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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

CFM - VII Fórum Nacional de Cooperativismo debaterá em outubro preceitos éticos no mercado de órteses e próteses


A Máfia das Próteses e condutas contrárias aos preceitos éticos será o tema do VII Fórum Nacional de Cooperativismo Médico, previsto para o dia 8 de outubro, na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília (DF). O evento será realizado durante todo o dia e está com inscrições abertas.

Um painel sobre o papel do legislativo federal no setor de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) abrirá o encontro, às 9:00. O debate contará com palestra do diretor presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, e na sequência será realizada uma mesa redonda, que deverá contar com participação dos senadores Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Romero Jucá (PMDB/RR), além dos deputados federais Geraldo Resende Pereira (PMDB/MS) e Fábio Cruz Mitidieri (PSD/SE).

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Câmara - Relator de CPI apresenta quatro projetos para regulamentar mercado de implantes

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Dep. André Fufuca
Começou há pouco a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia das Próteses para analisar o parecer preliminar do deputado André Fufuca (PEN-MA). O documento de 257 páginas contém quatro Projetos de Lei (PL) direcionados a regulamentar o mercado de implantes, coibir a prática de carteis e aprimorar a formação profissional médica.
“Há mais de 100 dias tínhamos o desafio de corresponder à denúncia feita sobre fraudes de uma máfia, na qual profissionais de saúde usavam dispositivos indevidos para fazer da saúde a má saúde”, disse. “Vimos advogados usarem indevidamente a Justiça para legitimar seus atos ilícitos e a cooptação de profissionais para se fidelizar às empresas", ressaltou.
Criminalização privada
O destaque é a proposta que altera o Código Penal para criminalizar a cobrança de vantagens entre empresas privadas na indicação de marcas específicas de implantes. Hoje essa prática é considerada crime apenas no caso de troca de vantagens indevidas entre setor público e privado, conforme a Lei de Improbidade (8.429/92).
De acordo com a proposta, o profissional de saúde que aceitar ou pedir vantagem financeira de fabricantes ou distribuidores de implantes estará sujeito à pena de reclusão, de dois anos a seis anos, além de multa.
Já para o médico que fizer cirurgia desnecessária que envolva implantes, a pena é de dois anos a quatro anos de reclusão. Se a cirurgia resultar na morte do paciente, a prisão varia de seis a quinze anos.
Para André Fufuca, a iniciativa vai responsabilizar a comercialização ilegal da saúde. “Planos de Saúde e o Sistema único de Saúde (SUS) também se tornaram reféns dessa ‘máfia branca e marrom’ que funciona em todos os estados”, informou. “O próprio diretor de hospital disse aqui que chegava ao ponto do próprio paciente participar da máfia”, enfatizou.
RegulaçãoOutro projeto define normas de regulamentação para o setor farmacêutico e cria a Câmara de Regulamentação de Medicamentos (Cmed). A ideia é que o conselho atue no mercado propondo regras para estimular a oferta de medicamentos e a competitividade no setor. Conforme o texto, a composição do conselho será decidida pelo Ministério da Saúde.
Sistema de educaçãoOutra proposta institui o Sistema de Educação em Tecnologia e Dispositivos Médicos, vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme o relator, a iniciativa também combate o aliciamento de profissionais e a falta de transparência na relação entre médico e empresa. “Ao liberar as empresas de custear os treinamentos, reduzimos o custo produtivo e isso permitirá reduzir o preço final dos implantes”, afirmou.
Nomenclatura
O relator sugeriu aprimorar a nomenclatura para os produtos médicos. Hoje a denominação “próteses e órteses” abrange diversos itens - de aparelhos de marcapasso a cintas ortopédicas. O objetivo do relator é melhor detalhar os produtos que são autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Não tem como ter 120 modelos de uma seringa e mais de 200 modelos de bisturi”, emendou.
Demandas judiciais
O texto também fixa uma série de regras para a concessão de urgência aos pedidos feitos à Justiça para fornecimentos de implantes e medicamentos. De acordo com o projeto, caberá ao juiz solicitar uma segunda opinião de médico antes de aprovar as liminares. Esses profissionais de saúde irão compor câmara técnica que passará a funcionar no tribunal e em instituições conveniadas.
“Acreditamos que pessoas aptas devem esclarecer as questões clinicas aos magistrados, para que as necessidade de urgência nos procedimentos seja avaliada de maneira adequada, sem perpetuar as fraudes”, ressaltou.
O relatório recomenda ao Ministério Público a investigação de dez pessoas mencionadas nas denúncias de corrupção no mercado de próteses, dentre elas o médico Fernando Sanchis e a advogada Nieli Severo.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Senado - Projeto que regulamenta mercado de órteses e próteses está em pauta


O mercado de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) poderá ser regulado por lei específica. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 17/2015, que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vai analisar em reunião marcada para amanhã (7), às 10h. De autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), o projeto sujeita os profissionais da saúde a obedecerem ao código de ética profissional e a multas caso recebam comissão pela prescrição de OPME.
A proposta surgiu após denúncias jornalísticas que mostraram o pagamento de comissões, por parte de fabricantes e distribuidores desses materiais, a hospitais e médicos para que eles prescrevam seus produtos a pacientes. A ideia da proposta, segundo a senadora, é combater a chamada “máfia das próteses”, objeto até de uma CPI no Senado. O projeto cria uma lei com sete artigos para ser seguida por empresas produtoras, representantes, importadores, distribuidoras de órteses, próteses e materiais especiais, além de hospitais, profissionais e estabelecimentos de saúde.
Para Ana Amélia, é importante que o mercado de OPME seja regulado da mesma forma que o setor farmacêutico. “Estudos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontaram que a regulação econômica permitiu que medicamentos chegassem às mãos dos brasileiros com preços em média 35% mais baratos do que os pleiteados pela indústria farmacêutica”, afirmou a senadora. O relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), é favorável ao projeto, que será analisado em decisão final pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), se for aprovado na CAE.
Na mesma reunião, a comissão vai examinar o PLS 5/2015, que trata do enquadramento das atividades de representação comercial no regime do Simples, e o  PLS 50/215, que trata do financiamento da carteira de motoristas para pessoas de baixa renda. Outro projeto que consta da pauta da CAE é o PLS 524/2013, que obriga as instituições financeiras a prestar informações ao consumidor sobre os contratos de operações de crédito e de arrendamento mercantil.

Audiência e LDO

A CAE também deve decidir acerca da realização de uma audiência pública sobre o endividamento da Petrobras com estados e municípios. O requerimento para a audiência é do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Logo após a reunião ordinária, a CAE vai discutir, sob a coordenação do senador José Pimentel (PT-CE), as emendas da própria comissão ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2016.
Fonte: Agência Senado