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sábado, 26 de setembro de 2015

Câmara - Comissão debaterá na terça falta de benzetacil na rede pública de saúde

Medicamento é utilizado no tratamento de sífilis, febre reumática e amigdalites bacterianas
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados vai discutir, nesta terça-feira (29), a crise de assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente o desabastecimento de penicilina benzatina, a benzetacil – medicamento mais indicado para o tratamento da sífilis.
Um dos autores do requerimento para a audiência pública, o deputado Dr. Jorge Silva (Pros-ES) diz que a falta do remédio já está tendo consequências graves, como o aumento da incidência de sífilis congênita (transmitida da mãe para feto via placenta) no País. "Isso é detectado em vários locais do Brasil", ressaltou.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Nova tecnologia garante rapidez no resultado de eletrocardiogramas na rede pública

A implantação de uma nova tecnologia nas 109 unidades de saúde de Curitiba tem reduzido o tempo de espera por laudos de eletrocardiograma. -Na imagem, Isaías Gouveia e Silva. Foto: Luiz Costa/SMCS
A implantação de uma nova tecnologia nas 109 unidades de saúde de Curitiba tem reduzido o tempo de espera por laudos de eletrocardiograma. Desde maio, o resultado do exame – que levava até 20 dias para chegar ao paciente – passou a estar disponível em até 72 horas. O uso de um sistema que permite a análise das imagens a distância agiliza o trabalho e melhora o atendimento aos usuários do SUS Curitiba.
Com o novo método, o exame é feito pela equipe de enfermagem na unidade básica e todas as informações coletadas durante o procedimento são exportadas via internet para uma base de dados acessada por cardiologistas do Departamento de Redes de Atenção à Saúde (DRAS), vinculado à Secretaria Municipal da Saúde, para emissão do laudo. O trabalho é feito diariamente e o resultado fica disponível, em canal on-line, para que a unidade de saúde imprima a avaliação e entregue ao paciente.
O trabalho também conta com o apoio de cardiologistas do Hospital de Clínicas (HC), que emitem laudos dos exames feitos em três dos nove distritos sanitários de Curitiba – Boa Vista, Cajuru e Matriz. Para que o novo serviço fosse implementado, todas as unidades de saúde de Curitiba receberam, a partir de agosto de 2014, os novos equipamentos para a realização do exame e as equipes foram capacitadas para usarem a nova tecnologia. Um projeto piloto teve início em abril e a tecnologia foi universalizada em maio.
“Antes, as unidades de um distrito contavam com um ou dois aparelhos que circulavam a região. Os exames eram feitos a cada semana ou 15 dias. Depois, os exames eram impressos, enviados por malot
e para a Secretaria de Saúde ou unidades de referência, com laudos e devolvidos por malote novamente. Esse processo normalmente levava mais de uma semana”, lembra o coordenador da Carteira de Serviços da Secretaria, Marcelo Kolling.
A disponibilidade de um equipamento de eletrocardiograma na unidade de saúde Caximba foi determinante para a vida do vidraceiro Isaías Gouveia e Silva, 54 anos. Em 25 de maio, ele procurou atendimento assim que começou a sentir dor no peito e palpitação, eram os primeiros sintomas de um ataque cardíaco. Assim que chegou na unidade, ele foi atendido, recebeu os primeiros socorros, fez o eletrocardiograma e o exame já foi avaliado. O encaminhamento dele para um hospital pelo Samu foi imediato. “Se não tivesse o equipamento, até chegarmos no hospital, poderia ter agravado a situação. Estamos contentes por eu ter tido o socorro imediato”, conta Silva, recuperado do susto.
Eletivos e de urgência
A diretora adjunta do DRAS, Jussara de Castilho Rosa, explica que os eletrocardiogramas podem ser pré-agendados ou feitos na hora, dependendo da situação em que se encontra o paciente. Em casos de urgência, todas as equipes das 109 unidades básicas estão preparadas para fazer o eletrocardiograma assim que atendem o paciente. “Nessas situações, o exame pode ser avaliado na sequência pelos cardiologistas para encontrar a melhor conduta médica para o paciente”, afirma Jussara.
Kolling lembra ainda que, caso um paciente tenha uma cirurgia marcada, o laudo também pode ficar pronto em menos de 24 horas. Em situações de exames eletivos, o eletrocardiograma é agendado, seguindo a rotina de atendimentos da unidade.
“Com essa nova tecnologia, favorecemos, agilizamos e aumentamos o acesso dos usuários do SUS Curitiba ao exame de eletrocardiograma. Além de reduzir muito o tempo de espera pelo resultado, contribuímos, assim, com a melhoria na qualidade do atendimento”, afirma o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda.
Serviço
Para ter acesso ao exame, os usuários devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência, fazer o cadastro e passar por avaliação médica. Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são destinadas a atendimentos de urgência e emergência.

Fonte: SMCS

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Bebês devem receber segunda dose da vacina contra gripe

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As crianças que tomaram a vacina da gripe pela primeira vez este ano devem receber a segunda dose a partir da próxima segunda-feira (08), na rede pública de saúde. Até o final da manhã desta terça-feira (02), quase 78 mil crianças com idade entre seis meses e menores de 5 anos já foram imunizadas em Curitiba desde o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe – 76,1% do total do grupo –, que começou no dia 4 de maio.
A Campanha de Vacinação termina, oficialmente, na próxima sexta-feira (05), mas as unidades básicas de saúde que fazem a vacinação estarão fechadas neste dia, em função do feriado. A segunda dose poderá ser feita normalmente, nas 109 unidades de saúde de Curitiba, conforme o horário de funcionamento de cada uma delas.
Além das crianças, devem tomar a vacina contra a gripe as gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto (em puerpério), doentes crônicos, indígenas, pessoas privadas de liberdade e profissionais de saúde.
Em Curitiba, 86,8% do público alvo da campanha já tomou a vacina. Entretanto, além das crianças, as gestantes fazem parte do outro grupo que, separadamente, não atingiu a meta de 80% de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde. Até agora, pouco mais de 13 mil mulheres grávidas receberam a dose, 69,5% desse público. Ainda assim, Curitiba é uma das capitais com maior adesão à campanha de vacinação.
“É muito importante os pais levarem as crianças para receber a dose da vacina, porque o sistema imunológico dos pequenos é imaturo e, por isso, mais suscetível à gripe e a outras complicações causadas por doenças respiratórias. E nos bebês, que estão sendo vacinados pela primeira vez contra o vírus da gripe, a imunização deve ser feita em duas doses, com intervalo de 30 dias”, explica o secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda.
A vacina contra a gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação contribui para a redução de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
Documentação
Para receber a vacina em qualquer uma das unidades de saúde de Curitiba, as pessoas devem levar os seguintes documentos:
Idosos: carteira de identidade;
Crianças de seis meses a cinco anos de idade: registro de nascimento ou a carteira de identidade e a carteirinha de vacinação;
Grávidas: é suficiente apenas que a mulher afirme estar grávida;
Mulheres até 45 dias após o parto: apresentar qualquer documento com informação sobre o parto/nascimento do bebê, como declaração do hospital onde ocorreu o parto, certidão de nascimento do bebê, carteirinha de gestante, etc.
Portadores de doenças crônicas: conforme relação de doenças crônicas definida pelo Ministério da Saúde, devem comparecer munidos de solicitação ou prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina. Pacientes já cadastrados em programas do SUS devem se dirigir à unidade de saúde onde estão cadastrados para receber a vacina.
Profissionais de saúde: serão vacinados, prioritariamente, nos hospitais ou nas unidades básicas de saúde onde atuam, ou nos postos de vacinação, mediante apresentação de carteira de registro profissional no órgão de classe. Outros trabalhadores de clínicas e consultórios (clínica geral, clínica médica, pediatria, otorrinolaringologia, obstetrícia, pneumologia e infectologia) que atendem casos de gripe podem procurar as unidades de saúde munidos de declaração do médico responsável pelo serviço onde o profissional atua.
Indígenas: serão vacinados pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde;
Pessoas privadas de liberdade: serão vacinadas pela equipe da Secretaria de Saúde.

Fonte: SMCS

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Médicos da rede pública de Cuiabá entram em greve


Foto: Divulgação

Os médicos que atuam na rede pública da capital deliberaram em assembleia na noite de terça-feira, 3, que cruzam os braços em exigência a melhores condições de trabalho e por segurança a partir da próxima segunda-feira, 9. A presidente do Sindicato dos Médicos de Cuiabá, Eliana Siqueira, afirmo ao Olhar Direto que a categoria quer uma negociação direta com o prefeito da capital, Mauro Mendes (PSB).
 
"Entendemos que essa é a única estratégia para que possamos despertar a atenção e fazer com que nos apresente uma proposta de verdade. A negociação sempre ficou a cargo dos secretários de saúde, mas queremos um diálogo com o prefeito", disse Eliana. A médica pediatra declarou ainda que a Secretaria Municipal de Cuiabá; (SMS) protocolou na última sexta-feira, documento reiterando as dificuldades enfrentadas e propondo uma reunião para debater as pautas na data de 23 de fevereiro. Ainda conforme a presidente do Sindicato, o documento sugere a instalação de uma comissão para tratar do assunto."Nessa reunião é que então o número de profissionais seria apresentado, a questão salarial e também concurso seria discutidos". 
 
A questão salarial é outro ponto elencado pela médica e sindicalista. A categoria cobra o cumprimento do piso da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que é de R$11.675, pelo Executivo Municipal. Em Cuiabá; o salário é de R$ 3,5 mil para 20 horas de serviço e para contratados é de R$ 2,8 mil, mas como os valores são baixos pagam gratificações aos profissionais e os salários chegam a R$ 6 mil, conforme explicação de Eliana. 
 
Segundo Eliana, a categoria suspendeu um movimento de mobilização em prol de melhores condições de saúde a população quando da posse de Mendes. "Demos um voto de confiança e suspendemos uma mobilização de mais de 60 dias". 
 
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá informou que na última sexta-feira, 30, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) documento expondo as medidas a serem adotadas, dentro da das reais possibilidades do município, e contendo ainda respostas aos quesitos elencados pelo Sindicato. Informou ainda que me caso de paralisação da categoria, o município de Cuiabá; possui um plano de contingenciamento para atenção básica. Frisou ainda que o Executivo Municipal obteve liminar favorável obrigando o atendimento em 60% nos postos de Programa de Saúde da Família (PSF) e de 100% nas policlínicas e Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

Fonte: Olhar Direto 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mulheres recorrem à rede pública para ter parto normal

Saúde cria serviço de referência para tratar câncer de colo de útero e de mama
SUS alternativa para mães que buscam parto normal.
Em busca de um procedimento mais humanizado na hora do parto, com menos intervenções, mulheres têm recorrido à rede pública de saúde. Preocupadas com o alto índice de cesarianas na rede privada (84%) e incapazes de contratar uma equipe de saúde completa, elas têm optado por hospitais de referência em saúde materno infantil.

Esse é o caso de professora de matemática Camille Ramalho, 33 anos, que deu à luz no Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio. “Fiz todas as consultas de pré-natal pelo plano de saúde, mas na hora do nascimento preferi o SUS [Sistema Único de Saúde]”, contou. Ela disse que se informou sobre o assunto antes de tomar sua decisão. “Li muito, conversei com muitas mães e não me arrependo.”

Maternidade Maria Amélia, no Rio, tem sido procurada por mães que querem ter parto normal. 

No Rio, a busca pela Maternidade Maria Amélia tem se tornado uma tendência, avalia a enfermeira obstetra Heloisa Lessa, da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstétricas. Segundo ela, com as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a defesa do parto normal por organizações sociais, as gestantes têm se informado sobre os riscos da uma cesariana desnecessária.

“Um parto humanizado requer uma equipe humanizada, o que custa caro e não é garantida na rede privada”, analisa. “Muitos médicos preferem fazer cesarianas porque podem ser agendadas com antecedência e são mais bem remuneradas pelos planos de saúde”, completa.

Em ambos os casos, as gestantes contrataram uma doula, o que também está se tornando uma tendência no Rio, segundo Heloisa. Essas profissionais acompanham a gestante desde o início da gravidez, ajudando na preparação do casal.

Eva Holzova com os filhos Antonio, de 2 anos, e Stella, de 5 meses, que nasceu de parto normal.

A tradutora Eva Holzova Dantas, 32 anos, que recentemente teve Stella, hoje com 1 mês de vida, conta que a doula deu apoio para que ela tentasse o parto normal, depois de uma cesariana do primeiro filho. “Ela passou exercícios para o casal, durante a fase ativa do parto, esclareceu sobre as fases do parto, o que te dá um apoio emocional muito importante.”

Em casos de gravidez de baixo risco, o parto normal humanizado é a melhor opção, segundo a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Silvana Granato. No processo, a equipe está treinada para realizar o menor número de intervenções possível no corpo da mulher, como a episiotomia (corte no períneo) e a injeção de ocitocina (hormônio sintético).

“A ocitocina, por exemplo, aumenta o número de contrações do útero, o que aumenta a dor e torna o parto normal mais dolorido”, alertou. Ela também observa uma migração de mulheres para a rede pública, onde as parturientes podem usar banheiras para aliviar a dor, além de receber massagens e exercícios para ajudar a relaxar, o que é permitido no Maria Amélia.

A Secretaria Municipal de Saúde disse que não é possível estimar quantas gestantes com plano de saúde preferem ter bebês na unidade pública. Porém, o número de parto normais na Maternidade Maria Amélia chega a 76,2 % – maior que a média da rede, de 66,%, que inclui nove maternidades e uma casa de parto (unidade extra-hospitalar que realiza apenas partos normais de baixo risco).

Para estimular a prática, o governo do estado do Rio tem treinado equipes e recentemente comprou uma banheira para o Hospital Estadual dos Lagos de Saquerama, na Região dos Lagos. “Banhos de imersão em água morna ajudam no trabalho de parto”, disse o coordenador de Maternidades da Secretaria de Estado de Saúde, Jorge Calás.

De acordo com a coordenadora da pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, Maria do Carmo, entre as vantagens do parto normal estão a redução da morte materna, infecciosas, além de dores pós-operatórias. Nos bebês, diminui risco de morte intrauterina, complicações respiratórias e obesidade na infância.

Foto 2 e 3: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto 1ª: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 18 de novembro de 2014

SUS - A CRISE DEBAIXO DO TAPETE


Hospital de Pronto Socorro de Belém PA - mais um exemplo de sucateamento da rede pública de saúde

Poucas melhorias foram constatadas pelos diretores do Sindmepa que estiveram em visita hoje ao Hospital do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março, o Mário Pinotti, verificando se foram atendidas as recomendações do Ministério Público Federal feitas em 2013.

“Apesar da boa vontade da equipe que dirige o hospital, vivos que a situação continua ainda muito ruim para os profissionais e os que transitam pelo lugar, sejam usuários ou acompanhantes”, disse o diretor João Gouveia, que participou da visita acompanhado dos diretores Wilson Machado e Emanuel Resque. Eles foram recebidos pelo diretor do hospital, Orlando Brito e a médica Regina Maroja, especialista em saúde pública e regulação em saúde.

“Considero essas visitas sempre positivas, porque se tornam instrumentos de gestão. A gente usa as observações dos profissionais para corrigir as falhas”, afirmou Brito. Além do Sindmepa, o PSM da 14 já recebeu nos últimos dias visitas dos conselhos de Farmácia e de Enfermagem.


Passando por adequações e a aguardando a chegada de diversos equipamentos e materiais, o HPSM padece da superlotação e o desvio em sua função principal que seria o atendimento de pacientes em situações de urgência e emergência. Sem infraestrutura básica nas unidades de saúde e nos municípios do interior, toda a demanda do Estado acaba batendo à porta do pronto socorro da 14. Isso se reflete na falta de leitos e equipamentos, enfermarias sem climatização, insuficiência de médicos e até na falta de rouparia para leitos e médicos.

“O que chama a atenção é que o prédio novo está em condições piores que o antigo”, observou João Gouveia, ao circular pelas enfermarias do anexo, inaugurado em agosto de 2010. “O problema do Pronto Socorro da 14 só será resolvido com uma rede integrada de saúde. Com a Estratégia Saúde da Família com resolutividade, com a rede de atendimento de urgência também resolutiva, criando-se um diálogo entre as unidades básicas de saúde, prontos socorros e as UPAS, o que faria com que os pronto socorros funcionassem como devem e não como dois grandes postões de saúde da capital”, analisou Gouveia. A construção de um hospital materno infantil para atendimento a todas as áreas, inclusive a alta complexidade, seria outra solução para reduzir a demanda do HPSM, na opinião o médico.

O diretor Emanuel Resque reconheceu que o hospital apresenta avanços em relação à última vistoria do MPF. “A UTI tá bem montada, apesar de algumas falhas estruturais, e as enfermarias que estão sendo reformadas, estão de boa qualidade”, disse. Ele ressaltou entre os problemas, a rouparia deficiente do centro cirúrgico para médicos, graves problemas elétricos e de telefonia do prédio do anexo e o fato de alguns leitos do anexo estarem vagos por falta de condições do elevador. “Esperamos que com a nova gestão as coisas aconteçam de forma mais efetiva”, afirmou.

NOVA DIREÇÃO

Recém empossado na direção do hospital, Orlando Brito disse que vem fazendo procedimentos no sentido de atender as recomendações do MPF e que parte das exigências já foram concluídas. A UTI funciona com oito leitos, mas deverão ser instalados outros seis que hoje estão funcionando na Sala Vermelha. Ele apontou também como positiva a contratação de empresas de manutenção preventiva nas áreas de estrutura predial e climatização, que deverão resolver diversos problemas da questão física do hospital.

A Comissão de Controle de infecção hospitalar está instalada; já foram comprados um novo tomógrafo, um arco cirúrgico e um novo aparelho de raio X, que está em fase de adaptação; e a reforma das enfermarias e da UTI pediátrica estão em andamento. Também foram comprados novos colchões e rouparia, mas a deterioração desses materiais é muito grande. “Temos muitos problemas, mas estamos trabalhando para superá-los. Temos processos finalizados e já empenhados e vários em andamento. É bom que se ressalte que 60% dos pacientes atendidos aqui são de outros municípios, o que agrava nossas dificuldades, mas fazemos o possível para garantir o atendimento a todos que nos procuram”, apontou o diretor.

“Apesar de toda a deficiência estrutural, técnica e de pessoal encontrada no hospital ele continua sendo de vital importância para a saúde na urgência e emergência de Belém”, resumiu o diretor do Sindmepa, Wilson Machado, destacando que “urge, portanto, que os nossos gestores públicos, com a maior brevidade, tratem as pendências encontradas para atender com qualidade o usuário do SUS até que um novo hospital seja comprado”.

Fonte: Sindmepa