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segunda-feira, 15 de junho de 2015

TCU confirma denúncias do CFM sobre obras em unidade de saúde

Relatório do Tribunal de Contas confirmou as denúncias do Conselho

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que 95% das obras em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) encontram-se atrasadas. A situação, qualificada como “injustificável” pelos técnicos do tribunal, confirma as denúncias feitas à sociedade pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que desde o ano passado monitora e divulga o desempenho destes empreendimentos dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). No último levantamento, o CFM apontou que apenas uma em cada quatro obras prometidas para a Saúde foram entregues.

 A fiscalização temática do Tribunal foi composta por dez auditorias em obras de Infraestrutura da Saúde distribuídas em dez estados e 43 municípios, nos quais foram avaliadas a construção de 119 UBSs e 35 UPAs, no valor total de R$ 137,2 milhões. De acordo com o relatório do Tribunal, dentro da amostra analisada, a maioria das obras concluídas foi entregue com atraso (76%). Além disso, o TCU ausência ou inadequação de providências para retomar obras paralisadas, tendo sido observadas 21 obras paralisadas ou 20% da amostra de 105 obras já iniciadas.
Dentre as causas para o problema, a auditoria identificou o modelo de repasse adotado pelo Ministério da Saúde, utilizando a sistemática “fundo a fundo”, o qual foi visto como um fator decisivo para a ineficácia do programa. O ministro relator da auditoria, Benjamin Zymler, explica que a transferência de recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para a construção deveria ser realizada somente mediante a prévia celebração de convênios ou instrumentos congêneres. 
Segundo Zymler, o Ministério da Saúde opta pela modalidade de transferência fundo a fundo, sem a celebração de convênios, com o objetivo de se eximir da obrigação de realizar a análise das prestações de contas por parte dos órgãos recebedores de recursos. Por consequência, explica o relator, “os entes tomadores, na medida em que não estão submetidos a prazos rígidos pa
Os projetos de UBS e UPAs são os que apresentam pior desempenho de conclusão
Os projetos de UBS e UPAs são os que apresentam pior desempenho de conclusão
ra a execução dos objetos, furtam-se de suas obrigações, e os recursos repassados não têm a destinação pretendida pelo concedente”.

Para o TCU, as paralisações e atrasos são resultado, dentre outros motivos, de deficiências observadas no Sistema de Monitoramento de Obras (Sismob), mantido pelo Ministério da Saúde. Além de possuir diversas incoerências em sua base de dados, o sistema carece de recursos e funcionalidades para que os técnicos do Ministério da Saúde realizem acompanhamento efetivo da implantação dos empreendimentos.
Outro motivo para os problemas identificados foi a ausência de prévia aprovação do projeto da unidade de saúde pelo órgão de vigilância sanitária, o que impossibilita a operação de alguns empreendimentos já concluídos ou exige adaptações em outras obras, com custos adicionais para o poder público. “Ainda permanece o problema para as centenas de obras cuja liberação de recursos ocorreu antes da aprovação do projeto pela vigilância sanitária”.


Fonte: Portal CFM

terça-feira, 21 de abril de 2015

Levantamento do CFM sobre atraso nas obras do PAC 2 é destaque no Bom Dia Brasil

Reportagem destaca que 75% das obras do PAC da Saúde não foram entregues
O telejornal Bom Dia Brasil exibiu nesta segunda-feira (20) reportagem sobre o levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) com dados do Ministério do Planejamento a respeito dos resultados do 11º balanço de execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) na área da saúde. A análise realizada pela autarquia indicou que apenas 25,7% das ações previstas no PAC 2) para a área da saúde foram concluídas desde 2011, ano de lançamento da segunda edição do programa. 
A reportagem veiculada mostra obras iniciadas em cidades como Salvador (BA) e Maceió (AL), onde a população aguarda a entrega de Unidades de Saúde da Família (USF´s) e Unidades de Prontoatendimento (UPA´s), previstas no PAC2 O investimento total anunciado pelo governo era de R$ 4,8 bilhões em regiões onde falta atendimento.
O 2º vice-presidente do CFM, Jecé Freitas Brandão, foi ouvido pela reportagem e alertou para os prejuízos ao atendimento de saúde causados pela demora na entrega dos estabelecimentos: “ “Se tivesse sido concretizado o número prometido em 2011, certamente essas filas cruéis que nós estamos assistindo de pessoas passarem três meses, seis meses em uma fila para conseguir uma mera consulta com um especialista, isso não estaria ocorrendo”, afirma o diretor, também representante do estado da Bahia no Conselho Federal.
Clique aqui para assistir o vídeo exibido no Bom Dia Brasil.

Fonte: Portal CFM