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segunda-feira, 21 de março de 2016

Entidades criticam método de reposição da greve do INSS


Sem conseguir atender a demanda, até benefícios pedidos após o 
fim da greve dos peritos estão demorando para sair

A dona de casa Joana Gonçalves, de 80 anos, esteve esta semana em uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para cuidar do auxílio-doença do esposo de Avelino de Oliveira, de 65 anos, que trabalha no Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal. Joana disse que o processo foi bastante demorado.

“Entramos com o pedido em 26 de outubro de 2015. A primeira perícia foi feita em 21 de janeiro, e o primeiro salário veio apenas agora, dia 15 de março. A greve atrapalhou muito nosso processo”, disse.

Esse é apenas um dos casos de pessoas prejudicadas pela greve dos peritos, entre setembro de 2015 e fevereiro de 2016, e dos servidores administrativos do INSS, de julho a setembro de 2015. As entidades sindicais que representam as categorias, entretanto, criticaram o método de reposição da greve e o sistema de trabalho do instituto para atender à demanda acumulada de perícias e de concessões de benefícios.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Francisco Cardoso, a reposição das perícias médicas não está sendo feita de maneira ideal. Dentre vários motivos, ele cita que o INSS não tem mais espaço físico para o atendimento nem servidores administrativos suficientes.

Além disso, Cardoso conta que o INSS quer que o perito reponha individualmente tudo o que deixou de atender durante a greve, que durou 165. “O INSS quer usar a reposição para punir o grevista, não para resolver o problema das filas”, disse.

A ANMP defende uma reposição coletiva, com a colocação de mais peritos no atendimento direto à população. “Defendíamos a diluição dessa reposição para todos. Obviamente, quem fez greve tendo de repor mais, mas quem não fez greve também tinha de dar uma cota de contribuição para sociedade. Porque quem não fez greve não foi descontado o salário, mas está ganhando aumento, benefícios e vantagens do acordo”, ressaltou.

Segundo Cardoso, quase 1 milhão de perícias deixaram de ser feitas durante a greve. “Se colocasse 80% dos peritos em atendimento na agência resolveríamos toda a reposição em dois meses”, disse. Com o método do INSS de sobrecarregar a agenda dos peritos, ele diz que a reposição levará um ano.

Saiba Mais
Desvio de função causa demora na perícia do INSS, diz associação

A filha da empregada doméstica Claudênia Barros (38 anos) nasceu no último dia 12, mas a mãe vai precisar esperar até 31 de maio para dar entrada no pedido do salário-maternidade. Mesmo sem a necessidade de perícia médica, como ocorre no auxílio-doença, a concessão de alguns benefícios também passa por problemas.

“Entrei em contato com o INSS quando estava entrando nos nove meses de gestação, e a previsão que deram é que eu conseguira receber apenas em outubro no Distrito Federal”, disse Claudênia. Ela diz que só conseguiu adiantar o atendimento para maio porque marcou na agência da Cidade Ocidental (GO), município da região do Entorno do DF.

“Eu recebi o salário desse mês e vou ter que me manter com ele até lá, guardar e comprar o que precisar aos poucos. Um salário para três meses, porque nem sei se vou receber logo em junho”, disse.

O diretor da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social, Moacir Lopes, explicou que os servidores fizeram mutirões e conseguiram atender à demanda de atendimento que superlotou as agências da Previdência após o fim da greve, em outubro de 2015.

Segundo ele, entretanto, o INSS mudou o sistema informatizado, o que tem trazido vários problemas no processamento dos atendimentos. Além disso, Lopes explica que o auxílio-doença corresponde hoje a praticamente a metade da demanda acumulada no instituto. “O INSS não programou o sistema de trabalho para pode atender a demanda [após a greve dos peritos] e isso acabou agravando a situação. Houve o efeito cascata. Qualquer pedido de benefício que você entra em um universo de acumulo desse, vai pra fila de espera”, disse.

A orientação das entidades é que a população procure a Justiça para ter o benefício concedido no prazo. Procurado pela Agência Brasil, o INSS não se manifestou sobre as questões.

Mudança nas regras
Decreto da presidenta Dilma Rousseff publicado na última terça-feira (15) no Diário Oficial da União alterou algumas regras da Previdência Social e abriu a possibilidade de o INSS fazer convênio com o SUS para a realização de perícia médica. A medida permite ainda a prorrogação de benefício por incapacidade, como auxílio-doença com base no atestado do médico assistente (médico público ou particular que trata do segurado).

O trabalhador também poderá retornar ao trabalho no dia seguinte à data indicada pelo médico assistente para a sua recuperação, independentemente da realização de perícia médica. Quando ela puder ser realizada, o INSS avaliará os requisitos para a concessão do benefício, e o segurado poderá receber os valores retroativamente.

Para a ANMP, além de sobrecarregar o SUS, a medida abre caminho para a quebra do sigilo médico, já que obrigará o segurado a entregar o atestado para um servidor não-médico, e prejudica as vítimas de acidentes de trabalho, visto que o modelo não reconhece o nexo trabalhista.

“Com relação ao INSS, a ANMP alega que permitir a entrega de benefícios por atestados do SUS mostra que o órgão não tem preocupação em ser fraudado”, destacou a entidade em nota.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil; Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 17 de março de 2016

FENAM apoia ANMP na luta em favor da perícia médica


O governo decidiu acabar com a exclusividade dos peritos do INSS na  concessão de atestados médicos para a obtenção de benefícios previdenciários.


Fonte: FENAM TV

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Vitória da categoria: médicos peritos ganham aumento salarial

O resultado é fruto de intensa mobilização da ANMP com o apoio da FENAM 

Foto: Valéria Amaral 
Ocorreu nesta quarta-feira (17), em Brasília, uma vitória ímpar para a categoria médica. Foi fechado um acordo com o Governo Federal que garante um aumento de 27,9% no salário dos médicos peritos e põe fim à greve no INSS, que durou mais de cinco meses.

O governo, além de suspender os cortes de ponto, vai devolver os valores descontados em parcela única. O termo de acordo tem vigência de quatro anos. A primeira parcela do reajuste será paga em agosto. As demais, sempre no mês de janeiro, em 2017, 2018 e 2019.

Foram conquistados também ganhos reais para os aposentados, com reajustes de até R$ 2 mil no contracheque. O resultado é fruto de intensa mobilização da Associação Nacional dos Médicos Peritos com o apoio da Federação Nacional dos Médicos (FENAM). Segundo a ANMP, os profissionais terão seis meses para repor as horas não trabalhadas. O próprio INSS se encarregará de entrar em contato com os segurados para reagendar a perícia.

Para o presidente da ANMP, Francisco Eduardo Cardoso, o acordo contempla a maior parte do pleito do movimento.  “Nós saímos vencedores em muitos aspectos desta batalha. Primeiro que será reposto tudo que nos foi tirado. Nós iremos recebemos nos próximos quatro anos o maior aumento já concedido pelo governo à uma categoria. Conseguimos melhorias nas gratificações que significarão aumento no piso. Também houve avanço na adequação da jornada de trabalho, que será definido em Comissão própria. Só não conseguimos ter um consenso com relação à terceirização”, destacou dr. Francisco.

O diretor de Assuntos Jurídicos da FENAM, Eglif Negreiros, explicou que o governo cedeu diante do movimento grevista. “Foi uma luta árdua e a FENAM assumiu esse compromisso com a ANMP e com os médicos peritos. O governo teve que ceder e conseguimos uma vitória ampla. É a força da categoria, a força sindical e força da FENAM. A categoria médica não pode ser desrespeitada e colocada de lado”, disse o diretor da FENAM.



Fonte: FENAM - Valéria Amaral - 17/02/2016

Governo fecha acordo salarial com médicos peritos do INSS

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Após mais de cinco meses de greve, governo e médicos peritos do INSS chegam a um acordo. Segundo a Associação Nacional de Médicos Peritos o trabalho deve começar a voltar à normalidade no dia 22. Os profissionais terão seis meses para repor as horas não trabalhadas. O próprio INSS se encarregará de entrar em contato com os segurados para reagendar a perícia.

O governo e a categoria chegaram a um acordo na noite de ontem. Os termos foram aprovados na manhã de hoje (17), em assembleia dos funcionários. "Tanto o governo quanto a categoria cederam em busca de um consenso. Só quem não podia ceder mais era o segurado, ele não faz jus a pagar essa conta", diz o diretor sindical da ANMP, Luiz Argolo.Durante os 165 dias da greve, que começou em 4 de setembro do ano passado, a estimativa, segundo nota do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, é de que 1,3 milhão de perícias médicas deixaram de ser realizadas. Mesmo depois que os médicos anunciaram, em meados de janeiro, a volta ao trabalho em estado de greve, o atendimento vinha ocorrendo de forma parcial. Daqui para a frente terá de ser totalmente normalizado. O INSS informa que entrará em contato, através do 135, com os segurados, para que eles fiquem sabendo da nova data da agenda para fazerem a perícia.

Segundo o Ministério do Planejamento, o compromisso firmado estabelece o atendimento de todas as perícias médicas não realizadas no período e a reposição das horas não trabalhadas nas agências do INSS. O governo, além de suspender novos cortes de ponto, vai devolver os valores descontados. O termo de acordo tem vigência de quatro anos e estabelece reajuste de 27,9% em quatro parcelas. A primeira será paga em agosto, no percentual de 5,5%. As demais, sempre no mês de janeiro, em 2017, 2018 e 2019.

“A gente espera que agora o segurado, o cidadão que busca uma agência do INSS, possa ter uma regularidade do seu atendimento. Nós podemos ter uma previsibilidade de que não vai haver mais paralisação no INSS nos próximos anos no campo da perícia médica e, portanto, a gente espera que aos poucos seja regularizado esse serviço de atendimento com qualidade ao cidadão”, diz, em nota, o secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.

Nota ANMP à Sociedade


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CAP FENAM realiza articulação politica em defesa dos médicos


                         Foto: André Gobo 


O presidente da Comissão para Assuntos Políticos da Federação Nacional dos Médicos (CAP FENAM), Eglif de Negreiros, fez contato com vários parlamentares para tratar dos assuntos de interesse dos médicos brasileiros, na última quarta-feira(03), em Brasília.

Em encontro com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Eglif ajudou a articular apoio à causa dos médicos peritos da Previdência Social e foi decidido que será marcada nova reunião em que a FENAM e a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) apresentem uma pauta.

O presidente da CAP FENAM também conseguiu que a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirmasse que estava à disposição da entidade. A senadora disse conhecer bastante o trabalho e atuação da entidade.

Ainda nas ações do dia, Eglif participou da mesa diretora em audiência pública em que a questão da greve do médicos peritos foi debatida. O Senador Paulo Paim (PT-RS) se colocou a disposição da entidade. (Clique aqui para ler a matéria) 

Negreiros também reuniu-se com a senadora Rose de Freitas, com quem tratou das dificuldades enfrentadas pelos médicos federais no Rio de Janeiro e conseguiu com o apoio da senadora, marcar audiência com o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, para discutir o assunto. O encontro deve ocorrer após o dia 20.

A última pauta da agenda foi um encontro com o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB-ES). O presidente da CAP conseguiu que o parlamentar, presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, marcasse audiência pública para tratar do chamado parto humanizado. A FENAM levará representantes para debater o tema.

Fonte: André Gobo - 03/02/2016

Senado quer solução para o estado de greve dos peritos


FENAM apoia o movimento dos médicos, iniciada em setembro por melhores condições de salário e trabalho. 

                       Foto: Foto: André Gobo 


A Federação Nacional dos Médicos, FENAM, participou do debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quarta-feira (3),  no Senado Federal, sobre as consequências e o estado de greve dos médicos peritos do INSS.
A audiência aconteceu na sala 2 da Ala Senador Nilo Coelho, e teve como resultado a marcação de audiência dos membros da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) com integrantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para hoje ainda. A iniciativa é uma reabertura de diálogo, que foi fechado por parte do governo, desde o início da greve. “Hoje pudemos discutir conceitualmente o que é perícia médica. Um dos grandes problemas que enfrentamos é o desconhecimento do governo do que é a perícia e porque o sistema previdenciário precisa de um perito.Eu creio estarmos próximos de finalizar a greve e repor o trabalho”, destacou o presidente da ANMP, Francisco Eduardo Cardoso Alves.
Durante o debate, o diretor de Assuntos Jurídicos da FENAM, Eglif Negreiros, afirmou que a FENAM está presente dando apoio à ANMP como entidade sindical, representando os peritos como trabalhador. "Nós brasileiros precisamos unir força em prol do bem maior, que é prestar um serviço de qualidade ao povo. Os médicos peritos são fundamentais, e de uma importância impar. É preciso que esse profissional seja bem remunerado,  e tenha com condições de trabalho, ressaltou dr. Eglif.”
O presidente da CDH do Senado Federal, Paulo Paim (PT-RS), afirmou estar preocupado com os benefícios que deixaram de ser pagos. “O debate foi muito positivo e o governo teve a iniciativa de chamar a categoria para construir um entendimento. Nós queremos que a categoria seja valorizada, que eles possam cumprir o seu papel, e que os assalariados não fiquem nas filas por três meses, mas para isso teremos que ter mais peritos”, afirmou o senador.

A advogada e presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB-DF, Thaís Riedel,  explicou que a perícia é um estado em que o direito utiliza da medicina para identificação da incapacidade. “ Por trás da questão da greve há todo um sistema jurídico e previdenciário que é diretamente afetado quando não há uma boa vontade do governo em resolver essa questão em específico”, disse.

Participaram também da audiência Carlos Fernando, Secretário de Direitos Humanos da FENAM, Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate); Darcy Santana Vitobello, coordenadora do Grupo de Trabalho Previdência Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF).Também estavam presentes os representantes dos ministérios da Previdência Social e do Planejamento, Orçamento e Gestão. 

Fonte: Valéria Amaral 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Peritos do INSS retomam trabalho com atendimento exclusivo para perícia inicial


INSS
O atendimento será exclusivo para perícias iniciais, caso de quem ainda está buscando a aposentadoria, de acordo com a Associação Nacional dos Médicos PeritosAntonio Cruz/Agência Brasil

Após mais de quatro meses de paralisação, médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retornaram hoje (25) ao trabalho. De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Peritos, todos os profissionais vão retomar suas atividades, mas será mantido o estado de greve.

Segundo a associação, o atendimento será exclusivo para perícias iniciais, caso de quem ainda está buscando o benefício. Não estão descartadas novas paralisações e o atendimento só será normalizado quando houver avanço nas negociações com o governo.

Em nota, o INSS  informou que a Central de Atendimento 135 está à disposição para orientar a população e também para fazer os agendamentos e/ou reagendamentos necessários. O órgão estima que 1,3 milhão de perícias não tenham sido realizadas desde o início da greve, em setembro do ano passado. Mais 1,1 milhão de perícias médicas foram atendidas.

O INSS calcula que cerca de 830 mil pedidos de concessão de benefícios estejam represados (dado de 15/01/2016). O tempo médio de espera para o agendamento da perícia médica, na média nacional, passou de 20 dias, antes do início da paralisação, para os atuais 89 dias.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

ANMP divulga Nota Pública

              


Os Peritos Médicos do INSS deram início a um movimento grevista em 04/09/15 motivados pela ausência de respostas do governo aos graves problemas que atingem nosso trabalho e se refletem no atendimento à sociedade.

A falta de uma política adequada para a carreira e a ineficiência da gestão do benefício por incapacidade levaram a União a gastar R$ 125 bilhões anuais sendo a metade disso em benefícios pagos sem perícia médica. Em 5 anos quase 3.000 peritos abandonaram a carreira e atualmente a taxa de evasão é de 2 peritos por dia útil, algo inédito no serviço público federal.

Apesar da longa paralisação o governo se manteve insensível e negligente ao drama da população, intransigente e implacável com a categoria pericial, nos tratando como se fossemos inimigos do Estado. Ao priorizar um combate desleal com os Peritos em detrimento de uma rápida resolução do caso, o governo preferiu apostar na vitória sobre a categoria pelo cansaço, sem se preocupar com o caos gerado na vida da população que não consegue atendimento. Ao invés do diálogo o governo cortou integralmente os salários dos servidores e iniciou uma série de ataques e ameaças aos Peritos Médicos em todo o Brasil.

Após quase 140 dias de paralisação e sem nenhuma perspectiva de abertura de negociações, nós, Peritos Médicos do INSS, chocados com o descaso do governo e com caos instalado pela gestão, nos sentimos sensibilizados pelo drama da população não-atendida e, por termos ciência que o governo não está se importando com isso e, se necessário fosse, continuaria a deixar os segurados da previdência social na penúria, decidimos em Assembléia Geral Extraordinária realizada no dia 16/01/15 mudar nossa forma de protesto.

Os Peritos Médicos do INSS irão retornar aos postos de trabalho, EM ESTADO DE GREVE, para manter apenas o atendimento essencial, ou seja, aqueles que ainda não se submeteram à perícia médica inicial. Os segurados que já se encontram amparados pelo benefício previdenciário tem seus direitos mantidos e deverão continuar recebendo. Novas paralisações no futuro não estão descartadas.

Esperamos que com essa atitude de distensionamento, o governo saia da trincheira em que se colocou e volte a negociar com a categoria, pelo bem do serviço público e da sociedade brasileira.

Fonte: ANMP

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

FENAM reitera apoio ao movimento dos médicos peritos

                         Foto: Valéria Amaral 

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) manifesta solidariedade ao movimento e às lutas dos médicos peritos e reitera apoio às ações da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), verdadeira representante da categoria.

Manifesta também repúdio à intransigência do governo federal em não atender ao pleito desta importante categoria profissional, cujo o trabalho tem uma repercussão social imensurável. Na ocasião, a FENAM reafirmou o papel da ANMP, e condenou negociações paralelas que só contribuem para o enfraquecer o movimento e reforçam a insensibilidade das autoridades.

A declaração foi feita durante reunião em Brasília, na sede da FENAM, nesta sexta-feira (15). A reunião antecede a Assembleia Geral Extraordinária dos peritos, que acontecerá neste sábado, às 10h, em Brasília.

Participaram da reunião além do presidente da FENAM, Otto Baptista, o secretário de Comunicação, Jorge Darze, o secretário de Finanças, Geraldo Ferreira, o diretor de Assuntos Jurídicos, Eglif Negreiros, o presidente da ANMP, Francisco Eduardo Alves e o conselheiro fiscal da ANMP, Luiz Carlos Argolo.

Fonte: Valéria Amaral - 15/01/2016

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FENAM apoia reivindicações dos médicos peritos


Foto: ANMP 


A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) se reuniram em Brasília, no último dia 26, para discutirem a greve dos médicos peritos do INSS, que já completa quase três meses, mas sem acordo por parte do governo.

Durante o encontro, o presidente da FENAM, Otto Baptista, declarou apoio à ANMP e à greve. Otto conseguiu agendar para os médicos peritos encontro com a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente  da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, para discutir apoio a categoria nas negociações.

Segundo o presidente da ANMP, Francisco Eduardo Alves, a principal solicitação dos peritos, que é a redução da jornada de trabalho para 30 horas, já foi regulamentada por portaria, mas o governo recusa-se a transformar em Lei.  “Não há motivo. Do ponto de vista técnico o melhor para a carreira são as 30 horas semanais, e o governo reconhece. A questão não é técnica, é política. O governo não quer negociar. Eles querem nos vencer. Mesmo sacrificando a população. Eles querem destruir as carreiras médicas”, afirmou. 

Fonte: André Gobo - 27/11/2015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

ANMP - GREVE DOS MÉDICOS PERITOS CHEGA NA TERCEIRA SEMANA FORTE E COESA



Foto: ANMP 


Colegas,
 
Chegamos na terceira semana de greve mais fortes e mais unidos do que nunca. Ainda aguardamos a decisão do STJ sobre nosso Mandado de Segurança. Estamos com 85% de adesão em todo o país e em diversas gerências colegas grevistas precisam fazer escala de rodízio para cumprir os 30% de presença diária.
 
O governo usa como tática o silêncio, método clássico para desanimar a categoria. Devemos responder a isso intensificando a GREVE nas cidades e estados, em especial no que se refere a não mais “ajudar” o INSS atendendo casos com pendências tais como ausência de DUT, RG, Comprovação de filiação ao RGPS, sem processo capeado ou fora da agenda regular (“encaixe”).
 
Caros, essa luta é por nossa sobrevivência. A carreira não aguenta mais tanto assédio e descaso por parte do Governo. Precisamos endurecer na linha de frente para pressionar o governo a nos ouvir. Essa greve não é da ANMP, é de todos os peritos médicos que querem ser devidamente valorizados em seu trabalho.
 
Para ajudar os colegas a enfrentar o assédio do INSS, a ANMP apresenta em anexo uma Nota Técnica elaborada pelo Jurídico explicando os nossos direitos e o nosso dever em mandar remarcar todos os casos em que não tenham sido preenchidos os requisitos formais para a realização da da perícia médica.
 
Cada perito deve ter uma cópia dessa Nota Técnica em sua mesa de APS. A cada caso irregular a orientação é remarcar mesmo que a chefia não goste. Há AMPLO RESPALDO legal para esse fim.
 
A hora é de intensificar e aprofundar a GREVE, mostrar que cada dia de silêncio do governo será transformado em combustível de indignação da categoria para impulsionar os peritos até as conquistas almejadas. Acompanhem as notícias no site da ANMP e nos mailings e SMS.

Fonte: ANMP - 23/09/2015

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Nova tentativa de assassinato de um médico perito


Foto: Divulgação 

A Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social- ANMP vem por meio desta manifestar, de forma veemente, seu profundo repúdio a um grave atentado contra a vida de mais um Perito Médico neste país. Dessa vez os fatos se deram na cidade de Inhapim-MG, Gerência Executiva de Governador Valadares.
No sábado(05), às 10h, o Perito Médico  Previdenciário Dr. Edilei Bonfim foi vítima de uma tentativa de assassinato perpetrada por um segurado que recebia um benefício de aposentadoria por invalidez e foi denunciado por suspeitas de irregularidade,  sendo que, por este motivo  há alguns meses foi periciado em junta médica  pelo Dr. Edilei e mais uma Perita Médica da região , tendo seu benefício cessado.
Desde então o indivíduo vinha fazendo ameaças ao médico na pequena cidade de 30 mil habitantes gerando boataria local.
Hoje pela manhã o médico encontrava-se em um posto de gasolina e ao passar de carro pelo mesmo posto e visualizar o perito, o criminoso deu a volta na rua, apontou o carro em direção ao Perito Médico e acelerou com intuito de matá-lo.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

CAP FENAM auxiliará ANMP contra as terceirizações


Foto: André Gobo 

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) recebeu na última quinta-feira (07/05), na sede da instituição, em Brasília, a visita do novo presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Francisco Eduardo Cardoso Alves, e do conselheiro fiscal, Luiz Carlos de Teive Argolo. O Encontro teve como objetivo estreitar as relações entre as duas entidades e, também, solicitar o apoio contra a aprovação das Medidas Provisórias (MP) 664 que exclui a expressão privativamente do art. 2º da Lei 10.876/04 e 665 que altera substancialmente a concessão de seguro desemprego.

Os membros da ANMP explicaram que a MP está agendada para entrar em votação na próxima semana e que não cabem novas alterações, exceto se feitas pelos líderes dos partidos. “Essa MP muda o artigo 60 (da Lei 8112/91, a “Lei dos Peritos”) e permite a terceirização”, disse Francisco Eduardo.

O presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, decidiu, ante a urgência do caso, solicitar que o diretor de Assuntos Jurídicos da FENAM e membro da Comissão de Assuntos Políticos (CAP FENAM), Eglif de Negreiros, acompanhasse o caso e trabalhasse para ajudar a reverter este quadro na Câmara dos Deputados.

Após o encontro, o presidente da FENAM ressaltou o bom relacionamento de sua gestão com a ANMP. “Vamos trabalhar em conjunto, como sempre fizemos”, afirmou Geraldo.

Fonte: André Gobo - 07/05/2015

quinta-feira, 12 de março de 2015

Entidades Médicas cobram ações do Governo Federal em relação ao Mais Médicos e Provab


Foto: Guilherme Sadeck 

Diante dos relatórios do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público do Trabalho sobre o programa Mais Médicos, a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), a Associação dos Estudantes de Medicina do Espírito Santo, a Associação Médica de Brasília (AMBr), a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) e os sindicatos médicos reforçaram o alerta para irregularidades do programa, que trouxe profissionais estrangeiros para atuar no Brasil. Durante coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira (12), em Brasília, as entidades  fizeram cobranças ao Governo Federal para melhorar a assistência a saúde à população que depende do SUS.

“O relatório do TCU comprova o que nós denunciamos desde o início, que esse programa é apenas uma simulação de curso de especialização. Um em cada três profissionais trabalha sem supervisão de tutores. O atendimento básico também é complexo e tem que haver um atendimento qualificado. O que nós queremos é que o governo realize concurso público, garanta assistência permanente e não coloque a população em risco”, alertou o presidente da FENAM.

A baiana Priscila Leite, recém-formada em Medicina, denunciou a discriminação dos médicos brasileiros em relação aos intercambistas estrangeiros que agora podem migrar do Mais Médicos para o Provab. “Houve 15 mil inscritos no Provab e apenas 3,7 mil vagas. São 11 mil médicos brasileiros querendo trabalhar na atenção básica e não tem oportunidade, pois muitas vagas do Provab migraram para o Mais Médicos”, denunciou a médica. O programa Provab é importante para os recém-formados em medicina, pois eles recebem pontuação durante a permanência no programa que serve para seleção nos cursos de residência médica no país.

O presidente da AMBr, Luciano Carvalho, reforçou que o momento vivido no país é um risco, uma vez que as sociedades de especialidades que entendem do assunto não são escutadas pelo governo e são excluídas do processo de formulação de políticas públicas de saúde. “Nós estamos preocupadíssimos com as consequências desse programa e da falta de formação qualificada dos profissionais que estão atendendo. Que tipo de assistência o governo está dando a população? Falta estrutura e um médico sozinho não faz assistência”, alertou o presidente da AMBr.

Confira na íntegra a nota das entidades médicas:

Diante dos resultados dos relatórios do TCU, do MPT em relação ao programa Mais Médicos e das dificuldades nas inscrições do Provab, as entidades médicas cobram as seguintes providências do Governo Federal:

1 – Faça concurso público, contratando os médicos e respeitando os direitos trabalhistas, dando estabilidade à prestação do serviço e garantindo à população a assistência permanente e não provisória e interrompa a simulação de ensino, já que a ausência de tutoria comprova a relação de trabalho no programa Mais Médicos;

 2 – Interrompa a abertura indiscriminada de escolas médicas e feche as que não tem condições mínimas de funcionamento, em razão do risco para a população e de termos no mercado 11 mil médicos desempregados que não conseguiram vaga no Provab;

3 – Interrompa projetos ou propostas de serviço civil obrigatório ou trabalho compulsório no SUS após a formatura, o atendimento básico em vez da simplificação a que se quer relegá-lo é, na verdade, complexo e exige experiência e formação, para não comprometer o bom atendimento, os diagnósticos e os tratamentos dos pacientes;

4 – Devolva às entidades médicas o dever e a responsabilidade de revalidar diplomas, aferir a qualificação e autorizar o exercício profissional no Brasil, já que os intercambistas que vieram do exterior sem a revalidação dos diplomas ferem direitos humanos e colocam em risco a vida dos brasileiros que tem direito a uma assistência competente e qualificada;

5 – Solicitamos ao Ministério da Saúde, ao Ministério da Educação e Cultura e ao Congresso Nacional audiência pública para discutir as propostas. Propomos ao governo a criação de comissão de trabalho efetiva, englobando as entidades médicas e o governo, para viabilização das mesmas. Por fim, conclamamos os médicos e os estudantes de medicina para participarem das manifestações de toda sociedade em defesa da assistência à saúde dos brasileiros.

Atenciosamente,

FENAM, Sindicatos Médicos Brasileiros, Associação Médica de Brasília,  Associação dos Estudantes de Medicina e Associação Nacional dos Médicos Peritos.

Fonte: Valéria Amaral - 12/03/2015

terça-feira, 10 de março de 2015

V Congresso de Perícia Médica Previdenciária encerra com reflexão sobre o futuro da categoria

Congressistas e palestrantes debatem sobre soluções, buscam melhorias e propõem a continuidade da luta

Foto: ANMP 

Os novos rumos e os embates que impedem a valorização da categoria fecharam o debate da programação do último dia do V Congresso Brasileiro de Perícia Médica Previdenciária. Na palestra que reuniu representantes das entidades parceiras à ANMP, a união na luta pelos direitos dos médicos e as preocupações sobre o futuro da categoria pautaram a discussão sobre o tema “Política Associativa - Novos Rumos”

Para o representante da Federação Nacional dos Médicos, Marlonei dos Santos, o governo trata os trabalhadores da categoria de forma desqualificada, para vulgarizar a profissão, com baixos salários, por exemplo, e, dessa forma, aprovar políticas estratégicas contra o perito profissional. “A terceirização, inclusive, não é novidade para nós, faz parte da política desse governo. A solução é ir para as ruas no dia 15 de março, levantar nossas bandeiras e questionar a baixa remuneração que temos, além de todas as precariedades”, argumentou.

Representando o Conselho Federal de Medicina, Gerson Zafalon confirmou que os novos rumos da ANMP serão dados a partir da vocação e dos objetivos, que sejam, entre eles, representar os peritos médicos ativos e aposentados, defendendo sempre seus direitos, com apoio de iniciativas que visem a melhoria das condições de vida de cada trabalhador. “Concepções antagônicas devem ficar no campo das ideias. Caso a unidade seja quebrada, forças políticas contrárias prevalecerão. Defender sem paternalismo, mas na busca da verdade, com ética”, afirmou Zafalon, que ainda apresentou dados preocupantes para o segmento. Segundo ele, seriam necessários, para suprir o quadro de peritos no Brasil, mais de 8 mil profissionais. Hoje, pouco mais de 4 mil realizam perícias e essas alcançaram o número de 7,5 milhões, em 2013.

Mas a preocupação dos médicos não se restringe aos números. O presidente da AMB, Florentino Cardoso alertou que a formação do profissional de medicina não diz respeito apenas à graduação, mas à assistência e todas as especializações necessárias. “A cada quatro anos, o conhecimento da medicina dobra, segundo estudos. Para que sejamos fortes e respeitados, obrigatório que sejamos bem treinados”. Afirmou, também, que não haverá proteção para quem se desvirtua ou esteja denegrindo a corporação. “Desejamos que sejam punidos severamente e expurgados da categoria, se necessário”, completou.

Já o presidente do FONACATE, Roberto Kupski, destacou a defesa dos princípios constitucionais para o serviço público e, de acordo com ele, uma das principais dificuldades está em convencer os colegas de profissão a fazerem parte de uma entidade representativa. A solução para muitos problemas, para ele, pode estar em política pessoal, criação e manutenção de leis orgânicas, qualificação de chefias, licença remunerada para o exercício de mandato classista e a não privatização das atribuições.

“Em qualquer área o direito de defesa é garantido”, quem garantiu foi a presidente do IBDP. Jane Wilhelm Berwanger esclareceu que essa é atribuição do processo democrático. “O Estado não parece fazer as contas do quanto está pagando pela falta de peritos. Se mais perícias fossem realizadas, levaria menos tempo e não haveria tantos gastos”, disse. Para ela, o problema que afeta a área previdenciária é o funcionamento do SUS. De acordo com Jane, “falta diálogo entre a Previdência e a Saúde”.

Para o assessor parlamentar Napoleão Puente de Salles, o ideal é continuar o trabalho que vem sendo feito com todas as entidades. “No momento, o parlamento, Executivo e Legislativo, estão em desequilíbrio. O Congresso, atualmente, está na seguinte situação: a base virou oposição e a oposição aplaude a base. Mais do que nunca, agora, devemos nos unir”, concluiu.

Com 2 mil cargos vagos na Perícia Previdenciária, a situação permanece preocupante para os profissionais, já que a autarquia não realiza novos concursos e, quando o faz, os candidatos não são atraídos devido ao baixo salário, pressão no ambiente de trabalho, cobranças, metas e precarização. O presidente da ANMP, Jarbas Simas, analisa o fato como tentativa de fragilização da categoria. “A associação vem tentando conquistar espaços maiores e muitos servidores são favoráveis, porém, alguns se mostram contra, como é o caso do próprio governo. Precisamos buscar auxílios e trilhar os caminhos em conjunto. A união é fundamental nesse processo”, finalizou.

Fonte: ANMP - 10/03/2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

Congresso promove debate por melhores condições de trabalho dos médicos peritos



Foto: Valéria Amaral 

Um objetivo em comum: promover a defesa da categoria médico-pericial na busca por melhores condições de trabalho. Esse foi um dos compromissos firmados por entidades médicas nacionais durante a abertura do V Congresso Brasileiro de Perícia Médica Previdenciária, realizado na noite da quinta-feira (5), em Bento Gonçalves.
 
O presidente do Congresso, Miguel Tabacow, disse que o evento propõe o aperfeiçoamento e a capacitação dos peritos médicos para um melhor atendimento à população, além de proporcionar a troca de experiências com palestrantes internacionais. “A medicina é uma ciência dinâmica. Por isso, a capacitação tem que ser constante e intensa para que a garantia da qualidade do trabalho esteja sempre presente.”
 
Representando a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o diretor de Formação Profissional e Residência Médica, Marlonei dos Santos, elogiou a atuação da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) na luta por melhores condições de trabalho para a categoria.  “Dentre as várias representações, nós não temos dúvidas de que a ANMP é a mais ativa das Associações na busca constante por melhorias de condições de trabalho porque tem um perfil diferente, reivindicatório. Ele reforçou a parceria firmada com a FENAM e colocou a entidade a disposição da categoria médica previdenciária.”
 
O representante no Brasil da Organização Ibero-Americana de Seguridade Social (OISS), Baldur Oscar Schubert, responsável por trazer palestrantes internacionais ao evento, destacou a importância do Congresso na valorização do médico perito, considerado uma “figura ímpar na medicina brasileira”.
 
Representação Política
 
O ministério da Previdência Social foi representado na cerimônia pelo secretário executivo da pasta, Marcelo de Siqueira Freitas. Ele frisou que as demandas e reivindicações salariais e por uma jornada que permita que o perito concilie atividades (públicas ou privadas) são consideradas legítimas pelo ministério.
 
Ele reconheceu que para garantir um atendimento de excelência aos segurados do INSS, objetivo da Previdência Social, é necessário valorizar os profissionais. “Será impossível alcançar um atendimento cada vez melhor se não tivermos pessoas capacitadas e reconhecidas como profissionais e esse reconhecimento passa por questões remuneratórias.”
 
Siqueira também destacou uma promessa antiga do ministério em relação a jornada reduzida de trabalho. “É uma dívida antiga que temos com a categoria e uma reivindicação legítima.” Para ele, uma jornada reduzida permitirá que o médico exerça atividades profissionais paralelas enriquece a atuação do médico perito no atendimento nas agências do INSS.
 
O representante da pasta também apontou as dificuldades de se aprovar as demandas, mas apontou o caminho. “Teremos que juntos construir uma justificativa para essas reivindicações que sensibilizem também os gestores das outras pastas (Planejamento e Fazenda). Teremos que ser transparentes, não criar falsar expectativas e estabelecer parcerias para encontrarmos o melhor caminho para alcançarmos nossos objetivos.”
 
“Não aceitaremos mais promessas!”
 
O presidente da ANMP criticou a atuação do Governo. “A categoria não aceita mais promessas. Hoje completamos dois anos quando o então ministro da Previdência, Garibaldi Alves, disse que era uma questão de honra conceder uma jornada de 20 horas ao perito médico. Não vieram nem as 20, nem as 30 e nem as 40 com melhores salários,” criticou Simas.
 
De acordo com o dirigente, o diálogo continuará de forma franca e transparente com representantes do Ministério e no parlamento, com um objetivo único: resgatar os direitos que são devidos aos peritos e o respeito dos associados e da sociedade.
 
Em seu discurso, o presidente da entidade ainda reforçou os principais desafios enfrentados pela categoria. Entre eles, a insegurança frente a violência nas agências do INSS e o temor pela volta da terceirização, implementado pela MP 664/2014.
 
Também participaram da cerimônia de abertura, o secretário municipal de Bento Gonçalves,  Gilberto Durante, o presidente do FONACATE, Roberto Kupski, o vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médica (ABMLPM), Enrico Supino, a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Jane Berwanger e o diretor presidente do Instituto Tarcísio Vasco Michelon, Tarcísio Michelon.
 
PALESTRA SOBRE POLÍTICA ASSOCIATIVA  - NOVOS RUMOS
 
No último sábado (7), durante o V Congresso Brasileiro de Perícia Médica Previdenciária o diretor de Formação Profissional e Residência Médica da FENAM, Marlonei dos Santos, também presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias do Sul, realizou uma palestra sobre a "Política associativa - novos rumos".  Dr. Marlonei fez um histórico do movimento sindical desde a década de 30, a importância das lutas, das pautas de trabalho e os novos rumos.
 
“O foco agora é a MP 664 que está tramitando na Câmara dos Deputados, que propõe a privatização da perícia médica por uma instituição qualquer. Ao invés de abrir concurso, estão querendo privatizar”, destacou. O pleito pela realização de concurso público é uma das bandeiras de luta da FENAM em parceria com a ANMP, pois no entendimento das instituições esse projeto pretende acabar com a carreira dos peritos médicos na medida em que os atuais 4,1 mil profissionais que estão em exercício vão se aposentando.
 
Outro pronto discutido durante a palestra foi a análise da conjuntura nacional e a convocação para a participação do movimento das ruas, no próximo dia 15 de março, contra a atual gestão do Governo Federal.

Fonte: ANMP e Valéria Amaral - 09/03/2015