Mostrando postagens com marcador Inca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inca. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Câncer infantil: taxa de cura no Brasil é a mesma há 30 anos

No Dia Internacional do Câncer Infantil, lembrado hoje (15), dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) estimam que, entre 2016 e 2017, vão ocorrer, por ano, cerca de 12,6 mil novos casos da doença em crianças e adolescentes no Brasil. Para a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), a falta de diagnóstico preciso e de medicamentos específicos dificultam o acesso a um tratamento adequado.

Segundo a presidenta da Sobope, Teresa Fonseca, não houve, no país, um aumento da taxa de cura como era esperado, se comparado a outros países. “Há 30 anos [a taxa] se mantém em uma linha reta, ela não avança em nenhuma região do país”, disse, explicando que em torno de 70% das crianças são curadas quando são diagnosticadas a tempo e tratadas em centros especializados. Fora desse contexto, a taxa de cura no Brasil é de 48%, estando muito aquém de países como Estados Unidos e Alemanha, onde cerca de 80% das crianças com câncer vencem a doença.

Para Fonseca, tanto o poder público quanto a sociedade científica têm que questionar a realidade brasileira e trabalhar por um diagnóstico preciso e inicial já que o câncer infantil tem uma evolução muito rápida. “O câncer pediátrico é uma doença aguda. Às vezes o profissional de saúde está com um caso suspeito, não tem muita clareza sobre o que fazer, e quanto mais ele demora, com exames e autorizações, a criança tem um atraso no diagnóstico, que é um tempo fundamental para ela”, afirmou.

Mesmo a Lei 12.732/12, que assegura aos pacientes com câncer o início do tratamento em, no máximo, 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário, não contempla a criança, segundo Fonseca, já que o câncer infantil pode evoluir muito de duas a três semanas.

A presidente da Sobope informou que o Ministério da Saúde está formalizando um protocolo que vai desde a atenção básica até os cuidados especializados, com centros especializados e redes estaduais para o diagnóstico e tratamento da doença. “Nós temos grandes centros de excelência, mas tem lugares sem estrutura mínima para atender crianças”, disse.

O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Além de uma linha de cuidados específica na atenção básica, Teresa Fonseca defende mais informações sobre a doença ainda dentro dos cursos de graduação de medicina, enfermagem e demais profissionais da saúde. “Muitos deles, quando se formam, nunca tiveram informação ou contato com o câncer infantil, porque os centros especializados pelo país são poucos, comparados ao número de cursos de graduação”, explicou.

Medicamentos

A presidente da Sobope conta que dois medicamentos para o tratamento do câncer infantil deixaram de ser fabricados no Brasil, a actinomicina e a L-Asparaginase, e que houve um desabastecimento desde setembro de 2015. Segundo ela, o Ministério da Saúde fez o pedido de importação e diversas crianças ainda aguardam sua a distribuição.

Entretanto, para Fonseca, é essencial que o Brasil incorpore novas tecnologias de tratamento, já aprovadas no exterior e que não foram liberadas aqui ou que, mesmo liberadas, possuem um alto custo. Ela cita, por exemplo, a terapia alvo baseada na biologia molecular, que atua no metabolismo da célula específica que sofreu a mutação, e por isso acaba sendo um tratamento mais caro do que a medicação convencional.

O câncer infantil no mundo

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, a cada ano, mais de 150 mil crianças são diagnosticadas com câncer em todas as regiões do mundo. “Por meio do acesso a serviços de saúde de qualidade, mais de 80% das crianças com câncer podem sobreviver, com direito a uma vida plena e saudável. Entretanto, muitas crianças em países de baixa e média renda não recebem tratamento completo e, como resultado, mais de 90% das mortes por câncer infantil são registrados em localidades com pouco recurso”, informou a organização, em nota.

Para este Dia Internacional do Câncer Infantil, a OMS pede contribuições para o cuidado com as crianças. “Uma resposta global é necessária para dar a cada criança a melhor chance de sobreviver e ficar livre do câncer – sensibilizando; melhorando o acesso à saúde; entendendo melhor porque e onde essas crianças são diagnosticadas, por meio do devido registro; e oferecendo a melhor possibilidade de tratamento, de cuidados paliativos e de apoio a essas crianças e suas famílias”, diz a nota.




Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dia Mundial do Câncer: causas relacionadas ao trabalho são destaque no 16º Congresso ANAMT

Câncer relacionado à atividade laboral representa 5% dos casos da doença

A criação de ambientes saudáveis aos trabalhadores, evitando a sua superexposição aos raios solares, é um dos temas do Dia Mundial do Câncer, a ser celebrado nesta quinta-feira (04 de fevereiro). Os trabalhadores mais afetados são os que executam suas atividades ao ar livre ou em áreas onde recebem grande reflexo da luz solar, ou ainda, aqueles que utilizam intensa radiação de UV. Profissionais expostos a estes agentes são, principalmente, agricultores, operários da indústria química e construção civil, trabalhadores de laboratório, mineradores, soldadores, entre outros.
A preocupação justifica-se, uma vez que o câncer ocupacional, relacionado à atividade laboral, representa aproximadamente 10% dos casos de câncer, segundo dados da publicação Diretrizes para a Vigilância do Câncer relacionado ao trabalho, de 2012, do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Com base no aumento dos casos de câncer relacionado ao trabalho, várias iniciativas vêm ganhando pauta por parte dos órgãos públicos e privados em todo o mundo. No Brasil, o trabalho é protagonizado pelo INCA, que se destaca por meio da campanha 2016-2018 em que pretende mostrar como todos – em grupo ou individualmente – podem fazer a sua parte para reduzir o câncer. Por isso, o tema escolhido foi: “Nós podemos. Eu posso”.
A discussão sobre o câncer relacionado ao trabalho será amplamente abordada no 16º Congresso Nacional ANAMT – evento organizado a cada três anos pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho – ANAMT. Faz parte da programação a participação do médico dinamarquês Johnni Hansen, especialista do Cancer Danish Society Research Center. Ele apresentará o debate “Câncer e trabalho em turnos e noturno – questões metodológicas” no painel “O crescimento das doenças não transmissíveis e a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras: o que fazer?”. Hansen também apresentará o tema "Câncer e trabalho em turnos e noturno" no simpósio "Trabalho em turnos e noturno e doenças crônicas"
O 16º Congresso Nacional ANAMT reúne os maiores especialistas em saúde e segurança ocupacional do Brasil e do exterior. Sob o tema central “Saberes e competências necessários para o cuidado da saúde dos trabalhadores”, o congresso acontece entre os dias 14 e 19 de maio, em Foz do Iguaçu. O evento é aberto a não associados da ANAMT e já recebe inscrições. Interessados em saber a programação completa e realizar inscrição podem acessar o site do evento http://www.congressoanamt2016.com.br/.
 São esperadas mais de duas mil pessoas neste que é considerado o maior evento da Medicina do Trabalho na América Latina. Delegações científicas internacionais também já confirmaram presença. Além da apresentação de trabalhos científicos, o 16º Congresso Nacional ANAMT terá dois dias de formação continuada, em um total de 30 cursos de aperfeiçoamento para os quais já é possível efetuar inscrição. A 40ª Prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho também acontecerá durante o Congresso. O edital e inscrições estarão disponíveis ainda em fevereiro, no site da ANAMT.
Além da discussão sobre câncer relacionado a trabalho, outros painéis de destaque do 16º Congresso Nacional ANAMT serão “O cuidado de quem cuida”, sobre as condições de trabalho dos médicos e demais profissionais da saúde; “O papel do médico do trabalho dentro de organizações: experiências inovadoras e perspectivas” e “Inovação e novas tecnologias em empresas saudáveis”.
Durante o Congresso, a ANAMT também organizará a Assembleia Geral e eleições para nova presidência e diretoria. Os eleitos para a gestão 2016-2019 serão apresentados no último dia do evento. Para mais informações sobre o 16º Congresso Nacional ANAMT, acesse: http://congressoanamt2016.com.br/ 

16º Congresso Nacional ANAMT
De 14 a 19 de maio de 2016
Foz do Iguaçu (PR)
Programação preliminar e mais informações em http://congressoanamt2016.com.br/


Fonte: ANAMT

Inca adere a campanha mundial contra câncer que tem foco na obesidade


obesidade
Nutricionista aponta relação entre obesidade e 
dez tipos de câncer        Arquivo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) aderiu à campanha da União Internacional para o Controle do Câncer, que este ano tem como foco o controle da obesidade. A campanha “Eu posso, nós podemos” terá duração de três anos.

A nutricionista Maria Eduarda Melo, da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do Inca, afirmou hoje (4), Dia Mundial do Câncer, que existem evidências que relacionam o excesso de peso e a obesidade a dez tipos de câncer, entre os quais os de mama pós-menopausa, próstata, esôfago, cólon e reto, ovário, endométrio e rim, além de doenças crônicas não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares.

Segundo Maria Eduarda, quando se fala do controle da obesidade, é preciso discutir também a alimentação e a falta de atividades físicas, "porque são fatores relacionados”. Porém, essa relação ainda não é reconhecida pela população, disse a nutricionista. Dependendo da alimentação e do peso corporal, a pessoa pode aumentar, ou reduzir, as chances de desenvolver um câncer, acrescentou.

Atualmente, cerca de 57% da população adulta brasileira têm excesso de peso. Para Maria Eduarda, o grande problema é que os padrões alimentares dos brasileiros vêm mudando e, cada vez mais, as pessoas consomem menos produtos in natura ou minimamente processados, que seriam as frutas, legumes, verduras, preparações tradicionais como arroz e feijão e mandioca. E aumenta o consumo de alimentos ultraprocessados, prontos para aquecer ou consumir, em que não há necessidade de nenhum preparo.

Produtos utraprocessados são muito relacionados à obesidade por conterem altos teores de açúcar, gordura vegetal hidrogenada e sódio, além de elevada densidade calórica. De acordo com Maria Eduarda, na década de 80, esses alimentos contribuíam com 8% da ingestão de energia do brasileiro. O percentual subiu para 30% na primeira década dos anos 2000. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, por volta de 2008/2009, um terço da ingestão de energia vinha de produtos ultraprocessados, que não são considerados saudáveis.
alimentação
Campanha sugere consumo de alimentos saudáveis e prática de exercícios físicos    Arquivo/Agência Brasil


Para a nutricionista, o importante é ter um ambiente que favoreça melhores escolhas alimentares. Isso é essencial porque se sabe que os principais determinantes de uma escolha são o acesso e o preço, ressaltou Maria Eduarda. “A disponibilidade que se tem de comprar alimentos saudáveis e o preço vão influenciar no nosso consumo”, acrescentou a nutricionista. Ela explicou que é preciso entender que a comida ultraprocessados favorece a obesidade e evitar bebidas e sucos artificiais, biscoitos industrializados, que contêm quantidade pequena do alimento original e vários aditivos, além de refeições do tipo fast-food (comida rápida).

A campanha mostra, de forma geral, o que as pessoas devem fazer para prevenir e controlar o câncer e como a sociedade organizada pode contribuir para isso, A mensagem do Inca é que uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas são o binômio-chave para a prevenção de vários tipos de câncer. De acordo com estimativa do instituto, cerca de 15 mil novos casos de câncer no Brasil em 2016 deverão ser atribuídos ao excesso de peso e à obesidade.

O Inca estima que haverá no Brasil, este ano, 61.200 novos casos de câncer de próstata, tipo da doença mais comum entre os homens, e 57.960 novos casos de câncer de mama, o mais incidente entre as mulheres. O câncer de intestino, que afeta o cólon e o reto, será o terceiro em incidência, com 34.280 novos casos – 16.660 em homens e 17.620 em mulheres.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Senado - Pesquisadores debatem substância apontada como eficaz contra o câncer

Audiência pública nesta quinta-feira (29), no Senado, permitiu amplo debate sobre a fosfoetanolamina sintética, a substância que vem sendo divulgada como eficaz no tratamento de diversos tipos de câncer e motivando uma enxurrada de ações judiciais iniciadas por pacientes que reivindicam o fornecimento da droga. Durante quase seis horas, falaram mais de 15 convidados, entre os quais os envolvidos nas pesquisas, gestores do governo federal e pacientes que falaram sobre os ganhos obtidos com a terapia experimental.
O representante do Ministério da Saúde, secretário da área de Ciência e Tecnologia, Adriano Massuda, confirmou que a pasta já criou uma força-tarefa para acompanhar os estudos com a substância e conceber estratégias para a produção. O representante do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Gelsio Luiz Quintela Mendes, manifestou a disposição do órgão em participar dos ensaios clínicos.
Os pacientes querem antes de tudo a garantia de entrega das cápsulas da substância, atualmente interrompida. Por força de decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Química em São Carlos, está obrigada a cumprir as mais de 1.200 liminares já expedidas. Nesse instituto, as cápsulas vinham sendo produzidas em pequena escala, com distribuição a pacientes.
Os representantes do governo, por sua vez, mostraram boa vontade em acelerar procedimentos para os testes clínicos, necessários para o registro definitivo do medicamento, assim como para garantir a sua produção. Já os pesquisadores querem a garantia da supervisão desses testes, que incluem o monitoramento de dados de pacientes, para avaliação da eficácia e da segurança do uso da substância.
A audiência foi realizada em conjunto pelas Comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e Assuntos Sociais (CAS). Assinaram os pedidos os senadores Ivo Cassol (PP-RO), que dirigiu os trabalhos, e ainda Ana Amélia (PP-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF), que preside a CCT.
- Conseguimos comover e, ao mesmo tempo, trazer os demais senadores para a realidade dos fatos. Tivemos depoimentos consistentes e verdadeiros, inclusive de pacientes que estão utilizando a fosfoetanolamina. Não é justo que, por uma coisa ou outra na USP, a droga não esteja sendo produzida. E não é apenas a USP que pode produzir – disse Cassol, avaliando a audiência.

Método

Um dos pesquisadores foi o professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, da USP, que desenvolveu método próprio para sintetizar a fosfoetanolamina, que imita a natural produzida pelo corpo humano, atuando para reforçar os mecanismos de defesa contra as células comprometidas. Além de explicar como a droga funciona, ele rebateu que durante as pesquisas não tenham sido realizados testes clínicos com pessoas.
Segundo Chierice, esses testes foram feitos em hospital em Jaú (SP), por meio de convênio com a USP, entre 1995 e 2000. Disse que os trabalhos seguiram as regras que se aplicavam à época, do Ministério da Saúde, antes que as pesquisas passassem a ser reguladas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ele, os estudos foram publicados e desfrutam de reconhecimento internacional. Sobre os relatórios produzidos no hospital, disse não saber o destino dado após o fim do convênio.
- O hospital nos usou como trampolim para ser hospital de pesquisa e deixou acabar. Não tem um dado clinico [hoje], mas tem muita gente que tomou [a substância] – disse.
Outro pesquisador, que continua na ativa em São Carlos e foi nos últimos anos o responsável direto pela produção das cápsulas distribuídas aos pacientes, confirmou que o laboratório local não está apto a produzir na quantidade demandada pelo conjunto de liminares que se multiplicaram desde a divulgação mais intensa sobre a droga na mídia.
- Não somos uma fábrica, somos um laboratório. O que tem de ser feito é sair da universidade, fabricar em outro local onde se possa aumentar a produção – afirmou.
Depois, em entrevista, ele confirmou informação divulgada por Cassol na audiência, que os pesquisadores estão dispostos a conceder autorização para a produção ser feita por outros laboratórios. Segundo ele, o grupo tem apenas uma condição: que seja montado um instituto para que esse mesmo grupo possa continuar atuando em conjunto, na pesquisa de outros fármacos. Além disso, reforçou o interesse do grupo na supervisão dos testes clínicas, agora segundo os critérios da Anvisa.
- Como tem muita gente contra, temos que tomar esse cuidado; de repente, podem boicotar uma pesquisa dessa e botar tudo a perder – observou.

Casos

Médicos da mesma rede de pesquisa apresentaram resultados da aplicação da droga em pacientes sob seus cuidados, com apresentação de exames de imagem e vídeos mostrando evolução positiva no tratamento. Um dos pacientes que relataram diretamente sua história médica foi a psicóloga Bernadete Cioffi, de São Paulo. Contou que teve câncer de mama e nenhuma das terapias a que se submeteu foi eficaz.
Com metástase óssea e já em tratamento paliativo, ela disse que passou a usar a fosfoetanolamina em setembro. Agora, já não precisa mais de cadeira de rodas e nem bengala usa. Também parou de usar medicamentos para as dores, que lhe causavam efeitos adversos, como relatou.
- Vim de São Paulo de avião, sozinha. Não precisei de nenhum suporte no aeroporto. O que quero é pedir às senhoras e senhores que não tirem de nós essa chance com a substância. Que eu possa continuar com o uso do ‘fosfo’, pelo menos para que eu não volte ao analgésico – disse, relatando que no momento só dispõe de duas cápsulas.

Anvisa

O presidente da Anvisa. Jarbas Barbosa Júnior, salientou a importância de regras e controles para desenvolvimento de medicamentos, sobretudo para os testes clínicos em humanos.  Segundo ele, o processo é complexo e visa garantir não só a eficácia para a doença, mas também a segurança quanto a efeitos adversos e mesmo de letalidade. Segundo ele, os critérios adotados são equivalentes aos dos países que adotam as melhores práticas.
Também afirmou que nunca chegou ao órgão qualquer pedido de autorização para testes clínicos com a fosfoetanolamina. Deixou claro, contudo, que o órgão confere prioridade a toda pesquisa e ensaio químico desenvolvido no país, e que esse tratamento será naturalmente adotado diante de eventual solicitação de testes com a droga experimental.
- Toda inovação radical, de substância fabricada no pais, é considerada uma prioridade e passa para o primeiro lugar da fila. O objetivo é estimular a inovação no país – salientou.
Jailson Bittencourt de Andrade, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, observou que a questão da fosfoetanolamina já está na pauta de debates nacional, inclusive nos três poderes da República, e alcançou também o exterior. Revelou que já havia sido solicitado a dar entrevista para grande jornal estrangeiro sobre o tema. Adiantou a disposição em trabalhar em parceria com outros ministérios e salientou que a pasta pode colaborar com sua rede de 16 laboratórios para a produção imediata da substância, se for o caso.
A senadora Ana Amélia citou nota emitida pela USP em que a instituição entre outros pontos, destaca que não foram realizados estudos clínicos e, portanto, ainda não é possível assegurar a eficácia e a segurança do uso da fosfoetanolamina. Por isso, salientou, o debate deve ser feito com racionalidade. Sobre a mesma nota, destacou trecho que a instituição se mostrou pouco comprometida com o desenvolvimento dos estudos.



Fonte: Agência Senado

domingo, 5 de julho de 2015

Campanha em redes sociais ajuda a aumentar cadastro de doadores de medula óssea

Instituto Nacional do Câncer e Ministério da Saúde querem 9 mil novos cadastros de doadores todos os anosArquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil
De janeiro a junho deste ano, 3.950 pessoas no Distrito Federal já haviam se cadastrado como no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). O número ganhou força após a divulgação de diversas campanhas em redes sociais. A avaliação é da hematologista e especialista em transplante de medula óssea da Fundação Hemocentro de Brasília, Flavia Zattar.

Segundo ela, campanhas como a do menino Tancrède, que sofre um tipo raro e agressivo de leucemia, têm gerado grande mobilização nas redes sociais – além de amigos da família, a campanha envolveu pessoas desconhecidas e mesmo famosos como os jogadores Kaká e Neymar. Pouco tempo depois, a criança encontrou um doador compatível para fazer o transplante.

A meta estabelecida pelo Instituto Nacional do Câncer e pelo Ministério da Saúde é 9 mil novos cadastros de doadores todos os anos. Para ser um candidato, é preciso ter 18 anos ou mais e comparecer ao hemocentro mais próximo portando um documento oficial com foto. Também é importante estar em bom estado de saúde e não utilizar medicamentos para tratar doenças crônicas.

“Uma pequena amostra de sangue será coletada e o resultado do exame é incluído no Redome. Quando um paciente precisa de transplante, é feita uma busca no cadastro para verificar se há um candidato cadastrado compatível. Havendo compatibilidade, o doador é convocado e novos testes são feitos. Por fim, ele é encaminhado ao centro de tratamento onde o paciente está sendo acompanhado”, explicou Flavia.

A especialista lembrou que fatores como a miscigenação da população brasileira ampliam a dificuldade para se encontrar um doador de medula compatível. Outro problema, segundo ela, envolve a atualização do cadastro por parte dos doadores, já que muitas pessoas mudam de endereço ou telefone, mas não comparecem ao hemocentro para manter as informações em dia.

Marciana de Pádua Frutuoso, 33 anos, sabe bem da necessidade e da importância de aumentar o número de novos doadores de medula no país. A filha Ana Clara, de 1 ano e 7 meses, foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda em novembro do ano passado, mas ainda não conseguiu encontrar um doador compatível para fazer o transplante.

“Desde fevereiro, começamos a correr atrás de um doador. Fizemos a campanha Ana Clara quer continuar sorrindo e divulgamos em redes sociais como o Facebook, Instagram e Twitter. Muita gente não vai se cadastrar por medo, mas a pessoa se cadastra só com 5 ml ou 10 ml de sangue e, se for compatível, vai ser chamada. Quem doa faz a operação e fica 24 horas em observação. Depois, leva uma vida normal. Acho que até mexer em dente dói mais.”

A recepcionista Maria da Luz Silva, 33 anos, passou por luta semelhante. A filha Vitória foi diagnosticada com leucemia em dezembro de 2013. A menina, na época com 1 ano, chegou a fazer quimioterapia e conseguiu controlar a doença, mas teve uma recaída em outubro do ano passado, quando os médicos constataram que ela precisaria de um transplante de medula.

“Já não havia mais tempo para a minha filha. A doença avançou muito rápido. É preciso lutar mais pelo transplante. Eu, meu marido e o irmão mais velho da Vitória não éramos compatíveis. Ela encontrou um doador 90% compatível, mas já estava com uma alta taxa de células cancerígenas. Fizemos tudo o que podíamos”, contou. Vitória morreu em abril deste ano.

“O recado que eu deixo para as pessoas que estão bem de saúde é que as crianças precisam muito delas. Eu não tenho câncer, você não tem, mas muitas crianças têm. Eu não conhecia o Redome antes de a minha filha ficar doente. Poucas pessoas têm essa informação e é preciso passar adiante. Eu perdi minha filha, mas há outras crianças que vão precisar de um doador.”


Fonte: Agência Brasil

domingo, 7 de junho de 2015

Pacientes com câncer podem recorrer à Justiça contra o SUS e planos de saúde


Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, indicam que, a cada ano, mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo, das quais cerca de 8 milhões morrem. Este ano, no Brasil, o Inca estima em 580 mil o número de novos casos da doença.

Os pacientes com câncer têm direitos que muitas vezes desconhecem, disse - em entrevista à Agência Brasil - a advogada Danielle Bitetti, especializada em direitos do consumidor e na área de saúde. É o caso de medicamentos de alto custo usados no tratamento da doença, que são negados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou de planos de saúde que não concedem o custeio de medicamentos importados.

Nesses casos, quem está doente pode recorrer à Justiça em busca de seus direitos. “Pode entrar, sim. Tanto contra o SUS, como contra os planos de saúde. Sempre que ele tiver um tratamento negado, tanto de medicamento como de quimioterapia ou radioterapia, mesmo que seja de uso oral ou domiciliar, ele deve procurar a Justiça, porque tem o direito de fazer o melhor tratamento que foi solicitado pelo médico que o acompanha e não o que o plano escolher para ele”. Danielle esclareceu que as condutas do SUS e das operadoras de planos de saúde são consideradas abusivas pelos órgãos de defesa do consumidor.

Salientou que existe prioridade no atendimento da Justiça a pacientes com câncer. “Todos os pacientes em tratamento de câncer que necessitam ingressar com ação têm prioridade na tramitação. O pedido de liminar geralmente sai entre 24 e 48 horas após a distribuição da ação. Ele tem garantido o tratamento logo que ingressa com a ação, enquanto o processo tem o trâmite normal”.

A advogada acrescentou que os processos que envolvem direitos à saúde têm um trâmite mais rápido em relação aos demais. Eles costumam ser encerrados no prazo de um a dois anos. “E muitas vezes, o processo se encerra mais rápido ainda, dependendo do fórum em que cair e do cartório em que tramitar a ação”.

Ressaltou que, uma vez garantida a liminar, o paciente não precisa se preocupar com o trâmite da ação, “porque o tratamento dele vai estar garantido desde o início”.

Entre outros direitos dos pacientes com câncer está o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), sempre que for necessário, até que o doente tenha a alta médica definitiva. O benefício é garantido pela lei número 8.922/94 e pelo decreto 5.860/2006. “Ele tem direito de sacar o FGTS para seu benefício. E caso não consiga, pode ingressar com uma ação, solicitando os valores”.

Além disso, os pacientes têm o direito à circulação livre de carro, mesmo em dias de rodízio, em cidades que adotam esse sistema. Para isso, eles têm que cadastrar previamente o veículo utilizado nos órgãos competentes. Há isenção também do Imposto de Renda na aposentadoria para os portadores da doença aposentados ou pensionistas, “mesmo que o diagnóstico tenha sido dado após a aposentadoria. Basta ele comunicar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”.

A advogada lembrou, ainda, que, se houver alguma limitação devido ao tratamento do câncer, por quimioterapia ou radioterapia, o paciente poderá ainda comprar veículos novos adaptados com desconto de impostos. Para isso, é necessário observar a legislação vigente em cada estado e no Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 26 de maio de 2015

Inca vai tratar câncer de pele não agressivo sem cirurgia

Após o êxito de projeto-piloto realizado em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), do Ministério da Saúde, passa a ter um ambulatório específico para tratamento de doentes com câncer de pele não agressivo, utilizando a terapia fotodinâmica.
O tratamento com o novo medicamento começa no dia 3 de junho, e funcionará sempre às quartas-feiras. O chefe da Seção de Dermatologia do Inca, Dolival Lobão, informou hoje (26) que a principal vantagem da terapia fotodinâmica é tratar o câncer de pele sem invasão, ou seja, sem cortar o paciente. “Não tem bisturi”, afirmou.
Segundo o médico, é espalhado um creme no local afetado, que é absorvido pelas células cancerosas. Em seguida, as lesões são expostas a uma luz especial. Por meio de um processo de reação fotoquímica, somente as células cancerosas que receberam o creme são destruídas. “Tem uma destruição seletiva do câncer. A grande vantagem é que você destrói só as células cancerosas”, explicou.
Em comparação ao tratamento invasivo, que abrange a cirurgia clássica, a vantagem da terapia fotodinâmica é que não precisa dar uma margem de pele sadia. “Você não perde tecido sadio, porque só destrói o que é câncer”.
Outra vantagem é que não se utiliza anestesia nesse tratamento moderno, que já é usado em todo o mundo, e em alguns locais no Brasil. “Agora, estamos introduzindo realmente no Inca um ambulatório especial”. Os pacientes submetidos a esse tratamento ficam sem cicatrizes. Nos primeiros 60 dias, a área onde havia lesões apresenta vermelhidão que, no entanto, desaparece com o tempo.
Como se trata, porém, de um tratamento ainda bastante caro, que usa lâmpada (aktilite) e creme importados, a terapia fotodinâmica só será utilizada, a princípio, em câncer de pele não melanoma, superficiais, e pré-câncer. Cada duas gramas do creme Metvix (cloridato de aminolevulinato de metila) custa em torno de R$ 1 mil.
Lobão disse que a lesão tratada com a terapia fotodinâmica apresenta prazo máximo de um mês para que o paciente esteja livre do câncer, sem cicatriz. “Fazemos o procedimento em um dia, o paciente volta uma semana depois, durante a qual são feitos curativos, porque a lesão fica irritada, e no prazo máximo de um mês ele está livre de tudo, sem cicatriz, sem nada”.
Devido ao elevado valor, o tratamento não será aplicado em todos os casos. “Vamos aplicar em um caso que seja a melhor opção terapêutica", destacou o oncologista. A lâmpada que será usada pelo Inca na terapia fotodinâmica foi doada à instituição pelo laboratório Galderma.
O creme foi adquirido pelo instituto. Como o ambulatório especial terá capacidade para atender entre um e dois pacientes por semana, o médico estimou que o estoque do Metvix é suficiente para garantir o trabalho durante um ano. Ele espera sensibilizar a indústria em relação a futuras doações do produto, de modo a baratear o tratamento, e atender a um maior número de pacientes.
O Inca prevê que até o final do ano serão atendidos em torno de 580 mil novos casos no Brasil, dos quais cerca de 30%, ou o equivalente a 175 mil casos, serão câncer de pele. Lobão explicou que, dependendo das características, ele tem indicações específicas de tratamento.
Atualmente, existem cerca de seis opções de tratamento, como cirurgia e radioterapia. A terapia fotodinâmica é o tratamento ideal para o câncer superficial, não agressivo. "O primeiro procedimento é a classificação do tipo de câncer de pele, para que a indicação de tratamento seja o mais precisa possível", afirmou o oncologista.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Luiz Santini deixa a diretoria do Instituto Nacional do Câncer

O MPF moveu ação contra Luiz Antônio Santini
por contratação irregular de terceirizados

Segundo nota da Associação dos Funcionários do Instituto Nacional do Câncer, a saída de Santini foi decidida em reunião entre a diretoria do hospital e a Secretária de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Lumena Furtado, na tarde de ontem (13).Depois de nove anos à frente do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini deixou a diretoria geral do instituto. Por enquanto o cargo será ocupado interinamente pelo vice-diretor do hospital, Reinaldo Rondinelli. O Ministério da Saúde, à quem o hospital é subordinado, ainda não emitiu nota oficial, mas confirma a saída do diretor e que Rondinelli assume o cargo interinamente.

O Inca passou por uma greve no ano passado, na qual funcionários denunciaram a falta de medicamentos e insumos. Ainda em 2014, o Ministério Público Federal (MPF) moveu ação contra Santini por contratação irregular de terceirizados. Na ação, o MPF defende que, nos últimos anos, o Inca vem contratando terceirizados para executar funções de médicos, técnicos em enfermagem e fisioterapeutas, por intermédio da Fundação Ary Frauzino .

Em 2012, a Justiça, acatando pedido do MPF, concedeu liminar proibindo novas contratações de terceirizados pelo hospital e obrigando a imediata nomeação de aprovados nos concursos públicos. No entanto, segundo o Ministério Público, o instituto descumpriu a ordem judicial e contratou 64 funcionários, sem concurso.


Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

domingo, 8 de março de 2015

Caminhada arrecada recursos para o Instituto Nacional do Câncer

Mais de mil pessoas se inscreveram para participar hoje (8), na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio de Janeiro, da 11ª Caminhada Contra o Câncer – Walkathon. Promovido por alunos da Escola Americana, em conjunto com a Fundação do Câncer, parceira privada do Instituto Nacional de Câncer (Inca) do Ministério da Saúde há mais de 20 anos, o evento vai arrecadar recursos para a Seção de Oncologia Pediátrica do Inca, que conta com 36 leitos para internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. A largada ocorreu às 10h, no Parque dos Patins.

Na edição do ano passado, participaram 650 pessoas. Foram arrecadados com a iniciativa R$ 53 mil, repassados pela Fundação do Câncer para o Inca.

A gerente de Marketing e Captação de Recursos da Fundação do Câncer, Cláudia Gomes, salientou a evolução registrada desde edições passadas. “Em 2009, por exemplo, foram R$ 20 mil; em 2010, R$ 27 mil; em 2012, R$ 31 mil”.

O importante, disse, é que apesar de dispor de toda infraestrutura para o atendimento de qualidade para as crianças, alguns serviços, medicamentos e equipamentos do Inca precisam ser adquiridos por meio de doação.

A informação foi confirmada pela médica Sima Ferman, chefe da Seção de Oncologia Pediátrica do Inca. “Sempre tem alguma coisa que falta ou que a gente não consegue disponibilizar rapidamente. E essa verba [da doação] é que vai fazer a diferença no sentido de facilitar, para que eu não deixe de dar nada que a criança precise, para que ela tenha o melhor tratamento possível”.

Sima Ferman elogiou o voluntariado dos alunos da escola e sua mobilização sobre o tema. Ela destacou que o dinheiro que resulta da caminhada permite adquirir remédios em um processo rápido, sem que haja necessidade de abrir licitação com essa finalidade.

O câncer infantojuvenil é potencialmente curável, assegurou a médica, desde que haja um diagnóstico precoce e um tratamento especializado. A média no Brasil é 250 casos novos de câncer infantojuvenil por ano. O câncer em crianças representa 3% do total de cerca de 11 mil novos casos de câncer previstos no país.

“Câncer na criança é um problema de saúde pública, é a segunda causa de morte de crianças no Brasil e no mundo”. Em média, o tratamento em crianças e adolescentes dura entre seis meses e dois anos.

A partir daí, os pacientes têm um acompanhamento que se estende por cinco anos. Ao fim desse prazo, eles são considerados curados, embora permaneçam sendo controlados a vida toda, incluindo sua reintegração social. Atualmente, 400 crianças estão em tratamento de câncer no Inca.


Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cai mortalidade por câncer no país


O número de pessoas com câncer no Brasil caiu na última década. Dados divulgados hoje (27) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que no período de 2003 a 2012 a redução foi 0,53% entre os homens e 0,37% entre as mulheres. O calculo foi feito com base nas taxas de mortes por 100 mil pessoas a cada ano.

Segundo o Inca, as regiões que mais conseguiram conter os diferentes tipos de câncer foram o Sudeste, o Sul e o Centro-oeste. Por outro lado, a taxa de mortalidade no Norte e Nordeste aumentou. O instituto atribui a subida à melhora na coleta de dados.

Os tipos de câncer que mais levam à morte no Brasil continuam sendo os de traqueia, brônquio e pulmão; estômago, cólon e reto ( conhecido por câncer de intestino), próstata, mama, além de câncer de colo de útero.

Fonte: Portal EBC

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Em 24 anos, parcela de fumantes cai de 34% para 11% no Brasil

Medidas educativas e leis antifumo contribuíram para mudança de comportamento, apontam especialistas.

Foto:Internet


O Brasil é hoje o terceiro país com maior índice de ex-fumantes do mundo, ficando atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Em 1989, 34% da população adulta fumava no País. Em 2013, esse índice caiu para 11%

O médico pneumologista do Instituto Nacional de Câncer (Inca) Ricardo Meirelles acredita que as medidas educativas e restritivas ao cigarro vêm gerando, lentamente, mudanças comportamentais em fumantes e não fumantes.

“Antigamente, o tabagismo era uma coisa estimulada pela sociedade. Ainda não existiam estudos que mostravam o malefício do cigarro. Nos anos 1930, 1940, nos Estados Unidos, os médicos faziam propaganda de cigarro. A comunidade científica só descobriu que a nicotina é uma droga em 1986”, aponta Meirelles.

Dois anos depois, em 1988, surgiram as primeiras restrições ao consumo do cigarro no Brasil. Eram apenas recomendações do Ministério da Saúde para que as pessoas não fumassem no trabalho ou usassem áreas delimitadas para isso, os chamados fumódromos.
Em 1989, veio a primeira lei contra cigarro no Brasil. O fumo foi proibido em locais públicos, como hospitais, salas de aula, teatros e cinemas. A legislação não restringiu totalmente a propaganda do cigarro, mas proibiu, por exemplo, aquelas que associavam o tabagismo com ideias positivas como o bem-estar corporal ou à saúde física.
Até que, em 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a primeira lei federal antifumo. Regulamentada três anos após a sanção (em maio deste ano), a lei começa a valer em dezembro. O texto proíbe qualquer propaganda de cigarro, inclusive nos pontos de venda, e não permite o consumo de cigarro em locais públicos, mesmo em fumódromos.

VitóriaChefe do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a médica Tânia Cavalcante afirma que cada lei aprovada representa uma vitória diante do enorme poder da indústria do fumo.
“A gente precisa avançar mais nas leis e nas medidas que visem reduzir o acesso dos adolescentes ao cigarro, para evitar esse primeiro contato. A gente anda muito lento nesse processo porque os obstáculos são enormes”, diz Tânia. “A gente sabe que o lobby da indústria no Congresso Nacional é muito forte. Isso acontece não só no Brasil, mas em todos os países".
Apesar de as ações de controle do fumo colaborarem para que o cigarro perca popularidade, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo ainda sejam fumantes, o que representa um terço da população mundial adulta.
Fonte: Agência Câmara

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mostra aborda disseminação do uso do tabaco e seu controle no país


Com o intuito de disseminar informações sobre a prevenção do câncer, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abrem hoje (17), no Rio de Janeiro, a exposição O Controle do Tabaco no Brasil: Uma Trajetória.

A exposição estará aberta ao público até 3 de dezembro, no Colégio Pedro II, de Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Será possível ver como a produção e o consumo de cigarros foram incentivados pela indústria, e também entender as ações de saúde pública voltadas para o seu controle.

A iniciativa faz parte do projeto História do Câncer – Atores, Cenários e Políticas Públicas,  fruto de parceria entre o Inca e a Fiocruz, que produz conhecimento histórico sobre a trajetória do controle do câncer no Brasil.

Além da exposição, estão agendadas palestras aos alunos dos ensinos fundamental e médio e professores do Colégio Pedro II sobre o tema. Na terça-feira (18), o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Fiocruz apresentará as principais estratégias da indústria do tabaco para conquistar o público jovem.

Fechando o ciclo de palestras na quarta-feira (19), historiadores do projeto História do Câncer: Atores, Cenários e Políticas Públicas, da Casa de Oswaldo Cruz, falarão sobre a trajetória do tabaco e do cigarro no Brasil, destacando aspectos históricos curiosos, relacionados à indústria e à saúde pública.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 4 de novembro de 2014

INCA realiza em fevereiro de 2015 VII Curso de Verão em Oncologia

Inscrições para o curso estão abertas até 7 de novembro
Inscrições para o curso estão abertas até 7 de novembro
A pós-graduação do Instituto Nacional do Câncer (INCA) convida estudantes de graduação em Ciências da Saúde para o VII Curso de Verão em Oncologia. A formação será oferecida gratuitamente, entre os dias 2 e 13 de fevereiro de 2015, com carga horária de 90 horas.

O curso tem como objetivo integrar os estudantes com as linhas de pesquisa do INCA através de conceitos e práticas utilizados na pesquisa oncológica.
As inscrições estão abertas desde 27 de outubro e estão abertas 7 de novembro, através do site www.inca.gov.br.

Fonte: INCA

domingo, 26 de outubro de 2014

Médicos reforçam importância da mamografia e alertam sobre exames complementares

Foto: Divulgação
A mamografia continua sendo o principal meio de prevenção contra o câncer de mama e deve ser feita anualmente pelas mulheres a partir dos 40 anos de idade. Essa recomendação adotada pela Sociedade Brasileira de Mastologia foi reforçada neste fim de semana pelo radiologista norte-americano Edward Sickles, diretor do Serviço de Diagnóstico por Imagem das Mamas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, durante o 1º Simpósio Internacional de Imagem em Oncologia, no hospital A.C.Camargo.

Referência para a medicina mundial no que se refere à análise de rastreamento de imagens para se detectar a presença de câncer mamário, o radiologista coordenou o Sistema de classificação denominado Birads (sigla em inglês para Breast Imaging-Reporting and Data System). O método serve para identificar os elementos encontrados nas imagens, que vão desde a inexistência de tumores até os mais variados graus de deformação celular, auxiliando os médicos a escolher a melhor forma de tratamento.

O sistema está na quinta edição (lançada este mês), nos Estados Unidos, e, entre as novidades tecnológicas, traz o recurso da tomossíntese digital ou a mamografia em terceira dimensão (3D), que permite reduzir os casos falsos positivos.

A oncologista Elvira Ferreira Marques, Do A.C.Camargo, alerta que em casos de paciente com mamas densa ou de pessoas com histórico que evidencie o risco da doença, os exames complementares à mamografia são necessários tanto para se ter um diagnóstico mais preciso quanto para a definição do melhor procedimento para conter a evolução do tumor. “Tudo vai depender do grau de rico da pessoa”, explicou ela.

A médica defende que em alguns casos, de paciente com suscetibilidade hereditária, por exemplo, o acompanhamento poderia começar mais cedo, pouco depois dos 30 anos.

Dados do Instituto Nacional de Cancer (Inca) indicam que o câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres, com o surgimento de 22% de casos. A estimativa do Inca é que neste ano surjam 57.120 casos.

Fonte: Portal EBC