riscos decorrentes da propagação da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (Mers), decidiu que, por enquanto, a síndrome não constitui razão para alarme mundial.
Os especialistas conversaram na terça-feira, pela nonagésima vez desde que o surto começou, em 2012, e suas conclusões foram divulgadas hoje (17) pela OMS.
O fato mais relevante é que os peritos entenderem que, por enquanto, não há necessidade de se declarar emergência sanitária mundial, porque não há sequer a comprovação de haver transmissão sustentada do vírus na comunidade internacional.
A declaração de emergência significaria assumir que o vírus MERS (da sigla em inglês) se transmite como uma gripe, que existe contágio por via aérea ou que qualquer pessoa em contacto com um portador do vírus pode ficar infectada.
O exemplo mais claro é o surto que acontece na Coreia do Sul onde, apesar do grande número de casos, a OMS entende que pode ser controlado, já que todos os casos se relacionam ao paciente contagiado no Médio Oriente, portanto a única fonte de transmissão.
Na manhã de hoje, o governo coreano anunciou que o número de mortos desde a chegada do vírus ao país, em maio, chega a 20 e o número total de casos subiu para 162. Dos infectados, 90% manifestavam problemas de saúde cíticos anteriores, informou o Ministério de Saúde.
O comitê deixou claro, no entanto, que a transmissão se propagou na Coreia, de paciente a paciente, devido à falta de conhecimentos dos técnicos de saúde.
Os especialistas destacaram problemas como medidas de controle e prevenção precárias nos centros de saúde, o hábito de os doentes visitarem vários hospitais para obterem segundas e terceiras opiniões e ainda a tradição dos familiares de acompanharem muito de perto os enfermos.
A Coreia do Sul é o segundo país onde se registra o maior número de contágios, depois da Arábia Saudita, que informou a primeira vítima do vírus em 2012. Desde então, o vírus já infectou mais de 1,2 mil pessoas, das quais mais de 450 morreram.
CREATIVE COMMONS - CC BY 3.0
Da Agência Lusa
Fonte: Portal EBC

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Europa anuncia liberação de 60,5 milhões de euros para combater ebola

epaselect epa04350775 A Liberian woman from the Women in Peace Building Network (WIPNET) distributes Ebola sensitization information to girls at the WIPNET prayer ground in Monrovia, Liberia 12 August 2014. According to
Europa anuncia apoio de 60,5 milhões de euros para
combater ebola
A Comissão Europeia anunciou hoje (8) financiamento de 60,5 milhões de euros (cerca de R$ 188 milhões) para combater o surto de ebola na África Ocidental, incluindo a Guiné-Bissau, no âmbito da prevenção.
O anúncio foi feito pelo comissário europeu para a Cooperação Internacional, Neven Mimica, durante visita à Guiné-Conacri, um dos países cujo governo vai receber diretamente apoio - tal como o da Libéria - para ajudar a lidar com o impacto econômico de combate ao vírus da doença.

A ajuda financeira inclui mais 20 milhões de euros (R$ 62 milhões) para apoiar o plano de saúde lançado em 2013 para enfrentar a epidemia na Guiné-Conacri.
A Guiné-Conacri vai receber ajuda no valor de 11 milhões de euros (R$ 34 milhões) e a Libéria, 14 milhões de euros (R$ 43 milhões).

A Guiné-Bissau partilha com o Mali, Burkina Faso, o Togo, a Costa do Marfim e Mauritânia uma verba de 11 milhões de euros (R$ 34 milhões) para investimento na prevenção da febre hemorrágica.

Um total de 4,5 milhões de euros (R$ 14 milhões) destina-se a custear a prevenção de violência e a reduzir tensões que possam surgir em zonas fronteiriças dos países afetados.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no dia 28 de novembro, havia 2.155 casos de ebola na Guiné-Conacri, com 1.312 mortos, 7.635 casos na Libéria, com 3.145 mortos, e 7.109 em Serra Leoa, com 1.530 mortos.

Foto: EPA/Agência Lusa/Direitos Reservados

Fonte: Agência Brasil