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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Zika: cientistas anunciam método mais eficaz para destruir ovos do mosquito

Foto: ABr
Cientistas anunciaram hoje ter desenvolvido um método eficaz e barato para destruir os ovos do mosquito que transmite a dengue e o Zika, recorrendo ao perfume dos próprios insetos para atrair as fêmeas.

Os investigadores, do Canadá e do México, testaram o método em uma zona urbana e remota da Guatemala e concluíram ter destruído sete vezes mais ovos do que com as armadilhas comuns nas mesmas zonas.

O sistema inclui uma armadilha chamada ovillanta, criada a partir de duas partes de 50 centímetros de um antigo pneu, colocadas de forma a simular uma boca, dentro da qual é colocado um fluido leitoso e não tóxico, desenvolvido pela Universidade Laurentia, no Canadá, que atrai os mosquitos.

O líquido está uma tira de papel ou madeira onde a fêmea do mosquito põe os ovos. Esta tira é removida duas vezes por semana, para monitoramento, e os ovos são destruídos pelo fogo ou com etanol.

A concentração de feromona aumenta com o tempo, tornando a armadilha cada vez mais atrativa para os mosquitos, escrevem os investigadores.

Os cientistas concluíram que a ovillanta é mais eficaz para atrair o mosquito Aedes aegypti do que as armadilhas habituais, construídas com baldes de um litro.

Durante o estudo, que durou dez meses, a equipe recolheu e destruiu mais de 18.100 ovos deAedes aegypti por mês, usando 84 ovillanta, em sete bairros da localidade de Sayaxche, que tem 15.000 habitantes, quase sete vezes mais do que os 2.700 ovos recolhidos mensalmente com 84 armadilhas comuns na mesma zona.

Os cientistas observaram que não foram registados novos casos de dengue na zona abrangida pelo estudo, uma comunidade que normalmente teria duas ou três dezenas de casos naquele período, um dado que consideraram interessante, mas episódico.

O autor do estudo, Gerardo Ulibarri da Universidade Laurentian, disse que destruir ovos de inseto com a ovillanta custa um terço do que custa fazê-lo em depósitos de água natural e apenas 20% do que custa o uso de pesticidas, que, além de matarem os insetos, prejudicam os morcegos, as libélulas e outros predadores naturais dos mosquitos.

Os cientistas explicaram ter decidido usar pneus porque estes representam 29% dos locais escolhidos pelos mosquitos Aedes aegypti para reprodução e também porque os pneus usados são um instrumento universal e barato em ambientes de poucos recursos.

O sistema inclui um programa de formação a distância para aumentar a capacidade de controle de mosquitos pelos profissionais de saúde.

Os mosquitos Aedes aegypti - que transmitem o Zika, a dengue, a chikungunya e a febre-amarela - são extremamente difíceis de controlar com outras estratégias, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Um surto de Zika afeta atualmente a América do Sul, e o Brasil, o país mais afetado, registou mais de um milhão e meio de casos.

O vírus é transmitido aos seres humanos pela picada do mosquito Aedes aegypti, que existe em 130 países, e na maioria dos casos provoca apenas sintomas gripais benignos, ou não provoca sintomas de todo.

No entanto, o vírus tem sido associado a casos de microcefalia, doença em que os bebés nascem com o crânio anormalmente pequeno e déficit intelectual, e a casos de Síndrome Guillain-Barré, uma doença neurológica grave.

Da Agência Lusa
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 4 de março de 2016

Zika: com mais de 9 mil casos em seus territórios, França investe em pesquisa

Com mais de 9 mil casos de infecção por zika registrados em três territórios (Martinica, Guiana Francesa e Guadalupe) nas Américas desde dezembro de 2015, a França foi um dos primeiros países a lidar com a grande propagação do vírus, quando ele começou a circular em 2014 na Polinésia Francesa, território francês localizado na Oceania. Segundo o embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, na época, um terço da população local, cerca de 270 mil habitantes, foi infectada.
Embaixador da França, Laurent Bili, durante entrevista sobre o vírus Zika(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Embaixador da França, Laurent Bili, diz que pesquisadores franceses estudam o vírus Zika desde 2014 Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Esta semana, os governos brasileiro e francês reuniram-se em Brasília para começarem a dialogar sobre parcerias em pesquisas sobre o Zika. De acordo com Bili, pesquisadores franceses estudam o vírus Zika desde 2014. “Temos coisas para compartilhar porque somos um pais que conhece a experiência de uma epidemia e que tem recursos de pesquisadores especializados em doenças tropicais”, disse o embaixador.
“Para os territórios nas Américas [que estão passando por um surto da doença] enviamos mobilização dos serviços hospitalares, enviamos missões da França para reforçar as equipes e trabalhar no diagnóstico e tratamento”, explicou Bili. Além disso, o governo francês desaconselha a ida de gestantes para estes locais.
No país, o Instituto Pasteur e o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento estão envolvidos nas pesquisas sobre o vírus. Segundo o embaixador, também a rede de pesquisa criada para combater o ebola está sendo útil nos estudos sobre o zika.
No Brasil, os primeiros casos de doença foram registrados no começo de 2015. A relação com microcefalia foi confirmada pelo Ministério da Saúde em novembro. No começo de fevereiro a Organização Mundial da Saúde decretou emergência internacional em saúde pública devido à "provável" relação entre o zika e a microcefalia.

Vacina
O mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus Zika e da dengue, não circula na França, porém, segundo o embaixador, o país tem 73 casos de infecção por Zika de pessoas que foram contaminadas fora do país, entre eles, cinco grávidas.
O vice presidente de Dengue da Sanofi, Guillaume Leroy, durante entrevista sobre pesquisa de vacinas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O vice-presidente da Dengue Company , Guillaume Leroy, diz que a vacina para a zika vai demorarFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Pesquisadores franceses já comprovaram cientificamente a ligação entre o vírus Zika e a Síndrome de Guillain-Barré. Ainda na França, o mesmo laboratório que descobriu a primeira vacina da dengue, Sanofi-Pasteur, está desenvolvendo uma vacina contra o vírus Zika.
Guillaume Leroy, vice-presidente da Dengue Company da Sanofi-Pasteur, explica que toda a plataforma tecnológica usada para o desenvolvimento da vacina da dengue é um avanço para os estudos do novo imunizante.
“Estamos na fase de entender o vírus, entender a resposta imune ao vírus. Depois vamos fazer investigação para testar algumas tecnologias de vacinas para eleger a melhor para ser testada contra este vírus. É um processo demorado mas muito importante”, disse Leroy. A empresa não tem previsão para conclusão do imunizante. “Questão de anos”, disse Leroy.

Fonte: Agência Brasil

Zika é tema de simpósio de médicos em Brasília

Encontro será realizado neste sábado (5) para discutir o aumento da microcefalia e as perspectivas de controle das doenças e vacinas
Saiba mais sobre o Aedes aegypti
Saiba mais sobre o Aedes aegypti Arquivo Agência Brasil

Zika Virose: passado, presente e futuro será o simpósio promovido pela Associação Médica de Brasília, neste sábado (5). O encontro de especialistas vai discutir o aumento da microcefalia e as perspectivas de controle das doenças e vacinas. Quem fala sobre o assunto ao Tarde Nacional é o presidente da Associação dos Médicos de Brasíliab (AMB), Jurival Ribeiro.
 
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Ele explica que a AMB vai realizar esse encontro de médicos especialistas de todo país para discutir os dados nacionais, a literatura brasileira e internacional, para ver as evidências de que o zika vírus causa a microcefalia, discutir as perspectivas de controle das doenças transmissíveis pelo Aedes aegypti. Também serão revistos os métodos usados no Brasil, o quadro clínico das doenças no passado e no presente, a vacina que já está no país, mas ainda não aplicada, custos e benefícios.

Confira as informações sobre o simpósio nesta entrevista ao programa Tarde Nacional, com Fátima Santos, na Rádio Nacional de Brasília.


Produtor
joana Darc Lima

Fonte: Rádio Nacional de Brasília

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Zika: OMS declara emergência internacional em saúde pública

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje (1º) situação de emergência em saúde pública de interesse internacional em razão do aumento de casos de infecção pelo vírus Zika identificados em diversos países e de uma possível relação da doença com quadros registrados de malformação congênita e síndromes neurológicas.

A decisão foi tomada após reunião de um comitê de emergência em Genebra, convocado pela entidade na última sexta-feira (29) para tratar do assunto.

Margaret Chan cobrou ainda uma resposta internacional coordenada por parte dos países-membros para combater casos de infecção pelo vírus Zika no mundo. Durante coletiva de imprensa, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, destacou que ainda é necessário comprovar cientificamente a ligação entre infecções pelo vírus Zika em gestantes e casos de microcefalia em bebês. As evidências, entretanto, são consideradas fortes pelos especialistas do grupo. “É preciso investigar e entender melhor a relação”, disse.

Durante coletiva de imprensa, ela avaliou que a ausência de uma vacina contra o Zika e de testes de diagnóstico confiáveis somados à falta de imunidade na população dos países afetados pelo vírus constituem fatores de preocupação.

A diretora-geral da OMS também recomendou que grávidas evitem viagens para locais onde há circulação do vírus Zika.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Zika: Brasil está diante de epidemia que chama a atenção do mundo, diz ministro


Ministro da Saúde, Marcelo Castro
Ministro da Saúde, Marcelo Castro, lembra que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anosFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou hoje (29) que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração surge um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

Durante cerimônia de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti no próprio prédio do ministério, Castro disse que os servidores da pasta precisam dar o exemplo em primeiro lugar. "Não temos ainda a vacina, o remédio para combater o vírus. O que nos resta é o trabalho cotidiano e ininterrupto para destruir os criadouros do mosquito."

O ministro lembrou que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos. Para ele, acabar com os criadouros é uma tarefa difícil, mas não impossível. "O governo está fazendo a sua parte. Nunca houve na história deste país uma mobilização tão efetiva", disse. "São fundamentais e mais necessárias ainda a participação e a mobilização da sociedade".

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Estudo confirma que vírus Zika consegue ultrapassar placenta durante gestação

Grávida, gestante

Cientistas do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz Paraná, confirmaram que o vírus Zika consegue ultrapassar a placenta durante a gestação. A infecção em mulheres grávidas é suspeita de provocar um aumento nos casos de microcefalia registrados no país.

A análise foi feita a partir de amostras de uma paciente na Região Nordeste que sofreu um aborto retido (quando o feto para de se desenvolver dentro do útero) na oitava semana de gravidez, após apresentar sintomas de infecção pelo vírus Zika.

De acordo com o instituto, amostras da placenta passaram por exames capazes de verificar uma infecção por vírus do mesmo gênero do Zika, como dengue, chikungunya e febre amarela. Os resultados foram positivos e confirmaram a presença de proteínas virais nas células placentárias.

Em seguida, amostras do tecido que apresentavam alterações morfológicas foram retiradas e utilizadas para análise por técnicas moleculares. O exame confirmou a infecção de células da placenta pelo Zika e também a transmissão placentária.

Uma das possibilidades levantadas por cientistas da Fiocruz é que o vírus pode estar usando a capacidade migratória dessas células para alcançar vasos fetais.

“Embora não possamos relacionar esses achados com os casos de microcefalia e outras alterações congênitas, esse resultado confirma de modo inequívoco a transmissão intrauterina do Zika vírus, além de contribuir na aquisição de conhecimento sobre sua biologia e interação com células do hospedeiro e auxiliar no delineamento de estratégias antivirais que visem a bloquear o processo de infecção e/ou transmissão”, explicou a virologista-chefe do Laboratório de Virologia Molecular do instituto, Cláudia Nunes Duarte dos Santos.




Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mutirão de combate à dengue na regional CIC

Na imagem, agentes vistoriam a região do Caiuá.
Um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti mobilizou na manhã deste sábado (9) equipes de saúde, agentes comunitários e fiscais da Vigilância Sanitária das 16 unidades de saúde (US) da regional CIC para vistoriar propriedades e conscientizar e orientar a população da área sobre os cuidados que devem ser tomados para eliminar focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A ação ocorreu no entorno das unidades de saúde e nos territórios em que foram encontrados mais focos em 2015, como no da US Caiuá. Todo dia 9 é considerado Dia D de Combate à Dengue.
Durante a manhã deste sábado, cerca de 300 agentes de saúde visitaram residências e outros espaços em busca de focos do mosquito. Em 2015, foram encontrados 56 focos de proliferação do Aedes aegypti na regional CIC, sendo 38 desses na área da US Caiuá.
De acordo com a diretora do Distrito Sanitário CIC, Cynthia Calixto Fraiz, o mutirão esteve mais voltado para a qualidade do que para a quantidade. “Fizemos varreduras completas em residências e comércios da região. Não entregamos apenas panfletos. Em todos os casos em que houve necessidade, nos oferecemos para entrar nas residências para fazer um check list à procura de possíveis focos e alertamos para os potenciais perigos que existem caso haja o descuido”, afirma.
“O objetivo desta ação não é tão somente o combate aos focos do mosquito, mas também levar informação de qualidade à população, para que os moradores passem a ser multiplicadores das orientações de prevenção”, diz a chefe da Vigilância Sanitária do CIC, Lucia Nogas Milani.
Segundo ela, o trabalho das equipes de saúde é importante, mas é preciso que haja o engajamento das comunidades no combate à doença.
“É fundamental que as pessoas colaborem e dediquem pelo menos 10 minutos por semana na limpeza de seus terrenos e na eliminação de focos de água parada”, recomenda.
A passagem da equipe de agentes de saúde pelo Caiuá chamou a atenção dos moradores, que aprovaram a medida.
O operador de máquinas Josemar Diogo foi um dos que teve sua casa visitada. O local apresentou um grande volume de entulhos e focos de água parada. Ele foi orientado a fazer a limpeza do terreno.
“Acho muito importante esta operação da Saúde. Recebi várias informações sobre a dengue que ainda não sabia. Vou procurar seguir as orientações daqui para frente”, declarou.
Outro morador do bairro, Adilson Borges, também aprovou a medida da Prefeitura. “Gostei da visita dos agentes. Acho que todos têm que se conscientizar do problema e fazer a sua parte”, disse.
Mobilização
Além do mutirão, as autoridades sanitárias do distrito CIC têm mobilizado lideranças da região para multiplicar alertas e cuidados. Na última quarta-feira (6), líderes religiosos foram convidados para um encontro para falar sobre o controle do Aedes aegypti. Para Maria Luiza, líder da Igreja Batista da região, a força de mobilização que os líderes de comunidade podem exercer é de extrema importância. “Estivemos reunidos com outros líderes religiosos para discutir o que podemos fazer para incentivar e maximizar os esforços para combater o mosquito, o trabalho é longo e necessário”, diz Cynthia.

 Foto:Cesar Brustolin/SMCS

Fonte: SMCS