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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Estado instala hospital de campanha para combate à dengue em Paranaguá

Já está em funcionamento o hospital de campanha que vai dar suporte ao atendimento de casos suspeitos de dengue no Pronto Atendimento Municipal 24 horas, em Paranaguá. A estrutura, cedida pelo governo estadual, garante melhores condições de assistência aos pacientes, tendo em vista a epidemia de dengue e o aumento na demanda por atendimentos de saúde na cidade.Paranaguá, 18/01/2016.Foto: Kássio Pereira/SESA
Foto: Kássio Pereira/SESA
Já está em funcionamento o hospital de campanha que vai dar suporte ao atendimento de casos suspeitos de dengue no Pronto Atendimento Municipal 24 horas, em Paranaguá. A estrutura, cedida pelo governo estadual, garante melhores condições de assistência aos pacientes, tendo em vista a epidemia de dengue e o aumento na demanda por atendimentos de saúde na cidade. 

Uma das tendas está sendo utilizada para abrigar o serviço de triagem e acolhimento dos casos suspeitos. A outra estrutura recebe pacientes que necessitam de um período de observação e hidratação. O espaço conta com 10 leitos/poltronas de hidratação. 

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, o deslocamento dessas estruturas foi um pedido da prefeitura, a fim de ampliar a capacidade de atendimento na rede pública de saúde. “Paranaguá enfrenta uma situação de epidemia e, para evitar novas mortes, precisamos garantir que os pacientes sejam atendidos de forma adequada e em tempo oportuno”, ressaltou. 

Em média, 150 pacientes com suspeita de dengue são recebidos diariamente no Pronto Atendimento Municipal. Nos últimos dias, a recepção do local tem ficado lotada, por conta do alto número de pacientes. “Esperamos que com a instalação dessas estruturas extras, poderemos desafogar um pouco o pronto atendimento”, disse a secretária municipal de Saúde, Sandra Machado. 

A diretora da 1ª Regional de Saúde, Ilda Nagafuti, explica que inicialmente profissionais de saúde do Governo do Estado vão atuar no hospital de campanha. “Trata-se de uma medida emergencial para colocar a estrutura em funcionamento. Já repassamos recursos para a prefeitura contratar profissionais para trabalhar aqui”, afirmou. 

REFERÊNCIA - A intenção é que essa unidade atenda pacientes com suspeita de dengue e que tenham sinais de alarme, como vômito persistente, forte dor abdominal, sonolência/irritabilidade, hemorragias importantes e sangramento nas mucosas. 

NOVO FLUXO - Os casos clássicos (sem sinais de alarme) devem ser acompanhados pelas unidades básicas de saúde. Já os casos graves, que necessitam de atenção especializada, serão encaminhados ao Hospital Regional do Litoral, que conta com suporte de leitos de UTI. 

Todo este fluxo de atendimento foi definido na semana passada, após uma reunião entre técnicos das secretarias Estadual e Municipal de Saúde. “Isso é necessário para agilizar o atendimento aos doentes e assegurar que o paciente receba assistência no local adequado, com estrutura e equipe preparada para dar resposta ao seu quadro clínico”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira. 

Desde agosto do ano passado, 561 casos de dengue foram registrados em Paranaguá. Dois pacientes não responderam bem ao tratamento e morreram. Os óbitos aconteceram no início de janeiro. 

Fonte: SESA/PR

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

SESA/PR anuncia ações de combate à Dengue no Litoral

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, estará em Paranaguá, nesta quarta-feira (6) para anunciar uma série de medidas para reforçar o combate ao mosquito da dengue no litoral. O objetivo é intensificar o trabalho de eliminação de criadouros e reduzir o número de focos do Aedes aegypti, que também transmite a febre chikungunya e o zika vírus.

O anúncio será feito durante a reunião do Grupo de Trabalho Saúde Litoral, que envolve diversos órgãos do Governo do Estado, prefeituras e entidades representativas da região.
Neste verão, a Secretaria da Saúde está fazendo um amplo estudo para avaliar a presença do mosquito nos sete municípios litorâneos. Até o momento, apenas a cidade de Paranaguá apresenta casos de dengue autóctones, ou seja, cuja infecção ocorreu dentro do próprio município.
Para o próximo sábado (9) um grande mutirão de limpeza e conscientização está programado para acontecer em todo o Estado. No litoral, as ações vão atingir também as praias, sob a coordenação da 1ª Regional de Saúde, em parceria com diversos órgãos do governo e também das prefeituras.
Caputo Neto anuncia ainda o repasse de recursos do programa Saúde do Viajante, que beneficiará todos os municípios do litoral. A medida garante que as prefeituras tenham condições de atender as demandas de atendimento em saúde por conta do aumento da população local durante a temporada de verão.

ANÚNCIO DE AÇÕES DE COMBATE À DENGUE NO LITORAL

Data: quarta-feira (6)
Horário: 13h30 
Local: Auditório Emir Roth, Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina – Appa (Avenida Ayrton Senna da Silva, 161, D. Pedro II, Paranaguá).

Fonte: SESA/PR

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Senado - Combate à dengue já envolve 300 mil agentes, informa ministro da Saúde



O Ministério da Saúde já mobilizou mais de 300 mil agentes de combate a endemias e de saúde comunitária para que possam ir "de casa em casa", como disse o ministro Marcelo Castro, exterminando os criadouros do mosquito da dengue em todo o território nacional. O ministro participou, nesta quarta-feira (16), de audiência pública sobre o tema realizada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
- Se o mosquito pode matar, ele não pode nascer. Esse é o lema que queremos popularizar, contando com a colaboração que já vem ocorrendo dos meios de comunicação buscando alertar sempre as pessoas - anunciou Castro.
O ministro considera a situação atual no país como de "guerra" contra o mosquito, mas observou que essa guerra "jamais será ganha" sem a conscientização de cada cidadão.
- Mais de 80% dos criadouros ficam dentro das residências. Qualquer recipiente, uma tampinha de garrafa perdida pode acumular água, e piscinas abandonadas são uma espécie de criadouros extraordinários - disse.
Castro deixa claro que a situação das mulheres grávidas deve de fato ser vista hoje como prioridade, pois a grande maioria de casos de infectadas pelo zika vírus são assintomáticos.
- Ela pode estar doente e não sabe. Só vai descobrir que teve o problema quando for detectada a microcefalia no bebê - informou.
Por isso mesmo as grávidas devem evitar ao máximo serem picadas pelo aedes aegypti, cobrindo o corpo com o uso de blusas de mangas longas, por exemplo, além de utilizarem repelentes, mosquiteiros ou telas protetoras nas residências.
- A correlação do zika vírus com a microcefalia é inédita em todo o mundo, e consideramos esse surto recente como uma verdadeira catástrofe - afirmou.
A microcefalia já foi detectada esse ano em mais de 2.400 bebês, sendo que entre os anos de 2000 e 2014 havia cerca de 150 casos a cada 12 meses. O estado mais afetado por enquanto é Pernambuco, seguido por Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas, perfazendo um total de 20 estados com casos da doença.
Agência Senado
 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Fundação Oswaldo Cruz revela larvicida eficiente no combate à dengue



A Fundação Oswaldo Cruz desenvolveu um larvicida eficiente no combate à dengue. Lançado durante um seminário no Rio de Janeiro, o produto desenvolvido a base do bacillus Bti, também não torna o inseto resistente, principal vantagem em relação aos pesticidas disponíveis até agora.

De acordo com os pesquisadores o larvicida é eficaz contra a proliferação do Aedes Aegypti e é sustentável, não causa riscos ao meio ambiente e nem a saúde humana.

Acesse: Matéria do Repórter Brasil.



Fonte: TV/Brasil

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Combate à dengue deve ser mantido também no inverno

Agentes de Saúde da US Nossa Sra. Aparecida e biólogas da Vigilância Sanitária da regional Bairro Novo, fazem " arrastão" de orientação sobre prevenção a dengue.  Foto: Cesar Brustolin/SMCS
O inverno curitibano, que neste ano está sendo marcado por temperaturas acima da média, é o momento para manter a prevenção contra o mosquito da dengue. De janeiro até agora, foram encontrados 515 focos do mosquito Aedes aegypti em Curitiba, o que representa um acréscimo de 56% no número de focos em comparação com todo o ano de 2014, quando foram registrados 330 focos ao longo dos 12 meses.
Este ano, a Secretaria Municipal da Saúde também confirmou três casos autóctones de dengue, ou seja, de pessoas que foram contaminadas dentro da cidade.
No Sítio Cercado, região onde foi confirmado o último caso autóctone de dengue, as agentes comunitárias da Unidade de Saúde Nossa Senhora Aparecida estão reforçando a orientação e conscientização da população. “Estamos fazendo uma varredura na área, porque, apesar do inverno, os focos de mosquito continuam aparecendo”, explica a bióloga Cristiane Guimarães Moraes dos Santos, técnica da Vigilância Sanitária do Distrito Bairro Novo.

domingo, 19 de abril de 2015

MP-SP libera uso de Aedes aegypti transgênico para combater a dengue



O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) liberou na quarta-feira (15) a soltura de uma linhagem geneticamente modificada de machos do mosquito Aedes aegypti em Piracicaba, interior do estado, com o objetivo de combater o mosquito vetor da dengue e da chikungunya.

Os insetos com os genes alterados copulam com as fêmeas originais do ambiente e geram descendentes que não conseguem chegar à fase adulta.

A soltura dos insetos acontecerá a partir de 30 de abril, de acordo com a empresa Oxitec, responsável pelo desenvolvimento do projeto. Tanto a empresa como a prefeitura de Piracicaba terão que seguir regras. Uma delas é que o uso de inseticidas e as nebulizações, que matam os mosquitos, não poderão ser proibidos.

Além disso, a contratação dessa nova tecnologia pelo município não o desobriga de cumprir medidas como nebulização, retirada de criadouros, fiscalização domiciliar e campanhas de orientação da população.

A empresa, por sua vez, deverá monitorar a área tratada pelo prazo de dois anos, a partir da última soltura de insetos, para certificação de que não existam mais mosquitos transgênicos. As condições impostas pelo MP constam no termo de ajustamento de conduta (TAC), assinado hoje pela prefeitura, a empresa Oxitec do Brasil e a promotoria de Justiça.

O Aedes aegypti transgênico será implementado inicialmente no bairro Cecap, em uma área de 54 hectares, região leste do município, que apresentou maior número de casos de dengue em 2015. No local, vivem cerca de 5 mil pessoas.

A expectativa da empresa é que, após seis meses de liberação, o nível da população de mosquito transmissor da dengue e da chikungunya - também transmitido pelo Aedes aegypti - na área tratada caia significativamente em relação às áreas não tratadas.

O projeto, anunciado em 2 de março, foi alvo de representação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) no MP-SP, avaliada pela promotora Maria Christina Marton Corrêa Seifarth de Freitas, da área de Saúde Pública do MP em Piracicaba.

O prefeito Gabriel Ferrato disse que sempre foi transparente em relação ao projeto. Alegou ainda que há uma equipe trabalhando nisso a fim de melhorar a vida das pessoas, e não prejudicar.

Fonte: Portal EBC

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Deputado cobra das autoridades mais ações para combater a dengue no Paraná


O deputado Ney Leprevost, líder da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, está cobrando do Governo Estadual medidas urgentes para proteger a população paranaense de uma epidemia de Dengue. 

No dia 7 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde divulgou que eram 5.889 casos confirmados no Paraná. Na terça-feira, dia 14, a Secretaria divulgou os novos números 8.522.  Em uma semana os casos confirmados de dengue tiveram um aumento de 45%.  Até o momento, foram confirmadas sete mortes. 

De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde, os municípios com maior número de casos notificados foram Londrina (3.934), Foz do Iguaçu (1.777) e Maringá (1.381). Os municípios com maior número de casos confirmados foram São João do Caiuá (805), Loanda (519) e Londrina (396). A cidade de São João do Caiuá é a que apresenta a maior proporção de casos de dengue no País, já que sua população é de pouco mais de 2,5 mil habitantes.

Porém, os números ainda são menores que o verificado no ano epidemiológico passado – agosto/2013 a julho 2014 – quando foram 19.628 casos confirmados e nove óbitos. De agosto/2012 a julho de 2013, o balanço foi de 54.716 casos confirmados e 23 óbitos. 

Segundo o deputado Ney Leprevost “a Secretaria de Estado da Saúde precisa ampliar a visita ás casas e fazer a nebulização das regiões onde a situação é mais preocupante. Precisamos orientar a população para eliminar os criadouros do mosquito transmissor e não deixar acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos , vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos, lixeiras e etc”, disse.    

Assessoria de Imprensa – Rodrigo França

quarta-feira, 25 de março de 2015

Secretaria de Saúde anuncia medidas para combater a dengue em São Paulo

dengue
Governo intensificará combate à dengue em São Paulo 

O secretário estadual de Saúde, David Uip, anunciou hoje (25), que o governo intensificará as ações de prevenção e combate ao aumento de casos de dengue no estado, com a contratação de 500 agentes pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e o apoio de 30 médicos da Polícia Militar.

O combate à dengue terá também parceria com diversas empresas e instituições que colaborarão na distribuição de material informativo para alertar a população e na antecipação da fase final da vacina, por meio de testes clínicos em seres humanos.

Na avaliação do secretário, o estado vem cumprindo seu papel na prevenção e atendimento dos casos de forma constante e ininterrupta, entretanto, nem todos os municípios conseguiram dar a resposta adequada à situação atual. “Neste momento temos um aumento do número de casos em populações que nunca tiveram contato com a doença. Além disso, temos quatro tipos de dengue e o indivíduo que teve um tipo cria proteção contra esse, mas não contra os outros. Portanto, cada pessoa, pode ter dengue quatro vezes e a segunda pode ser mais grave que a primeira.”

Por isso a secretaria pedirá hoje para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que antecipe a terceira fase de testes clínicos da vacina,  que pode adiantar a produção em dois anos. Segundo dados da secretaria, o  Instituto Butantan, responsável pelas pesquisas, poderá disponibilizar imediatamente 13 mil doses da vacina para o estudo antecipado, que será feito em ambiente controlado e aprovado pelas autoridades éticas e sanitárias. Serão imunizados voluntários em locais de alta incidência da doença. A pesquisa é feita em parceria com a Universidade de São Paulo,  Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e com o Instituto Adolfo Lutz.
Uip ressaltou que como qualquer outra doença causada por vírus a dengue jamais será totalmente controlada, principalmente se não houver uma vacina. “Isso porque envolve desde o controle do vetor, que tem 80% de seus redutos nos domicílios, desde caixa-d’água até piscinas não tratadas em casas de veraneio”.

“A vacina está sendo estudada há sete anos. Uma das vantagens é a dose única, que facilita a adesão. A  segunda fase demonstrou segurança, causando como efeito colateral apenas vermelhidão. O que precisamos agora é conhecer a competência da vacina na proteção contra os quatro tipos. Precisamos de uma vacina que proteja o maior número de pessoas, por mais tempo e com menos efeitos colaterais,” disse Uip.

O secretário destacou ainda que o estado investirá R$ 6 milhões na contratação dos 500 profissionais que duplicarão o efetivo da Sucen. Serão mil agentes de campo para apoio em ações de nebulização. “O contrato dos novos profissionais será de três meses, prorrogáveis de acordo com a necessidade”. Os recursos também foram aplicados na aquisição de 150 atomizadores para a aplicação de inseticidas e de 450 kits de equipamentos de proteção individual para garantir a segurança dos funcionários.

As ações serão reforçadas com a distribuição de 15 milhões de cópias de materiais informativos, em formatos variados. Serão enviados 10 milhões de torpedos pelo celular com recomendações sobre a eliminação de criadouros do mosquito transmissor e a importância de procurar atendimento médico quando forem notados sintomas. As orientações também serão veiculadas nos alto-falantes das estações de rede de transporte metropolitano e nos monitores instalados nos trens do Metrô. O governo terá também o apoio das concessionárias administradoras das rodovias, além de empresas e instituições que também divulgarão o material.

Segundo dados da Secretaria, 30 dos 645 municípios paulistas concentram dois terços dos casos confirmados de dengue no estado de janeiro até o dia 20 de março.  A cidade de Sorocaba lidera a lista e a capital está em quatro lugar. De acordo com o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), nesse período o estado contabilizou 80.283 casos autóctones (com origem no próprio local) confirmados, o correspondente a 191 infecções por 100 mil habitantes. Em todo o ano passado foram confirmados 196,8 mil casos.

As informações do Sinan mostram que 128 municípios não tiveram nenhum caso confirmado e 178 cidades tiveram dez ou menos ocorrências. Neste ano foram registradas 70 mortes pela doença em São Paulo, o que representa 0,08% dos casos confirmados. Em 2014 ocorreram 90 mortes.

Foto: Arquivo Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 20 de março de 2015

Mobilizações auxiliam combate à dengue no interior do Estado


5Mesmo com a chegada do outono e das temperaturas mais frias, algumas cidades do Paraná ainda enfrentam problemas por conta da dengue. Até agora, 3.455 casos foram confirmados e pelo menos 16 municípios estão em situação de epidemia. A recomendação é que o poder público e a sociedade civil se unam em torno de ações de combate ao mosquito, visto que a prevenção é a melhor forma de evitar o avanço da doença.

Exemplos como o do município de Jataizinho, no norte do Estado, devem ser replicados. Na próxima semana, o departamento de saúde da cidade promoverá um grande mutirão educativo alertando a população sobre a importância da eliminação dos criadouros do mosquito. Atualmente, Jataizinho registra 196 casos da doença e já atingiu índice de município epidêmico.

A previsão é que mais de 400 alunos, professores e funcionários de escolas municipais irão às ruas com faixas, cartazes e carro de som divulgando mensagens educativas sobre a dengue. A ação será concentrada em bairros próximos às quatro escolas municipais existentes.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas, a estratégia de buscar o apoio da comunidade escolar é essencial para o controle da doença. “Com o trabalho nas escolas, os estudantes se tornam verdadeiros agentes da dengue. Desta forma, os pais também se envolvem na atividade e ajudam seus filhos na busca por potenciais criadouros em suas casas e quintais”, explicou.

PREVENÇÃO - Estudos mostram que metade dos criadouros encontrados pelas equipes de saúde é considerado lixo, como garrafas pet, copos descartáveis, tampinhas de garrafa, sacolas plásticos, entre outros materiais recicláveis. Contudo, também existem outros locais que merecem atenção durante a vistoria nas residências, como calhas entupidas, bandejas externas de geladeira, ocos de árvores e reservatório de água para animais.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue, Themis Buchmann, um check-list da dengue está disponível em todos os municípios para auxiliar a população neste trabalho de inspeção. “O combate à dengue deve ser uma preocupação diária. Por isso, orientamos que as pessoas busquem esse check-list na unidade de saúde e façam vistorias periódicas mantendo suas casas livres do mosquito Aedes aegypti”, explicou.

AULAS NORMAIS - A Secretaria Estadual da Saúde reforça ainda que, neste momento, a intensificação das medidas de prevenção é a principal atitude a ser tomada pelas prefeituras de cidades com epidemia. “Por enquanto, a doença ainda pode ser controlada com mutirões de limpeza, cuidado com as galerias pluviais e conscientização da população. É importante ressaltar que não há qualquer necessidade de suspender aulas ou alterar o calendário escolar nesses municípios”, informou Themis. 

Veja a listas dos municípios em epidemia:


São João do Caiuá
Rio Bom
Itaúna do Sul
Rancho Alegre D'Oeste
Jataizinho
Loanda
Paranapoema
Marilândia do Sul
São Pedro do Paraná
Santo Antônio do Caiuá
Cruzmaltina
Uraí
Iracema do Oeste
Borrazópolis
Nova Aliança do Ivaí
Diamante do Norte

Confira outras formas para eliminar criadouros da dengue:


- Evitar o acúmulo de lixo e entulhos;
- Deixar sacolas e recipientes com lixo fechados;
- Manter as caixas d’água, galões, tonéis ou tambores sempre vedados;
- Remover a sujeira das calhas e ralos;
- Não deixar pneus em lugares descobertos;
- Deixar garrafas ou baldes com a boca para baixo;
- Verificar bandejas de ar-condicionado e geladeiras mantendo-as limpas e sem água;
- Colocar areia até a borda nos pratos de vasos de flores e plantas;
- Manter vasos sanitários sem uso fechados;
- Tratar a água de piscinas e fontes uma vez por semana;
- Esticar lonas para não formar poças;
- Lavar os recipientes de água dos animais uma vez por semana;

Fonte: SESA/PR

sábado, 31 de janeiro de 2015

Campanha pretende intensificar combate à dengue em imóveis fechados

Foto:SESA/PR
O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, participou na quinta-feira (29), em Curitiba, do lançamento da campanha “Dengue Não” da imobiliária paranaense Apolar. A iniciativa, que tem o apoio do Governo do Estado, vai incorporar ações de combate à dengue ao trabalho de vistoria técnica de imóveis cadastrados na empresa para venda e locação.

Atualmente no Paraná, uma em cada dez casas visitadas pelas equipes de saúde não pode ser vistoriada devido à recusa ou ausência do morador. Grande parte disso se deve a casas abandonadas ou fechadas a espera de locação e venda, o que impossibilita a eliminação de potenciais criadouros do mosquito da dengue.

De acordo com Caputo Neto, a campanha está alinhada às estratégias adotadas pelo Governo do Paraná para diminuir os índices de infestação do mosquito transmissor. “Sabemos que cerca de 90% dos criadouros do Aedes aegypti são encontrados dentro das casas e quintais. Por isso, cada um deve fazer sua parte e manter seus imóveis livres de focos de dengue”, destacou.

Para o secretário, o apoio da iniciativa privada é essencial para que novas cidades não entrem em situação de epidemia no Paraná. “Vivemos um momento crítico em diversas regiões. As condições climáticas estão favoráveis para o avanço da doença e, por isso, toda ajuda é bem vinda”, afirmou.

CAMPANHA - Segundo o presidente do Conselho Administrativo da Apolar, Joseph Galiano, devem participar da campanha mais de 700 colaboradores da empresa, que tem 90 unidades nos Estados do Paraná e Santa Catarina. Os corretores e angariadores de imóveis da empresa vão seguir um roteiro de vistoria da dengue, elaborado em parceria com a Secretaria da Saúde, para verificar se o imóvel tem algum potencial criadouro do mosquito. 

“O objetivo foi criar uma campanha que agisse diretamente na solução do problema. Por isso, se for constatada a presença de algum foco no imóvel, o proprietário será orientado imediatamente para proceder à limpeza do local”, ressaltou o coordenador de marketing da Apolar, Rhuan Cristiano Moraes. 

Além do check-list, a mobilização conta ainda com a divulgação de materiais educativos através de redes sociais e palestras sobre prevenção. Após as vistorias, também serão colados adesivos nas placas de venda/aluguel dos imóveis atestando que o local está livre da dengue.

ESTUDO - Nesta quinta-feira (29), a Secretaria Estadual da Saúde também divulgou o resultado de um amplo estudo sobre os locais mais propícios para a proliferação do mosquito da dengue no Paraná. De acordo com o levantamento, 52% dos criadouros encontrados em 2014 foram classificados como lixo pelos agentes de combate a endemias.

O estudo aponta que, no ano passado, as equipes de saúde identificaram cerca de 17,7 mil criadouros em todo o Estado, sendo que 9,3 mil eram materiais para descarte, como copos plásticos, garrafas pet, latas, sacolas e até pneus velhos. Os recipientes expostos em quintais são locais ideais para o acúmulo de água da chuva. Aliado ao clima quente dos últimos meses, esta situação pode ser um perigo devido ao risco de epidemias de dengue.

No ranking de criadouros mais frequentes também estão os depósitos móveis (pratos e vasos de plantas); depósitos de água ao nível do solo (tonéis, bacias e cisternas); depósitos elevados de água (caixas d’água); e depósitos naturais (ocos de tronco de árvore, bromélias e outras plantas).

A coordenadora do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, ressalta que a principal recomendação é que a população realize inspeções periódicas em suas casas. “Quinze minutos por semana são suficientes para fazer uma varredura em casa e eliminar recipientes que possam acumular água. Além disso, é preciso que as pessoas auxiliem o trabalho do poder público e permitam que os agentes de endemias realizem visitas de rotina”, informou.

Ivana conta que, neste mês, outras três cidades do interior entraram em situação de epidemia. “E esta lista pode aumentar, visto que no mês passado pelo menos 13 municípios estavam com altos índices de infestação do mosquito”, alertou.

NÚMEROS - De acordo com último boletim da dengue, além de Itaúna do Sul e Paranapoema, os municípios de São João do Caiuá, São Pedro do Paraná e Rio Bom também atingiram taxa de incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes, o que os coloca em patamar epidêmico.

De agosto/2014 até agora, 641 casos da doença já foram confirmados no Paraná, sendo 22 pacientes apresentaram quadros clínicos mais graves. Ainda não há registro de mortes causadas pela doença, embora um caso ainda esteja sendo investigado. Trata-se de uma moradora de São João do Caiuá, de 66 anos, que morreu no dia 21 de janeiro, em Paranavaí.

O caso está sendo avaliado pelo comitê de investigação dos óbitos causados por dengue no Paraná. Além dos exames laboratoriais, também é analisado, entre outros fatores, o histórico de saúde e os prontuários do paciente para determinar se a doença foi a principal causa da morte. 

Acesse o boletim completo.


Fonte: SESA/PR