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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Microcefalia - Casos suspeitos chegam a 4.107 em todo o país

Boletim divulgado nesta terça-feira (23) aponta também 950 notificações descartadas e 583 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso
Casos suspeitos de microcefalia chegam a 4.107 em todo o país
Os casos suspeitos de microcefalia em investigação pelo Ministério da Saúde e os estados chegam a 4.107 em todo o país. Os números fazem parte do Informe Epidemiológico de Microcefalia, divulgado nesta terça-feira (23). O boletim aponta, ainda, que 950 notificações já foram descartadas e 583 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita.


Os 583 casos confirmados ocorreram em 235 municípios, localizados em 16 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rondônia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Já os 950 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.

Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

Os 4.107 casos em investigação representam 72,8% do total acumulado de 5.640 casos notificados desde o início das investigações em 22 de outubro de 2015 até 20 de fevereiro de 2016. O total notificado está distribuído em 1.101 municípios de 25 unidades da federação. Amapá e Amazonas são os únicos estados da federação que não tem nenhum registro de casos.

Ao todo, foram notificados 120 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 30 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 80 continuam em investigação e 10 já foram descartados.

Do total de confirmados, 67 foram notificados por critério laboratorial específico para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês, cujo diagnóstico final foi de microcefalia.

Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus Zika 22 unidades da federação. São elas: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Também houve a confirmação de transmissão do vírus em 29 países nas Américas.

ORIENTAÇÃO – O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.



Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 20 de fevereiro de 2016
Regiões e Unidades Federadas
Casos  de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita
Total acumulado de casos notificados de 2015 a 2016
Em investigação
Confirmados
Descartados
Brasil
4.107
583
950
5.640
Alagoas
102
25
85
212
Bahia
582
120
73
775
Ceará
256
33
46
335
Maranhão
151
14
16
181
Paraíba
440
59
291
790
Pernambuco
1.188
209
204
1.601
Piauí
81
32
14
127
Rio Grande do Norte
275
76
23
374
Sergipe
178
0
10
188
Região Nordeste
3.253
568
762
4.583
Espírito Santo
62
3
8
73
Minas Gerais
27
0
38
65
Rio de Janeiro
250
2
4
256
São Paulo
119
0
30
149
Região Sudeste
458
5
80
543
Acre
26
0
0
26
Amapá
Sem registro
Sem registro
Sem registro

Amazonas
Sem registro
Sem registro
Sem registro

Pará
10
1
0
11
Rondônia
10
1
0
11
Roraima
11
0
0
11
Tocantins
95
0
17
112
Região Norte
152
2
17
171
Distrito Federal
5
0
19
24
Goiás
80
6
2
88
Mato Grosso
123
0
50
173
Mato Grosso do Sul
5
1
5
11
Região Centro-Oeste
213
7
76
296
Paraná
2
0
13
15
Santa Catarina
0
0
1
1
Rio Grande do Sul
29
1
1
31
Região Sul
31
1
15
47

Fonte: Agência Saúde

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Casos de dengue sobem 48% em janeiro em todo o país


De 3 a 23 de janeiro deste ano foram registrados 73.872 casos prováveis de dengue em todo o Brasil. No mesmo período do ano passado, o número de casos prováveis foi 49.857. Os números, divulgados hoje (12) pelo Ministério da Saúde, mostram um avanço de 48% nas infecções por dengue no país.

De acordo com o boletim epidemiológico, o Sudeste registrou o maior número de casos notificados (45.315 casos; 61,3% do total), seguido pelas regiões Centro-Oeste (10.372 casos; 14%), Nordeste (7.862 casos; 10,6%), Sul (6.889 casos; 9,3%) e Norte (3.434 casos; 4,6%). Ao todo, 5.777 casos suspeitos de dengue foram descartados.

A análise da incidência de casos prováveis de dengue (número de casos por cada 100 mil habitantes.), segundo regiões geográficas, demonstra que o Centro-Oeste e o Sudeste apresentam as maiores incidências: 67,2 casos/100 mil hab e 52,8 casos/100 mil hab, respectivamente, mantendo a tendência identificada em 2015.

Entre os estados, as maiores incidências de casos prováveis estão em Mato Grosso do Sul (114,8 casos/100 mil hab), Tocantins (103 casos/100 mil hab), Espírito Santo (93,5 casos/100 mil hab) e Minas Gerais (93,3 casos/100 mil hab).

Já os municípios com as maiores incidências acumuladas de dengue são Rancho Alegre (PR), com 3.609 casos/100 mil hab.; Ubá (MG), com 608 casos/100 mil hab.; Ribeirão Preto (SP), com 338,9 casos/100 mil hab; e Belo Horizonte (MG), com 193,7 casos/100 mil hab.

Durante as primeiras semanas de 2016, também foram confirmados nove casos de dengue grave e 137 casos de dengue 'com sinais de alarme' que, conforme classificação do Ministério da Saúde, são casos que exigem mais atenção e cuidados, pois podem evoluir para um quadro grave. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 80 casos de dengue grave e 542 casos de dengue com sinais de alarme.

A região com maior número de registros de casos de dengue grave ou com sinais de alarme é o Centro-Oeste (dois graves; 78 com sinais de alarme), com a seguinte distribuição: Goiás (um grave; 58 com sinais de alarme), Distrito Federal (15 com sinais de alarme), Mato Grosso (cinco com sinais de alarme) e Mato Grosso do Sul (um grave).

O boletim aponta ainda a confirmação de quatro óbitos por dengue, o que representa uma redução de 92% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 50 óbitos.

Entretanto, existem 45 casos de dengue grave ou com sinais de alarme e 18 óbitos em investigação que, segundo o ministério, podem ser confirmados ou descartados nas próximas semanas.


Fonte: Agência Brasil

País terá neste sábado Dia de Mobilização para Combate ao Aedes aegypti


Brasília - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, abre mobilização contra o mosquito Aedes aegypti com os servidores, no anexo do ministério (Elza Fiúza/Agência Brasil)
Campanha vai mobilizar famílias no combate ao mosquito transmissor
do Zika, que também é vetor da dengue e da chikungunya
O governo federal promove neste sábado (13) o Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti. A ideia é mobilizar famílias no combate ao mosquito transmissor do Zika, que também é vetor da dengue e da chikungunya. Três milhões de famílias deverão ser visitadas em suas casas, em 350 municípios.

Para isso, a presidenta Dilma Rousseff determinou o deslocamento de seus ministros a vários estados a fim de participar ativamente da mobilização, conversando com prefeitos, governadores e batendo nas portas das casas. Os destinos de alguns membros do primeiro escalão já foram definidos, como os do titular da Saúde, Marcelo Castro, que seguirá para Salvador, e do chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, que irá a São Luís.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, irá para Aracaju; a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, visitará o Recife; o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, participará da ação em Maceió, e Ricardo Berzoini, titular da Secretaria de Governo da Presidência da República, viajará a Manaus.

As Forças Armadas deslocaram cerca de 220 mil militares para a ação. Eles vão acompanhar os agentes de saúde no trabalho de conscientização, casa a casa. Foram usados dois critérios para definir as cidades que serão visitadas na campanha; municípios com a presença de unidades militares e os com maior incidência do mosquito Aedes aegypit, conforme dados do Ministério da Saúde.O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, por sua vez, irá a São Paulo. Ele vai se encontrar com o governador do estado, Geraldo Alckmin, em Campinas. “Estaremos presente nos estados. Acho que a presença dos ministros é um testemunho do compromisso e do esforço do governo federal para a contenção do mosquito e dos males que ele causa”, afirmou Rebelo.

“A campanha é de mobilização, de convocar a população a fazer parte do esforço de combate ao mosquito e essa mobilização terá que ser feita de casa em casa. Nosso propósito é alcançar pelo menos 3 milhões de domicílios e distribuir pelo menos 4 milhões de folhetos neste sábado”, acrescentou Aldo Rebelo.

Emergência internacional
No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo vírus Zika. A situação é preocupante, segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, por causa de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápidom além da possibilidade de disseminação global da doença.

Transmitido pelo Aedes aegypiti, o mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o Zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação, no entanto, é a relação entre o Zika e a ocorrência de microcefalia.

Elza Fiúza/Agência Brasil


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Mobilização dos médicos residentes paralisa os serviços em todo o país


Foto: Movimento de paralisação 

Cerca de 30 mil médicos residentes do Sistema Único de Saúde (SUS) paralisaram os seus serviços em todo o Brasil, nesta quinta-feira (24). Parte desses profissionais fez concentração em frente ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), em Brasília. O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SINMED/RJ) acompanhou e apoiou o movimento.

Durante esta quinta-feira (24), o diretor do SINMED/RJ e diretor da FENAM, José Alexandre Romano, participou da reunião da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), buscando negociar o aumento da representação das entidades médicas na composição da Comissão e garantia do fim da Câmara Recursal, que atua dentro da CNRM, que é uma das reivindicações da categoria.

“Após quase 40 anos, conseguimos, através da intervenção da FENAM, apoiar a proposta dos médicos residentes de fazer a paralisação. Até o dia de hoje, as plenárias da comissão eram fechadas. Hoje foi um dia histórico,. Rompemos essa barreira”, declarou Romano.

No Rio de Janeiro, cerca de 800 médicos participaram de uma concentração em frente à sede do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) e depois seguiram até o Palácio Guanabara. O diretor do SINMED/RJ, Norival dos Santos, participou da manifestação. “Foi uma mobilização muito grande. A primeira de muitas”, elogiou. Os médicos residentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também realizaram manifestação em frente ao hospital.

O movimento é organizado pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). O efetivo mínimo para atendimentos de urgência e emergência de 30% está sendo mantido. A retomada dos demais atendimentos está programada para esta sexta-feira (25).

O diretor da Associação de Médicos Residentes do estado do Rio de Janeiro (Amererj), João Felipe Zanconato, alertou para a importância de mobilizações no âmbito nacional. “O movimento nacional dos médicos já conseguiu derrubar o decreto presidencial que cria o Cadastro Nacional de Especialistas. Agora, aguardamos uma resposta positiva para as nossas reivindicações”, disse Zanconato.

Outras reivindicações dos médicos residentes são: a fiscalização imediata de todos os programas de Residência Médica antes da abertura de novas vagas; plano de carreira e de valorização para os preceptores; plano de carreira nacional para médicos do SUS; o fim imediato da carência de dez meses (INSS) e isonomia da bolsa de Residência Médica com a bolsa do programa Mais Médicos.

Fonte: Sinmed/RJ - 25/09/2015

Segunda dose da vacina contra o HPV está disponível para meninas em todo país

Vacina HPV. Foto: ABr
Meninas de 9 a 11 anos que tomaram a primeira dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) devem retornar aos postos de saúde ou salas de vacinação para tomar a segunda dose. O HPV é um dos causadores do câncer de colo de útero. A imunização está disponível em todos os postos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e, além disso, o Ministério da Saúde recomenda aos estados e municípios que façam parcerias com escolas públicas e privadas para realizar campanhas de vacinação no ambiente escolar.

O Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, falou hoje (25), em entrevista, sobre a importância de dar continuidade ao tratamento – com as segunda e terceira doses – e da parceria com as escolas, que concentra o público-alvo. "A nossa mobilização é para fugir do setor saúde e deixarmos o envolvimento com o setor educação. Não se trata de uma campanha, agora se trata de uma rotina. Independente daquelas que tomaram a primeira dose, todas devem vir tomar a vacina”, disse o secretário.

Até agosto, 2,5 milhões de meninas entre 9 e 11 anos foram vacinadas contra HPV, o que representa 50,4% do público-alvo (4,9 milhões). No ano passado, quando a vacina foi disponibilizada no SUS, 100% do público estimado foi vacinado com a primeira dose, alcançando 5 milhões de meninas de 11 a 13 anos. Entretanto, apenas 3 milhões (60%) procuraram uma unidade de saúde para tomar a segunda dose, sendo que a meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público–alvo.

Para Nardi, é fundamental que os pais se conscientizem da importância da imunização, que assegura nível de proteção acima de 90%, para meninas que não iniciaram a vida sexual. “Nós adquirimos 11 milhões de doses de vacinas neste ano para que todas as meninas que já tomaram a primeira dose [tomem a segunda] e as que não tomaram, possam vir para as salas de atendimento iniciar o tratamento”, completou.

A imunização gratuita contra o HPV é feita em três doses. Após a primeira, a menina recebe a segunda dose seis meses depois, e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil terá em média 15 mil casos de câncer do colo do útero por ano e 5 mil podem vir a óbito por diagnóstico tardio.

O secretário lembrou que o HPV e o câncer de mama também podem atingir os homens, que devem ficar atentos para um diagnóstico precoce. “É necessário que os homens se conscientizem de que eles também podem morrer de câncer de mama e HPV. Quando [as doenças] chegam neles já estão quase que em estado irreversível de cura. É necessário o uso de camisinha e da realização do exame de próstata", disse.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Into começa captação de ossos e tendões em todo o país

A cada doação, de 30 a 40 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) são beneficiados com transplantes

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), órgão do Ministério da Saúde sediado no Rio de Janeiro (RJ), expandiu para todo o Brasil a captação de ossos e tendões de seu Banco de Tecidos. Uma equipe médica começou a testar com êxito o piloto desse tipo de procedimento em maio, no município de Arapongas, interior do Paraná. Neste mês de julho, já estruturada, a captação em outros estados tornou-se rotina no Into.

Na prática, o Instituto amplia sua atuação no país e deixa de depender apenas das doações realizadas no estado. “Ao capacitar nossas equipes para ir a qualquer ponto do país fazer as captações, demos um passo crucial para contornar eventual escassez de doadores. Atendemos à necessidade do SUS como um todo em cirurgias ortopédicas que necessitem de um transplante, não só as que ocorrem dentro do Into. Disponibilizamos aqui material para transplantes para quaisquer hospitais que o realizem”, ressalta o diretor do Into, João Matheus Guimarães.

Único hospital brasileiro e um dos 19 do mundo que integram a International Society of Orthopaedic Centers (ISOC), que congrega os melhores hospitais de ortopedia existentes, o Into já capta, processa e disponibiliza tecidos humanos (nos quais estão incluídos ossos e córneas) há 16 anos. Uma única doação, sempre realizada sob autorização dos familiares de pacientes com morte cerebral, beneficia em média de 30 a 40 pessoas à espera dos mais variados tipos de transplantes ortopédicos pelo SUS.

Até agora, todas as captações de tecidos ósseos e tendões do Into tinham como origem doadores do estado do Rio de Janeiro. É essa limitação que o Into rompeu. Pacientes como a estudante universitária Mariana Flores, 20 anos, são os beneficiados desse tipo de ação. Ela precisou de transplante de fêmur aos 13 anos e novamente aos 15, depois de ser diagnosticada com tumor maligno. Nas duas cirurgias, utilizou material do Banco de Tecidos do Into.

“Hoje o meu dia a dia é normal, as cirurgias que fiz não me impedem de fazer nada. Faço academia e musculação, todas as minhas atividades, como qualquer outra pessoa”, conta ela, que decidiu cursar Medicina depois de passar três anos internada ou se recuperando de cirurgias no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e no Into. Hoje, é estudante da UERJ.

TABU – De 2010 a 2013, as doações vinham em crescimento. Em 2014, se estabilizaram. Neste ano, não há tendência de aumento. Segundo o chefe do Banco de Tecidos do Into, Rafael Prinz, este tipo específico de doação enfrenta ainda hoje um tabu. Em pesquisas prévias realizadas no próprio Into, sua equipe constatou que há receio da população de que os corpos dos doadores não sejam entregues íntegros às famílias. Isso porque as equipes médicas retiram ossos e tendões dos braços e pernas.

“Lidamos com o desconhecimento, com uma visão que, em relação aos transplantes de órgãos em geral, já foi até superada. A verdade é que na captação do que chamamos tecidos musculoesqueléticos (ossos e tendões), nas regiões onde ocorre o procedimento, é realizada a reconstrução com material sintético. Os corpos são sempre entregues íntegros”, esclarece Prinz.

O Into mantém equipes preparadas para realizar captações 24 horas por dia, 365 dias do ano. Todo o procedimento, desde a captação, processamento, armazenamento e distribuição do transplante é gratuito para o receptor.
 Fonte: Assessoria de Imprensa do Into

domingo, 12 de abril de 2015

Planos de saúde de todo o país vêm desligando médicos

Sindicato dos Médicos do Rio quer audiência na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para tratar desse assunto 


Foto: Elza Fiúra (ABr) 

Conforme noticiou o jornal O Extra, médicos de todo o Brasil estão sendo descredenciados de operadoras de saúde sem justificativas. Segundo a Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), o problema afeta os profissionais em várias regiões do país:

— Esse descredenciamento em massa de médicos, laboratórios e clínicas tem acontecido desde o fim do ano passado. É uma falta de respeito com os médicos e com os pacientes — opinou René Patriota, coordenadora executiva da Aduseps.

Uma dermatologista do Rio, que prefere não se identificar, recebeu uma carta da Bradesco Saúde recentemente, após três anos de parceria com a seguradora que comercializa planos de saúde. Para a médica, o desligamento — que foi informado por meio de uma carta-padrão (confira ao lado), explicando que a lista de profissionais credenciados seria reestruturada — é uma consequência da crise:

— Muitas empresas estão demitindo seus funcionários e até fechando as portas. Outras, por sua vez, suspendem os planos de saúde dos empregados. Com isso, as operadoras têm tido reduções nas carteiras de usuários, estendendo o problema aos médicos credenciados, que são desligados. É um efeito-dominó.

René Patriota lembra que os prejuízos em situações desse tipo são sentidos imediatamente pelos pacientes — que ficam sem o atendimento dos médicos em quem confiam — e pelos próprios profissionais de saúde, que sofrem quedas em seus rendimentos:

— Os médicos contam com aquela clientela e investem em consultórios, equipamentos e funcionários. De uma hora para outra, ficam sem a receita necessária para pagar essas despesas.
Para a coordenadora executiva da Aduseps, os descredenciamentos deveriam ser feitos em comum acordo entre empresas e médicos.

— Em 1994, eu fui descredenciada sumariamente de uma operadora. Entrei na Justiça e ganhei danos morais e materiais. Os médicos precisam aprender a exigir seus direitos — afirmou.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SINMED-RJ), Jorge Darze, informou que o sindicato está pedindo uma audiência na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para tratar desse assunto:

— Nós também vamos fazer uma assembleia geral para discutir o modelo de contrato ideal entre médicos e operadoras. Queremos acabar com esse desrespeito.

ANS esclarece regras

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) explicou que cada prestador de serviço descredenciado da rede de atendimento de uma operadora de saúde deve ser substituído por outro equivalente. Essa é uma medida que, até dezembro do ano passado, valia apenas para os serviços hospitalares (Lei 9.656/1998), mas foi ampliada pela Lei 13.003, que vigora desde o fim de 2014.

Com essa nova regra, passou a valer também a exigência de que as operadoras comuniquem aos consumidores sobre todas as substituições de prestadores de serviços não hospitalares – como clínicas, profissionais de saúde, serviços de diagnóstico por imagem e laboratórios. A comunicação deve ser feita com, no mínimo, 30 dias de antecedência.

A agência reguladora explicou que o plano de saúde será multado em R$ 30 mil, se não substituir o prestador, ou em R$ 25 mil, se não informar adequadamente aos clientes. Os interessados podem esclarecer dúvidas e registrar queixas pelo telefone 0800-7019-656 ou pelo endereço virtual www.ans.gov.br.

Empresas negam crise e dizem que obedecem às normas do setor

Abramge - A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa os planos de saúde, esclareceu que as negociações para o credenciamento da rede de atendimento são feitas entre o prestador de serviço e a operadora. Neste sentido, a entidade alega que não tem observado qualquer tendência de mais inclusões ou exclusões de médicos em suas diversas especialidades, ocorrendo apenas as movimentações normais do mercado. Quanto à suspeita de que a oferta de planos de saúde para funcionários de empresas vem diminuindo, a Abramge declarou que não percebe mudanças, já que este continua sendo um dos principais benefícios oferecidos pelas empresas para atrair profissionais.

Bradesco Saúde - De acordo com a operadora, nos últimos dois anos, foram referenciados mais de oito mil prestadores de serviços, o que significa uma taxa de crescimento de 10% ao ano. Em relação ao descredenciamento de profissionais médicos, a Bradesco Saúde garantiu que segue as regras estipuladas pela legislação e pela ANS.

Unimed-Rio - Segundo a cooperativa, não há nenhum movimento de desfiliação de médicos, e esse tipo de decisão só é passível de acontecer em situações de anormalidade, como quando o cooperado exerce atividade considerada prejudicial à cooperativa, quando deixa de exercer a atividade acordada ou quando descumpre disposições da lei ou do estatuto.

Golden Cross - A operadora informou que não identifica uma ação específica de descredenciamento de médicos no último ano ou mais recentemente. A empresa ressaltou ainda que, muitas vezes, é o médico referenciado que pede o descredenciamento e, em outras ocasiões, a própria operadora propõe o desligamento em locais onde não há demanda de atendimento por parte de seus clientes.

Sulamérica - A operadora de saúde também reforçou que a rede referenciada está de acordo com os padrões exigidos pela agência reguladora do setor. Segundo a empresa, é uma prática comum a SulAmérica periodicamente rever a rede de médicos credenciados para “readequar a oferta de profissionais de acordo com especialidade e região, sempre com o objetivo de manter a diversificação de serviços médicos em todas as regiões onde a companhia está presente”.

Fonte: Extra - 10/04/2015