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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Novos equipamentos vão agilizar distribuição de sangue na rede Hemepar


saO Governo do Estado investe mais R$ 730 mil na modernização da estrutura para o processamento do sangue coletado e distribuído pela rede Hemepar. São 26 aparelhos de última geração adquiridos pelo Estado para agilizar o descongelamento das bolsas de plasma e crioprecipitado, dois componentes retirados do sangue e que são essenciais para o tratamento de pacientes com quadros graves de hemorragia. 

A partir desta semana, todas as 22 unidades do Hemepar espalhadas pelo Paraná devem receber os novos equipamentos, além da agência transfusional do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, que também será beneficiado. A intenção é acelerar o processo de preparação dos hemocomponentes para o uso efetivo dos pacientes que necessitam de proteínas de coagulação. 

REESTRUTURAÇÃO - O diretor-geral da Secretaria Estadual da Saúde, Sezifredo Paz, afirma que os investimentos refletem o compromisso do Governo do Estado em dar continuidade à ampla reestruturação do Hemepar, iniciada em 2011. “Em quatro anos, construímos novas unidades, reformamos as que já existiam e garantimos uma série de equipamentos para fortalecer todo o ciclo do sangue. Foi dessa forma que conseguimos aumentar o número de doadores fidelizados e salvar cada vez mais vidas”, afirmou. 

,3eSezifredo explica que o objetivo é trazer o que há de melhor em tecnologia para a hemorrede estadual. “Prezamos pela qualidade e segurança dos serviços prestados e, por isso, estamos renovando permanentemente o nosso parque tecnológico, buscando sempre a excelência na coleta, processamento e distribuição do sangue e seus derivados”, completou. 

AGILIDADE – Para não perder a validade, tanto o plasma quanto o crioprecipitado devem ser congelados imediatamente após o fracionamento do sangue coletado. “Nesta condição, eles podem ser conservados por um período de até dois anos, dependendo da temperatura do refrigerador”, esclarece o diretor-geral do Hemepar, Paulo Hatschbach. 

Atualmente, o descongelamento destes componentes é feito através da técnica de banho-maria e leva em média 30 minutos. Com o novo descongelador, este tempo será reduzido em até cinco vezes, permitindo que as bolsas cheguem mais rápido ao receptor. 

SEGURANÇA – Hatschbach explica ainda que, diferente do que ocorre hoje, as bolsas de plasma e crioprecipitado não precisarão mais entrar em contato direto com a água, o que tornará todo o processo ainda mais seguro. “O mecanismo deste equipamento diminui o risco de contaminação. Poucos bancos de sangue do Brasil utilizam esta tecnologia”, reforçou.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Rede Hemepar teve o maior investimento em infraestrutura de sua história

Em quatro anos, Rede Hemepar teve o maior investimento em infraestrutura de sua história.Foto: SESA
A Rede Hemepar – responsável pela captação, processamento, armazenamento e distribuição de sangue e hemoderivados no Paraná – recebeu nos últimos quatro anos o maior investimento em infraestrutura de sua história. Foram aplicados R$ 48 milhões em recursos estaduais para aquisição de novos equipamentos, reforma e ampliação de estrutura física e capacitação profissional de seus profissionais. Para 2015, estão previstos mais R$ 6 milhões em investimentos na área. 

“O Hemepar é referência no país e além de suprir a necessidade de sangue e hemoderivados para os hospitais do Sistema Único de Saúde paranaense, oferece serviços aos bancos de sangue privados como Banco de Fenotipados e identificação de anticorpos irregulares, serviços de alta complexidade na área”, explica o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. 

Com o crescimento dos investimentos, foi possível ampliar em 30% as coletas em todas as regiões do Estado. Com isso, puderem ser reduzidas as coletas externas, feitas com equipes do Hemepar nos ônibus adaptados para a função. 

“O aumento do número de doadores, mesmo nas vésperas de feriados prolongados ou período de férias, tem mantido os estoques de sangue em níveis seguros, sem a necessidade de deslocamento das equipes”, informa a diretora em exercício do Hemepar, Eliane Rocha. 

“Investimos em equipamentos que garantem segurança ao processo de doação, processamento e distribuição de sangue e também em mais conforto aos nossos servidores e doadores, como a aquisição de novas poltronas, aparelhos de ar-condicionado, entre outros itens”, disse a diretora.

EM NÚMEROS – Criado em 30 de março de 1982, o Hemepar atualmente é formado pelo hemocentro coordenador, de Curitiba, quatro hemocentros regionais, sete hemonúcleos e 10 unidades de coleta e transfusão, estrategicamente localizadas no interior do Estado. 

Todas as unidades da hemorrede recebem mensalmente 16 mil pessoas aptas a doar sangue. Além disso, são realizados 125 mil exames sorológicos, 34 mil processamentos de hemocomponentes e 26 mil transfusões de sangue. 

A rede atende ainda 1.293 pacientes portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias, conhecidas como doenças do sangue, e que precisam de hemoderivados para sobreviver. 

Fonte: SESA/PR