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domingo, 12 de julho de 2015

Prefeito Gustavo Fruet e o secretário de saúde Adriano Massuda acompanham os trabalhos da 13° Conferência Municipal de Saúde

O prefeito Gustavo Fruet e o secretário de saúde Adriano Massuda acompanham os trabalhos
da 13° Conferencia Municipal de Saúde. Foto Everson Bressan/SMCS
O prefeito Gustavo Fruet compareceu ao segundo dia da 13ª Conferência Municipal de Saúde de Curitiba, que encerrou neste domingo (12), no auditório do Colégio Marista Santa Maria. O evento reuniu cerca de 800 pessoas que discutiram os rumos do Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba. Fruet citou o investimento que é feito em Saúde na cidade, que somente para este ano conta com um orçamento aproximado de R$ 1,5 bilhão, e enfatizou a necessidade de se rever a forma de financiamento do setor entre os governos federal, estadual e municipal -- e que tem sobrecarregado os municípios brasileiros.
Fruet destacou a importância de realização da conferência, que é a legitimação das políticas públicas com a participação de representantes de diversas áreas da saúde e de todas as regiões de Curitiba. “A conferência é uma ação que demonstra o amadurecimento da sociedade e que contribui para garantir a transparência da gestão pública”, salientou.
O secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, apresentou os avanços e desafios da gestão nos últimos dois anos e enfatizou a importância do protagonismo da sociedade civil organizada na saúde pública. “O SUS é um sistema muito amplo e complexo e, por isso, é fundamental compartilhar compromissos e responsabilidades para garantir a melhoria constante na qualidade dos serviços oferecidos à população”, afirmou.
Protagonismo
Na Conferência de Saúde, metade das cadeiras é destinada a usuários do SUS, 25% para trabalhadores, 12,5% para gestores e 12,5% para prestadores de serviço. O resultado dos debates realizados nos três dias de evento se transformará em política pública para a Saúde.
Atuante há mais de duas décadas na área da saúde pública, o presidente do Conselho Distrital de Saúde do Boa Vista, Luiz Tadeu Seidel Bernardina, também salientou a importância da participação popular na melhoria do SUS. “Para mim, estar aqui (na conferência) é uma forma de contribuir com o bem-estar da comunidade. Ficar somente reclamando é fácil, mas é necessário também ajudar a construir o sistema de saúde”.
Essa motivação é também a que conduz a usuária Terezinha Andrade Possebom, representante do Instituto Humsol. Vítima de um câncer de mama há cerca de dez anos, hoje ela luta para que todas as mulheres que passam por este problema tenham as mesmas chances de fazer o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer. “É um direito que precisa ser garantido a todas as mulheres”, apontou.
Para a enfermeira Giovana Fratin, a conferência de saúde, em todas as suas etapas (local, distrital e municipal), é uma oportunidade para gestores, trabalhadores, usuários e prestadores de serviços ao SUS, discutirem e planejarem as ações e diretrizes para a saúde pública de Curitiba.
A farmacêutica Francielle Cristine Dechatnek, que trabalha no Distrito Sanitário CIC, contou que esta é sua primeira participação em uma conferência municipal, mas fez questão de comparecer por perceber a importância das discussões que estão acontecendo e que vão impactar diretamente na vida da população de Curitiba que utiliza o SUS.
Oficinas
Na manhã deste sábado (11), gestores, trabalhadores, usuários e prestadores de serviços em saúde se reuniram em oficinas para analisar as propostas da 12ª Conferência Municipal, ocorrida em 2013. A iniciativa era inédita e foi sugerida pelo Ministério Público, como forma de acompanhamento da formatação das políticas públicas. As propostas aprovadas em conferência integram o Plano Municipal de Saúde.
Novidade na Conferência, o momento das oficinas agradou aos participantes. “Os coordenadores dos grupos estavam muito bem preparados e explicaram bem o objetivo”, afirmou a representante dos trabalhadores do Distrito CIC Regina Leonor Bernardes. Para Ignez de Oliveira Ise, que representava usuários do Distrito Cajuru, saber em detalhes se a proposta discutida na conferência anterior foi colocada em prática ou não é uma boa forma de controle social. “Serve também para não acumular assuntos nos trabalhos de grupo, quando são tratadas as propostas atuais”, avaliou.
Segundo o presidente do Conselho Municipal da Saúde, Adilson Tremura, a iniciativa possibilitou que todos os envolvidos nas discussões conheçam melhor o histórico de propostas. “É um ‘olhar no retrovisor’ para que todos vejam o que avançou e o que ainda falta avançar. Assim, a discussão se torna mais completa e eficiente”, observa.
Outro objetivo das oficinas é qualificar o usuário do SUS para que ele entenda bem o que é da governabilidade da saúde e o que não é. “Em conferências passadas eram levantadas propostas, por exemplo, referentes à segurança pública. Então, é importante que o usuário entenda bem essa questão da governabilidade”, salienta Tremura.
Também compareceram ao segundo dia da 13.ª Conferência Municipal de Saúde os vereadores Felipe Braga Côrtes e Noêmia Rocha.
Plenária
A 13ª Conferência Municipal de Saúde de Curitiba termina neste domingo (12), quando está prevista a plenária final para a aprovação das propostas discutidas nos trabalhos de grupo. Além disso, ocorrerá a homologação da Gestão 2015-2019 do Conselho Municipal de Saúde e dos representantes para a Conferência Estadual de Saúde.
 
Fonte: SMCS

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Espaço da criança e novo painel eletrônico melhoram atendimento na UPA Pinheirinho

As crianças que aguardam consulta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas do Pinheirinho agora têm um espaço para brincar enquanto não são chamados pelos médicos. A UPA Pinheirinho atende, em média, 400 pacientes por dia e tem realizado esta e outras mudanças para melhorar o conforto dos pacientes e o ambiente de trabalho no local.
UPA Pinheirinho. Foto: SMCS
O “Espaço da Criança” foi aberto nesta semana, com o apoio da Secretaria Municipal da Saúde, e tem brinquedos educativos com os quais os pequenos conseguem se distrair.
O espaço conta com mesinhas, jogos de tabuada e alfabeto e desenhos para colorir. A professora Criciane Branco ficou surpresa com o local quando levou o filho Aron, de 4 anos, para consultar na unidade. “Não conhecia a UPA do Pinheirinho, mas achei muito boa a iniciativa dos funcionários de montarem um ambiente onde as crianças podem se divertir com brinquedos. É uma ideia que deve ser levada para os outros equipamentos da saúde”, disse.
“As UPAs são um serviço de urgência e emergência, ou seja, o trabalho no local tem uma tensão e um estresse inerentes a essa característica, e o novo espaço lúdico ajuda amenizar esse sentimento”, diz o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda. A iniciativa da equipe da UPA Pinheirinho, elogiada pelos usuários pelo seu caráter inovador, deverá ser estendida às demais unidades de pronto atendimento da cidade.
Atendimento
Recepção UPA Pinheirinho. Foto: Everson Bressan/SMCS
Além da reforma na recepção da unidade, o novo painel eletrônico também tem facilitado e agilizado o atendimento na UPA Pinheirinho. Antes do equipamento, a chamada para a consulta médica era feita verbalmente e os pacientes costumavam esperá-la no corredor de acessoaos consultórios. Agora, as pessoas aguardam o atendimento acomodados na sala de espera, em um espaço de aproximadamente 90 metros quadrados.
“No momento do cadastro, quando o paciente tem dificuldade visual, é feita uma observação na ficha. Para esses casos, o chamado continua sendo feito verbalmente. Agora os pacientes esperam com mais conforto e os profissionais trabalham menos estressados”, garante o coordenador da UPA Pinheirinho, Juliano Custódio.
A auxiliar de cozinha Isabel Moreira foi à unidade acompanhar o ex-marido, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), e aprovou as melhorias. “Já vim aqui outras vezes em busca de atendimento, mas a melhora foi significativa. Com o painel sabemos que não vamos perder o chamado para a consulta, e para quem tem filhos ou netos pequenos, como é o meu caso, é um alento saber que eles têm um lugar para brincar enquanto esperam. Quando eram obrigados a ficar sentados esperando, ficavam irritados e estressados”.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Mortalidade infantil em Curitiba recua 20% em dois anos

 Foto:Cesar Brustolin/SMCS
O índice de mortalidade infantil em Curitiba encerrou 2014 no menor nível da história do município: 7,7 óbitos para cada mil nascidos vivos, o que representa uma redução de aproximadamente 20% em dois anos.
O resultado é consequência dos investimentos feitos pela atual administração do Município para a área da saúde, com mais de 20% do orçamento próprio destinado ao setor, bem como mudanças na gestão do sistema, com fortalecimento da atenção primária e da atenção especializada em ginecologia, obstetrícia e pediatria.
O conjunto de ações adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde vai desde a assistência durante o pré-natal, passa pelo reforço no acompanhamento das gestantes de risco, o trabalho em câmaras técnicas junto às maternidades e culmina no cuidado com as crianças, especialmente no âmbito da atenção primária.
Entre 2013 e 2014, houve aumento de 90% no número de atendimentos a gestantes de risco. “As mulheres em gestação de risco passam hoje, em média, por 17 consultas de pré-natal na rede pública de saúde”, diz o secretário municipal de saúde, Adriano Massuda. “Além disso, a fila para o acompanhamento especializado quando há risco na gravidez foi eliminada. No início de 2013, 763 gestantes aguardavam até quatro meses pela avaliação; hoje, a espera não ultrapassa três semanas”, conta o secretário.
A gestão municipal também buscou maior aproximação com as maternidades curitibanas. Todas as semanas, as equipes da Secretaria da Saúde estabelecem contato com o corpo clínico ou administrativo dessas instituições para avaliar processos de trabalho e indicadores assistenciais, a exemplo do índice de partos normais, que chega a 65% no âmbito do SUS Curitiba. Na Maternidade Bairro Novo, esse porcentual é de 78%.
Massuda frisa que, ao assumir a gestão da Maternidade Bairro Novo, em março de 2013, a Prefeitura deu um passo fundamental para transformá-la em referência na saúde da mulher e dos recém-nascidos. “Junto com a Fundação Estatal de Assistência Especializada em Saúde, a Feaes, conseguimos implantar melhorias no acolhimento e atendimento humanizado às gestantes e mulheres em trabalho de parto na maternidade”, diz Massuda.
A taxa de mortalidade infantil é um importante indicador da qualidade da saúde de grupos populacionais inteiros, como indicou um estudo tido como referência no assunto, conduzido pelos pesquisadores Daniel Reidpath e Pascal Allotey e publicado pela revista científica Journal of Epidemiology and Community Health. A eficácia no estabelecimento dessa correlação existe porque o índice capta indiretamente melhorias na saúde de outras faixas etárias. Entram para o cálculo da mortalidade infantil os óbitos de crianças com até 1 ano de idade. Entre os países das Américas, apenas Cuba, Canadá, Estados Unidos e Chile exibem índices inferiores ao registrado em Curitiba.
Diversidade de ações
Entre as novidades na gestão que contribuem para o recuo na taxa, também merecem ser citadas aquelas relacionadas à ampliação de acesso, como o horário de atendimento estendido até as 22 horas em 11 unidades de saúde, o maior número de equipes de saúde da família – de 185, em janeiro de 2013, para as atuais 240 – e o crescimento de 164% nas consultas de enfermagem.
Ginecologistas, obstetras e pediatras foram integrados aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), para permitir que as gestantes e recém-nascidos recebam acompanhamento nas unidades mais próximas de suas casas. Atualmente, 87,4% das mães residentes em Curitiba realizaram sete ou mais consultas de pré-natal.
Para as gestantes em situação de vulnerabilidade, foram essenciais a implantação do Consultório na Rua, que leva equipes móveis de saúde ao encontro da população em situação de rua.
Massuda cita como exemplo de desafios futuros a possibilidade de baixar a mortalidade neonatal precoce, que ocorre nos primeiros sete dias de vida do bebê, além do fortalecimento da integração das equipes de assistência em saúde e de vigilância epidemiológica.
Retrospecto
Curitiba tem um histórico de pioneirismo na área da saúde pública, em geral, e do atendimento a gestantes, em particular. Exemplo disso é o Comitê Pró-Vida de Prevenção de Mortalidade Materno-Infantil, que monitora cada caso de óbito materno e infantil ocorrido na cidade desde 1993. Seus integrantes – representantes do SUS e da rede privada, sociedades científicas, órgãos de fiscalização e organizações da sociedade civil – discutem medidas de intervenção e conscientização de gestores, serviços, profissionais de saúde e comunidade no sentido da redução dos índices.
O Programa Mãe Curitibana, por sua vez, é referência no atendimento a gestantes e durante o puerpério desde 1999. Com sua integração o programa nacional Rede Cegonha, foram acrescentados aos exames obrigatórios durante o pré-natal testes de HIV e sífilis e eletrodoferese de hemoglobina, para identificar alterações  na hemoglobina, como anemia falciforme e talassemias.
“O exame de gravidez está disponível em todas as unidades de saúde e as agentes de saúde acompanham o pré-natal das gestantes, orientando em todos os cuidados”, explicou o coordenador do programa Mãe Curitibana/Rede Cegonha, Wagner Barbosa Dias.
Além disso, é incentivado o parto normal no SUS, com menos riscos de infecção para a mãe e o bebê. “Cerca de 65% dos partos realizados no SUS são normais. Já no sistema suplementar, 91% dos partos realizados são cesarianas”, frisa Wagner, que também ressaltou que são realizadas câmaras técnicas com as maternidades que atendem o SUS Curitiba, para incentivar as boas práticas durante o parto e a humanização.
As 109 unidades de saúde de Curitiba também têm obtido resultados positivos com ações voltadas à orientação no planejamento familiar e cuja finalidade é a escolha do momento da gravidez e o número desejado de filhos, levando-se em consideração as necessidades de conforto, educação e qualidade de vida da família. Oficinas de gestantes realizadas regularmente na rede municipal de saúde e atividades na Maternidade Bairro Novo ajudam a compor o cenário, com o esclarecimento de dúvidas sobre a gestação, o parto e os primeiros dias do bebê.

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

Hospitais de Curitiba devem divulgar informações sobre violência obstétrica

Foto: SMCS
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, sancionou a Lei nº 14.598, que trata da implantação de medidas de informação e proteção das gestantes contra a violência obstétrica. A nova regra determina a divulgação da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal, por meio de cartazes informativos ou cartilhas, nos hospitais, maternidades, unidades de saúde e consultórios médicos especializados em obstetrícia de Curitiba. A legislação entra em vigor no mês de abril.
Entre as diversas indicações previstas na Portaria nº 1.067/GM, de 4 de julho de 2005, que define a Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal, estão: garantir o acesso ao atendimento humanizado e de qualidade a todas as parturientes e recém-nascidos que procurem as unidades hospitalares; respeitar o direito da mulher à privacidade no local do parto; garantir a presença de pediatra ou de profissional capacitado para prestar os cuidados necessários ao recém-nascido; oferecer métodos não invasivos e não farmacológicos para alívio da dor, como massagens, banhos e técnicas de relaxamento.
De acordo com a nova lei municipal, originada a partir de proposição do vereador Edmar Colpani, considera-se violência obstétrica quaisquer atos praticados por profissionais da saúde que ofendam, de forma verbal ou física, a mulher gestante, em trabalho de parto ou no período de puerpério. “Esclarecer para as mães e gestantes quais são seus direitos, especialmente em uma situação em que elas estão mais vulneráveis, como durante o parto, é um grande avanço, sem dúvida”, diz o coordenador do Programa Mãe Curitibana/Rede Cegonha da Secretaria Municipal da Saúde, Wagner Aparecido Barbosa Dias.
O secretário municipal da saúde, Adriano Massuda, lembra que a Maternidade Bairro Novo, administrada pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (Feaes), está se tornando referência no atendimento obstétrico humanizado, desde a chegada da gestante até a alta da mãe e do bebê. Na instituição, 78% dos partos são normais, ou seja, sem a necessidade de cesárea – índice acima da média do SUS Curitiba, que fica em 65% (na saúde suplementar, a taxa gira em torno de 9%). “O parto normal é o desfecho natural de uma gestação. Existem, é claro, as indicações para cesarianas, mas é preciso que a mãe tenha acesso às informações para que possa decidir conscientemente, junto com o médico, o andamento de seu parto”, afirma.
A maternidade instalou uma sala de práticas integrativas, um local no qual gestantes e puérperas (mulheres que acabaram de parir) podem relaxar, receber massagem e fazer escalda pés, além de ouvir música tranquilizante e participar de aromaterapia. O conjunto de aromas, sons e iluminação reduzida tornam o ambiente ainda mais acolhedor e avança nas ações de humanização do parto.

Fonte:Secretaria Municipal de Saúde