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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Servidores do Hospital Pedro Ernesto denunciam sucateamento e temem privatização

Servidores, estudantes, profissionais e pacientes do Hospital Universitário Pedro Ernesto denunciaram hoje (7) a precarização do atendimento na unidade e disseram que o sucateamento é o primeiro passo para a privatização de hospitais públicos.

A manifestação de hoje, Dia Mundial da Saúde, ocorreu em frente à unidade. Vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Pedro Ernesto sofre com a falta de recursos, que deixou terceirizados e residentes sem salário integral desde 2015 e com a falta de insumos básicos como seringas, gaze e remédios.

Diante da gravidade da situação, na semana passada, o diretor do hospital, Edmar José Alves dos Santos, admitiu, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que se os repasses não forem regularizados até junho, o hospital fechará as portas.

Segundo a nutricionista Cíntia Teixeira, integrante do Fórum de Saúde do Estado, uma das organizadoras da manifestação, o Pedro Ernesto é o único hospital universitário do Rio que não é administrado por empresas. Com a crise financeira do estado, que deixou de fazer repasses regulares à unidade, a principal preocupação é evitar o fechamento ou a privatização.

“Eles sucateiam, deixam o hospital na capa, dizem que não tem dinheiro, deixam faltar medicamento, a população ficam sem assistência, as consultas demoram, não tem concurso para servidores. Esse é o check-list da privatização”, disse Cíntia, que estudou no Pedro Ernesto e também integra a Central Sindical e Popular CSP-Conlutas.

Segundo Cíntia, a gestão do hospital por organizações sociais foi objeto de denúncia por órgãos de controle como o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado. Entre as irregularidades, foram identificados desvios de recursos e insumos do hospital para fazendas de proprietários das organizações.

Greve
Para a ativista, o dinheiro que é repassado para a gestão privada deveria ser investido diretamente nos hospitais para que as condições de atendimento melhorem. “Dinheiro tem. Para que entregar para pessoas suspeitas?”, questionou Cíntia.

Em greve, os servidores do Pedro Ernesto, que se revezam para não prejudicar os pacientes, disseram que, sem a paralisação, a situação estaria pior. “A greve é para lutar por recursos para o hospital e pelo nosso pagamento. Mesmo que não tivesse greve, com essas condições, o hospital não teria como funcionar plenamente”, disse a assistente social Perciliana Rodrigues, do comando de greve.

Representando os profissionais vinculados à Uerj, a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Regina de Souza, disse que, apesar de o Pedro Ernesto sofrer ameças de fechamento, a unidade cumpre papel importante na formação de profissionais da saúde, além de ser referência para pacientes.

“É um hospital pioneiro em transplante de coração, transplante renal, de fígado e em uma série de coisas. Tem uma unidade que atende adolescentes de todo o Brasil, mas que está perdendo seus leitos nos últimos anos e diminuindo o atendimento por questões diversas”, disse. Atualmente, o hospital tem cerca de 500 leitos disponíveis, nas contas do sindicato.

Os principais problemas, segundo Regina, são as condições das enfermarias, que sofrem com a falta de equipamento, problemas estruturais e déficit de profissionais.

Não há previsão de encerramento da greve dos servidores e docentes do hospital, que se juntaram a outras 30 categorias profissionais do estado do Rio que também pararam.

Procurados pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde e a assessoria do governo do estado não se pronunciaram sobre a regularização dos repasses para o hospital. A administração do Pedro Ernesto disse que não conseguiu contatar o diretor da unidade para dar entrevistas e informou que a situação continua crítica. A previsão de fechar as portas por falta de recursos não mudou, confirmou a assessoria.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 30 de janeiro de 2016

Médicos e servidores protestam contra abandono de hospital universitário no Rio

Residentes e funcionários do Hospital Universitário Pedro Ernesto, vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), protestaram ontem (29), na sede do hospital, em Vila Isabel, zona norte da cidade, contra o atraso de pagamentos, das bolsas-auxilio e dos cortes de recursos que interromperam cirurgias e internações clínicas.

De acordo com os manifestantes, de quase 500 leitos disponíveis, atualmente apenas 100 estão ocupados. "Hoje, o hospital enfrenta uma série de cortes. Residentes sem receber bolsas-auxílio, funcionários terceirizados das áreas de limpeza, manutenção, segurança e alimentação sem receber salários, centro cirúrgico fechado, cirurgias e internações suspensas e centro radiológico praticamente inativado por falta de manutenção de equipamentos”, denunciaram os residentes da unidade.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ), Jorge Darze, também participou do protesto. Segundo ele, é grave a situação do hospital, que pode acabar fechando.

Conforme Jorge Darze, a mão de obra terceirizada na área de faxina, segurança e alimentação está sem salário há mais de três meses. "Um hospital não pode ficar sem limpeza e alimentação. O hospital está praticamente inviabilizado.”“Estamos falando de um hospital com responsabilidade social muito grande. É uma unidade que forma pessoal, faz pesquisa e atendimento de alta complexidade que os demais hospitais não têm”, acrescentou.

Por meio de nota, a Uerj informou que não recebeu o repasse dos recursos necessários para honrar esses compromissos, mas que busca regularizar os pagamentos atrasados referentes a bolsas, contratos e serviços terceirizados o quanto antes. Ontem (28), os terceirizados do hospital protestaram em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado.

O governador do estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse semana passada que estuda transferir a gestão do hospital para a Secretaria Estadual de Saúde.

Na semana passada, uma forte chuva alagou o centro cirúrgico da unidade, ala nova da unidade, inaugurada há dois meses.

Em maio do ano passado, a crise no hospital já era sentida por funcionários e estudantes de medicina, que fizeram uma manifestação por melhorias no centro biomédico da unidade.


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Crise na saúde do Rio paralisa centro especializado em anomalias craniofaciais

Sem salário há quase quatro meses, os mais de 40 funcionários do Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (Ctac), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), estão em greve.

Segundo a assessoria da Uerj, estão sendo atendidos apenas casos de urgência, mas a unidade não abriu hoje (22). Normalmente, são feitos em média 50 atendimentos por dia. O centro é referência em tratamento e cirurgias reparadoras de anomalias como a de fissura labial.

Em nota, Policlínica Piquet Carneiro, gestora do centro e vinculada à Uerj, informou  que o atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas estão parcialmente suspensos, aguardando a regularização dos repasses financeiros pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro.
Em nota, a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde informou que a programação de cirurgias no Ctac cabe ao próprio centro, que funciona na Policlínica Piquet Carneiro. Quanto aos repasses, a secretaria esclarece que os recursos já foram disponibilizados e que cabe à Secretaria de Fazenda efetuar os pagamentos.

No texto, a Secretaria de Saúde ressalta que não é responsável pela gestão da Policlínica Piquet Carneiro que, assim como o Hospital Universitário Pedro Ernesto, é vinculada à Uerj, que tem autonomia universitária e envia suas ordens de pagamento diretamente à Fazenda, que usa os recursos disponibilizados pela SES para os pagamentos. A nota destaca ainda que a Secretaria de Saúde não gerencia as datas de pagamentos feitos pela Fazenda.
A Secretaria da Fazendo informou que os recursos para o Ctac seriam liberados ainda hoje (22) para a unidade.

A crise não afeta apenas o Ctac, atingindo todo o sistema de saúde, devido à falta de recursos no governo do estado. Na segunda-feira (19), o Hospital Universitário Pedro Ernesto, vinculado à Uerj, suspendeu as cirurgias marcadas para esta semana depois de um alagamento que atingiu o centro cirúrgico da unidade.

Em novembro, a Uerj suspendeu as aulas devido à "situação de insalubridade" no campus do Maracanã, zona norte. 

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Uerj cancela aulas por 1 semana


                                     Foto: Internet 
 
A crise econômica no Estado fechou as portas da Uerj e do hospital universitário Pedro Ernesto. Depois de o governo suspender os pagamentos, os residentes da unidade entraram em greve por tempo indeterminado. Já as aulas na universidade serão suspensas hoje, por uma semana, por causa do não pagamento de terceirizados, que prestam serviços essenciais, como limpeza e segurança, por exemplo.
Sem condições de funcionamento, a Uerj divulgou ontem o comunicado, alegando "estado de insalubridade por conta da descontinuidade dos serviços terceirizados, que afeta a segurança das pessoas e do patrimônio público."
As paralisações são apenas um dos sintomas da crise na saúde do Rio. O governo está atrasando os pagamentos dos funcionários terceirizados e dos estatutários, que são contratados pelo Estado.
Desde ontem, o hospital já funciona com 30% do efetivo no setor de urgência e emergência. Representantes do sindicato dos médicos e um grupo de residentes se reuniram na tarde de ontem com o Ministério Público para apresentar a situação ao órgão.
O presidente do sindicato dos médicos, Jorge Darze, critica a política de contratações do governo.
"O Estado está contingenciando recursos. No governo Cabral e Pezão, a saúde vem sofrendo as degradações e colocando em risco o funcionamento das unidades. À medida que não se tem funcionários e há um desabastecimento de insumos costumeiros, isso repercute na dificuldade de internação, na manutenção de internados e consultas nos ambulatórios", declarou ao .
Vitor Alvarenga é médico residente no Pedro Ernesto e, segundo ele, a falta de pagamento da categoria é recorrente. "Esse mês recebemos uma carta do governo dizendo que não haveria pagamento. Isso inclui também bolsistas e cotistas da Uerj."
Matéria de http://www.destakjornal.com.br/noticias/rio/uerj-cancela-aulas-por-1-semana-289320/


Fonte: Destak Jornal - 24/11/2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Hepatologistas estrangeiros estarão presentes na 24ª Semana de Fígado do Rio de Janeiro


Inscrições no evento estão abertas

Entre os dias 20 e 22 de maio, o Grupo de Fígado do Rio de Janeiro (GFRJ) promoverá a 24º Semana de Fígado do Rio de Janeiro no Hotel Windsor Copacabana. As inscrições do tradicional evento da hepatologia fluminense já estão abertas.

A sessão inaugural ocorrerá às 08h do dia 20 (quarta-feira) com palestra de, presidente do GFRJ e professor-adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Carlos Terra. Ao longo dos três dias de programação, especialistas brasileiros e internacionais debaterão assuntos relevantes no cenário atual – como transplante de fígado, cirrose e hepatites B, C e E.

Entre os convidados estrangeiros estão:
Guadalupe Garcia-Tsao, da Universidade de Yale (Estados Unidos);
Juan Carlos Garcia-Pagán, do Hospital Clínic da Universidade de Barcelona (Espanha);
Aldo Torre, do Instituto Nacional de Ciências Médicas y Nutrición (México).

Dos palestrantes brasileiros, destacam-se:
Angelo Mattos, professor titular de Gastroenterologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA);
Flair Carrilho, professor titular de Gastroenterologia da Universidade de São Paulo (USP);
Henrique Sérgio de Moraes Coelho, professor associado de Hepatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
Edison Parise, professor associado de Gastroenterologia da Escola Paulista de Medicina (EPM) e Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

O presidente do Grupo de Fígado salienta a importância do encontro para a medicina no Brasil: “Serão três dias de debates de temas importantes para a especialidade, com palestrantes de renome. Suas participações trazem ainda mais qualidade ao encontro, considerado o maior da área no Estado do Rio. Os profissionais e estudantes presentes terão a oportunidade de atualizar seus conhecimentos, e o Grupo de Fígado de mostrar sua importância para a área hepatológica”.

As inscrições do evento podem ser feitas. Para outras informações, acesse o site do evento:http://www.semanadefigadorj2015.com.br/.

Renome mundial - Os três convidados estrangeiros são reconhecidos internacionalmente por seu trabalho e suas pesquisas. Guadalupe Garcia-Tsao é a diretora clínica do Centro de Doenças de Fígado da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Ela é uma das principais pesquisadoras no mundo das complicações da cirrose.

Aldo Torre também tem trabalhos sobre complicações da cirrose. Ele também é hepatologista do Instituto Nacional de Ciencias Médicas y Nutrición, no México, e investigador nacional.

Juan Carlos Garcia-Pagán é o chefe do laboratório de hemodinâmica hepática do Hospital Clínic de Barcelona, um dos mais prestigiosos centros de pesquisa em hepatologia em todo o mundo.


Sobre o Grupo de Fígado do Rio de Janeiro - Com sede no Rio de Janeiro, o Grupo de Fígado foi criado há 24 anos para debater os avanços e os estudos das questões hepatológicas. Os integrantes do Grupo pertencem aos principais hospitais e universidades do Rio de Janeiro.



Fonte: Grupo de Fígado do Rio de Janeiro