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sábado, 9 de abril de 2016

Médicos podem suspender atendimento em hospital da região de Londrina

A saúde financeira do Hospital Cristo Rei, sediado em Ibiporã, pode acarretar um sério problema para os pacientes que procuram atendimento na unidade, que hoje atende uma população 110 mil habitantes: a paralisação no atendimento. A possibilidade foi levantada pelos médicos plantonistas que estão há 60 dias sem receber salários após uma reunião com o corpo clínico. 

Durante o encontro, o interventor do Cristo Rei, Luis Oporto, reiterou que "lida com dificuldades por conta do bloqueio do Ministério do Trabalho nas contas do hospital. Ingressamos com uma liminar para receber os R$ 116 mil há duas semanas, o que foi negado pela Justiça. Agora, vamos tentar com reverter essa decisão com um mandado de segurança", disse. 

Reprodução/TB News
Reprodução/TB News

Todo mês, a direção do Cristo Rei precisa pagar R$ 400 mil a todos os funcionários, além de R$ 350 mil gastos somente com os médicos plantonistas. No final da reunião, a categoria elaborou um documento, dando prazo de 15 dias para que alguma providência fosse tomada. "Por conta do bloqueio judicial, não temos recursos suficientes para saldar essas dívidas", comentou Oporto. 

O interventor está confiante na resposta que a Secretaria Estadual de Saúde deve dar sobre o problema. "Temos um encontro agendado para a semana que vem. Sem dinheiro, não há como manter o serviço", ressaltou. Hoje, 75% do atendimento feito pelo Cristo Rei vem do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Bonde/Rafael Machado

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Senado - Médicos poderão ser beneficiados com o Simples Nacional

Os senadores aprovaram regime de urgência para o projeto
Os senadores aprovaram regime de urgência para o projeto
Desde o ano passado, médicos, advogados, dentistas e engenheiros que atuam como pessoas jurídicas podem aderir ao Supersimples ou Simples Nacional. Embora o regime unificado de tributação elimine boa parte da burocracia, a opção nem sempre fica vantajosa para o profissional.
Emenda apresentada pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), no dia 11 de dezembro, transfere a medicina de tabela no Projeto de Lei da Câmara 125/15, que reorganiza e simplifica a apuração do imposto do Simples Nacional. “A emenda propõe a alteração da forma de tributação dos serviços médicos, inclusive laboratorial e enfermagem, pelo Simples Nacional, o que promoverá justiça fiscal, na medida em que equiparará essas atividades a outras como serviços já beneficiados. Nada justifica a diferenciação entre essas atividades para efeitos de tributação”, justificou Caiado. 

Se acatada pelos parlamentares, a emenda trará grande benefício fiscal para os médicos. Com a mudança, eles passariam a não mais integrar o Anexo 6 da Lei Complementar, e sim o Anexo 3. A alíquota de quem recebe receita bruta anual de até R$ 180 mil, por exemplo, passaria de 16,93% para 6%, além de expandir esse volume para R$ 225 mil. 

O projeto já passou pela Câmara dos Deputados. Desde setembro último, tramitava na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, onde recebeu diversas emendas e o parecer favorável da relatora Marta Suplicy (PMDB-SP). Agora, deverá ser votado pelo Plenário da Casa. Na penúltima sessão de 2015, em 15 de dezembro, os senadores aprovaram a votação em regime de urgência para o projeto. Com o fim do recesso parlamentar, a previsão é de que a proposta entre brevemente em pauta.
Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Os médicos, os contratos e a negociação com as Operadoras de Planos de Saúde. A defesa da relação de trabalho e dos contratos coletivos.


Na foto integrantes da diretoria da Fenam (Dr.Mario Ferrari, Dr. Jorge Darze, Dr.Geraldo Ferreira, Dr. Márcio Bichara) são recebidos pelo deputado federal Dr. Luciano Dutti

Anterior à edição da Lei 13.003/2014, que tornou a ANS responsável pela definição do índice de reajuste para os prestadores de serviços, sindicatos médicos procuraram a negociação e o estabelecimento de  mecanismos  para  solucionar  os  tumultos  decorrentes  das  condições inadequadas de trabalho e a falta de reajustes dos honorários.

Cerca de oito anos antes o movimento sindical buscou na Câmara de Saúde Suplementar, órgão consultivo auxiliar da Agência Nacional de Saúde (ANS), o estabelecimento, no âmbito da Agência, de um espaço não contencioso para resolução dos conflitos que se arrastavam há anos. 

A tentativa não evoluiu e a crise prosperou levando a paralisações do trabalho, descredenciamentos e desligamentos da relação mantida com as operadoras de planos de saúde, com repercussões na assistência médica. 

Em resposta ao movimento, foram movidas ações contra as entidades médicas por operadoras de planos de saúde e pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça. O fundamento era de que as movimentações ofendiam à livre concorrência.  O debate contencioso nesse campo continua.

A saída para os médicos prestadores  de  serviços  veio  com  a Emenda  Constitucional  45  que,  ao  modificar  o  artigo  114  da  CRFB, transferiu  para  a  Justiça  do Trabalho a  competência para resolução dos impasses oriundos dessa relação de trabalho. 

A mudança fortaleceu a compreensão de possível busca de solução no judiciário, não só individual, mas coletiva. A ferramenta utilizada  num  primeiro  momento  foi  a  da  tentativa  de  negociação  e posteriormente, em caso de frustração a ação coletiva (Dissidio Coletivo). Essa alternativa não foi acolhida pelo Judiciário.

Assim, de um lado tínhamos as empresas Operadoras de Planos de  Saúde argumentando que  a  relação por  ser  de consumo,  deveria  ser debatida  na  Justiça  comum  e,  de  outra  banda  o  movimento  sindical sustentando o oposto. Que a relação era de trabalho, num sentido amplo, e portando  o  deslinde  do  enfrentamento  deveria  acontecer  na  Justiça Trabalhista.

Tem prevalecido a tese de que a relação é de trabalho e não de consumo e,  além disso,  o  reconhecimento de que cabe aos  sindicatos a defesa dos interesses do individuo e do coletivo na esfera administrativa e/ou judicial. 

Nessa linha, merece citação as iniciativas das entidades médicas que elaboraram modelos de contratos individuais.

No  entanto,  mais  relevante  que  a  negociação  e  contratação individual  é  a  coletiva.  Nas  negociações  individuais,  por  melhores  que sejam os contratos individuais, os profissionais médicos estão fragilizados. São tão hipossuficientes quanto os demais trabalhadores. 

Dessa  forma,  a  condução  das  negociações  e  das  contratações devem se dar por meio de ferramentas usadas no campo do direito coletivo. Os mecanismos de descredenciamento, as glosas, as correções dos valores das consultas e demais  procedimentos decorrentes do trabalho médico devem ser acompanhados pelos  sindicatos  médicos em estreita parceria com as sociedades  de  especialidades,  em face  do  domínio  técnico dos procedimentos reunidos ao longo de anos. 

Já, a participação dos conselhos, não pode ser afastada, haja vista a relevância  de seu  papel  fiscalizador,  especialmente  nos  momentos  de conflito, quando a eventualidade de desvios éticos pode ocorrer.

Sintetiza-se destacando,  que  a  relação  existente  entre  as operadoras  de planos  de  saúde e os médicos, ou é  de  trabalho ou é  de emprego, e não de consumo como querem os que exploram comercialmente essa atividade. Além disso, os contratos individuais devem ser estimulados, na linha do que estabelece a legislação da contratualização inicialmente mencionada, no entanto, é inafastável a necessidade da contratação coletiva como  mecanismo  para  blindar e amparar  os  profissionais  e  garantir  a continuidade da prestação de serviços na saúde suplementar.



*Mario Antonio Ferrari
Secretário Geral da Federação Nacional dos Médicos

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

“Fim da selfie” com médicos levanta polêmica

Resolução do Conselho de Medicina (CFM) altera estatuto de publicidade da profissão e proibe selfies “sensacionalistas” com pacientes

Uma estudante de Medicina mexicana ficou famosa, há algumas semanas, após publicar no Instagram uma foto ao lado de uma paciente à beira da morte. “Outro idiota”, escreveu uma paramédica russa na foto em que aparece fazendo sinal de “beleza” com as mãos, enquanto um homem agoniza ao fundo, no início deste ano. Ambos tiveram repercussão na mídia internacional. Para evitar casos como esses em solo brasileiro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) alterou as regras de publicidade para os profissionais da área, estabelecendo normas de uso das redes sociais. Além de selfies“sensacionalistas”, fica proibida a prática do “antes e depois”, aquelas fotos que mostram os efeitos de um determinado tratamento nos pacientes.

Representante paranaense no CFM, Donizetti Giaramberdino corrobora: é uma questão de “privacidade do paciente” e não de “restrição de liberdade”. “Foi uma decisão polêmica, mas o espírito da norma é coibir exageros. Chegou ao ponto de médicos tirarem selfies na sala de parto, coisas que não são apropriadas”.
A ideia é coibir casos de abuso e distorções, e não proibir toda e qualquer foto. “É errônea a interpretação de que os médicos não podem fazer mais nenhuma fotografia com o paciente”, argumenta o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM), Luiz Ernesto Pujol. Ele, que é pediatra, muitas vezes é requisitado a fazer uma foto segurando o “bebezinho” no colo. O mesmo ocorre nas outras especialidades.
Ainda assim, muitos profissionais estão preocupados com uma possível restrição de liberdade. Presidente do Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar), Mário Ferrari diz que a normativa foi recebida com desconfiança entre o pessoal da área. “A tipificação não pode ficar no plano subjetivo”, defende. Segundo ele, são necessários critérios objetivos, discriminando o que é ou não abusivo, o que fere a privacidade do paciente ou não.
Esta também é a preocupação da especialista em alergia Adriana Vidal Schmidt, que diz utilizar as redes sociais para manter contato com as suas pacientes “não só para dicas de saúde, mas de qualidade de vida, felicidade”.

Autopromoção

A nova resolução também determina que médicos que receberem elogios reiterados a técnicas e procedimentos podem ser investigados pelo conselho. Adriana Schmidt critica a medida. Para ela não é pela propaganda que um médico conquista novos pacientes e sim pelo trabalho de qualidade. Em seu caso, defende, as postagens na internet não buscam a autopromoção, mas manter laços de intimidade com aqueles que já são seus pacientes.

As proibições da resolução do CFM

Confira quais são as práticas proibidas pela resolução 2.126/2015 do Conselho Federal de Medicina (CFM). São consideradas como redes sociais: sites, blogs, Facebook, Twiter, Instagram, YouTube, WhatsApp e similares.
- Participar de anúncios de empresas comerciais ou de seus produtos, inclusive de entidades médicas (como sindicatos e cooperativas)
- Fazer propaganda de algum método ou técnica de medicina que não seja reconhecida pelo CFM
- Publicar autoretrato (selfie), imagens ou áudios que caracterizem “sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal”
- Publicar fotos do “antes e depois” de procedimentos médicos
- Publicação, por pacientes ou terceiros, de imagens mostrando “antes e depois” ou com elogios reiterados a técnicas e resultados de procedimentos, nas redes sociais. Nestes casos, a conduta do profissional nas redes sociais será investigada pelo CRM.
Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sindicato conclama médicos a lutarem contra o fim da CLT




                                      Foto: Divulgação 


O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SINMED/RJ) alerta para o risco que representa para a classe trabalhadora a emenda apresentada pelo deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) à Medida Provisória 680/2015, que institui o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). A emenda proposta estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado – o que significa que o que for negociado entre patrão e empregado vai valer mais do que a Lei, alerta o SINMED/RJ. Assim, alegando dificuldades financeiras, uma empresa poderá impor aos funcionários a flexibilização ou supressão de direitos adquiridos, tais como férias de 30 dias, 13º salário, descanso semanal remunerado (DSR), licença-maternidade, entre muitos outros.
 
Isso pode ser o fim da CLT e dos direitos trabalhistas, conquistados arduamente ao longo de mais de um século de lutas do movimento sindical. Não podemos permitir tamanho retrocesso social!!
 
O SINMED/RJ convoca o povo brasileiro para que se mobilize contra esta emenda à MP e pela luta em defesa da CLT e dos direitos sociais. 
 
 
Precisamos de mais e não de menos direitos!!

Fonte: Sinmed/RJ - 14/10/2015

quinta-feira, 11 de junho de 2015

ES: médicos iniciaram debandada de planos


                                      Foto: Internet 


Há onze anos os médicos que atuavam no Espírito Santo iniciavam um processo de descredenciamento dos planos de saúde.
 
O jornal ESHOJE estava lá, quando a Associação dos Médicos do ES e o Sindicato dos Médicos (Simes), começavam a reclamar do valor repassado pelas operadoras aos profissionais por consulta: R$ 28.
 
A categoria tentava negociação para elevar este valor para R$ 42 em vão. Em contrapartida os usuários de planos de saúde já passavam por problemas com reajustes de valores, que de 1995 a 2003 aumentaram em mais de 200%.
 
O descredenciamento dos médicos prejudicou mais de 200 mil usuários de planos que, perderam profissionais cujo acompanhamento já durava anos, ou tiveram que pagar consultas particulares.
 
Atualmente, segundo levantamento do Simes, quatro mil médicos deixaram de atender planos de saúde em território capixaba. A maioria das especialidades de cardiologia, pneumologia, infectologia,endócrino, pediatria e obstetrícia.
 
Os que ainda atendem recebem por consulta entre R$ 42 e 80,00. A consulta particular pode chegar a R$ 500.

Fonte: SIMES/ESHOJE 

sábado, 23 de maio de 2015

CPI das próteses aprova quebra de sigilos de médicos, advogados e empresas fornecedoras


A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a máfia das próteses aprovou, nesta quinta-feira (21), uma série de transferências de sigilos de advogados, médicos e empresas fornecedoras de produtos hospitalares, próteses e órteses investigados por condutas delituosas para a realização de cirurgias.
Serão transferidos para a CPI os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Nieli de Campos Severo e Ricardo Filipe Bayer, advogados responsáveis pelo escritório que obtinha as liminares na justiça do Rio Grande do Sul, permitindo a realização das cirurgias com os materiais superfaturados, além de Letícia Pinto Lauxen, advogada que trabalhava no escritório sediado em Porto Alegre.
Também terão seus sigilos quebrados os médicos ortopedistas Fernando Gritsch Sanchis, Marcelo Leal Tafas, Henrique Alves Cruz, Antônio Carlos Sábio Junior e Alfredo Sanchis Gritsch.
As empresas de material cirúrgico, de produtos hospitalares e de importação de produtos para o setor também tiveram pedidos de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico aprovados: a Improtec Comércio de Material Cirúrgico; a Proger Comércio de Importação e Exportação; e a ProHosp  Comércio e Representação de Produtos Hospitalares.
Os sócios dessas empresas também terão os sigilos transferidos para a CPI: Francisco José Dambros, da Improtec; Luiz Alberto Caporlingua Paz e Maria Alícia Guerra Paz, da Proger; e Larson Hermilo Strehl, da ProHosp. Todos os requerimentos são de autoria do presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), que esteve em Porto Alegre, na semana passada, para colher os depoimentos de alguns desses investigados.

Convocados

Também foram aprovados requerimentos do relator da CPI das Próteses, senador Humberto Costa (PT-PE), entre eles o que convoca o médico ortopedista Nilvio de Campos Severo, irmão da advogada Nieli.
Também foram convidados para prestar esclarecimentos à comissão Débora Pereira, diretora financeira da empresa Total Medic; Alberto Kaemmerer, médico denunciante do esquema criminoso; representantes do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas (RS) e do Hospital Dom João Becker, de Gravataí (RS); e Marcelo Paiva Paes, médico vítima do esquema criminoso.
— Marcelo é um médico do Rio de Janeiro, com uma história incrível e que realmente precisa ser ouvido — afirmou o senador Marcello Crivella (PRB-RJ).
Além disso, foi aprovada a requisição de notas fiscais de entrada de importação, assim como as notas fiscais de compra e venda de próteses, órteses e de outros materiais especiais relacionados das operações realizadas entre janeiro de 2013 e maio de 2015 da Improtec e da ProHosp.

Médicos

Humberto Costa demonstrou preocupação com a relação entre as empresas hospitalares e a indústria farmacêutica e o corpo médico do país, e propôs que sejam realizadas oitivas sobre o tema na comissão, além de melhorias na regulação e na legislação correlata. Para ele há coisas que são encaradas com naturalidade, mas são estímulos ortodoxos, como médicos que recebem benesses, passagens e diárias internacionais para participar de congressos, por exemplo, e indicam os produtos dessas empresas em seus procedimentos. Magno Malta revelou ainda que há médicos que têm a posse de cartões corporativos dessas indústrias para uso pessoal.
— Temos que ouvir a Associação de Médicos do Brasil, o Conselho Federal de Medicina, para ouvir deles como eles têm enfrentado essa questão, de que maneira o código profissional estabelece essas questões e como punem os casos em que há claramente uma ação e efeito claro entre as duas coisas — disse Humberto Costa.
O presidente da CPI disse não compreender, por exemplo, como o registro médico de Fernando Sanchis não tenha sido cassado até o momento, e afirmou que lutará pela aprovação de um projeto que torne crimes hediondos os atos como os perpetrados pela máfia.
Fonte: Agência Senad
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terça-feira, 19 de maio de 2015

Ministério e médicos articulam ações de assistência a cardíacos

Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) que discutiu a situação da assistência para pacientes cardiovasculares no país, nesta terça-feira (19), foi acertado o estabelecimento de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBVCC), com o estabelecimento de um calendário de ações conjuntas em defesa desses pacientes.
Durante a audiência, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), um quadro bastante preocupante foi pintado por diversos representantes de associações. Um exemplo foi Fábio Jatene, da Associação Médica Brasileira (AMB), que garantiu que em 35 anos de atuação neste setor, "este é o pior momento" que ele já presenciou para a cirurgia cardiovascular.
— Estamos operando crianças em virtude de liminares conseguidas pelos pais na Justiça, em prazo de 24 horas. E isto num quadro de defasagem de medicamentos e equipamentos — relatou.
O médico lamentou que drogas essenciais para os procedimentos, como a eparina e a protamina, muitas vezes estejam em falta no Sistema Único de Saúde (SUS). Lembrou também que. em relação aos equipamentos, caros e importados, a alta recente do dólar tem criado enormes dificuldades para os gestores hospitalares.
O cirurgião Fernando Lucchese, da Santa Casa de Porto Alegre, lembrou que a mortalidade infantil por problemas cardíacos tem aumentado muito.
— Números oficiais mostram que cerca de 28 mil crianças nascem todos os anos com problemas congênitos, mas no ano passado por exemplo apenas 5,7 mil procedimentos cirúrgicos foram realizados. A mortalidade é o dobro do câncer infantil.
Lucchese ainda denuncia que todo o setor da saúde estaria sofrendo um subfinanciamento generalizado. Citou especificamente os hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul, que estariam "todos quebrados".
— Eu queria morar no país em que o Ministério da Saúde anuncia seus números oficiais, não neste em que faltam recursos. Vale lembrar que há poucos anos operávamos cerca de 9 mil crianças por ano.
Marcelo Cascudo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, apontou que um dos problemas estruturais do setor está na defasagem dos valores remuneratórios praticados pelo SUS, há 11 anos sem atualização. Acredita que este é um assunto que deve ser tratado com prioridade nas negociações com o ministério, assim como o sucateamento da indústria nacional de equipamentos.
— A população brasileira está envelhecendo, o tema é absolutamente prioritário. O que mais mata no país são os problemas cardíacos, e em 2025 prevê-se que serão 25 milhões os pacientes cardiovasculares — afirmou.
Cascudo também cobrou da representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na reunião, Maria Ângela da Paz, a revisão da norma que prevê o uso único para os estabilizadores coronarianos.
— As pesquisas indicam que o número de mortes é bem menor nas cirurgias feitas com o coração batendo. O fabricante importado coloca "uso único" só porque quer vender mais.
José Eduardo Fogolin, do Ministério da Saúde, garantiu que a pasta estaria mobilizada pela evolução das condições infraestruturais oferecidas aos profissionais e pacientes. Foi quem propôs a articulação com a SBCCV visando a adoção de um calendário de ações, e lembrou que entre 2010 e 2014 o número de cirurgias passou de 75 mil para 89 mil.
O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) lamentou o fato de seu projeto, que prevê a total isenção de impostos aos medicamentos, tenha sido rejeitado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Lembrou que países como os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e México já adotam esta política pública.
Outra participante, Janaína Souto, da ONG "Pequenos Corações", apontou além das questões estruturais citadas por outros palestrantes, ainda há ausência crônica de leitos em todos os estados para o tratamento adequado das crianças com patologias.
E Patricia Verdi, representando a indústria de equipamentos, pediu a correção da tabela de preços praticada pelo ministério. Afirmou que a tabela não é corrigida há 14 anos, que o desemprego tem disparado no setor e que as empresas nacionais estão fechando ou sendo vendidas para fabricantes estrangeiros.
Fonte: Agência Senado

terça-feira, 12 de maio de 2015

“Governo formará especialistas meia-boca”, alerta o presidente da FENAM sobre o projeto Mais Especialidades


O governo pretende formar uma legião de profissionais meia-boca”, alertou o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, diante do projeto do Ministério da Saúde que pretende oferecer residência médica por meio do projeto Mais Especialidades, em fase de elaboração, mas que será uma extensão do programa Mais Médicos. Estão na mira do governo a Oftalmologia, Cardiologia e Traumato-Ortopedia.


Fonte: FENAM Tv

domingo, 19 de abril de 2015

Prefeitura de Curitiba abre concurso para contratar médicos

A Prefeitura de Curitiba lançou na sexta-feira (17) o editail de para concursos público par a médicos, são
60 vagas para médicos, com área de atuação em clínica geral. Foto: Jaelson Lucas/SMCS
A Prefeitura de Curitiba lançou na sexta-feira (17) o edital de concurso público. com 60 vagas para médicos, com área de atuação em clínica geral. Com isso, o Município vai fortalecer a atenção básica à saúde.
As inscrições podem ser feitas entre 27 de abril e 22 de maio, no site do  Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná (www.nc.ufpr.br). As provas serão realizadas em 28 de junho.
“Há um grande esforço da gestão do prefeito Gustavo Fruet para promover o fortalecimento da atenção básica em Curitiba. Há dois anos ampliamos o número de equipes de Estratégia Saúde da Família e o horário de funcionamento de dez unidades de saúde. Agora estamos realizando concurso para contratar novos médicos com objetivo de reforçar o atendimento nas unidades básicas de saúde”, disse o secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda.
Ele ressaltou, ainda, o investimento que tem sido feito na formação dos médicos e outros profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), com a realização de cursos de residência médica, de enfermagem, odontologia, entre outras especialidades.

Inscrições
Para o concurso de médicos, a inscrição custa R$ 100 e os salários vão a partir de R$ 4.954,37 para carga horária de 20 horas semanais e de R$ 15.217 para 40 horas semanais. Os formulários e mais informações estão disponíveis no site www.nc.ufpr.br

Fonte: SMCS

terça-feira, 3 de março de 2015

Fisco aperta e médicos terão que informar CPF de clientes


Foto: Divulgação 

Conforme noticiou o portal G1, a Secretaria da Receita Federal informou que os médicos passarão a ter de informar a partir deste ano no carnê Leão, entregue mensalmente, os valores pagos por pessoas físicas e seus respectivos números de CPFs. Com isso, essas informações ficarão disponíveis para o Imposto de Renda de 2016 (ano-base 2015). 
Antes, os médicos eram obrigados a informar somente o valor total recebido mensalmente de pessoas físicas, sem a necessidade de detalhar o número do CPF das pessoas físicas que tinham realizado o pagamento. No caso das empresas, eles já eram obrigados a informar o CNPJ por meio da Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed).
Caso não incluam os valores e CPFs no carnê Leão, terão de colocar as informações em sua declaração do Imposto de Renda, entregue no ano que vem.
No IR deste ano, cujo prazo de entrega da declaração começa em março próximo e se estende até o final de abril, a novidade ainda não está disponível.
Menos contribuintes em malha
Com o acesso a mais informações de pessoas físicas, a Receita Federal informou que espera diminuir o número de contribuintes que caem na malha fina. Até então, quando os contribuintes incluíam uma nota fiscal com despesas médicas em sua declaração, com fins de dedução no IR, eles eram caíam na malha fina e eram chamados posteriormente, pelo Fisco, a levar o documento para as unidades do órgão para comprovação do valor gasto.
“Muitos contribuintes que eram convidados para confirmar o pagamento, não precisarão mais vir [às unidades da Receita Federal]. Essa, mais a novidade dos dependentes a partir de 16 anos [terem de necessariamente ter CPF], permitem um universo de maior cruzamento de dados. Ter cada vez menos declarações retidas em malha”, afirmou o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso.

Fonte: Com informações do G1 - 03/03/2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

SIMEPAR convoca Médicos do Hospital São Lucas para Assembleia Geral Extraordinária

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os médicos do Hospital São Lucas, para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 09 de março de 2015, às 16 horas em primeira convocação, às 17 horas em segunda convocação e às 18 horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná - SIMEPAR, situado na Rua Coronel. Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR para tratar da seguinte ordem do dia:


1.     Debate e deliberação sobre a investigação do Ministério Público do Trabalho acerca da forma de contratação dos médicos.

2.     Deliberação sobre manter ou não, em aberta, a assembleia geral da categoria.

Curitiba, 25 de fevereiro  de 2015.




Mario Antonio Ferrari

Diretor Presidente

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Médicos da rede pública de Cuiabá entram em greve


Foto: Divulgação

Os médicos que atuam na rede pública da capital deliberaram em assembleia na noite de terça-feira, 3, que cruzam os braços em exigência a melhores condições de trabalho e por segurança a partir da próxima segunda-feira, 9. A presidente do Sindicato dos Médicos de Cuiabá, Eliana Siqueira, afirmo ao Olhar Direto que a categoria quer uma negociação direta com o prefeito da capital, Mauro Mendes (PSB).
 
"Entendemos que essa é a única estratégia para que possamos despertar a atenção e fazer com que nos apresente uma proposta de verdade. A negociação sempre ficou a cargo dos secretários de saúde, mas queremos um diálogo com o prefeito", disse Eliana. A médica pediatra declarou ainda que a Secretaria Municipal de Cuiabá; (SMS) protocolou na última sexta-feira, documento reiterando as dificuldades enfrentadas e propondo uma reunião para debater as pautas na data de 23 de fevereiro. Ainda conforme a presidente do Sindicato, o documento sugere a instalação de uma comissão para tratar do assunto."Nessa reunião é que então o número de profissionais seria apresentado, a questão salarial e também concurso seria discutidos". 
 
A questão salarial é outro ponto elencado pela médica e sindicalista. A categoria cobra o cumprimento do piso da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que é de R$11.675, pelo Executivo Municipal. Em Cuiabá; o salário é de R$ 3,5 mil para 20 horas de serviço e para contratados é de R$ 2,8 mil, mas como os valores são baixos pagam gratificações aos profissionais e os salários chegam a R$ 6 mil, conforme explicação de Eliana. 
 
Segundo Eliana, a categoria suspendeu um movimento de mobilização em prol de melhores condições de saúde a população quando da posse de Mendes. "Demos um voto de confiança e suspendemos uma mobilização de mais de 60 dias". 
 
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Cuiabá informou que na última sexta-feira, 30, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) documento expondo as medidas a serem adotadas, dentro da das reais possibilidades do município, e contendo ainda respostas aos quesitos elencados pelo Sindicato. Informou ainda que me caso de paralisação da categoria, o município de Cuiabá; possui um plano de contingenciamento para atenção básica. Frisou ainda que o Executivo Municipal obteve liminar favorável obrigando o atendimento em 60% nos postos de Programa de Saúde da Família (PSF) e de 100% nas policlínicas e Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

Fonte: Olhar Direto 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

DF: médicos retornam ao trabalho na capital


Foto: Divulgação

Os médicos que atuam na Rede Pública Hospitalar do Distrito Federal decidiram suspender a greve e manter um estado de mobilização permanente. A categoria decidiu pela suspensão do movimento grevista em virtude da decisão da justiça, que considerou a greve ilegal. A votação pelo fim da paralisação dos doutores ocorreu em assembleia realizada na noite desta terça-feira (19), na sede do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF).
 
“Nossa avaliação do movimento dos médicos é bastante positiva. Embora nossa greve tenha sido considerada ilegal pela justiça, ainda assim conseguimos avançar nas negociações e melhorar a proposta do Governo não apenas para os médicos, mas para todos os servidores públicos do DF”, avalia o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.
 
Antecipação de receita pode permitir pagamento de atrasados
 
A assembleia encerrou a paralisação deflagrada no dia 16 de janeiro. Os médicos também deliberaram sobre a proposta apresentada pelo governo do Distrito Federal (GDF) para pagamento dos salários, horas-extras, 13º salários e um terço de férias atrasados até o mês de junho. O governo se comprometeu a pagar os atrasados integralmente no mês de fevereiro, caso consiga junto à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) a antecipação de receita.
 
Os doutores ainda trataram da medida anunciada pelo governo de escalonar o pagamento dos salários com a correção dos vencimentos pelo índice da poupança e correção monetária. Os médicos receberão R$ 9 mil no quinto dia útil do mês; até R$ 11 mil, no dia 15; até R$ 16 mil, dia 24; e acima de R$ 16 mil, no último dia útil do mês. Todos os vencimentos pagos além do quinto útil  serão corrigidos  com o índice da poupança.
 
Não às horas extras e aos plantões solitários
 
Outro compromisso assumido pelo GDF foi o pagamento integral e em regime normal das horas-extras feitas a partir de janeiro de 2015. Por outro lado, os médicos votaram em favor da recomendação de que a categoria não faça mais horas-extras.
 
A assembleia também decidiu manter as comissões de negociação do SindMédico-DF ativas, com a realização de assembleias periódicas. Ficou definido que os médicos de plantão não devem estar sozinhos e que é preciso cobrar do Conselho Regional de Medicina que intensifique a fiscalização das condições de trabalho nas unidades de saúde do DF.
 
Na noite desta segunda-feira (19), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou o fim da greve da categoria. Assim que foi notificado dessa decisão, o SindMédico-DF orientou os médicos a retornar imediatamente aos postos de trabalho.

Fonte: SindMédico/DF - 21/01/2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Serviço civil obrigatório para médicos já é uma realidade no Estado de São Paulo


Foto: Internet 

Em tempos de exacerbação do populismo é bem comum entre políticos e alguns extratos da população o sentimento de que os direitos devem ser maiores àqueles menos "favorecidos".  Cidadãos que antes gozavam de um mínimo de cidadania e dignidade, começam a ver seus direitos cerceados.

Há alguns anos já acompanhamos a discussão em cenário nacional que versa sobre a obrigatoriedade dos serviços civis dos médicos recém formados nas universidades estaduais paulistas. A retirada do direito de escolha do cidadão que um dia escolheu ser médico é um ultraje a qualquer liberdade individual prevista em lei.

Além de não versar, em nenhum momento, sobre carreira de Estado, sobre um piso salarial, ou qualquer direito trabalhista, a Lei publicada em São paulo define um salário aos recém formados nos cursos de medicina das universidades estaduais.

Outro ponto da presente Lei é que ela é restrita apenas para médicos. Um abuso pois vivemos com a falta de outros profissionais de saúde em muitas destas áreas que serão "beneficiadas" com a presente decisão.

Não possuo conhecimentos jurídicos para questionar a constitucionalidade da Lei, mas a sensação que fica é a de que somos reféns de uma ditadura, antes apenas reservada ao Governo Federal. Outro sentimento inerente a este caso é a perseguição aos médicos, enquanto há mais 14 outras profissões de saúde que fazem parte do atendimento multiprofissional preconizado pelo SUS.

O Serviço Civil Obrigatório para médicos já é realidade no Estado de São Paulo, que publicou no diário oficial do Estado a seguinte Lei:

LEI Nº 15.660, DE 9 DE JANEIRO DE 2015


(Projeto de lei nº 716, de 2011, do Deputado Ulysses Tassinari – PV)
Dispõe sobre o serviço comunitário obrigatório para formandos em Medicina nas universidades públicas do Estado
O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 8º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:
Artigo 1º – Ficam os profissionais egressos das universidades públicas do Estado de São Paulo, na área de medicina,
obrigados a prestar serviços à administração pública, mediante remuneração, pelo prazo mínimo de 6 (seis) meses, com jornada de 30 (trinta) horas semanais, onde haja carência de profissionais.
§ 1º – Vetado.
§ 2º – O serviço objeto do “caput” do presente artigo será prestado após a conclusão do curso, em até 3 (três) anos.
§ 3° – As universidades públicas responsabilizar-se-ão pela disponibilização, a cada final de ano letivo, da relação dos formandos.
§ 4° – Vetado.
§ 5° – Vetado.
§ 6° – Vetado.
Artigo 2° – Ao ingressar nas instituições de ensino aludidas no artigo 1°, o estudante assinará um termo de compromisso, assumindo a ciência das condições de prestação do serviço e de que o não cumprimento do serviço comunitário implicará sanções pecuniárias, na forma prevista em regulamento.
Artigo 3° – A prestação de serviço de que trata esta lei se dará na forma de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos da legislação vigente.
Artigo 4° – Vetado.
Artigo 5° – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 9 de janeiro de 2015.
a) SAMUEL MOREIRA - Presidente
Publicada na Secretaria da Assembleia Legislativa do Estado
de São Paulo, aos 9 de janeiro de 2015.
a) Rodrigo del Nero - Secretário Geral Parlamentar

Você pode acessar o DOE, clicando AQUI


Fonte: Fernando Carbonieri, do Portal Academia Médica /19/01/2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Justiça condena médicos e empresários por envolvimento com máfia das próteses



A Justiça Federal no Rio Grande do Sul condenou sete pessoas pelo crime de improbidade administrativa no Setor de Órteses e Próteses do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Com a decisão, dois médicos, três servidores públicos e dois empresários terão de devolver mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos.

A fraude foi descoberta em 2002, mas o processo foi iniciado apenas em 2005. O Ministério Público Federal (MPF) acusou os envolvidos de lucrar ilegalmente com a colocação de próteses.

A assessoria de Comunicação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) informou nesta quarta-feira (14) à Agência Brasil que, por causa do sigilo do processo, não é possível precisar a data da sentença. De acordo com a assessoria, como a decisão é em primeira instância, ainda cabe recurso.

Segundo a Justiça, houve superfaturamento na aquisição de produtos fora da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Os valores eram superiores aos cobrados em outros hospitais. Também foi constatado que os médicos autorizavam o pagamento de material não usado nos pacientes durante os procedimentos.

O MPF denunciou os médicos Ladimir Kosciuk, ex-chefe do Setor de Próteses do Hospital Cristo Redentor, Jorge Schreiner, ex-gerente de internação, os ex-servidores Sayonara Goretti Mariu Lodeyro, Gasparita Clarete Mariu Lodeyro e Marivaldo da Silva, além dos empresários André Luís Silva de Souza e Eduardo Alves Costa.

Conforme o MPF, os médicos, com auxílio dos servidores, trabalhavam para favorecer os empresários na aquisição de material nos procedimentos licitatórios.

Irregularidades na aquisição e prescrição de próteses e órteses voltaram a ser denunciadas nas últimas semanas. No dia 5, durante entrevista coletiva, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou “guerra à máfia”, depois de denúncia feita no programa Fantástico, da TV Globo.

Cardozo determinou que a Polícia Federal, a Receita Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiguem as irregularidades.

Fonte: Agência Brasil