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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Especialistas e familiares discutem atendimento ao autismo durante simpósio

Curitiba será sede do 2.º Simpósio Regional sobre Autismo, realizado pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em parceria com o Rotary Club e o Rotaract Club Água Verde. Foto: Divulgação
Curitiba será sede do 2.º Simpósio Regional sobre Autismo, realizado pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em parceria com o Rotary Club e o Rotaract Club Água Verde. O evento, que tem como temática “Uma Nova Dimensão para o Autismo”, será realizado sexta (24) e sábado (25), no Salão de Atos do Parque Barigui.
São esperadas cerca de 500 pessoas, entre acadêmicos, profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, além de pessoas com autismo e seus familiares. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas através do site do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap):www.imap.curitiba.pr.gov.br.
O objetivo dos organizadores é reunir, em um mesmo evento, diversas propostas de atendimento às pessoas que têm o transtorno do espectro do autismo. Nas mesas redondas e palestras haverá a participação de profissionais de instituições da sociedade civil e do poder público, que atendem a pessoa com autismo, discorrendo sobre suas experiências nas áreas da educação, sócioassistencial e de saúde.
O neuropsiquiatra infantil sueco Harald Sturm, especialista em distúrbios do desenvolvimento, participa do simpósio, ao lado de Cláudia Chaves Martins, assistente social e terapeuta familiar comportamental e cognitiva, do Centro de Autismo da Infância e Juventude de Estocolmo; e Rosi L. Kilander, fonoaudióloga no Karolinska Institute, da capital sueca. Ela atua na capacitação de professores e familiares para melhorar a comunicação com pessoas com autismo.
 “A troca de informações e a atualização são muito importantes para se alcançar melhores resultados nas ações e atendimento às pessoas com autismo. Outro aspecto relevante é tornar estas informações acessíveis às famílias, que estão sempre buscando o melhor para as pessoas que apresentam este transtorno”, disse a secretária especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.

2.º Simpósio Regional sobre Autismo
Datas e horário: 8h às 18h, no dia 24 de abril
                               8h30 às 17h30, no dia 25 de abril
Local: Salão de Atos do Parque Barigui
Inscrições limitadas: www.imap.curitiba.pr.gov.br
Informações: SEDPcD –  (41) 3363-5236

Fonte: SMCS

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Familiares elogiam atendimento aos pacientes no Hospital do Idoso

Melhor em Casa Carmela elogio 13Balanço parcial da pesquisa sobre satisfação do atendimento aponta que 99,7% dos pacientes do Hospital do Idoso Zilda Arns indicariam a instituição a amigos e familiares. Foram entrevistadas 775 pessoas entre os meses de janeiro e julho de 2014.
A estrutura foi inaugurado em 2012 para realizar cuidado especializado, com ênfase na saúde do idoso e atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nestes dois anos de funcionamento, sempre manteve as taxas de satisfação superiores a 98%.
Para o diretor de Práticas Assistenciais, Altair Damas Rossato, a avaliação positiva é reflexo do modelo assistencial focado na humanização. “Está na nossa missão prestar atendimento multiprofissional, pautado em valores éticos e humanizados”.
A aposentada Maria Rita Ostroviski Ponczek acompanhou por 15 dias a mãe internada. “Para o idoso é o melhor lugar para ser atendido”. Maria Rita conta que recebeu amparo de todos os profissionais durante a internação e isso foi um diferencial. “Nestas situações a família fica perdida, mas tivemos muito apoio da psicóloga, do médico e dos enfermeiros”.   
A qualidade do serviço a motivou, juntamente com o irmão Mario Espedito Ostroviski, a escrever um e-mail em agradecimento. Ele escreveu: “Devo confessar o que chamou minha atenção e da nossa família, não foram as instalações novas, a aparelhagem de última geração, a limpeza,  mas sim o calor humano e a dedicação de todos que atenderam minha mãe, no sentido de minimizar ao máximo o sofrimento que ela estava passando”.
Outras vezes, o carinho chega de outra maneira. A médica Itamara Pereira Danucalov foi surpreendida ao receber um arranjo de flores de familiares de um paciente que atendeu no Centro de Terapia Intensiva. “Fiquei muito comovida, nunca trabalhamos pensando no reconhecimento, mas nos preocupamos em fazer o melhor naquele momento”.
Itamara comenta que o paciente tinha um quadro clínico difícil. “Para o médico nem sempre é fácil entender que não poderá curar o doente, mas quando conseguimos evitar o sofrimento e a dor, temos sensação de dever cumprido e a família também percebe que o tratamos com dignidade”.
Perfil
O Hospital do Idoso recebe pacientes encaminhados pela Central de Regulação de Leitos, outros hospitais e serviços de saúde. Possui 131 leitos distribuídos entre enfermarias, quartos de isolamento, leitos de CTI, emergência e recuperação pós-anestésica.
Administrado pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes), conta com ambulatórios de 15 especialidades médicas. A estrutura inclui ainda equipamentos para realização de exames como ecografia, eletrocardiografia, tomografia computadorizada, colonoscopia, endoscopia, broncoscopia e outros exames disponíveis não só aos internados, mas também os agendamentos para usuários das Unidades Básicas de Saúde e outras Unidades de Pronto Atendimento.
Fonte:Portal FEAES

domingo, 16 de novembro de 2014

Hospital Psiquiátrico busca famílias de pacientes asilados

5Referência de atendimento em saúde mental no Paraná, o Hospital Colônia Adauto Botelho, em Pinhais, está à procura dos familiares de um grupo de pacientes remanescentes do período manicomial. O objetivo é resgatar o vínculo familiar e, se possível, dar alta hospitalar a essas pessoas internadas há mais de 30 anos.

Atualmente, a Unidade Assistida do hospital atende 19 pacientes com transtornos mentais e/ou deficiência física. Uma delas é Enedina Mota, 99 anos, identificada oficialmente nesta terça-feira (11). Ela está internada no hospital desde março de 1980 e 34 anos depois pôde finalmente rever a família.

Após um amplo processo de pesquisa e investigação, foi possível localizar a filha de Enedina, Isabel da Mota, que foi ao hospital nesta terça para reencontrá-la. “Eu não tinha mais esperanças de vê-la viva. Só queria saber o que havia ocorrido e tirar essa angústia do meu peito. Hoje, sem dúvida, é o dia mais emocionante da minha vida”, conta.

HISTÓRIA - De acordo com Isabel, sua mãe desapareceu em 1961, na cidade de São Paulo. Enedina, com 46 anos na época, havia se desentendido com a cunhada e saiu de casa sem dar notícias. Ela sofria de transtornos mentais devido à morte de sua terceira filha durante o parto e já tinha sido internada em um hospital de Marília (SP) para receber assistência psiquiátrica no ano anterior.

Não se sabe ao certo o que aconteceu com ela entre a data do desaparecimento (04/08/1961) e o dia em que foi internada no Adauto Botelho (24/03/1980). Ela chegou ao hospital sem nome e também não se comunicava. Por isso, passou a ser chamada de Maria de Jesus, nome dado pela equipe de enfermagem.

5RESGATE - Com a reforma psiquiátrica, os pacientes que moravam no hospital e tinham algum vínculo familiar externo começaram a ser desinstitucionalizados. Muitos voltaram ao convívio de suas famílias ou foram encaminhados a serviços extra-hospitalares. Outros, como Enedina, continuaram internados por não terem para onde ir e necessitarem de assistência especializada.

De acordo com o diretor-geral do HCAB, Osvaldo Tchaikovski Júnior, o Governo do Estado está desenvolvendo um projeto no hospital para reavaliar os prontuários dos pacientes asilados em busca de informações úteis que identifiquem a origem dessas pessoas. “Toda a equipe tem um envolvimento emocional muito grande com esses pacientes e sabemos da importância desse momento de reencontro para eles”, destacou.

PISTAS - Há pouco mais de um mês, dona Enedina lembrou-se de seu verdadeiro nome e relatou ainda informações úteis sobre a cidade que nasceu, Andaraí (BA), e o nome do seu esposo, Claudionor. “A partir daí, pesquisamos na internet e descobrimos que havia um registro de pessoa desaparecida que condizia com a descrição da paciente”, afirmou a enfermeira da Unidade Assistida, Denise Paulino.

O caso de desaparecimento da idosa tinha sido cadastro em 2007 no site da Organização Não Governamental Good Angels. A neta de Enedina, Eliete Mota, explica que a ideia partiu dos seus filhos e ninguém tinha muita esperança que desse certo. “Todo dia das mães e natal, minha mãe parecia estar distante, pensando na minha avó desaparecida. Agora toda a família está esperando ela de braços abertos”, afirmou.

5Clinicamente, Enedina passa bem, mas precisará de acompanhamento constante por conta da sua idade avançada. Como a família manifestou interesse em levá-la para casa, o hospital agora dará encaminhamento a todos os trâmites legais para formalizar a alta hospitalar.

SERVIÇO - Quem tiver algum parente com histórico de transtorno mental e que tenha desaparecido há mais de 30 anos pode entrar em contato com o hospital para verificar se o familiar não está internado na Unidade Assistida. O telefone para contato é (41) 3661-6600.

Fonte: SESA/PR