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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

HU de Ponta Grossa inicia mutirão de cirurgias eletivas



O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) iniciou no sábado (27) o mutirão de cirurgias eletivas, iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde. Segundo o diretor do hospital, Everson Augusto Krum, a ideia é fazer o mutirão todos os sábados (exceto feriados), cada dia com uma especialidade diferente. Para este sábado estão programadas 12 cirurgias da área de otorrinolaringologia (adenoides e amigdalas).

Krum comenta que essa primeira experiência servirá também para avaliar o funcionamento da estrutura do centro cirúrgico do Hospital Universitário, bem como hotelaria, rouparia, alimentação, materiais médicos, esterilização e atenção à recuperação pós-cirúrgica. Cada cirurgia de otorrino com dois cirurgiões por paciente dura cerca de uma hora e mais o tempo de limpeza e desinfecção da sala cirúrgica. “Ocorrendo tudo dentro previsto, aumentaremos o número de pacientes atendidos nos próximos sábados”, diz. Na sequência, serão atendidas as especialidades de cirurgia geral (hérnias e vesícula, entre outras), vascular /varizes e ortopedia.

O diretor comenta ainda que a realização dos mutirões só é possível devido à boa estrutura do centro cirúrgico do hospital. Recentemente foram comprados mais quatro carrinhos de anestesia no valor de R$ 80 mil cada. Isso possibilitou a abertura de mais duas salas cirúrgicas, somando-se a quatro já existentes. “Dessas quatro salas, duas são equipadas com torres para cirurgias, que permitem procedimentos menos invasivos e menores cicatrizes e tempo de internação”. Em 2015, o HU-UEPG fez mais de duas mil cirurgias e continuará realizando, durante a semana, cirurgias eletivas e de urgência.

Outro fator que contribui para avanços no atendimento à população é a criação dos programas de residência médica. Na área cirúrgica são quatro vagas anuais para a residência em Cirurgia Geral e uma vaga para Cirurgia Vascular, oferta autorizada no fim do ano passado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Para Krum, os residentes têm papel fundamental na estrutura de atendimento hospitalar. “Constituem um grupo de profissionais de vital importância na rotina do HU, atuando com dedicação e atenção jovial, com muita vontade de trabalhar, aprender e receber os conhecimentos de profissionais formados há mais tempo.”

O centro cirúrgico conta ainda com o apoio da central de materiais esterilizados, que prepara as caixas de materiais cirúrgicos e também lava e esteriliza os instrumentais, equipamentos e aparelhos após os procedimentos. Outra responsabilidade da central é o preparo de roupas, aventais e ‘campos cirúrgicos’.

“Nesse setor estão as duas autoclaves que necessitaram de reforço no piso para serem instaladas. Hoje funcionam perfeitamente”, comenta o diretor do HU, lembrando dos problemas estruturais apresentados no projeto do hospital, após a inauguração, em 2010.


Fonte: Sesa/PR

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ministério da Saúde destina R$ 143,2 milhões para cirurgias eletivas

Para reduzir as filas no Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para o crescimento do número de cirurgias eletivas realizadas no Brasil, o Ministério da Saúde liberou R$ 143,2 milhões aos estados e municípios. A Portaria 1.034/2015, que destina esses recursos, também redefine a estratégia para ampliação do acesso aos procedimentos cirúrgicos eletivos de média complexidade, como cirurgias de varizes, ortopédicas, de urologia e otorrinolaringologia, incluindo retirada de amígdalas.
Os recursos fazem parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para garantir o acesso da população aos procedimentos disponibilizados no SUS. A Portaria prevê o fim do repasse por componentes. Pelas regras anteriores, o gestor local só poderia receber novos recursos para cirurgias eletivas se tivesse gastado todo o montante passado para cada um deles. Ou seja, se usasse todo o dinheiro do componente II (Especialidades e Procedimentos Prioritários), não poderia receber mais incentivos financeiros sem que utilizasse o valor dos componentes I (Cirurgias de Catarata) e III (Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de média complexidade, considerados relevantes para ampliação do acesso no contexto loco-regional).
Agora, além de agilizar o processo, a nova portaria permitirá aos gestores locais remunerar de forma diferenciada os seus prestadores para estimular a realização de cirurgias eletivas. A medida possibilita a ampliação da oferta de procedimentos reduzindo as filas de espera e beneficiado um número muito maior de pessoas de maneira permanente.
Os valores disponibilizados foram definidos com base em estudo comparativo da frequência de cirurgias eletivas feitas em anos anteriores pelos estados, Distrito Federal e municípios. A transferência dos recursos se dará após a realização dos procedimentos cirúrgicos nos hospitais.
Além do repasse previsto na Portaria 1.034/2015, os gestores locais contam com o limite financeiro de média e alta complexidade (Teto MAC), dinheiro enviado mensalmente pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios que pode ser usado para cirurgias eletivas. Existe ainda a possibilidade de os governos estaduais e municipais usarem recursos próprios para essa finalidade.
AUMENTO – No início deste mês, o Ministério da Saúde liberou outros R$ 143,3 milhões para custear as cirurgias eletivas em dez estados, que realizaram uma alta quantidade de procedimentos até fevereiro deste ano. O objetivo da pasta, que destinou na ocasião um recurso extra, – além do que já havia sido repassado anteriormente – é possibilitar que os estados e municípios continuem a aumentar a realização desses procedimentos.
O número de cirurgias eletivas no Brasil cresceu 11,7% em dois anos, passando de 2.120.580 em 2012 para 2.370.039 em 2014. No mesmo período, o investimento do Ministério da Saúde saltou de R$ 1,04 bilhão para R$ 1,33 bilhão (crescimento de 27,2%).
ESTADO
VALOR
Acre
R$ 577.576,39
Alagoas
R$ 3.291.407,17
Amazonas
R$ 2.031.403,01
Amapá
R$ 240.844,22
Bahia
R$ 12.556.968,78
Ceará
R$ 5.838.031,33
Distrito Federal
R$ 4.658.559,43
Espírito Santo
R$ 3.145.541,31
Goiás
R$ 5.180.972,04
Maranhão
R$ 3.163.896,43
Minas Gerais
R$ 16.466.174,82
Mato Grosso do Sul
R$ 1.374.987,20
Mato Grosso
R$ 1.353.141,53
Pará
R$ 3.989.436,26
Paraíba
R$ 2.425.637,58
Pernambuco
R$ 6.525.355,65
Piauí
R$ 1.824.458,05
Paraná
R$ 8.296.304,66
Rio de Janeiro
R$ 8.135.211,01
Rio Grande do Norte
R$ 2.853.674,79
Rondônia
R$ 626.991,89
Roraima
R$ 249.068,98
Rio Grande do Sul
R$ 8.847.704,76
Santa Catarina
R$ 5.572.800,20
Sergipe
R$ 1.327.132,50
São Paulo
R$ 32.029.819,82
Tocantins
R$ 651.902,49
Total
R$ 143.235.002,30

Fonte: Agência Saúde