Mostrando postagens com marcador Vacinação contra gripe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vacinação contra gripe. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Vacinação contra gripe é prorrogada até 5 de junho

Vacinação contra gripe é prorrogada até o dia 5 de junho. Foto: Luiz Costa/SMCS
Pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha de imunização contra a gripe e ainda não receberam a vacina têm agora até o dia 5 de junho para se vacinar. O Ministério da Saúde resolveu prorrogar por mais duas semanas o período da campanha – que terminaria na sexta-feira (22) – porque a meta de vacinar 80% dos integrantes dos grupos vulneráveis não foi alcançada em nenhuma região do Brasil.
Em Curitiba, 301.444 pessoas já receberam a dose da vacina (71,1% do público alvo, com 378.232 pessoas), mas a meta é vacinar mais de 303 mil pessoas. A capital paranaense está entre as cidades com os melhores resultados na vacinação contra a gripe até agora, segundo dados do Ministério da Saúde.
Devem receber a vacina contra o vírus da gripe pessoas com 60 anos ou mais de idade, os trabalhadores de saúde, os povos indígenas, as crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias (puérperas), os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, além da população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.
Entre os grupos que já atingiram a meta da vacinação estão as mulheres que tiveram filhos recentemente, com mais de 100% de adesão, e os idosos (86,2%). As gestantes (56,7%) e as crianças (59,3%) ainda precisam melhorar a cobertura vacinal.
A campanha foi prorrogada em todo o país e as 109 unidades de saúde de Curitiba continuam vacinando todas as pessoas que fazem parte dos grupos vulneráveis. “É muito importante os pais levarem seus filhos para receber a vacina. As crianças precisam da imunização porque ainda não têm seu sistema imunológico completamente formado e a vacina é uma proteção extra”, salienta o secretário municipal da Saude, Adriano Massuda.
Massuda lembra que, entre as gestantes, a capacidade respiratória fica comprometida devido às alterações no corpo – como a dilatação do abdômen – diminuindo a capacidade de proteção diante um quadro de gripe e a possibilidade de complicações respiratórias. “O mesmo acontece com pessoas que convivem com doenças crônicas”, orienta o secretário.
A vacina contra gripe é segura e evita o agravamento da doença, internações e, até mesmo, óbitos por influenza. Estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
Todas as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários devem se dirigir às 109 unidades de saúde de Curitiba. As pessoas com doenças crônicas devem apresentar também prescrição médica no ato da vacinação. Aqueles pacientes que já fazem parte de programas de controle das doenças crônicas do SUS, devem ir às unidades em que estão cadastrados para receber a vacina.
Fonte: SMCS

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mais de 400 mil paranaenses já foram vacinados contra a gripe

O Paraná já alcançou 15% da meta da campanha de vacinação contra a gripe. Até as 12h deste sábado (9), 412.095 pessoas já haviam sido imunizadas. Curitiba, 09/05/2015.Foto: SESA
 Foto: SESA

O Paraná já alcançou 15% da meta da campanha de vacinação contra a gripe. Até as 12h deste sábado (9), 412.095 pessoas já haviam sido imunizadas. O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, acompanhou o trabalho no dia D da campanha, neste sábado, em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba. 

Caputo Neto afirmou que o Paraná reivindica, desde 2011, a antecipação da campanha de vacinação para abril, pois no Sul do Brasil o inverno é mais rigoroso. “Contamos com o comparecimento da população para que haja tempo suficiente de garantir imunidade aos que mais precisam. É importante que todos os que estão nos grupos prioritários recebam a vacina o mais rápido possível”, explicou. Este ano, o Ministério da Saúde atrasou em duas semanas o início da campanha.

A vacinação segue até sexta-feira (22). As pessoas que não compareceram no dia D, ainda poderão receber a vacina nas unidades de saúde de todo o Paraná, das 8h às 17h. Neste ano, a expectativa é vacinar 2,9 milhões de paranaenses.

O morador de Quatro Barras, Oscar José do Rosário Silva, 35 anos, faz parte do grupo dos crônicos e todo ano garante sua imunização. “A vacina é uma segurança. Nunca mais fiquei com gripe.” Os idosos também compareceram ao dia D com muita disposição. “Acordei cedo e vim logo tomar a vacina. Agora estou protegido para o inverno” afirmou Renato Martins, 71 anos.

O público alvo da campanha são gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto, crianças de seis meses e menores de cinco anos, profissionais de saúde, doentes crônicos, indígenas, trabalhadores e detentos do sistema prisional. 

ANÚNCIO – O secretário estadual da Saúde também anunciou que o Governo do Paraná vai construir um Centro de Especialidades em Quatro Barras. O serviço oferecerá, em um mesmo espaço, consultas e exames especializados, atendimento com equipe multiprofissional e cirurgias eletivas ambulatoriais.

O prefeito de Quatro Barras, Loreno Tolardo, afirmou que a obra trará benefícios importantes não só para o município, mas para toda a população da Região Metropolitana de Curitiba. “É uma reivindicação nossa e de toda região que se concretiza em parceria com o Governo do Estado. É uma grande conquista para a população”, disse. 

O terreno onde o centro será construído já está definido e será cedido pela prefeitura. O Estado ficará responsável pelo projeto e construção do centro. Os equipamentos serão adquiridos com recursos de emenda parlamentar, do deputado federal, Luciano Ducci.

O serviço contará com uma moderna estrutura de apoio diagnóstico, com equipamentos de última geração. Poderão ser realizados exames de endoscopia, colonoscopia, teste ergométrico, monitoramento da pressão arterial, raio-x, ultrassonografia, eletrocardiograma e eletroencefalograma. 

Além do prefeito, acompanharam o secretário no dia D de vacinação, em Quatro Barras, o deputado federal, Luciano Ducci, a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas, a diretora do Centro de Epidemiologia do Paraná, Cleide de Oliveira, o diretor da Segunda Regional de Saúde, Helder Lazarotto, o coordenador estadual do Programa de Imunização, João Luis Crivellaro, e autoridades locais. 

Fonte: SESA/PR

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Idosos lotam centros de saúde no primeiro dia de vacinação contra a gripe

Foto:SESA/PR

O primeiro dia da campanha de vacinação contra a gripe foi marcado pela grande presença de idosos nos postos de saúde do Distrito Federal (DF). No Centro de Saúde 13, na Asa Norte, por volta das 8h, início dos atendimentos, formou–se uma pequena fila, principalmente de pessoas com mais de 60 anos. Algumas mães com filhos no colo também buscaram o posto logo cedo. De acordo com a Secretaria de Saúde, mais de 600 mil doses da vacina devem ser aplicadas no DF.

O aposentado Sebastião Loureiro, 70 anos, chegou cedo ao local. Com histórico de doenças respiratórias, ele disse que a imunização anual fez com que as gripes virassem raridade no seu dia a dia. “Gripe na minha vida inteira sempre foi uma doença crônica. Mas, com certeza, depois das vacinas, no máximo, tenho resfriados. Então, sempre vou me vacinar nos primeiros dias”, disse à Agência Brasil.

De passagem por Brasília, onde visita parentes, a aposentada fluminense Adair Portela, 85 anos, também aproveitou o primeiro dia de campanha. “Assim, a gente evita complicações”, resumiu.

Ainda com o algodão no local onde foi aplicada a vacina, a aposentada Sônia Neves, 68 anos, contou que foi ao posto sem saber que começava hoje a campanha de imunização contra a gripe. "Na verdade, nem sabia [da campanha]. Minha filha pediu para acompanhá-la na consulta do meu neto. Ela disse que não conseguiria segurá-lo durante a vacina, e as avós são mais forte nessa hora”, disse, mostrando a filha com o neto no colo. Sônia conta que, desde que começou a tomar a vacina contra gripe, não teve mais problemas com a doença. “Já fiquei mais de três anos sem ter gripe. Foi bom vir no primeiro dia para ficar imunizada logo.”

Juntos, o casal Leonilda e Vital Andrade, 72 e 74 anos, respectivamente, decidiram não esperar muito para tomar a dose da vacina. “É bom que a gente fica livre e corre menos risco de ficar gripada”, disse Leonilda. “Para que esperar os últimos dias?”, questionou Vital.

Já no Centro de Saúde 1, de Sobradinho, o aposentado Marcílio Lima Basto, 65 anos, como faz todos os anos, foi tomar a vacina no primeiro de campanha e não enfrentou fila. Para ele, a imunização é sinônimo de tranquilidade.

“É bom ficar imune mais cedo. Se a gente precisar viajar, por exemplo, não precisa ir correndo ao posto se vacinar”, argumentou o carioca, radicado em Sobradinho. A esposa dele, Elenice Rodrigues, também foi logo cedo tomar a vacina e disse não ter mais problemas com a gripe.

A dona de casa Jeane Vieira, 37 anos, com os dois filhos, Laís e Daniel, de 4 e 2 anos, também foi uma das pessoas que procuraram o posto de saúde no primeiro dia de campanha de vacinação. “Aproveitei, que trouxe Daniel para uma consulta, e já levei para tomar a vacina. Eles sempre tomaram a vacina na campanha e nunca apresentaram sintomas de gripe”, contou a mãe. “Eu sou corajosa”, brincou Laís, mostrando a perna onde tomou a dose de vacina.

Responsável pela triagem das pessoas que chegam ao Centro de Saúde 1, de Sobradinho, o agente de saúde André Luiz Ferreira confirmou a grande procura dos idosos pela vacina. “Eles são mais preocupados com a saúde, têm mais receio de ficarem gripados e muitos vieram logo cedo hoje”, disse. Segundo ele, na primeira manhã de vacinação no posto, 137 pessoas foram imunizadas, a maioria pessoas acima de 60 anos.

Iniciada hoje, a campanha disponibilizará 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de pessoas. A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo, totalizando 39,7 milhões de pessoas. Devem procurar os locais de vacinação crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias depois do parto), presos e funcionários do sistema prisional.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira

Vacinação contra a gripe.Foto: Divulgação
A partir desta segunda-feira (4) o Paraná inicia mais uma campanha de vacinação contra a gripe na rede pública de saúde. Cerca de 2,9 milhões de paranaenses terão direito à vacina, que estará disponível em todas as 2,5 mil unidades de saúde do Estado até o dia 22 de maio. 

Nesta edição, mantêm-se os grupos prioritários da campanha realizada em 2014. Serão imunizados gratuitamente idosos (+60 anos), crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos, gestantes, puérperas (mulheres com pós-parto de até 45 dias), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas e trabalhadores ou detentos do sistema prisional. 

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, a recomendação é que as pessoas que têm direito à vacina procurem a unidade de saúde mais próxima já no início da campanha. “Após a aplicação, a vacina demora, em média, 15 dias para fazer o efeito. Por isso, quanto mais cedo for a imunização, melhor será a eficácia da vacina neste período em que as temperaturas já estão mais baixas”, alertou. 

Para o Paraná, a meta estipulada pelo Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 80% do público-alvo da campanha. Mas objetivo do Estado é atingir uma taxa que varia entre 95% e 98%. “A vacina contra a gripe é extremamente segura e eficaz. Ela tem impacto direto na redução do número de internamentos e mortes pela doença no Estado, pois é indicada para aqueles grupos que apresentam maior risco de agravamento do quadro clínico”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas. 

Assim como nos anos anteriores, a composição da vacina foi planejada para conceder proteção contra os três tipos de vírus da gripe mais circulantes: Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. Em adultos, ela é administrada em uma única dose. Já para crianças são duas doses, sendo a segunda 30 dias após a primeira. Seu uso é contraindicado para pessoas que já apresentaram reações adversas em campanhas anteriores ou que tenham alergia a ovo. 

DIA D - Segundo o coordenador estadual de Imunização, João Luis Crivellaro, no dia 9 de maio (sábado) postos de vacinação de todo Estado estarão abertos para promover um grande mutirão de vacinação. “É o Dia D da campanha. Com isso, vamos chamar a atenção da população e permitir que pessoas que não podem comparecer a uma unidade de saúde durante a semana possam se vacinar no sábado”, afirmou. 

ORIENTAÇÃO - O Governo do Estado manifestou inúmeras vezes, junto ao Ministério da Saúde, a intenção de antecipar o início da campanha no Paraná, sob o argumento que as condições climáticas da região favorecem que a doença circule com mais intensidade já a partir de março. Contudo, o pedido não foi acatado pelo governo federal, responsável pela aquisição e distribuição das doses. 

Diante disso, a Secretaria da Saúde reforça a necessidade da população lembrar sempre das medidas de prevenção da doença. Atualmente, a melhor forma de se proteger da gripe é praticar hábitos saudáveis, como manter os ambientes bem arejados e higienizar as mãos, sempre que possível. 

Além disso, as pessoas com suspeita de gripe devem procurar atendimento o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. “Não se automedique. Procure atendimento de saúde e só utilize o medicamento indicado. O antiviral oseltamivir (tamiflu), por exemplo, está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e pode ser retirado a partir da apresentação da receita médica”, explica Eliane Chomatas. 

CASOS - Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que o Paraná registrou 227 casos e 16 mortes por gripe em 2014. Ao final das investigações, a Secretaria identificou que do total de mortes, dez pacientes tinham direito à vacina, mas não foram imunizados. A maior parte das mortes estava relacionada a pacientes com doenças crônicas pré-existentes que podem ter contribuído para a morte. 

Neste ano, o Estado já contabiliza três casos de gripe e uma morte. Trata-se de uma mulher de 67 anos, moradora da região de Foz do Iguaçu, não vacinada e que tinha pneumopatia e cardiopatia. 

Os números dizem respeito às amostras positivas coletadas em pacientes atendidos nas 50 unidades sentinelas do Estado, o que inclui unidades de saúde e hospitais de pequeno e grande porte de 18 cidades paranaenses. 

Veja os documentos exigidos para se vacinar contra a gripe: 

Crianças (seis meses a um quatro, 11 meses e 29 dias): carteira de vacinação, registro de nascimento ou carteira de identidade. 

Idosos (acima de 60 anos): carteira de identidade. 

Grávidas: carteira da gestante. 

Mulheres até 45 dias após o parto: carteira da gestante e documento do bebê. 

Doentes crônicos: poderão se vacinar nas unidades de saúde e nas unidades volantes, desde que estejam com a prescrição médica. Preferencialmente, os pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos onde realizam o tratamento. Se na unidade de saúde onde são atendidos regularmente não existir um posto de vacinação, os pacientes devem solicitar prescrição médica e se dirigirem a outro posto. 

Profissionais de saúde: serão vacinados nos hospitais ou unidades onde atuam, ou ainda nos postos de vacinação, mediante apresentação de declaração do médico responsável pelo serviço onde o profissional trabalha. 

Indígenas: serão vacinados em casa pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde. 

Trabalhadores ou detentos do sistema prisional: serão vacinadas pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde nas delegacias e presídios. 

Fonte: SESA/PR

São Paulo quer vacinar 11,8 milhões de pessoas contra a gripe


A campanha nacional começa na próxima segunda-feira (4) e vai até 22 de maio, em mais de 6 mil postos nas cidades paulistasMarcelo Camargo/Agência Brasil

Cerca de 11,8 milhões de pessoas devem ser vacinadas contra a gripe no estado de São Paulo. A campanha nacional começa na próxima segunda-feira (4) e vai até 22 de maio, em mais de 6 mil postos nas cidades paulistas.

Devem receber a vacina idosos, indígenas, presos, funcionários do sistema prisional, pessoas com doenças crônicas, profissionais de saúde, gestantes, mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias e crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos de idade.

A imunização serve contra o vírus influeza, a gripe A H1N1 e os vírus influenza - A (H3N2) e B. Idosos hospitalizados e pessoas com doenças crônicas podem ser vacinados também, no período da campanha, com pneumocócica 23-valente, que protege contra a pneumonia, meningite e bacteremia, septicemia (infecção generalizada do sangue). Haverá também vacinas contra difteria e tétano.

No sábado, dia 9, Dia D, serão instalados postos de vacinação fixos e volantes, que ficarão abertos das 8h às 17h. Nos outros dias da campanha, os postos atendem de segunda a sexta-feira nesse mesmo horário.


Fonte: Agência Brasil

domingo, 15 de março de 2015

Paraná e Santa Catarina alinham propostas para a vacinação contra a gripe


Secretaria da Saúde realiza Reunião Estadual de Infectologia. Foto: Venilton Küchler/SESA
Autoridades de saúde do Paraná e Santa Catarina se reuniram na sexta-feira (13), em Curitiba, para discutir novas ações para ampliar o alcance da campanha de vacinação contra a gripe. A intenção foi alinhar as estratégias adotadas pelos Estados e elaborar propostas conjuntas ao Ministério da Saúde para garantir maior cobertura vacinal na edição deste ano. 

A reunião aconteceu durante o encontro do Comitê Estadual de Infectologia, um grupo técnico paranaense que congrega representantes de diversas áreas da saúde. O espaço é um importante fórum de debate e sugestão de soluções para o enfrentamento de doenças infecciosas no Paraná. 

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas, o encontro foi a oportunidade de conhecer o que está sendo desenvolvido fora do Paraná e compartilhar experiências exitosas na área. “Por conta do clima frio, a região sul tem suas particularidades em relação ao enfrentamento da gripe. O que queremos é que isso seja levado em conta pelo Ministério da Saúde, sobretudo na organização da logística de distribuição das doses”, informou.

ANTECEDÊNCIA - Nas próximas semanas, um documento conjunto deve ser enviado ao Ministério sugerindo algumas mudanças no processo de distribuição das vacinas. O principal pedido é que as doses cheguem aos Estados com mais antecedência, permitindo que os municípios se organizem melhor para iniciar a campanha nas unidades de saúde. 

No ano passado, o Governo do Paraná só recebeu o primeiro lote das doses poucos dias antes da data prevista para o começo da vacinação. Foi preciso organizar um grande esquema de distribuição para garantir o abastecimento das salas de vacina dos 399 municípios do Estado. 

“Tivemos, inclusive, que mandar um caminhão próprio ao Rio de Janeiro para trazer as vacinas ao Paraná. Tudo para que o calendário fosse respeitado e ninguém ficasse sem ser imunizado”, disse o coordenador estadual de Imunização do Paraná, João Luis Crivellaro. 

O mesmo problema aconteceu com as vacinas que deveriam ter sido enviadas à Santa Catarina. O diretor de Vigilância Epidemiológica, Eduardo Macário, relatou que o trabalho também foi prejudicado por causa do feriado prolongado de Páscoa, comemorado às vésperas do inicio da vacinação do ano passado. Para ele, é preciso que a logística do Ministério seja organizada de forma regionalizada, respeitando a sazonalidade da doença em algumas regiões, como Sul e Sudeste. 

RISCO - Dados da Secretaria da Saúde do Paraná apontam que o número de casos começa a aumentar mesmo antes do inverno. Com a queda nas temperaturas, o risco de transmissão da gripe cresce já a partir de abril e as medidas de prevenção devem ser intensificadas. 

Além disso, a vacina contra a gripe só concede proteção 15 dias após a sua aplicação. Por isso, é essencial que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários da campanha procurem as unidades de saúde já no início da vacinação. 

Outra forma de prevenção é a adoção de práticas de higiene, como lavar bem, e com frequência, as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e, ainda, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar. 

BALANÇO - Em 2014, mais de três milhões de paranaenses foram vacinados contra a gripe na rede pública de saúde. Entre os grupos prioritários imunizados estavam idosos (+60 anos), crianças menores de 4 anos, gestantes, puérperas (mulheres com pós-parto de até 45 dias), doentes crônicos, profissionais de saúde, indígenas e trabalhadores e detentos do sistema prisional. 

Fonte: SESA/PR

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Projeto torna obrigatória vacinação contra gripe em populações específicas


Dep. Sandro Alex (PPS-PR)
Sandro Alex: o calendário de vacinação da rede pública não beneficia populações gravemente atingidas pela gripe.
A Câmara dos Deputados analisa proposta que torna obrigatória a vacinação contra gripe em gestantes, crianças de seis meses a dois anos, pessoas acima de 60 anos, profissionais de saúde e de educação básica, pessoas com deficiência e população residente em cidades onde as condições climáticas favoreçam o contágio. Trata-se do Projeto de Lei 7697/14, do deputado Sandro Alex (PPS-PR).
Atualmente, a vacinação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) segue o cronograma estabelecido pelo Ministério da Saúde, que contempla crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, mulheres no período até 45 dias após o parto, profissionais da saúde, índios, indivíduos a partir dos 60 anos, presos e funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas. As pessoas que não pertencem aos grupos prioritários definidos pelo governo federal somente têm acesso à vacina em hospitais e clínicas particulares.
De acordo com o autor da proposta, o calendário de vacinação da rede pública de saúde não beneficia parcelas populacionais gravemente atingidas pela gripe. “Uma grande parte das despesas dos atendimentos na rede pública de saúde, durante a estação fria, são decorrentes das complicações provocadas pela gripe, superlotando postos, hospitais e centros de atendimento”, afirma Sandro Alex.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara