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terça-feira, 25 de agosto de 2015

CFM - Número de hospitais-escola está abaixo das necessidades do sistema formador de futuros profissionais da saúde

O levantamento Radiografia das Escolas Médicas do Brasil, organizado pelo CFM, identificou outra situação grave que impacta diretamente na qualidade da formação dos futuros profissionais. De acordo com os dados disponíveis no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), dentre os 157 municípios que abrigam pelo menos uma das 257 escolas médicas já em funcionamento menos da metade (69) possui ao menos uma unidade deste tipo.
No total, em 88 municípios que hoje sediam um curso de medicina não existe registro de nenhum hospital de ensino habilitado pelo Ministério da Saúde. No entanto, este problema não se limita apenas aos estabelecimentos que já estão de portas abertas. A falta deste tipo de estrutura fundamental ao processo de ensino-aprendizagem também é escassa entre os 36 municípios selecionados, de acordo com os parâmetros da Lei 12.871/13, para abrigar um curso de Medicina até o fim de 2016.
Neste grupo, apenas seis municípios contemplados na última seleção realizada pelo Governo, ou seja 16%, possuem ou estão inseridas em áreas que possuem um hospital de ensino. Nesses casos, na ausência do estabelecimento adequado se prevê a habilitação de instituições “com potencial”, sem ficar claro quais os critérios norteadores para a escolha.

CFM - Metade dos municípios com escolas médicas não possui estrutura para formar adequadamente os profissionais

Levantamento do CFM revela insuficiência de leitos públicos, de equipes de atenção básica e de hospitais de ensino em cidades que possuem cursos de Medicina.
Em entrevista coletiva, CFM apresenta Radiografia das Escolas Médicas do Brasil
Em entrevista coletiva, CFM apresenta Radiografia das Escolas Médicas do Brasil
Dos 42 municípios que receberam escolas médicas de 2013 a julho de 2015, 60% (25) não atendem ao critério de cinco leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para cada aluno de medicina matriculado. Este balizador está previsto em diretrizes do Ministério da Educação que estabelece regras para a abertura de escolas médicas, como a existência de leitos SUS e de equipes de atenção básica em quantidade menor ou igual a três por cada estudante. Mas este não é o único problema existente no segmento. Conheça aqui a infraestrutura existente nas escolas médicas em funcionamento em diversos municípios brasileiros.
De acordo com o levantamento do CFM, 42% (18) desses municípios também não têm Equipes de Saúde da Família (ESF) em quantidade suficiente para acolher os alunos dentro do processo de ensino-aprendizagem. Em Mineiros (GO), por exemplo, onde foi autorizado um dos mais recentes cursos de Medicina no país, são mais de 20 alunos para cada uma das 10 equipes cadastradas (o parâmetro recomendado estabelece o máximo de três alunos para cada equipe).
“Os números mostram que as regras não estão sendo cumpridas. O Governo deveria ter sido mais rigoroso na abertura dessas escolas”, avalia o coordenador da Comissão de Ensino Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM) e professor da Universidade Federal do Ceará, Lúcio Flávio Gonzaga Silva. Se o critério da Portaria 2/2013 for aplicado nos 157 municípios que abrigam escolas médicas (independentemente da data de criação), 74 deles não disporiam de leitos em número suficiente e 68 não disponibilizariam as equipes de atenção básica dentro dos parâmetros recomendados. Para atender as regras, seria necessária a criação de 15 mil leitos hospitalares e de 1.290 equipes de saúde da família.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Levantamento do CFM sobre o ensino médico no Brasil é destaque no Fantástico


Um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre as escolas médicas existentes no Brasil foi tema de reportagem especial na edição desse domingo (23) do Fantástico, programa dominical da TV Globo. Os dados compilados pela Autarquia mostram que muitas das faculdades em funcionamento não oferecem condições adequadas para formação dos futuros profissionais.
Entre os pontos destacados pelo Fantástico, com base no estudo do CFM, estão as condições precárias de estágio.  A equipe de reportagem percorreu o País e encontrou escolas sem nenhuma estrutura para formar um médico e até estudantes atendendo pacientes sozinhos, sem a supervisão de professores.
A íntegra do estudo será apresentada à imprensa, em Brasília, em coletiva prevista para esta  terça-feira (25), às 9h00. Ainda nesta semana também será realizado o VI Fórum de Ensino Médico, organizado pelo CFM e pela Associação Brasileira de Ensino Médico (Abem). O encontro, que deve reunir cerca de 500 especialistas, tem como objetivo discutir os critérios de avaliação de cursos de graduação e de Residência Médica.
A reportagem está acessível na página do Fantástico no G1, em g1.globo.com/fantastico.

Fonte: Portal CFM

terça-feira, 21 de abril de 2015

Levantamento do CFM sobre atraso nas obras do PAC 2 é destaque no Bom Dia Brasil

Reportagem destaca que 75% das obras do PAC da Saúde não foram entregues
O telejornal Bom Dia Brasil exibiu nesta segunda-feira (20) reportagem sobre o levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) com dados do Ministério do Planejamento a respeito dos resultados do 11º balanço de execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) na área da saúde. A análise realizada pela autarquia indicou que apenas 25,7% das ações previstas no PAC 2) para a área da saúde foram concluídas desde 2011, ano de lançamento da segunda edição do programa. 
A reportagem veiculada mostra obras iniciadas em cidades como Salvador (BA) e Maceió (AL), onde a população aguarda a entrega de Unidades de Saúde da Família (USF´s) e Unidades de Prontoatendimento (UPA´s), previstas no PAC2 O investimento total anunciado pelo governo era de R$ 4,8 bilhões em regiões onde falta atendimento.
O 2º vice-presidente do CFM, Jecé Freitas Brandão, foi ouvido pela reportagem e alertou para os prejuízos ao atendimento de saúde causados pela demora na entrega dos estabelecimentos: “ “Se tivesse sido concretizado o número prometido em 2011, certamente essas filas cruéis que nós estamos assistindo de pessoas passarem três meses, seis meses em uma fila para conseguir uma mera consulta com um especialista, isso não estaria ocorrendo”, afirma o diretor, também representante do estado da Bahia no Conselho Federal.
Clique aqui para assistir o vídeo exibido no Bom Dia Brasil.

Fonte: Portal CFM