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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

DF: Bom dia, crise


                                         Foto: Internet 


A equipe do noticiário Bom Dia Brasil, da TV Globo, obteve imagens, por meio de câmera oculta de áreas internas da emergência do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), veiculadas em reportagem sobre a crise de desabastecimento de medicamentos. Além da questão do contingenciamento das cirurgias eletivas em função da falta de medicamentos e insumos, foram mostradas imagens de corredores cheios de macas, salas cheias de equipamentos com defeito e leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ao lado de uma goteira.
 
Ouvido pela reportagem, o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, alertou que a situação no Hospital de Base é grave, mas não é isolada. O “Temos recebido com frequência documentos de médicos relatando situações parecidas”, afirmou Gutemberg.
 
A reportagem também destacou as 24 interpelações feitas pelo Ministério Público à Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), somente em 2014, e o relatório apresentado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou indícios de irregularidades na gestão da saúde pública.
 
Após a informação, dada por meio de nota à imprensa pela Secretaria de Saúde, de que débitos com fornecedores haviam sido quitados, o âncora do telejornal, Chico Pinheiro, encerrou a reportagem com o questionamento: “como se deixou a situação chegar a esse ponto?”
 
Veja a reportagem, em vídeo e texto, no site do Bom Dia Brasil.

Fonte: SINDMEDICO - 28/11/2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

CRM-DF fiscaliza maior hospital do Centro-Oeste e cobra providências do Governo local para resolver problemas encontrados




O relatório da fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF)
no Hospital de Base de Brasília (HBDF) será encaminhada ainda esta semana para o Governo local.
Com o detalhamento dos problemas detectados na unidade seguirá um pedido de providências urgentes
para sanar as dificuldades e permitir o atendimento digno dos pacientes e uma assistência de qualidade.

O CRM-DF, em nota divulgada nesta quarta-feira (25), poucas horas após a vistoria, explica que uma
nova avaliação da unidade deverá ocorrer nas próximas semanas para verificar se os equívocos foram
corrigidos. Na oportunidade, os fiscais do Conselho serão acompanhados por representantes do Ministério
Público, como aconteceu na visita desta quarta-feira.

Entre os problemas encontrados constam indícios de má gestão, que têm levado o Hospital de Base a um
quadro de desabastecimento de insumos e medicamentos no Hospital, colocando em situação de risco
pacientes e profissionais. Médicos que atuam na unidade afirmam que ela sofre com a carência de
medicamentos (antibióticos, quimioterápicos, analgésicos) e insumos (gases, esparadrapos, compressas,
fios cirúrgicos). Também há dificuldade de acesso a exames para diagnóstico e monitoramento dos pacientes
graves.

“A fiscalização realizada no Hospital de Base aconteceu para evitar que a gravidade desse quadro continue
a ferir a dignidade humana e os princípios éticos da assistência em saúde, num contexto de insegurança
técnica que tem gerado a suspensão de procedimentos eletivos e até a limitação do acolhimento de novos
casos (adultos e pediátricos)”, ressaltou o CRM-DF em sua nota.


Confira abaixo a íntegra da nota:

Brasília, 25 de novembro de 2014.


NOTA SOBRE FISCALIZAÇÃO NO HOSPITAL DE BASE DE BRASÍLIA 

Em decorrência de constantes denúncias e queixas de pacientes e médicos sobre a qualidade dos serviços prestados 

pelo Hospital de Base de Brasília, o maior da Região Centro-Oeste e o único habilitado para atender casos 
de altíssima complexidade no Distrito Federal, o Conselho Regional de Medicina do DF informa que:

1)      Acompanhado por representantes do Ministério Público, foi feita fiscalização na unidade na manhã desta 
quarta-feira (25 de novembro), quando foram avaliadas as condições de funcionamento de diferentes setores da unidade, 
com foco no centro cirúrgico;

2)      Os fiscais constataram inúmeros problemas, os quais serão detalhados em relatório de fiscalização a ser 

encaminhado à Secretaria de Saúde do GDF para conhecimento e tomada urgente de providências;

3)      As situações encontradas reforçam os indícios de problemas de gestão, que têm levado a um quadro de 

desabastecimento de insumos e medicamentos no Hospital, colocando em situação de risco pacientes e profissionais;

4)      O caso do Hospital de Base de Brasília se insere na grave crise que afeta a saúde pública no Distrito Federal, 

conforme relataram os 19 chefes de serviços cirúrgicos que atendem no local;

5)      Pelo relato dos médicos, o que orientou a fiscalização do CRM-DF, há algumas semanas o Hospital de Base 

sofre com a carência de medicamentos (antibióticos, quimioterápicos, analgésicos) e insumos (gases, esparadrapos, 
compressas, fios cirúrgicos). Também há dificuldade de acesso a exames para diagnóstico e monitoramento dos pacientes 
graves;

6)      Entre os procedimentos que, de acordo com os médicos, estão sendo afetados constam: os de acesso venoso 

profundo; os tratamentos com antibióticos (antibioticoterapia); e a intubação para manutenção das vias aéreas, etc.;

7)      A fiscalização realizada no Hospital de Base aconteceu para evitar que a gravidade desse quadro continue a 

ferir a dignidade humana e os princípios éticos da assistência em saúde, num contexto de insegurança técnica que tem 
gerado a suspensão de procedimentos eletivos e até a limitação do acolhimento de novos casos (adultos e pediátricos).

Finalmente, o CRM-DF ressalta que nas próximas semanas, nova vistoria deverá ser realizada, também com o apoio 

do Ministério Público, para verificar se equívocos apontados foram corrigidos e a situação do atendimento e de 
trabalho dos profissionais foi normalizada.

CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO DISTRITO FEDERAL

Pelo terceiro dia seguido, Hospital Evangélico está fechado

Prefeitura aguarda resposta da diretoria do hospital para um plano de reabertura

O fechamento da emergência do Evangélico ocorreu na terça-feira (25) Foto: Antonio More/Agência de Notícias Gazeta do Povo 
Pelo terceiro dia seguido, o Hospital Evangélico de Curitiba continua sem receber novos pacientes nesta quinta-feira (27). A informação foi repassada pelo atendimento aos pacientes no telefone geral do hospital. Um problema financeiro pontual seria o causador do fechamento. A situação persiste desde a manhã de terça-feira (25).
Por telefone, a informação repassada por uma funcionária da instituição foi de que o pronto-socorro continuará fechado, mas que o atendimento para consultas marcadas deve ser retomado na sexta-feira pela manhã.
Os pacientes que perderam atendimento marcado até esta quinta-feira terão que reagendar a consulta a partir de sexta.Até as 9h15, entretanto, a reportagem ainda não havia conseguido contato com a assessoria de imprensa para confirmar se haveria reabertura do hospital.
Corte de repasses
Membros da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Curitiba estiveram na instituição para avaliar a situação e pediram um plano ao Evangélico para a reabertura do hospital. A prefeitura deu prazo até esta quinta para que o plano fosse entregue. Até às 9h30, a secretaria ainda não havia recebido resposta do hospital.
A prefeitura informou que, caso o hospital não volte a receber novos pacientes, haverá corte no repasse de verba pública feita ao Evangélico.
O hospital recebe dois tipos de verba do poder público que podem ser interrompidos: repasse por produtividade - atendimento aos pacientes - e incentivos do Sistema único de Saúde (SUS) por ser um hospital de "porta aberta", ou seja, por ter um pronto-socorro que, teoricamente, deveria receber quaisquer pacientes que buscassem atendimento direto com médicos do local.
Para administrar a crise do Evangélico, que afeta o atendimento à saúde pública em Curitiba e Região Metropolitana, os atendimentos do Siate e do Samu são repassados para os outros hospitais de "porta aberta": Hospital CajuruHospital do TrabalhadorHospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, e Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo.
Fonte: Gazeta do Povo - por Rodrigo Batista