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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Congresso começa com defesa do resgate de princípios éticos, humanitários e cidadãos na formação dos futuros médicos

Congresso é realizado na sede do Cremego, em Goiânia
Congresso é realizado na sede do Cremego, em Goiânia
O resgate de uma prática médica mais próxima do ser humano, baseada na defesa de princípios éticos e comprometida com a cidadania. Essas são algumas das características que deveriam nortear a formação dos futuros profissionais e estarem presentes no dia-a-dia daqueles que já atuam na assistência dos pacientes. A construção deste perfil – considerado ideal por vários médicos, professores e alunos de medicina – foi feita na solenidade de abertura do V Congresso de Humanidades Médicas, que termina na próxima sexta-feira (4), em Goiânia (GO).
Para o coordenador da Comissão de Humanidades Médicas do Conselho Federal de Medicina, Henrique Batista e Silva, os tempos contemporâneos exigem uma formação mais ampla dos médicos, agregando outros “saberes”, tornando-os aptos a entenderem os pacientes e a sociedade em sua integralidade. “Áreas como antropologia, música, cinema, filosofia, literatura e tantas outras têm muito a nos oferecer. São campos do conhecimento que valorizam o potencial humano e podem contribuir para o aperfeiçoamento do agir do médico, desde sua formação até o fim de sua vida profissional. Por outro lado, esse acumulo de visões traz impacto positivo na relação com o paciente, desde seu nascimento até o a fase da terminalidade da vida”, disse.

Ao saudar os participantes do Congresso, Henrique Batista e Silva ressaltou a relevância de encontros deste tipo como forma de estimular mudanças nos currículos das escolas médicas e também na prática profissional. Segundo ele, nos encontros da Comissão de Humanidades as trocas realizadas entre os membros têm sinalizado para a necessidade de despertar um novo perfil médico no País. A rápida exposição do coordenador, que também é secretário-geral do CFM, coadunou com a dos outros participantes da solenidade de abertura.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Aldair Novato, lembrou das múltiplas dimensões afeitas ao exercício da profissão. “A medicina exige conhecimento técnico e cientifico, colocando diariamente em perspectiva o saber. A cada consulta, o médico coloca em pratica o resultado de seu aprendizado, obtido após anos de estudo e de vida profissional. Mas a medicina não é apenas ciência e técnica: ela é essencialmente a arte de conhecer, entender, respeitar e se relacionar com o outro. Ela é essencialmente humana”, ressaltou.

“Esse caráter humano da profissão nunca pode ser esquecido, negligenciado ou substituído por qualquer tecnologia, não importa o quão avançado que seja”, alertou Aldair Novato, representante da instituição anfitriã do V Congresso. Aliás, esse risco – da tecnificação excessiva dos atos médicos – também foi citado pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, para quem os avanços científicos que ganharam fôlego a partir do século 18 causaram impacto no fator humano relacionado ao exercício da Medicina, nem sempre de forma positiva.


De acordo com ele, atualmente, os médicos caminham em busca do resgaste de atitudes e visões que coloquem em evidencia os aspectos humanísticos e humanitários no exercício da medicina. Contudo, lembrou Carlos Vital, as humanidades em medicina vão muito além. Devem ser vistas como um compromisso vocacional de cada indivíduo com o exercício da cidadania em tempo integral, inclusive em defesa de causas públicas. “Atualmente, nO Brasil, há três causas prioritárias: a erradicação do modo argentário e corrupto de fazer alianças políticas, a extinção da cultura da impunidade e a promoção e a preservação dos direitos e da dignidade humanos”, arrematou.


Em seu primeiro dia, o V Congresso de Humanidades Médicas, contou com uma mesa que centrou seu debate sobre o tema “Currículo oculto e educação médica”. Na oportunidade, os conferencistas convidados - professor Antônio Ribeiro de Almeida Júnior, vice coordenador do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Universidade de São Paulo (USP), e Felipe Scalisa Oliveira, membro da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem) – abordaram questões relacionados a presença de abordagens e práticas inadequadas e antiéticas no ambiente universitário.


Segundo eles, há comportamentos preconceituosos – dos mais diferentes matizes – que comprometem o processo de formação dos médicos e que não são combatidos pelos responsáveis pela gestão das escolas em atividade. No entendimento dos palestrantes, essa omissão não contribui para a qualificação dos futuros profissionais, premia comportamentos inadequados e pune os que se rebelam contra este tipo de práticas. Um dos momentos onde estas distorções são mais visíveis, afirmaram, é o do acolhimento dos novos estudantes pelos veteranos. Foram apresentados relatos dos chamados “trotes”, durante os quais ocorreriam agressões aos direitos individuais e humanos, além de infrações à legislação e um estímulo à práticas condenáveis.


Ainda pela manhã, no primeiro dia do V Congresso, ocorreu uma primeira rodada de oficinas, que se propunham a provocar o debate entre seus participantes ao redor de temas de interesse para a formação dos médicos na perspectiva de regaste dos valores humanitários e humanísticos. Os três temas centrais foram: “Humanidades na educação médica no mundo”, com apresentação de Bruna dos Reis Costa (Universidade Federal Fluminense (UFF)/Denem) e coordenação de Carlos Andrés Acosta Casas (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)/Denem); “Medicina e Espiritualidade”, com apresentação de Carlos Roberto – UERJ e Kalil Fregúlia de Souza, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); e “Arteterapia”, com apresentação do arte educador Rafael Barreiros (também conhecido como Gentileza) e coordenação de Luna Jeannie Alves Mangueira, do Centro Universitário de Anápolis (UniEVANGÉLICA).


Fonte: Portal CFM

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Estão abertas as inscrições para o V Congresso de Humanidades Médicas que, este ano, será em Goiânia


Durante dois dias, serão realizados debates e apresentações de trabalhos que buscam estimular uma visão mais ampla da prática profissional, contribuindo para aperfeiçoar a relação entre médicos e pacientes
Já estão abertas as inscrições para participação no V Congresso de Humanidades Médicas, que acontece de 2 a 4 de dezembro em Goiânia (GO). O encontro, que ocorre desde 2010 sob a organização do Conselho Federal de Medicina (CFM), tem como principal objetivo estimular uma formação médica que valorize a compreensão do ser humano e todo o seu contexto. 
Médicos de diversas especialidades, professores, acadêmicos e profissionais de áreas afins interessados no conhecimento humanístico voltado para a prática médica e da saúde são esperados no V Congresso de Humanidades Médicas. As atividades serão realizadas na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremego).
“É importante que a comunidade médica reflita se os médicos e estudantes de medicina têm conseguido fazer o conhecimento científico e tecnológico chegar ao paciente respeitando seus valores pessoais em uma relação médico-paciente caracterizada pela boa prática médica”, diz o secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva, que também é coordenador da Comissão de Humanidades em Medicina da entidade, encarregada de coordenar os trabalhos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Em dezembro, Goiânia sedia Congresso de Humanidades Médicas organizado pelo CFM

Comissão do CFM organiza o V Congresso de Humanidades Médicas, que acontece de 2 a 4 de dezembro em Goiânia (GO); objetivo é estimular uma formação que valorize a compreensão do ser humano e todo o seu contexto
Médicos de diversas especialidades, professores, acadêmicos e profissionais de áreas afins interessados no conhecimento humanístico voltado para a prática médica e da saúde, participam, de 2 a 4 de dezembro, em Goiânia (GO), do V Congresso de Humanidades Médicas.
O evento, que acontece na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremego), está sendo organizado pela Comissão de Humanidades em Medicina do CFM.  “É importante que a comunidade médica reflita se os médicos e estudantes de medicina têm conseguido fazer o conhecimento científico e tecnológico chegar ao paciente respeitando seus valores pessoais em uma relação médico-paciente caracterizada pela boa prática médica”, diz o coordenador da comissão e secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

V Congresso de Humanidades Médicas será em Goiânia



Reunião da Comissão debateu a logística do evento. Foto: CFM

A Comissão de Humanidades do Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou na tarde desta terça-feira (23) uma reunião para tratar da organização do V Congresso de Humanidades Médicas, a ser realizado de 25 a 27 de novembro, em Goiânia, na sede do Conselho Regional de Medicina de Goiás. A participação de estudantes de medicina no evento, a escolha do cartaz e questões operacionais foram debatidas na reunião, que contou com a participação de integrantes da comissão, do presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), Aldair Novato Silva, e de dois representantes da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem), Suelen Geisemara Nunes e Danilo Aquino Amorim.

Para o coordenador da Comissão de Ensino Médico e secretário-geral do CFM, Henrique Batista, a reunião foi proveitosa e indica que o próximo Congresso de Humanidades terá uma ampla participação da comunidade médica. Esta também é a expectativa do presidente do Cremego. “Vamos colocar todas as nossas para fazer do V Congresso Brasileiro de Humanidades Médicas um grande evento”, afirmou Aldair Silva. Inicialmente, o congresso seria realizado em Florianópolis, mas no final de abril foi decidido que seria realizado em Goiânia.

A participação dos estudantes é uma novidade da edição 2015 do Congresso de Humanidades e durante a reunião foi debatido como eles poderão contribuir para o enriquecimento das discussões. A coordenadora-geral do Denem, Suelen Geisemara Nunes, ficou de debater com a Diretoria Executiva sobre como se dará a inserção dos estudantes no evento. “Estamos direcionando o foco do Congresso de Humanidades para os estudantes de medicina e é importante a participação dos futuros médicos, pois a juventude tem condições de imprimir uma nova qualidade na relação médico-paciente”, defendeu o coordenador adjunto de Comissão de Humanidades Médica, Roberto Luiz d’Ávila.

Participaram da reunião, como membros da Comissão Humanidades Médicas, Roberto Luiz d'Ávila, Armando José d'Acampora, Francisco Barbosa Neto, José Paranaguá de Santana, Luiz Roberto Londres, Mário Barreto Corrêa Lima e Pablo González Blasco e, como convidados, Aldair Novato Silva, Marco Aurélio Janaudis, Suelen Nunes e Danilo Aquino Amorim.

Fonte: Portal CFM