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sexta-feira, 13 de março de 2015

Rede Hemepar teve o maior investimento em infraestrutura de sua história

Em quatro anos, Rede Hemepar teve o maior investimento em infraestrutura de sua história.Foto: SESA
A Rede Hemepar – responsável pela captação, processamento, armazenamento e distribuição de sangue e hemoderivados no Paraná – recebeu nos últimos quatro anos o maior investimento em infraestrutura de sua história. Foram aplicados R$ 48 milhões em recursos estaduais para aquisição de novos equipamentos, reforma e ampliação de estrutura física e capacitação profissional de seus profissionais. Para 2015, estão previstos mais R$ 6 milhões em investimentos na área. 

“O Hemepar é referência no país e além de suprir a necessidade de sangue e hemoderivados para os hospitais do Sistema Único de Saúde paranaense, oferece serviços aos bancos de sangue privados como Banco de Fenotipados e identificação de anticorpos irregulares, serviços de alta complexidade na área”, explica o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. 

Com o crescimento dos investimentos, foi possível ampliar em 30% as coletas em todas as regiões do Estado. Com isso, puderem ser reduzidas as coletas externas, feitas com equipes do Hemepar nos ônibus adaptados para a função. 

“O aumento do número de doadores, mesmo nas vésperas de feriados prolongados ou período de férias, tem mantido os estoques de sangue em níveis seguros, sem a necessidade de deslocamento das equipes”, informa a diretora em exercício do Hemepar, Eliane Rocha. 

“Investimos em equipamentos que garantem segurança ao processo de doação, processamento e distribuição de sangue e também em mais conforto aos nossos servidores e doadores, como a aquisição de novas poltronas, aparelhos de ar-condicionado, entre outros itens”, disse a diretora.

EM NÚMEROS – Criado em 30 de março de 1982, o Hemepar atualmente é formado pelo hemocentro coordenador, de Curitiba, quatro hemocentros regionais, sete hemonúcleos e 10 unidades de coleta e transfusão, estrategicamente localizadas no interior do Estado. 

Todas as unidades da hemorrede recebem mensalmente 16 mil pessoas aptas a doar sangue. Além disso, são realizados 125 mil exames sorológicos, 34 mil processamentos de hemocomponentes e 26 mil transfusões de sangue. 

A rede atende ainda 1.293 pacientes portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias, conhecidas como doenças do sangue, e que precisam de hemoderivados para sobreviver. 

Fonte: SESA/PR

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Estado investe R$ 2 milhões no Hospital Adauto Botelho


Estado investe mais de R$ 2 milhões em melhorias no Hospital Adauto Botelho.Foto: SESA
Único hospital psiquiátrico do governo estadual, o Hospital Colônia Adauto Botelho (HCAB), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, tem recebido uma série de investimentos em mobiliário e estrutura física. Em dois anos, são mais de R$ 2 milhões em recursos aplicados para obras de reforma, reparos, além de aquisição de equipamentos.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, explica que os investimentos foram necessários porque o prédio onde funciona o hospital tem mais de 60 anos. “São melhorias necessárias que garantem mais segurança e conforto aos pacientes e funcionários que atuam no hospital”, afirmou.

Duas obras, no valor R$ 843 mil, já foram concluídas. Toda a infraestrutura elétrica do hospital foi reformada e a cozinha/copa ganhou um novo sistema de exaustão. A unidade recebeu ainda novo cabeamento elétrico, cabine de força, além de postes e luminárias. Reparos também foram feitos no gerador e no cabeamento de alta tensão.

Segundo o diretor-geral do hospital, Osvaldo Tchaikovski Júnior, as mudanças foram importantes para prevenir acidentes, visto que havia risco constante de sobrecarga elétrica. “O cabeamento original era da década de 50, quando o prédio foi construído. A fiação interna, por exemplo, era encapada com tecido, o que favorecia a ocorrência de curtos-circuitos”, disse.

NOVAS MELHORIAS – No dia 6 de janeiro foi iniciado o processo de substituição do sistema hidrossanitário externo do hospital, no valor de R$ 583 mil. As melhorias envolvem a troca de toda tubulação de entrada e saída de água e esgoto, construção de uma caixa d’água elevada com capacidade de 30 mil litros e substituição de caixas de concreto e de fibra de cimento. A previsão é que o trabalho seja finalizado em abril.

Também já foram licitadas a instalação de novos toldos; a pintura e revitalização das paredes internas e externas do prédio e a recuperação das áreas de circulação (corredores), cozinha e refeitório dos servidores.

“Esta é a primeira grande revitalização deste gênero desde a construção do hospital, em 1954. O objetivo é melhorar a ambientação dos espaços, tornando tudo mais agradável”, ressaltou Tchaikovski. Nessas obras, o Estado está investindo cerca de R$ 509 mil.

EQUIPAMENTOS – Quanto ao mobiliário, o hospital recebeu um conjunto de itens, no valor de R$ 120 mil, para melhorar as condições de trabalho dos funcionários. Foram adquiridas 26 estações de trabalho, 80 mesas com quatro bancos para o refeitório, 112 cadeiras (tubular e de escritório), 22 sofás, 20 longarinas e 50 roupeiros de aço.

ESCOLA – Outra obra licitada recentemente é a reforma do prédio da Escola de Saúde Pública do Paraná, no bairro Tarumã, em Curitiba. O trabalho deve ser iniciado ainda neste primeiro semestre e terá investimento total será de R$ 280 mil.


Fonte: AENotícias

segunda-feira, 12 de julho de 2010

União terá que aplicar no mínimo 18% de sua receita na Saúde

Fonte: Fala Médico via Agência Senado

A União deverá aplicar, anualmente, o montante mínimo de 18% de sua receita líquida em ações e serviços de saúde, conforme prevê proposta aprovada na última quarta-feira (7) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)do Senado Federal, e que segue agora para análise de mais duas comissões: Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS).

Pelo Projeto (PLS 156/07 – Complementar), do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), os Estados e o Distrito Federal não poderão aplicar menos de 12%, e os municípios, menos de 15%, anualmente, de vários impostos que a eles cabem constitucionalmente, em ações e serviços de saúde. Os recursos deverão ser repassados diretamente ao Fundo de Saúde, vinculado ao Sistema Único de Saúde.

Entre as ações e serviços de saúde, está a atenção integral e universal à saúde em todos os níveis de complexidade, inclusive a assistência terapêutica e a recuperação de deficiências nutricionais; a capacitação de profissionais de saúde do SUS; o saneamento básico e do meio-ambiente dos distritos sanitários especiais indígenas e ainda ações vinculadas diretamente ao controle de vetores de doenças.

Fiscalização

Pela proposta, qualquer cidadão poderá fiscalizar a aplicação desses recursos, por meio da prestação de contas dos poderes públicos, que deverá constar inclusive em meios eletrônicos.

O projeto regulamenta o artigo 198 (§ 3º) da Constituição, que trata de recursos mínimos a serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde. Na justificação a seu projeto, Marconi Perillo lembra que a Emenda Constitucional 29/00 foi um importante marco para a construção do SUS e seu projeto representa “outro passo fundamental na direção da consolidação do SUS, uma vez que ele é imprescindível para eliminar as controvérsias existentes quanto ao montante e à forma de aplicação dos recursos em saúde, nas três esferas do governo”.

Em seu parecer favorável ao projeto, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) lembra que, atualmente, as formas de cálculo dos montantes mínimos a serem aplicados em ações e serviços públicos de saúde ainda são as determinadas pelo artigo 77 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que deveriam vigorar somente até 2004.

“Na ausência de lei complementar, contudo, as regras foram prorrogadas e aplicadas de maneira simples, sem detalhamentos, o que gerou espaço para interpretações dúbias e conseqüente perda de recursos do SUS”, explicou a relatora.

O projeto de Marconi tramita em conjunto com o Projeto de Lei (PLC 89/07) Complementar, de autoria do ex-deputado Roberto Gouveia.