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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Curitiba vacina metade das crianças contra a pólio. Campanha segue até o dia 31

Curitiba atingiu nesta sexta-feira (21) a marca de 52,92% do público-alvo vacinados contra a poliomielite. Foto: Gabriel Rosa/SMCS
Curitiba atingiu nesta sexta-feira (21) a marca de 52,92% do público-alvo vacinados contra a poliomielite. A campanha nacional de vacinação contra a doença e multivacinação segue até 31 de agosto, concentrada nos dias úteis, em todas as 109 unidades básicas de saúde de Curitiba. Em menos de uma semana foram imunizadas 53.837 das 101.735 crianças curitibanas com idade a partir de seis meses e menores de 5 anos. A meta do município é atingir 95%.
Considerando a faixa etária, 49,8% das crianças entre seis meses e 1 ano e 53,35% daquelas com idade entre 1 e 5 anos foram vacinadas até o momento. Para vacinar o filho, os pais devem procurar uma unidade básica de saúde (US) e apresentar a carteira de vacinas da criança. Entre as unidades da rede, distribuídas em todas as regiões, Curitiba conta com dez que têm horário de funcionamento estendido – até as 22 horas –, contemplando aquelas famílias que não têm possibilidade de procurar o serviço em horário comercial.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Campanha nacional de vacinação contra a pólio começa neste sábado (15)

Campanha nacional de vacinação contra a pólio começa neste sábado (15)
                          Ministério da Saúde distribui 16 milhões de doses para vacinar 12,7 milhões de crianças                                                      contra a paralisia infantil. Haverá atualização de outras vacinas da infância  
Para proteger as crianças contra paralisia infantil, o Zé Gotinha entra em ação mais uma vez a partir deste sábado (15), dia D de mobilização. Em parceria com estados e municípios, o Ministério da Saúde realiza a 36ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Até o dia 31 deste mês, a meta é imunizar 12 milhões de crianças entre seis meses e cinco anos incompletos. Isso representa 95% do público-alvo, formado por 12,7 milhões de crianças.
A ida ao posto de saúde também será a oportunidade para colocar a vacinação das crianças  em dia. Por isso, paralelamente à campanha contra poliomielite, o Ministério da Saúde promove uma mobilização para atualizar o esquema vacinal dos menores de cinco anos. Os profissionais de saúde vão avaliar a caderneta infantil, alertando aos pais sobre as vacinas que estão vencendo ou em atraso.
Durante a apresentação da Campanha nesta terça-feira (11), o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, convocou pais e responsáveis a levar seus filhos menores de cinco anos a um posto de vacinação. "É extremamente importante seguir a orientação da Organização Mundial da Saúde e vacinar o máximo possível de crianças. Vamos aproveitar também para colocar a caderneta das crianças em dia com a atualização de outras vacinas", reforçou Chioro. O ministro destacou o esforço do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a vacinação para todas as crianças brasileiras, inclusive aquelas que vivem em regiões remotas, como áreas indígenas e população tradicional.
As doses atrasadas serão aplicadas e agendadas, de acordo com a situação de cada criança. Aquelas que nunca foram vacinadas contra a poliomielite, não receberão as gotinhas na campanha. As crianças que estão iniciando o esquema vacinal devem ser imunizadas com vacina inativada poliomielite (VIP injetável), aplicada aos dois e quatro meses de vida. Já aos seis meses, a criança deve receber uma dose da vacina oral e outra de reforço aos 15 meses. (confiram tabela abaixo). Para isso, pais ou responsáveis devem  levar o cartão de vacinação aos postos de saúde.
A vacina é extremamente segura e protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Não existe tratamento para a poliomielite e a única forma de prevenção é a vacina. Ela é recomendada, até mesmo, para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. Já, para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que consultem um médico para avaliar se a imunização é indicada.  
VACINAÇÃO INCOMPLETA - Com a campanha de atualização, o Ministério da Saúde busca aumentar a cobertura vacinal e diminuir o risco de transmissão de doenças que podem ser evitadas, além de reduzir as taxas de abandono. As vacinas oferecidas protegem contra tuberculose, rotavírus, sarampo, rubéola, coqueluche, caxumba, varicela, meningites, febre amarela, hepatites, difteria e tétano, entre outras.  A campanha nacional conta com uma infraestrutura composta por mais de 100 mil postos espalhados por todo o país, 350 mil profissionais de saúde e 42 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais).
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Carla Domingues, ressaltou a importância da vacinação. Segundo ela, é importante que o Brasil mantenha as altas taxas de cobertura para não correr o risco da reintrodução da doença. “O nosso país tem um grande fluxo de turistas e de comércio, por isso é fundamental que as nossas crianças continuem a ser vacinadas. Temos de garantir boas coberturas vacinais tanto na rotina, como na campanha”, explicou a coordenadora.
CAMPANHA PUBLICITÁRIA – A mobilização da população já começou. Com o slogan “Você é o protetor do seu filho”, a campanha publicitária já está sendo veiculada desde domingo (9). As peças mostram a responsabilidade dos pais de levar as crianças para serem vacinadas. Até o dia 31 de agosto, as mensagens serão veiculadas na TV aberta e fechada, rádio, internet, redes sociais e aplicativos de mobile.
POLIOMIELITE - O Brasil está livre da poliomielite desde 1990 e, em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. Entretanto, nove países registraram casos em 2014 e 2015. Em três países - Nigéria, Paquistão e Afeganistão - a poliomielite é endêmica. Nos outros seis (Somália, Guiné Equatorial, Iraque, Camarões, Síria e Etiópia) os casos registrados da doença foram decorrentes de importação do poliovírus selvagem. Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem a ser registrados no Brasil.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.
O Brasil é referência mundial em vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, 17 vacinas que integram o Calendário Nacional e combatem mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.
Esquema sequencial de vacinação contra a poliomielite
 Idade
Qual a vacina
2 meses
Vacina inativada poliomielite – VIP
4 meses
VIP (injetável)
6 meses
Vacina oral poliomielite – VOP
15 meses
VOP (reforço)

Por Carlos Américo e Camila Bogaz, da Agência Saúde 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Paraná bate meta de vacinação contra a pólio, mas campanha continua

O Estado do Paraná atingiu nesta segunda-feira (22) a meta de imunizar 95% do público-alvo da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, iniciada em 8 de novembro. Até a manhã desta segunda, foram vacinadas 624.536 crianças com idade entre seis meses e quatro anos, 11 meses e 29 dias. 

Apesar do bom desempenho, a vacina continuará disponível nas unidades de saúde de todo o Paraná até 31 de dezembro. O objetivo é atingir mais 32.748 crianças que fazem parte do grupo prioritário da campanha, mas ainda não tomaram a vacina. 

Por conta do período de festas, muitos municípios paranaenses estão com unidades de saúde trabalhando em dias e horários especiais. “Por isso, a orientação é que os pais se informem junto à secretaria de saúde de sua cidade sobre como funcionará a vacinação nas próximas duas semanas”, explicou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz. 

Também seguirá até 31 de dezembro a campanha de vacinação contra o sarampo, que também protege contra a rubéola e a caxumba. Até agora, 519.014 crianças já receberam a dose da tríplice viral, o que representa 89,45% do público alvo – crianças de um a quatro anos, 11 meses e 29 dias. 

De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Imunização, João Luis Crivellaro, ambas as vacinas são seguras e contribuem para que o Paraná continue livre das doenças. “Tanto o sarampo quanto a poliomielite estão erradicadas no Estado. Não registramos casos de sarampo desde 2000, mas o perigo de reintrodução existe, visto que há casos confirmados no Nordeste brasileiro e também em outros países”, destaca Crivellaro. 

Já em relação à poliomielite, o Paraná não registra casos desde 1990. No Brasil, a doença também está erradicada. Em 1994 o País recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 10 países da Ásia Central, África Central e do Oriente Médio ainda registram casos da doença.

Fonte: SESA/PR