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sexta-feira, 4 de março de 2016

Rio vai revisar contratos com OSs e perfil das UPAs para economizar 40%


Divulgação
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro pretende economizar cerca de 40% nos contratos com as Organizações Sociais (OSs) que administram hospitais e unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede. Também vai mudar o perfil de 13 das 68 UPAs sob responsabilidade da pasta, que passarão a ser exclusivas pediátricas ou para atendimento adulto.

O anúncio foi feito ontem (3) pelo secretário Luiz Antônio e Souza Teixeira Jr. que participou de audiência pública conjunta das comissões de Orçamento, de Tributação e de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O secretário foi convidado para explicar a situação das OSs, a crise no abastecimento de medicamentos e insumos e medidas adotadas para sanear a crise na saúde pública do estado.

Teixeira Jr. explicou que as organizações sociais são um modelo legítimo de administração e ideal para a atenção especializada. Porém, é necessário que haja fiscalização. “Estamos fazendo uma apuração de balancete de todas as OSs, a prestação de contas delas, vendo se o que foi efetivamente pago pelo estado do Rio de Janeiro ou foi lançado como dívida são valores são compatíveis".

De acordo com o secretário, os contratos de administração que atualmente somam R$ 240,1 milhões por mês já foram renegociados e vão cair para R$ 148,2 milhões, uma redução de 38,26%. Nas UPAs, atualmente o valor varia de R$1,7 milhão a R$2,1 milhões por unidade e todas passarão a receber R$ 1 milhão. O contrato para a administração de hospitais também será reduzido em até 33%, além do Rocha Faria e Albert Schweitzer, ambos na zona oeste, que foram municipalizados no início do ano e não oneram mais o estado.

Ele explicou que, com a redução dos valores, alguns serviços deixam de ser oferecidos pelas unidades. “A OS vai fazer a retirada dos dentistas, não vai mais ter paciente internado em sala vermelha, que onera muito e estamos com proposta de entrar com as ambulâncias do estado, o que diminui as locações”.

A mudança de perfil de algumas UPAs, segundo ele, vai gerar mais eficiência com a especialização do atendimento. “As UPAs especializadas vão fazer com que a mãe saia de casa de noite e saiba que ali vai encontrar um pediatra; alguém sai de casa, vai procurar uma UPA adulto e sabe que ali vai estar [um médico]".

Sobre a crise no abastecimento de medicamentos e insumos, o secretário esclareceu que o contrato com o consórcio LogRio vence em abril e a pasta pretende lançar uma licitação para substituir a administração da Central Geral de Abastecimento (CGA). Algumas mudanças serão feitas, como acabar com os postos avançados - um total de 17 atualmente - criar uma comissão para acompanhar a pesagem do que vai para descarte, redução do volume global em estoque e administração direta pela secretaria do controle do estoque.

“O Ministério Público tem uma investigação sobre o caso. A Secretaria de Saúde tem enviado toda a documentação para a Alerj e para o Ministério Público. Uma sindicância sobre medicamentos vencidos está instalada desde o dia 22 de janeiro. Tomamos uma série de medidas e elas estão surtindo efeito agora, como a troca das próteses. Os órgãos de controle vão responsabilizar os culpados. Estamos fazendo sindicâncias e auditorias”, disse o secretário.

Outras medidas anunciadas por Teixeira Jr. abrangem a reestruturação da Secretaria de Saúde, como a extinção da Subsecretaria de Atenção à Saúde e a criação da Controladoria dos Contratos de Organizações Sociais: corte de despesas com as OSs; revisão dos cargos de confiança da secretaria e a proibição de diretores de unidades administradas por OSs terem salário maior do que o do secretário. Também serão feitas obras de infraestrutura no Hospital Melchiades Calazans, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e serão reestruturados o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, e a emergência do Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, ambos na zona norte.

Segundo o presidente da Comissão de Orçamento da Alerj, deputado Pedro Fernandes, as propostas apresentadas pelo secretário mostram um avanço “importante” nas intenções da pasta, mas não impedem a continuidade do trabalho das comissões, “que é principalmente punir quem cometeu irregularidades”.

“Nós ficamos muito felizes de saber que a Secretaria tem assumido uma postura de evitar que essas irregularidades continuem acontecendo. O secretário fez uma apresentação aqui e se colocou à disposição da Casa para receber sugestões e colaborar com informações", disse Fernandes.

Na segunda-feira, a comissão tem audiência marcada para ouvir os fiscais dos contratos com a LogRio, para “saber porque eles assinaram aqueles documentos que, aparentemente são irregulares”, além dos representantes do consórcio que administra a CGA. O deputado adianta que, caso se comprove a ocorrência de irregularidades, a comissão pretende encaminhar um documento ao presidente da Alerj, deputado Jorge Piciani, para que ele encaminhe ao governador o pedido de inidoneidade das empresas envolvidas.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Novo secretário descarta fechamento de emergências e hospitais no Rio

A crise no sistema de saúde do Rio de Janeiro não vai provocar o fechamento de unidades de emergência no estado, nem de unidades especializadas como os hospitais do Cérebro e da Criança, afirmou hoje (4) o novo secretário de Estado de Saúde do Rio, Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior.

“Vamos trabalhar para otimizar os recursos do Hospital do Cérebro e do da Criança e buscar um financiamento melhor. Vou trabalhar para trazer financiamento privado também”, disse Teixeira. O secretário adiantou a intenção de mudar o perfil de algumas unidades de pronto-atendimento (UPAs), especialmente as localizadas perto de hospitais, e reconheceu que nesse processo os serviços podem ser interrompidos por um curto espaço de tempo, o que não significa a suspensão do atendimento nas emergências.
“Tenho um sonho de fazer UPAs infantis para ter um atendimento separado para crianças, e aí, para adequar todas as instalações, pode haver uma curta interrupção de serviços. Mas as emergências dos nossos hospitais, vamos trabalhar para que funcionem todos os dias”, afirmou o secretário, na primeira entrevista coletiva após assumir o cargo. Teixeira falou aos jornalistas no Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Cepe), na zona sul do Rio.

De acordo com o secretário, a dívida atual do setor de saúde no estado é de R$ 1,4 bilhão. Teixeira considera a situação difícil e disse que a saída é renegociar contratos com fornecedores para alcançar uma redução de pelo menos 30% nos gastos. “Vamos olhar o que está contratado para serviços administrativos, para serviços com profissionais, com locação de veículos, com compra de material gráfico, e pegar todos esses recursos e utilizar na ponta, levar esses recursos para o atendimento médico”, afirmou.
Fim dos aluguéis
Entre as medidas de redução gastos, o secretário adiantou que serão desocupados todos os imóveis alugados nos quais estão instalados os setores administrativos. A estimativa é de redução nos custos em torno de R$ 3 milhões anuais. Teixeira espera que em até 90 dias a questão esteja resolvida. “O governador [Luiz Fernando Pezão]  tem um projeto de unificar todas as secretarias em um só espaço, mas, antes mesmo que isso aconteça, vou esvaziar esses imóveis e cortar realmente todo e qualquer aluguel administrativo.”
Luiz Antônio Teixeira disse que, para janeiro, o sistema de saúde do Rio vai receber R$ 90 milhões, correspondentes à antecipação de duas parcelas referentes aos repasses mensais feitos pelo governo federal para os atendimentos de média e alta complexidade. Ele pretende discutir com o governo federal o aumento no valor mensal de R$ 45 milhões, lembrando que o estado da Bahia recebe R$ 112 milhões. O argumento que o secretário vai usar é que o estado do Rio é prestador de serviços em hospitais próprios.

Rio de Janeiro - Diretores foram à delegacia afirmar que não têm condições de manter o Hospital Albert Schweitzer funcionando por falta de materiais fundamentais para o atendimento (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Luiz Antônio Teixeira Júnior disse que os  plantões
do  Hospital  Albert  Schweitzer  passarão a contar
com um neurocirurgião Tomaz Silva/Agência Brasil

Teixeira informou que o Hospital Estadual Albert Schweitzer passará a contar com um neurocirurgião no plantão, questão que, hoje, ele considera um problema no atendimento à zona oeste da cidade. “Precisamos melhorar nosso acolhimento, nossa porta de entrada. E, com um espaço de tempo, conseguiremos ter uma melhoria nas nossas portas de entrada no estado do Rio de Janeiro.”
Para Teixeira, o Carlos Chagas talvez seja um dos maiores problemas entre as unidades estaduais de saúde, porque, além de não ser administrado por apenas uma organização social, funciona com diversos modelos com serviços contratados de alimentação, no laboratório e o centro de terapia intensiva, que são terceirizados. “O Hospital Carlos Chagas talvez seja um dos maiores desafios que existem na rede, e é o primeiro hospital em que vou mudar a porta de entrada”, disse o secretário. Segundo o secretário, um dos problemas dessa unidade é a falta de ar-condicionado na sala de medicação.

Mudança de cultura
Teixeira ressaltou que assumiu para "mudar uma cultura" e mostrar que o mais importante é o atendimento ao paciente, e não a parte administrativa. "[Esta] é muito importante, mas não adianta ter tudo arrumadinho na sala do diretor, na sala do RH [recursos humanos], os computadores todos funcionando e as pessoas espremidas no corredor. Essa cultura, eu vou trabalhar todos os dias para mudar”, afirmou o secretário.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 3 de novembro de 2015

FEAES - Até 40% dos usuários das UPAs de Curitiba são da região metropolitana

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Levantamento realizado pela Secretaria Municipal da Saúde mostra que até 40% dos usuários de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 Horas de Curitiba vêm de municípios vizinhos. O impacto é mais sentido nas UPAs Boa Vista e Matriz, onde entre 30% e 40% do total de atendimentos são para usuários de outros municípios, principalmente Colombo e Almirante Tamandaré. Considerando a média das nove UPAs da cidade, pelo menos 10% da demanda é resultado de busca direta por moradores da região metropolitana. Em média, são 91 mil atendimentos por mês, dos quais cerca de 9 mil de outras cidades.
O gasto mensal médio da Prefeitura de Curitiba com atendimento a usuários de outros municípios nas UPAs é de R$ 1,5 milhão. O valor seria mais do que suficiente para cobrir o custo mensal de manutenção de um equipamento do porte da UPA Matriz, localizada junto ao Hospital de Clínicas, no Centro, que é de R$ 1,3 milhão. A UPA Boa Vista, por sua vez, custa à Prefeitura de Curitiba R$ 2 milhões por mês.
“É possível verificar que o problema não se concentra apenas na falta de estrutura para atendimento de urgência e emergência. Grande parte dos moradores de outros municípios recorrem às UPAs de Curitiba por problemas que poderiam ser resolvidos nas unidades básicas de suas cidades, como gripes, resfriados, dor lombar”, analisa o secretário de Saúde de Curitiba, Cesar Titton. A pesquisa revelou que 85% dos pacientes residentes em outros municípios chegam com queixas desse padrão, para os quais o local de atendimento recomendado é a unidade básica de saúde.
Nas UPAs Cajuru, Campo Comprido e CIC, o fluxo de pacientes de outros municípios gira entre 10% e 15% do volume total de atendimentos.
Classificação
No diagnóstico geral, Colombo é o município de onde mais vêm  usuários para Curitiba. Financeiramente, significa para a Prefeitura de Curitiba um investimento médio mensal de quase R$ 500 mil só com moradores de Colombo. O músico Josué Marcos de Souza, que mora no Jardim Osasco, em Colombo, recorreu à UPA Boa Vista, na semana passada, em busca de atendimento para o filho, de 10 anos, que estava com o ouvido infeccionado, e a neta, de 1 ano e 4 meses, com resfriado. “Falta investimento. Se o serviço perto da minha casa estivesse funcionando bem, não precisaria vir até aqui. Mas passei na UPA de Colombo e vi que não seria atendido se esperasse lá”, argumenta.
Almirante Tamandaré, que vem em segundo lugar, representa um investimento mensal de R$ 240 mil. Pinhais é o terceiro colocado em demanda, com um gasto de R$ 184 mil/mês.
Nos custos, estão computados todos os insumos utilizados (materiais médicos, de higiene, alimentação dos pacientes, taxas de água, luz, entre outros) e ainda os gastos com a equipe profissional (médicos, equipe de enfermagem, profissionais da limpeza e manutenção, etc).
Para custear as nove UPAs, a Prefeitura de Curitiba gasta mensalmente cerca de R$ 15,7 milhões. A única contrapartida vem do Ministério da Saúde, num total de 2,1 milhões/mês. Esse repasse é regulamentado pela portaria 342/2013 do Ministério, conforme o porte de cada Unidade de Pronto Atendimento. UPAs porte III (destinadas a atender um público de 200 mil a 300 mil habitantes e categoria da maioria das UPAs de Curitiba), por exemplo, recebem do Ministério R$ 250 mil/mês. Já a porte II (para uma população de 100 mil a 200 mil habitantes) tem um repasse de R$ 175 mil. Curitiba não tem nenhuma UPA porte I (para atender populações de 50 mil a 100 mil habitantes, cujo repasse mensal é de R$ 100 mil).
“A portaria prevê que uma UPA porte III tenha seis médicos no período diurno e três no período noturno. Em Curitiba, sempre trabalhamos com um número superior a esse para dar conta da demanda. Um custo bancado exclusivamente pela Prefeitura”, destaca Titton.
Titton informa que o problema vem sendo debatido com os municípios vizinhos, uma vez que a pressão gerada por esta demanda externa reflete diretamente no atendimento à população residente em Curitiba e acarreta custos insustentáveis à Prefeitura. “Ninguém quer ter que sair da sua cidade para buscar atendimento médico. Isso só acontece quando o sistema local não absorve a necessidade de seus pacientes. Não vamos deixar de atender quem chega às nossas unidades, mas é importante lembrar que, para constituir a rede de urgência e emergência, existem responsabilidades das três esferas de governo – municipal, estadual e federal –, principalmente na reformulação da política e na construção de uma articulação regional efetiva”, comenta.
Fonte: Assessoria de Imprensa/FEAES

terça-feira, 20 de outubro de 2015

SIMEPAR se reúne com FEAES para discutir reivindicações dos médicos das UPAs


Dando sequência às negociações decorrentes dos encaminhamentos da Assembleia Geral Extraordinária do dia 24/09, hoje (20/10), aconteceu a reunião entre a Fundação Estatal de Assistência Especializada em Saúde de Curitiba – FEAES e o Sindicato dos Médicos do Paraná – SIMEPAR.  Na pauta foram discutidas as reivindicações relativas às condições de trabalho, segurança, higiene das UPAs, em especial da Unidade Boa Vista, enviadas ao Simepar.

Os representantes da FEAES esclareceram que algumas medidas já foram tomadas e se comprometeram viabilizar soluções de segurança e higiene. Conforme a pauta for cumprida, documentos e ofícios serão encaminhados informando os itens da pauta já solucionados, com o prazo máximo de 15 dias, tais informações serão divulgadas em nova assembleia a ser convocada pelo sindicato.

A FEAES ainda informou que algumas das reivindicações fogem de suas atribuições, como as mudanças na estrutura física da UPA e o aumento do quadro de enfermeiros, obrigações que cabem à Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: Imprensa SIMEPAR

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Nova tecnologia garante rapidez no resultado de eletrocardiogramas na rede pública

A implantação de uma nova tecnologia nas 109 unidades de saúde de Curitiba tem reduzido o tempo de espera por laudos de eletrocardiograma. -Na imagem, Isaías Gouveia e Silva. Foto: Luiz Costa/SMCS
A implantação de uma nova tecnologia nas 109 unidades de saúde de Curitiba tem reduzido o tempo de espera por laudos de eletrocardiograma. Desde maio, o resultado do exame – que levava até 20 dias para chegar ao paciente – passou a estar disponível em até 72 horas. O uso de um sistema que permite a análise das imagens a distância agiliza o trabalho e melhora o atendimento aos usuários do SUS Curitiba.
Com o novo método, o exame é feito pela equipe de enfermagem na unidade básica e todas as informações coletadas durante o procedimento são exportadas via internet para uma base de dados acessada por cardiologistas do Departamento de Redes de Atenção à Saúde (DRAS), vinculado à Secretaria Municipal da Saúde, para emissão do laudo. O trabalho é feito diariamente e o resultado fica disponível, em canal on-line, para que a unidade de saúde imprima a avaliação e entregue ao paciente.
O trabalho também conta com o apoio de cardiologistas do Hospital de Clínicas (HC), que emitem laudos dos exames feitos em três dos nove distritos sanitários de Curitiba – Boa Vista, Cajuru e Matriz. Para que o novo serviço fosse implementado, todas as unidades de saúde de Curitiba receberam, a partir de agosto de 2014, os novos equipamentos para a realização do exame e as equipes foram capacitadas para usarem a nova tecnologia. Um projeto piloto teve início em abril e a tecnologia foi universalizada em maio.
“Antes, as unidades de um distrito contavam com um ou dois aparelhos que circulavam a região. Os exames eram feitos a cada semana ou 15 dias. Depois, os exames eram impressos, enviados por malot
e para a Secretaria de Saúde ou unidades de referência, com laudos e devolvidos por malote novamente. Esse processo normalmente levava mais de uma semana”, lembra o coordenador da Carteira de Serviços da Secretaria, Marcelo Kolling.
A disponibilidade de um equipamento de eletrocardiograma na unidade de saúde Caximba foi determinante para a vida do vidraceiro Isaías Gouveia e Silva, 54 anos. Em 25 de maio, ele procurou atendimento assim que começou a sentir dor no peito e palpitação, eram os primeiros sintomas de um ataque cardíaco. Assim que chegou na unidade, ele foi atendido, recebeu os primeiros socorros, fez o eletrocardiograma e o exame já foi avaliado. O encaminhamento dele para um hospital pelo Samu foi imediato. “Se não tivesse o equipamento, até chegarmos no hospital, poderia ter agravado a situação. Estamos contentes por eu ter tido o socorro imediato”, conta Silva, recuperado do susto.
Eletivos e de urgência
A diretora adjunta do DRAS, Jussara de Castilho Rosa, explica que os eletrocardiogramas podem ser pré-agendados ou feitos na hora, dependendo da situação em que se encontra o paciente. Em casos de urgência, todas as equipes das 109 unidades básicas estão preparadas para fazer o eletrocardiograma assim que atendem o paciente. “Nessas situações, o exame pode ser avaliado na sequência pelos cardiologistas para encontrar a melhor conduta médica para o paciente”, afirma Jussara.
Kolling lembra ainda que, caso um paciente tenha uma cirurgia marcada, o laudo também pode ficar pronto em menos de 24 horas. Em situações de exames eletivos, o eletrocardiograma é agendado, seguindo a rotina de atendimentos da unidade.
“Com essa nova tecnologia, favorecemos, agilizamos e aumentamos o acesso dos usuários do SUS Curitiba ao exame de eletrocardiograma. Além de reduzir muito o tempo de espera pelo resultado, contribuímos, assim, com a melhoria na qualidade do atendimento”, afirma o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda.
Serviço
Para ter acesso ao exame, os usuários devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência, fazer o cadastro e passar por avaliação médica. Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são destinadas a atendimentos de urgência e emergência.

Fonte: SMCS

quinta-feira, 2 de julho de 2015

FEAES - Novos médicos assumem plantões em Unidades de Pronto Atendimento

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Novos médicos assumem plantões em Unidades de Pronto Atendimento
A Prefeitura de Curitiba deu início à convocação dos médicos aprovados no último processo seletivo, realizado em maio pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes). Os primeiros 25 colocados foram convocados e 23 compareceram nesta quinta-feira (2) na sede do Hospital do Idoso Zilda Arns para escolher as datas de plantão.
Segundo o diretor geral da Feaes, Gustavo Schulz, estas primeiras vagas são para preencher as escalas médicas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 Horas de Curitiba e da Maternidade Bairro Novo, a partir do próximo dia 13. “Inicialmente, foram chamados 25 médicos, entre clínicos e pediatras. Os demais aprovados podem ser chamados mais tarde, assim que abrirem novas vagas”, explicou. O processo seletivo é válido por dois anos e no cadastro de reserva há 555 médicos aprovados.
Direitos trabalhistas
Todos os profissionais serão contratados pelo regime Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para o médico Edson Marcos Lessa, de 26 anos, é justamente essa segurança que o atraiu. “Na maioria das vezes, a gente trabalha somente como autônomo. Aqui, além do salário, temos férias, 13.º e todas as garantias de qualquer outro profissional”, comentou. Seu colega, Leandro Vasconcelos, de 26 anos, destacou ainda a oportunidade de atuar na área de urgência e emergência. “Quero me especializar em Cardiologia e esse tipo de situação ocorre nas UPAs”, salientou.
Já a pediatra Débora Lins, de 28 anos, estava interessada em atuar na Maternidade Bairro Novo, mas os horários disponíveis nas UPAs lhe pareceram mais interessantes. “É um emprego estável, com todos os direitos trabalhistas, o que é cada vez mais raro na nossa área”, analisou.
Pela Feaes, os médicos são remunerados de acordo com o número de horas trabalhadas, que podem variar de 72 a 180 horas por mês. Os salários variam entre R$ 6,3 mil e R$ 17,7 mil. Os aprovados podem atuar em qualquer uma das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) Curitiba gerenciadas pela instituição, como é o caso dos serviços médicos e de apoio às UPAs, Maternidade Bairro Novo, Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Serviço de Atenção Médica de Urgência (Samu).
O secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, ressaltou que, além de reforçar o quadro médico das UPAs, a Secretaria também está investindo na atenção primária, com a contratação de 60 novos médicos que irão atuar nas unidades básicas de Curitiba. As provas foram realizadas no último domingo (28). “Estamos investindo em todo o sistema de saúde de Curitiba para ampliar a oferta de profissionais e serviços à população”.
Fonte: FEAES

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Médicos da Fundação Estatal de Assistência Especializada em Saúde de Curitiba (FEAES) aprovam indicativo de Greve para o dia 25.

Os médicos da Fundação Estatal de Assistência Especializada em Saúde de Curitiba (FEAES), que trabalham nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) de Curitiba, no Hospital do Idoso Zilda Arns e SAMU reuniram-se em Assembleia Geral Extraordinária no dia 13 de maio na Sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR). Na pauta a discussão do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016 e a avaliação da contraproposta apresentada pela FEAES, e o indicativo de Greve.

A contraproposta da FEAES

A contraproposta da FEAES foi apresentada ao SIMEPAR, no dia 6 de maio, e foi repassada aos médicos. Nela o empregador propôs a aplicação do índice INPC a ser pago 50% na data-base maio/2015 e 50% em janeiro/2016, vale alimentação pelo mesmo índice na data-base de maio/2015 e mantendo as demais cláusulas do acordo anterior. 

Reivindicações dos Médicos 

As principais reivindicações dos Médicos e que a FEAES não atendeu foram: Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016: Pagamento integral do índice INPC, mais ganho real na data-base maio/2015; Melhores condições de trabalho e de segurança nas UPAs;  Melhores condições de trabalho e dos equipamentos no SAMU; Deliberação sobre as escalas e atendimentos nas UPAs. 

Indicativo de Greve

A decisão da categoria em deliberar pelo indicativo de Greve resultou após várias negociações, todas infrutíferas. Em assembleia, os médicos decidiram por rejeitar a nova proposta da FEAES, declarando encerradas as tentativas de negociação e designando a data de 25 de maio de 2015 para início da paralisação, sem prejuízo da população e ficando desde logo aprovada à manutenção de um contingente mínimo de profissionais para o atendimento. 

Atendendo a decisão dos Médicos da FEAES, o SIMEPAR oficiou o diretor da Fundação, o Secretário de Governo, o Secretário de saúde de Curitiba, o Ministério Público do Trabalho, a Promotoria de Defesa da Saúde do Estado do Paraná, o Conselho Regional de Medicina e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.” 



Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Secretaria da Saúde leva ouvidoria itinerante para Unidades de Pronto Atendimento

Na imagem, a coordenadora da Ouvidoria Tania Andreolli, fala com usuários da UPA.
A Prefeitura de Curitiba está abrindo mais um canal de comunicação para que o usuário da estrutura de saúde do Município possa dar sugestões sobre o atendimento. A Secretaria Municipal de Saúde levará a sua Ouvidoria para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA). O projeto, em fase experimental, teve início nesta semana na UPA do  Sítio Cercado.
Pelo projeto Ouvidoria Itinerante, um representante da Ouvidoria do SUS Curitiba estará na UPA durante três dias na semana para conversar com a população, divulgar o telefone da entidade e fazer uma pesquisa sobre a qualidade do atendimentos e as dificuldades encontradas pelo usuário.
“Estamos divulgando o contato da Ouvidoria, que é um canal específico do cidadão com a saúde, entregando folders, orientando sobre a importância de procurar sua unidade de saúde de referência e as UPAs apenas nos casos de urgência e emergência. Para quem não é de Curitiba, passamos o número da Ouvidoria do Estado e ressaltamos a importância do vínculo com o seu município para os atendimentos de saúde”, conta a coordenadora do teleatendimento da Ouvidoria, Tânia Andreoli.
O projeto Ouvidoria Itinerante integra o plano de governo da atual gestão da Prefeitura, dentro dos programas Curitiba Mais Participativa e Curitiba Mais Humana, abrindo novos canais de diálogo com a população para melhorar, cada vez mais, o atendimento dos serviços públicos municipais.
A dona de casa Sueli de Fátima foi uma das primeiras a aproveitar a presença da Ouvidoria Itinerante na UPA. Depois de esperar pelo atendimento médico para sua filha Juliana, de 17 anos, que estava com uma forte alergia, foi dar sua opinião. “Fomos bem atendidas pelo médico, mas acho que o espaço físico da UPA poderia ser melhor dimensionado”, disse.
Usuárias da unidade de saúde Sambaqui, no Sítio Cercado, Sueli e a filha foram orientadas a procurar a unidade básica, que é o local adequado para fazer todo o acompanhamento do problema de saúde. “É importante que a população saiba que as UPAs são apenas para os casos de urgência e emergência, assim conseguimos diminuir o tempo de espera pela consulta”, ressalta Tânia.
Atendimentos
Todos os meses, a Ouvidoria registra cerca de 600 atendimentos – entre críticas, solicitações, sugestões e elogios – relacionados às nove unidades de pronto atendimento da capital. Pelo telefone 0800-6440041 ou presencialmente na Secretaria Municipal de Saúde (Rua Francisco Torres, 830), todas as manifestações recebidas são analisadas, identificadas e encaminhadas para os setores competentes. Quando voltam para a Ouvidoria, a decisão de cada setor é analisada e retorna ao usuário.
“É fundamental que os usuários do SUS Curitiba falem com a Ouvidoria, pois é através deste trabalho que conseguimos identificar o que precisa ser melhorado para aprimorar a qualidade dos nossos serviços”, explica a coordenadora da Ouvidoria, Fabíola Pie Nunes.
Nos próximos meses, o projeto irá percorrer as outras Unidades de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas de Curitiba.

Foto:Cesar Brustolin/SMCS

Fonte: SMCS

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Curitiba propõe reserva de 160 leitos para reduzir internações nas UPAs

Matéria do Jornal Gazeta do Povo

Por causa do aumento da demanda nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), a prefeitura de Curitiba propôs ampliar o número de leitos destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nos hospitais que compõem a rede de urgência e emergência da capital. A intenção é garantir a reserva de 20 leitos para cada uma das oito UPAs (os antigos Centros Municipais de Urgência Médica) existentes a partir de outubro, quando é feita a renovação dos contratos com os hospitais. Entretanto, a iniciativa encontra resistência entre as instituições, que alegam que a medida precisa de mais estudos antes de ser implantada.

De acordo com dados da Secretaria da Saúde de Curitiba, o número de internações nas UPAs em julho aumentou cinco vezes em comparação com o mesmo mês do ano passado. Já o total de atendimentos chegou à marca de 102 mil no mesmo mês, alta de 41% em relação a julho de 2012. A forte procura, formada por pacientes de Curitiba e região metropolitana, tem gerado muitas filas nas unidades.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda, cada hospital que compõe a rede de urgência e emergência terá de destinar 20 leitos para a UPA mais próxima, totalizando 160 leitos de retaguarda. O Hospital Zilda Arns, por exemplo, já foi incumbido de atender à demanda da UPA do Pinheirinho. Massuda afirmou que não é preciso investimento em nova estrutura. “Basta uma reorganização dos leitos que existem atualmente. Isto é, não podem mais ser usados para cirurgias eletivas, o que ocorre às vezes.”

A gestão ficará a cargo da Central de Leitos, que vai organizar a oferta e a demanda. “Se o Zilda Arns estiver com leito vago, por exemplo, e uma UPA de outra região estiver precisando, será feito o encaminhamento”, explicou Massuda. Segundo ele, a estratégia é fundamental para reduzir o tempo de espera dos pacientes nas unidades de pronto atendimento. “Não houve incremento na produção de hospitais para dar conta do aumento da demanda da cidade e dos municípios vizinhos. Muitos desses pacientes acabam indo para a UPA, ficam lá aguardando.”

Leitos de UTI

A oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também é deficitária, diz o secretário. Segundo ele, há 266 leitos cadastrados para atendimento ao SUS, mas a prefeitura pretende contratar outros 30 até o fim deste ano.

A secretaria pretende ainda ampliar as equipes de atendimento domiciliar nas unidades. “Hoje temos dez equipes de atenção domiciliar em Curitiba, que já estão absorvendo pacientes da UPAs. A meta é reduzir o tempo de permanência e espera na unidade, seja pelo encaminhamento para um hospital ou com o atendimento em casa.”

Prevista no PAC, a construção de unidades novas segue em ritmo lento

Pelo ritmo dos repasses da União não será possível cumprir a promessa feita pela presidente Dilma Rousseff de ampliação da rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) no país. O projeto foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC) em 2011, e previa o investimento de R$ 2,6 bilhões até 2014. No entanto, entre janeiro e agosto de 2013, não foi feito nenhum empenho (reserva de recursos no orçamento) para a implantação de mais UPAs.

Os relatórios de execução de despesa do governo federal revelam que, entre 2011 e 2012, foram investidos apenas R$ 480,1 milhões, ou 18% do total. Para cumprir a meta até o fim de 2014, o Planalto teria de quintuplicar o desembolso mensal para o programa.

A meta era criar 500 novas UPAs em todo o Brasil, das quais 17 no Paraná. No estado, 11 projetos ainda não saíram do papel. As únicas unidades concluídas, segundo o balanço mais recente, divulgado em abril, eram as de Ponta Grossa e Toledo. Outras quatro estavam em obras.

Hospital de Clínicas

Em Curitiba, a Secretaria Municipal de Saúde pretende instalar a nona UPA da cidade em área anexa ao Hospital de Clínicas, no Alto da Glória. O protocolo de intenções já foi assinado com a Universidade Federal do Paraná, gestora do local, mas será preciso aguardar pelo repasse de dinheiro da União.

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