Mostrando postagens com marcador Cremesp. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cremesp. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Exame do Cremesp - Índice de reprovação de médicos recém-formados continua alto


Conselho divulga pela primeira vez escolas com melhor desempenho

Exame reprova metade dos médicos recém-formados.

Participação na prova começa a ser exigida para acesso a Residência Médica, concurso público e mercado de trabalho



Presidente do Cremesp, Bráulio Luna Filho, apresenta os resultados à imprensa

Os resultados do Exame do Cremesp de 2015, que pela primeira vez divulga as escolas com melhor avaliação, foram  apresentados pelo presidente do Cremesp, Bráulio Luna Filho em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira, 17 de fevereiro. 26. Quase a metade dos participantes da avaliação não atingiram a nota mínima para aprovação. Em geral, os egressos de escolas públicas tiveram melhor desempenho que os de privadas. 

Avaliação de 2015 teve a participação de 3.142 recém-formados em Medicina


A 11º edição do Exame do Cremesp foi realizada no dia 18 de outubro de 2015, nos municípios de Botucatu, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São Paulo e Taubaté. A prova contou com a participação de 3.142 egressos de cursos de Medicina dos 3.321 inscritos do Estado de São Paulo e também de outras localidades, resultando em um índice de abstenção de apenas 5,4%.

Acesse a íntegra do 
resultado do Exame do Cremesp 2015

Fotos: Osmar Bustos

Fonte: Portal Cremesp

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

CFM - Apresentação dos dados inéditos da Demografia Médica no Brasil 2015

Nesta segunda-feira (30 de novembro), a partir de 14 horas, serão apresentados à imprensa os principais dados e conclusões do estudo Demografia Médica no Brasil – 2015, realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Trata-se de um trabalho de fôlego que traz relevantes informações sobre a distribuição e o perfil dos médicos e médicas brasileiros.
Dividido em três grandes blocos, o estudo Demografia Médica no Brasil – 2015 traz em seus primeiros capítulos números atualizados sobre o total de médicos em atividade, os pontos de maior e menor concentração (estados, capitais e municípios), detalhes sobre o perfil desta população (divisão por gênero, faixa etária, etc.) e comparações entre a realidade brasileira com a de outros países.
Na segunda parte, o leitor encontrará o resultado de inquérito feito junto a mais de 2.000 entrevistados, que ajudarão a entender a percepção do médico sobre questões como vínculos de trabalho, jornada de diárias, sobrecarga e fatores que os estimulam ou os desestimulam o exercício da medicina. Além disso, há uma importante discussão sobre as diferenças entre a presença do médico no setor público e no setor privado.
Ressalte-se que os médicos do setor público respondem pela cobertura de cerca de 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS. Já o setor privado, responsável pelo atendimento de perto de 50 milhões de vidas, possui, proporcionalmente, três vezes mais médicos. 
Na coletiva, atenderão aos jornalistas os presidentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Braulio Luna. Juntamente com professores e pesquisadores da USP, eles ajudarão na leitura e interpretação dos dados, que nos ajudam a entender os problemas da distribuição dos médicos pelo País.

SERVIÇO - Coletiva de Imprensa
Tema: Apresentação dos resultados do estudo Demografia Médica no Brasil - 2015
Data: 30/11/2015  (segunda-feira) - Horário: 14 horas
Local: Nova Sede do Cremesp (Rua Luis Coelho, 26 – próximo à Paulista)

Fonte: Portal CFM

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cremesp endurece regras de conduta médica relacionadas a próteses e órteses



Foto: Divulgação 
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) publicou ontem resolução que estabelece regras específicas de conduta para a relação de médicos com a indústria de próteses, órteses, materiais e medicamentos, entre elas a proibição expressa de recebimento de gratificações de empresas do ramo. A norma foi editada após a imprensa divulgar denúncias de irregularidades envolvendo profissionais e a indústria.
Com a resolução, os médicos ficam proibidos de prescrever medicamentos, órteses, próteses e materiais, "baseados em contrapartidas como recebimento de gratificações ou pagamentos de inscrições em eventos ou viagens".
Segundo o presidente do Cremesp, Bráulio Luna Filho, a proibição de relação mercantil entre médico e empresas já está expressa no Código de Ética Médica, mas não havia nenhuma deliberação específica relacionada a próteses. "Agora ninguém vai poder falar que a regra era muito genérica. Se agir de forma irregular, terá punição."
A resolução prevê a responsabilização dos diretores clínicos e médicos dos hospitais por qualquer irregularidade. A norma entra em vigor em 60 dias.

Fonte: Cremesp 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Cremesp vai fiscalizar médico reprovado

Profissionais recém-formados que não passarem em exame do Cremesp terão de entregar relatórios e fazer cursos 


Foto: Divulgação 

Conforme noticiou o jornal Folha de São Paulo na sexta-feira (30), a partir de 2016, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina Paulista) passará a fiscalizar os novos médicos que tiverem sido reprovados no exame do conselho e que forem atuar no Estado. Eles terão que apresentar relatórios de suas atividades ao Cremesp e fazer cursos de capacitação, por exemplo.

Resultados do "provão" de 2014, divulgados nesta quinta-feira (29), mostraram que 55% dos 2.891 recém-formados em medicina no Estado de São Paulo não conseguiram acertar mais de 60% do conteúdo da prova --critério mínimo para a aprovação.

Por exemplo, 67% dos futuros médicos não souberam diagnosticar uma pneumonia em um bebê de seis semanas e outros 37% erraram no diagnóstico de um caso de pancreatite aguda.

"Lamentavelmente, a qualidade não tem melhorado. A situação é pior nas escolas novas, com menos de dez anos. Além de não terem estrutura, seus alunos não têm preparo intelectual para estar no curso de medicina", afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp, à reportagem.

Entre as escolas médicas públicas, o índice de reprovação foi de 33%. Já entre as particulares, a taxa foi quase o dobro, de 65,1%. Apesar de ser um exame obrigatório, mesmo quem for reprovado pode obter o registro de médico porque, por força de lei, o conselho não pode condicionar o registro ao resultado de uma prova. Para tanto, seria preciso uma lei federal, como acontece com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Diante dessa limitação legal, Luna Filho diz que o Cremesp está elaborando uma uma nova resolução com objetivo de acompanhar a atuação dos médicos reprovados. "Não podemos continuar passivos, esperando que o governo tome providência. Precisamos fazer algo para proteger a sociedade", diz.

No ano passado, o Ministério da Saúde se posicionou contrário ao exame, defendendo uma avaliação seriada do aluno: no 2º, 4º e 6º anos do curso. Mas a proposta não avançou até agora. Em países como os EUA, Canadá e a Inglaterra, o Estado é responsável por avaliar o médico antes que ele chegue ao mercado.

O conselho paulista é o único que realiza esse tipo de avaliação. Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), não há um consenso nos outros Estados sobre a metodologia do exame. O CFM defende um exame de progresso dentro das universidades, com prova prática incluída --o que não é feito no exame do Cremesp.

A prova de 2014 foi composta por 120 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas de respostas, e abrangeu as principais áreas, como clínica médica, pediatria, ginecologia e cirurgia.

Fonte: Folha de São Paulo 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Exame do conselho reprova mais da metade dos recém-formados em medicina


Mais da metade (55%) dos recém-formados em medicina em São Paulo foram reprovados no exame do Conselho Regional de Medicina do estado (Cremesp). O percentual é maior entre os que fizeram o curso em escolas privadas , 65%. Entre os formados em escolas públicas, 33% foram reprovados.

Há três anos, a prova é obrigatória para quem pretende trabalhar com médico no estado, o que aumentou em sete vezes o número de participantes. O registro, no entanto, não depende do desempenho no exame. Nesta edição, 2.981 egressos foram testados.

De acordo com o presidente do Cremesp, Bráulio Luna, que coordena o exame, os piores resultados foram registrados em áreas básicas da prática médica. Apresentaram percentual de acerto abaixo de 60% (ponto de corte) áreas de conteúdo como clínica médica (52,1%), ciências básicas (54,9%), pediatria (55,9%), clínica cirúrgica (57,2%) e saúde pública (57,4%). Tiveram resultados entre 60% e 70% as áreas de ginecologia, saúde mental, bioética e obstetrícia.

“A maioria dos que não tiveram bom desempenho vai trabalhar em prontos-socorros, pois não ter sido aprovada nas provas de residência médica”, disse Luna.

Para o conselho, a obtenção do registro deve estar condicionada a um bom desempenho no exame. “Se existe [exame] para advogado e contador, por que não para o profissional de saúde?”, questionou Luna.

De acordo com Renato Azevedo, diretor do Cremesp, o exame evidencia o problema da má formação dos médicos de São Paulo e também do Brasil. “Comprovamos isso. Agora, impedir que esses indivíduos exerçam a medicina e coloquem população em risco cabe à sociedade brasileira." Segundo Azevedo, as leis que existem hoje "cerceiam o conselho", que não tem como fazer isso.

Trinta escolas tiveram seus alunos egressos avaliados. Destas, 20 não conseguiram atingir 60% de aproveitamento. Entre as instituições com pior desempenho, 15 não atingiram 45% de acerto e nove não chegaram a 25%. As dez piores escolas são privadas e as cinco melhores, públicas. A instituição que teve melhor resultado apresentou 87,3% de aprovação. O nome das escolas, no entanto, não é divulgado.

Na opinião de Bráulio Luna, a prova não pode ser considerada difícil. De acordo com o índice da Fundação Carlos Chagas, responsável pelo exame, as questões são classificadas como de nível fácil (33%), muito fácil (4,6%), médio (32,4%) e difícil (29,6%).

Desde que se tornou obrigatório, o índice de reprovação não tem diminuído. Em 2012, foram mal avaliados 54,5% dos alunos e, no ano seguinte, 59,2%. O Cremesp avalia uma proposta de monitoramento da vida profissional dos reprovados. Outra medida que deve ser intensificada é a discussão com as escolas com desempenho ruim em uma câmara técnica do conselho. “Esse debate sensibiliza alguns diretores, que pressionam mantenedores desses faculdades para que façam melhorias”, afirmou Luna.

Fonte: Portal EBC