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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Arthur Chioro diz que o Brasil vive epidemia de cesarianas

Ministro da Saúde, Arthur Chioro
Para Arthur Chioro,cesariana ml indicada aumenta em
 três vezes o risco de mortalidade materna
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou na sexta-feira (21) considerar inadmissível a proporção de cesarianas realizadas no Brasil. Segundo ele, o país vive uma epidemia desse tipo de parto. 

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo ministério, em parceira com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de 2013, 54,7% dos partos brasileiros são cesáreas, muito acima da recomendação de 15% da Organização Mundial de Saúde. Fora do Sistema Único de Saúde, a proporção chega a 88%.

"Precisamos reconhecer que vivemos uma epidemia de cesarianas", afirmou Chioro. Sobre os riscos de uma cesariana mal indicada, o ministro informou que o governo não está lidando com um problema simples. "É um problema de saúde pública extremamente grave." O ministro afirmou que não se trata de criminalizar a cesariana, o médico ou a mulher no momento em que o parto é necessário.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Vacina contra dengue pode estar disponível em 2018, diz ministro da Saúde

O Ministro da Saúde, Arthur Chioro, é o convidado do programa Bom Dia Ministro. Ele fala sobre o programa Mais Médicos e a campanha de vacinação contra a paralisia infantil (José Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, fala no programa Bom Dia, Ministro sobre a Campanha de 
                                           Vacinação contra a Paralisia Infantil. José Cruz/Agência Brasil                                                  
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (13) que a vacina contra a dengue pode estar disponível em 2018 no país, “se tudo der certo nas pesquisas que os cientistas estão fazendo”. Segundo ele, o governo aguarda o desenvolvimento de uma vacina que seja segura para a população. Chioro informou que o Instituto Butantã, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, são os dois polos brasileiros que estão investigando a vacina de maneira avançada.
“Não há expectativa imediata. E insisto, se tudo der certo nas pesquisas. Porque vacina contra doença viral e, no caso da dengue, contra quatro sorotipos diferentes, nós vamos ter que esperar um avanço e se conseguirmos não tenha dúvida de que o governo, o Ministério da Saúde vai trazer mais uma vacina para os brasileiros”, acrescentou.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Chioro divulga novas propostas para parcerias de desenvolvimento produtivo



O ministros da Saúde, Arthur Chioro, fala sobre as instituições selecionadas para oferta de cursos de medicina do Programa Mais Médicos (Elza Fiúza/Agência Brasil)
Ministros da Saúde, Arthur Chioro, fala sobre as propostas de parcerias de desenvolvimento produtivo para baratear custos do SUS                   Elza Fiúza/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou hoje (14) o balanço das novas propostas de parcerias de desenvolvimento produtivo (PDPs) para o ano de 2015. Essas parcerias público-privadas têm como objetivo promover a aquisição de medicamentos e equipamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e, segundo o ministro, são fundamentais para diminuir os gastos públicos. Além de transferirem o domínio das tecnologias e do conhecimento aos laboratórios públicos, substituem a importação de produtos estratégicos, de acordo com ele.

A primeira mudança ocorreu ainda ano passado quando, em dezembro, o Ministério da Saúde lançou uma lista de 21 produtos prioritários, para que empresas públicas e privadas apresentassem propostas. Antes disso, eram as empresas que apresentavam propostas ao ministério. Dessa forma, há indicação prévia – no fim de cada ano – sobre quais medicamentos e equipamentos o governo precisa adquirir, e todas as empresas competem em igualdade de condições.

Entre os 21 produtos listados, seis são medicamentos biológicos, produzidos a partir de organismos vivos, e que são a grande aposta para o tratamento de doenças graves como câncer, artrite reumatóide, esclerose múltipla e hepatite C, entre outras. Foram esses produtos que despertaram maior interesse por parte de laboratórios públicos e privados, totalizando 23 das 39 propostas apresentadas até o dia 30 de abril. A lista final dos selecionados será divulgada até dezembro.

Juntos, os medicamentos biológicos movimentam R$ 1,3 bilhão ao ano. Como todos esses produtos são importados, as parcerias têm como meta garantir a autossuficiência do mercado nacional.

Outras mudanças são a definição de prazos para apresentação de propostas de transferência tecnológica e o monitoramento contínuo, com análises de relatórios quadrimestrais, apresentados pelas instituições públicas. Foram criadas uma Comissão Técnica de Avaliação e um Comitê Deliberativo para o monitoramento dos projetos, com visitas anuais às unidades fabris, públicas e privadas. O prazo máximo para conclusão do projeto será de dez anos.

Atualmente, há 98 parcerias vigentes, com 27 produtos sendo adquiridos. Todas elas tiveram que se readequar às novas regras. Segundo o ministério, o sistema de PDPs proporcionou, desde 2010, economia de mais de R$ 2 bilhões para o SUS.


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Brasil terá primeira fábrica de equipamentos para radioterapia

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante assinatura de acordo de cooperação tecnológica, 
como parte da expansão da radioterapia no SUSAntonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, assinou contrato ontem (2) com a empresa Varian Medical Systems para construção da primeira fábrica de equipamentos para radioterapia da América Latina. A indústria ficará em Jundiaí, São Paulo, e tem previsão de entrar em funcionamento no final de 2018. As máquinas são usadas no tratamento de câncer.

O acordo prevê que o governo brasileiro compre 80 aceleradores lineares da empresa, que serão distribuídos para hospitais que não têm o aparelho e para hospitais cujas máquinas precisam ser renovadas. Cada equipamento chega a custar R$ 2,1 milhões, mas, pela negociação, deve ficar em R$1,6 milhão. Atualmente, a rede pública de saúde conta com 261 aceleradores lineares.

A iniciativa conta com investimento de R$ 500 milhões para a compra dos aceleradores, as obras de ampliação e a criação de serviços em estados e regiões que não disponibilizam os equipamentos. A previsão é que os aparelhos sejam entregues até de 2018, porque são necessárias obras para a instalação e treinamento de pessoal.

Para firmar parceria, a Varian ganhou licitação em 2013. “Nós fazemos a compra dos equipamentos e, em contrapartida, a empresa vencedora instala a fábrica no Brasil”, explicou o ministro. Segundo ele, o acordo assegura a produção dos equipamentos e a manutenção das máquinas, além de transferência de tecnologia para os institutos tecnológicos brasileiros.

A parceria prevê também a instalação de um centro de treinamento da Varian, para profissionais de toda a América Latina que lidam com esse tipo de equipamento. Segundo o presidente da Varian, Humberto Isidoro, atualmente estes profissionais são treinados em Las Vegas, nos Estados Unidos.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ministro diz que decisão de colocar implantes é sempre do médico ou do dentista

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta terça-feira (14) que a assimetria de informações no setor de próteses e órteses beneficia quem domina o assunto, ou seja, fornecedores e instrumentadores além de médicos e dentistas. Ele participa de audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia de Próteses da Câmara dos Deputados.
Chioro disse que a decisão de colocar o implante é sempre do médico ou do dentista, mas no Brasil, além de indicar o procedimento, esses especialistas também indicam a marca e o fornecedor dos produtos, ou seja, eles têm lucros com isso.
Mas ele ressaltou que os especialistas não são os únicos responsáveis pelo problemas do setor. Segundo o ministro, “há uma cartelização de mercado, os hospitais também lucram com o consumo desses produtos e os planos de saúde tratam diretamente com fornecedores e distribuidores”. Ele afirmou que o Ministério da Saúde tem encaminhado as irregularidades à Polícia Federal para que identifiquem os responsáveis por essas práticas.
Fonte: Agência Câmara